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Doc sobre Noel Nutels, sanitarista que se dedicou à saúde das comunidades indígenas, estará gratuito no Curta!On

 

Por Victoria Hope

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STJ) que derrubou o marco temporal é uma vitória para os povos originários. Os questionamentos sobre a demarcação de terras indígenas vêm de muito tempo. O médico sanitarista Noel Nutels em depoimento à CPI do Índio na Câmara dos Deputados, em 1968, abordou o assunto. 

Seu discurso emocionado está no documentário “Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels”, disponibilizado gratuitamente na pasta Degustação do Curta!On - Clube de Documentários – na Claro TV e no site CurtaOn.com.br No canal Curta! haverá duas exibições: em 1 de outubro, às 23h, e em 8 de novembro, às 19h. A direção é de Tiago Carvalho, com produção da Banda Filmes e distribuição da VideoSaúde Distribuidora, da Fiocruz.

O filme documenta a jornada do médico sanitarista brasileiro Noel Nutels, que dedicou sua vida à missão de cuidar da saúde das comunidades indígenas do Brasil. Nutels é apelidado de "Índio Cor de Rosa" devido ao seu compromisso com a causa indígena. Entre as décadas de 1940 e 1970, ele foi um dos pioneiros a denunciar o genocídio em curso das populações indígenas.

Noel Nutels no Brasil / Foto: Divulgação Curta!On

O documentário destaca a sua coragem política ao testemunhar na CPI do Índio na Câmara dos Deputados em 1968. O discurso de Nutels enfatizou a cobiça pela terra e seus recursos naturais como fatores que se relacionavam com a violência contra os povos indígenas: “É um vício de estrutura econômica. Enquanto não fizermos realmente uma reforma agrária, enquanto a terra for objeto de mercadoria e especulação, continuaremos a ver o genocídio dos povos indígenas para a venda de terras. (...) Quem detém as terras dos indígenas? Quem é o proprietário dessas terras?”, questiona Noel Nutels. O documentário foi construído com imagens inéditas de acervo e com o único registro de sua voz, para denunciar o que ele chamou de “massacre histórico contra as populações indígenas”

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Quando o doc será exibido?

“O índio cor de rosa contra a fera invisível: a peleja de Noel Nutels” (Documentário) 

Domingo, 01/10 - 23h 

Quarta-feira, 07/11 - 19h

Classificação: Livre

Ruth de Souza, Léa Garcia e Haroldo Costa: artistas pioneiros do ‘Teatro Experimental do Negro’, em episódio inédito de ‘Cias do Teatro Brasileiro'

 

Por Victoria Hope

O teatro brasileiro sempre teve um predomínio de atores brancos, com raras exceções na primeira metade do século passado. Entre essas figuras, destacam-se os irmãos Vasques (século XIX) e Benjamin e Vitória de Oliveira, que vieram do circo-teatro. Já Grande Otelo foi revelado pela Companhia Negra de Revistas, a primeira a colocar um negro em cena. 

Esses artistas, no entanto, eram de linhagem cômica e somente na década de 1940, a partir da criação do Teatro Experimental do Negro (TEN), atores negros passaram a representar papéis dramáticos. Parte dessa história será contada no quarto episódio da série inédita “Companhias do Teatro Brasileiro”, exibida com exclusividade no Curta!. A direção é de Roberto Bomtempo e a produção é da Camisa Listrada. 

Ruth de Souza, Léa Garcia e Haroldo Costa são alguns artistas que relembram em entrevistas inéditas como o TEN surgiu, seus objetivos e sua trajetória. Fotos e entrevistas históricas ilustram o episódio, que conta ainda com o pesquisador Daniel Marano e Elisa Larkin Nascimento, escritora e diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros.  

Ensaio de Sortilégio, com Abdias Nascimento e Léa Garcia, 1957/ Foto: Arquivo Nacional

Abdias Nascimento — ator, poeta, jornalista, economista e militante da causa negra — foi o criador da companhia ao lado de Aguinaldo Camargo, Theodorico dos Santos e José Hernel. O TEN foi uma resposta a uma prática comum na época conhecida como "black face", na qual atores brancos tinham o rosto pintado de preto para interpretar personagens negros. Abdias ficou indignado ao assistir a uma produção teatral que utilizava essa prática e decidiu fundar um teatro negro que servisse para combater o racismo. O "Experimental" viria para romper conceitos, permitir a experimentação artística e o questionamento das normas estabelecidas. Além, claro, de mostrar que os negros também podiam ser atores e participar ativamente das produções teatrais. 

Em um primeiro momento, o elenco do TEN seria composto por pessoas humildes, entre empregadas domésticas e funcionários públicos de baixo nível. Por isso, segundo Elisa Larkin Nascimento, escritora e diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros, a primeira medida tomada foi a de ofertar aulas de alfabetização porque “sobretudo naquela época, mais do que hoje, não se fazia teatro sem texto. O texto era a estrutura do teatro, então tinha que saber ler”, ressalta ela.

O TEN estreou em 8 de maio de 1945 com a peça "O Imperador Jones", de Eugene O'Neill, não por acaso, a mesma que Abdias tinha assistido anos antes, marcando a primeira vez que atores negros pisaram no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre os talentos estava Aguinaldo Camargo, que era delegado de polícia, e se mostrou uma das grandes revelações dramáticas da década.

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"Teatro Experimental do Negro” pode ser assistido também no Curta!On – Clube de Documentários, disponível na Claro TV+ e em CurtaOn.com.br Novos assinantes inscritos pelo site têm sete dias de degustação gratuita de todo o conteúdo. A estreia do episódio é na Terça das Artes, 15 de agosto, às 23h30.

Canal Curta! exibe com exclusividade documentário sobre Angela Davis


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Por Victoria Hope



"Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela"



Em celebração à semana da Consciência Negra, o documentário 'Libertem Angela Davis, dirigido por Shola Lynch estreia na Sexta da Sociedade do canal Curta!, dia 24 de Novembro às 22h10. O filme retrata a vida da filósofa que dedicou sua vida pela causa da luta negra e foi uma das precursoras do feminismo negro na América. 

Angela ficou conhecida por seu engajamento em defesa dos direitos humanos e foi exatamente por esse motivo que foi presa em 1970, enquanto defendia três prisioneiros negros. Na época, houve uma grande campanha pela liberação desses três homens negros e como resultado a própria autora foi presa. Músicos como John Lennon e Rolling Stones chegaram a gravar músicas em protesto contra a prisão dela e por fim Davis foi  inocentada e se tornou um símbolo da luta pelos direitos civis. 

Para assinantes do On Demand NOW, da NET, o documentário já está disponível na plataforma. 

Continuando as comemorações da semana, a faixa 'A Vida é Curta', na Quarta do Cinema, dia 22 de Novembro, irá exibir três produções com a temática. Às 20h, o filme 'Babás', de Consuelo Lins, traze uma reflexão autobiográfica sobre o papel e a presença das babás no cotidiano de famílias brasileiras. 

Logo depois, 'Manis Propes', de Louise Botkay, retrata a dependência de clichê da pobreza africana. Por fim, o filme 'Macau, do jeito que sua Alma Entende' de Daniel Tupinambá, contand sobre o lançamento do primeiro disco de Macau, compositor conhecido pelo hit 'Olhos Coloridos', canção imortalizada na voz de Sandra de Sá.