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Confinado | Anthony Hopkins resgata performance digna de Hannibal Lecter em novo thriller

 

Por Victoria Hope

O vencedor do Oscar Anthony Hopkins está prestes a voltar às telonas com o thriller Confinado, novo lançamento da Diamond Films que chega aos cinemas de todo o país em 29 de maio. Depois de uma leva de personagens mais doces – entre os quais o protagonista de “Meu Pai”, drama que lhe rendeu sua estatueta mais recente –, o astro resgata sua veia vilanesca neste novo projeto do diretor David Yarovesky ("Brightburn: Filho das Trevas").  

Em Confinado, Hopkins canaliza a psicopatia e frieza que fizeram do seu Hannibal Lecter um personagem tão memorável e apresenta ao público William, um misterioso justiceiro determinado a impor seu senso de moralidade. 

Na trama, encabeçada por Bill Skarsgård (“Nosferatu”), Eddie é um jovem pai em busca de uma maneira fácil e rápida de resolver seus problemas financeiros, quando se depara com uma SUV de luxo abandonada em um estacionamento qualquer. O que parecia ser sua sorte grande de repente se prova uma armadilha mortal. Isso porque o veículo pertence a William, um homem frio e calculista que não só quer punir Eddie por sua audácia, como lançá-lo em jogo implacável pela sua sobrevivência.

Foi justamente esse senso deturpado sobre o que é certo e o que é errado que cativou Hopkins, segundo Yarovesky. Em entrevista ao MovieWeb, o cineasta lembra que o astro demonstrava um interesse profundo no antagonista de Confinado desde o momento que se conheceram. 


Confinado / Foto: Diamond Films

“Saí da nossa primeira reunião direto para o aeroporto e, no caminho, mandei um e-mail para ele. Antes mesmo de descer do carro, ele já tinha me respondido com uma longa mensagem, dizendo o quão empolgado estava, discutindo o senso de moralidade [do personagem]. Passei provavelmente as próximas duas horas redigindo uma resposta e, antes de pousar em Nova York, já tinha um novo e-mail dele”, conta Yarovesky. “Pensei ‘o que está acontecendo? Virei amigo do Anthony Hopkins?”

Essa troca constante entre ator e diretor aconteceu durante toda a produção. “A gente colaborou muito um com o outro. Um mês antes dele começar a gravar, ele me ligava todas as noites e nós conversávamos por uma, duas horas sobre nossas vidas e sobre o personagem”, afirma Yarovesky. “Ele falava comigo no personagem, como se eu fosse o Eddie. O nível de comprometimento dele… Aprendi muito [nesse processo].”

Não é nada surpreendente, portanto, que esse grau de dedicação de Hopkins seja visível em tela. Ao mesmo tempo que sua presença é ameaçadora, o ator traz um charme para o vilão que o torna uma figura irresistível. Por isso, seus embates com Skarsgård são tão empolgantes: diante de dois astros em momentos tão frutíferos de suas carreiras, Confinado se prova uma história imperdível, capaz de deixar o espectador na beirada da poltrona.


Biografia de Nicholas Winton estrelada por Anthony Hopkins estreia em março nos cinemas

 Por Victoria Hope

Inspirado em uma emocionante história real, Uma Vida - A História de Nicholas Winton (One Life), chega aos cinemas em 14 de março. O longa é estrelado por Anthony Hopkins como Nicholas Winton, um humanitário britânico que ajudou a salvar 669 crianças dos nazistas às vésperas da Segunda Guerra Mundial. 

Conheça a história de Nicholas Winton:

Em 1938, Winton visitou Praga e se deparou com famílias deslocadas pela guerra vivendo em condições extremamente precárias. Eram milhares de famílias que haviam sido forçadas a abandonar suas casas e partir da região norte da Tchecoslováquia para a capital em uma tentativa de fugir das tropas nazistas. 

Enquanto uma crise humanitária sem precedentes se desenrolava, com campos de refugiados lotados enfrentando o rigoroso inverno europeu e a ameaça constante de uma invasão nazista, Winton estava convencido de que poderia coordenar o transporte seguro de crianças refugiadas para o Reino Unido. 

Em uma corrida contra o tempo, Winton e um improvável grupo de apoio trabalharam incansavelmente para resgatar o maior número de crianças possível antes do fechamento das fronteiras. Durante o ano de 1939, eles conseguiram organizar a partida de oito trens de Praga e salvar a vida de 669 crianças. 

Com direção de James Hawes, Uma Vida - A História de Nicholas Winton conta ainda com Johnny Flynn, que interpreta Winton jovem, Helena Bonham Carter, Jonathan Pryce, Lena Olin, Romola Garai, Alex Sharp e Marthe Keller.

[Review] Dois Papas



Por Victoria Hope

O que acontece quando um diretor humaniza duas das figuras religiosas mais importantes da última década? Dois Papas é um drama fictício de 2019, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles e escrito por Anthony McCarten, com base na obra de McCarten, "O Papa". Estrelado  por Anthony Hopkins (Hannibal) e Jonathan Pryce (Game Of Thrones), o filme tem tudo para ser um dos grandes candidatos ao Oscar do ano que vem.

Começo essa crítica dizendo que não sou católica e pouco conheço da religião, mas mesmo assim, o assunto é extremamente importante para todos nós jornalistas, principalmente após a divulgação de casos históricos como o retratado no premiado 'Spotlight'. 

A história fictícia dos dois papas, mostra uma suposta amizade e rivalidade entre os papas Bento XVI e Franscisco, o atual papa. Em duas horas de filme que não são sentidas de forma alguma, vemos o embate entre conservadorismo ortodoxo e uma visão mais humanizada e democrática.

Two Popes / Netflix
Com uma fotografia e montagem belíssimas, acompanhamos as conversas acaloradas entre os dois personagens, com diálogos impecáveis que se destacam pela sua carga emocional. Há momentos em que vemos uma câmera trêmula, focando apenas nos rostos dos atores e o resultado é incrível.

Tirando a parte da ficção de lado, a trama aborda diversos temas que aconteceram na vida real de ambos papas, desde a ditadura ao escândalo de abusos sexuais infantis dentro do Vaticano, mas tudo apenas 'pincelado' para que a carga do filme não ficasse tão pesada.

Com atuações de tirar o fôlego, Dois Papas é uma obra simples, positiva e otimista sobre os novos rumos da igreja católica, principalmente do Vaticano, com a chegada do argentino Francisco, apaixonado por futebol, tango e sua amada Argentina.

Two Popes / Netflix 
Além das diversas piadas extremamente pontuais e hilárias entre as farpas trocadas, existe na trama uma boa quantidade de comentários sociais não apenas sobre questões LGBT, divórcio, além da necessidade de voltar às raízes da religião.

Vários temas políticos também são abordados no filme de forma leve e despretensiosa, apesar de que o filme não poupa detalhes ao mostrar os horrores da ditadura que aconteceu na Argentina e que perdurou por muitos anos até que a democracia chegasse.

Esse é um dos filmes que faz você se sentir leve ao final, mas também faz questão de mostrar que há um lado muito obscuro dentro do Vaticano que precisa ser escancarado. Além das atuações brilhantes, o filme conta com uma trilha sonora impecável e cenas dignas de quadros.

NOTA: 10 / 10

Netflix | Anthony Hopkins e Jonathan Pryce recebem foto inédita do filme original 'Dois Papas'


Por Victoria Hope

Quem estava sentindo falta do Anthony Hopkins levante a mão \o/ Anunciado como parte da programação do Festival Internacional de Cinema de Toronto 2019, o filme estará disponível em breve só na Netflix

O diretor Fernando Meirelles, indicado ao Oscar por Cidade de Deus, e o roteirista Anthony McCarten, três vezes indicado ao Oscar, trazem a história dos bastidores de uma das mais dramáticas transições de poder nos últimos 2000 anos. Frustrado com a direção da Igreja, o cardeal Bergoglio (Jonathan Pryce) pede permissão ao papa Bento XVI (Anthony Hopkins) para se aposentar em 2012.

Em vez disso, enfrentando escândalos e sua própria insegurança, o introspectivo papa chama seu maior crítico e futuro sucessor a Roma para revelar um segredo que abalaria os alicerces da Igreja Católica. O que se vê dentro dos muros do Vaticano, então, é a disputa entre a tradição e o progresso, a culpa e o perdão, e dois homens muito diferentes confrontando seus passados em busca de terreno comum para forjar o futuro de um bilhão de seguidores em todo o mundo.

* Inspirado em fatos reais.

Anthony Hopkins (Esquerda) e Jonathan Pryce (Direita) / Netflix