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Outlander, a série que fará você se apaixonar pela Escócia!



Por Debora Lemos

Amor, sexo, traição, ódio, caça às bruxas e guerra torna Outlander fonte inesgotável de entretenimento para todos os gostos


"Sing me a song of a lass that is gone. Say, could that lass be I? Merry of soul she sailed on a Day... Over the sea to skye."

É assim, com essa belíssima canção escocesa, que começa uma das produções televisivas mais aclamadas de todos os tempos. Achou exagerado? Confira a abertura:



Outlander é uma série americana criada pelo escritor e roteirista George R. R. Martin, o mesmo autor dos livros da série Game of Thrones.

Baseada na obra literária Outlander (“Viajante do Tempo”, em português), da escritora Diana Gabaldon, a série conta a história da corajosa Claire (Caitriona Balfe), enfermeira inglesa que, após presenciar os horrores da segunda guerra, decide tentar restabelecer seu casamento com Frank Randall (Tobias Menzies) em uma segunda viagem de lua de mel.

Para o tão sonhado recomeço, escolhem a cidade de Invernes, no norte da Escócia - inclusive vale à pena conferir as belas montanhas do local, são de encher os olhos. Randall aproveita a viagem para pesquisar sobre seus antepassados e em uma noite especialmente misteriosa ele e Claire acabam presenciando um ritual pagão, feito por mulheres Wiccas em volta de um círculo de pedras.



Naquele momento, Claire pressente que de alguma maneira observar aquilo mudaria sua vida para sempre: “uma pequena voz interior me alertou de que eu não deveria estar aqui, eu era uma voyeur importuna que observava algo antigo e poderoso”.

No dia seguinte, Claire sobe sozinha ao monte novamente para procurar algumas espécies de plantas medicinais, quando ouve um barulho vindo das pedras e, ao tocá-las, é transportada através do tempo para a Escócia de 1743.

Nesse novo ambiente ela conhece Murtagh Fraser, que a salva das garras do terrível Jonathan Randall, mais conhecido como “Black Jack”. Após estar em relativa segurança, Claire utiliza seus conhecimentos como enfermeira para ajudar Jaime Fraser, um belo soldado escocês ferido em combate contra os ingleses, e sob fortes suspeitas de ser uma espiã inglesa, passa a ser prisioneira de Colum Mackenzie, o poderoso líder do Clã Mackenzie.

Ao longo da série, assim como no livro, somos conduzidos na história pela narrativa em primeira pessoa onde, através de seu olhar anacrônico pertencente à outra época, Claire nos leva a analisar os personagens históricos que se apresentam, e a certeza de que eles são tão incríveis quanto os protagonistas é garantida!

Todos os elementos presentes no decorrer da trama acaba por tornar a série uma fonte inesgotável de entretenimento. Cada episódio é hipnotizante e dificilmente terminamos um sem já querermos partir para o seguinte. Além disso, as paisagens, a trilha sonora e os personagens nos levam realmente a vivenciar a belíssima cultura das terras altas.

[Review ] Mulher Maravilha



Por Victoria Hope


Algumas oportunidades ficam para sempre em nossas memórias e nossa equipe ganhou uma das melhores! Assistimos ao filme em Março, mas não poderíamos divulgar quaisquer informações relacionadas à trama, mas agora novas críticas vieram à tona apenas para confirmar o que já acreditávamos!

Mulher Maravilha sem dúvida é o melhor filme de super herói do ANO! Podemos dizer sem receios que a opinião foi unânime na equipe. Não irei contar muitos detalhes sobre a trama, pois este é um filme que merece ser visto no cinema e de preferência em tela IMAX.

Há anos, fãs de todo o mundo, principalmente o público geek feminino tem pedido por representatividade na industria e após anos de luta e insistência, finalmente recebemos esse grande prêmio.

Na trama, vemos uma jovem Diana confusa com suas origens e que ainda não entende muito sobre seus poderes. Sua mãe fará de tudo para que ela não descubra seu verdadeiro potencial, enquanto, sua tia Antíope, será a grande Amazona que irá treinar a pequena Diana até sua fase adulta.

Uma das sequências mais belas do filme conta a história da origem das Amazonas, com direito a explanação sobre lendas gregas antigas de Deuses do Olimpo.

Outro ponto importante sobre a trama é o tom de comédia, muito equilibrado com a dose de drama e ação. Uma das cenas mais hilárias do filme fica por conta das mulheres antigas, chocadas com a atitude da Diana perante os homens, Nossa Amazona  não entende o motivo por trás do receio das mulheres em levantar a voz e dizer o que pensam aos homens. Ver essas mulheres clássicas tentando fazer Diana se tornar uma "mulher apropriada" rendeu boas gargalhadas.



Não poderia deixar de falar do romance, também presente na trama entre o soldado Steve (Chris Pine) e Diana. Vale ressaltar que nada é muito exagerado ou pesado entre os dois.

Falando sobre a trama principal, Diana já adulta, segue em missão para encontrar o paradeiro do Deus Ares (amamos a escolha do ator), pois ela está convencida de que a  1ª Guerra está acontecendo por influência desse deus.

Além do assunto bélico, o filme traz pautas muito pertinentes relacionadas a igualdade de gêneros, a luta por direitos iguais e outros problemas sociais responsáveis por dificultar a vida das mulheres na sociedade.

Mulher Maravilha, para mim, foi um dos melhores títulos lançados pelo universo cinemático da DC até hoje. O filme não desaponta, é leve, tem um ótimo timing e é perfeito para que novos fãs entendam a origem da Princesa Amazona.

Sobre Gal Gadot, restam apenas elogios. A atriz definitivamente trouxe a poderosa Mulher Maravilha à vida, com seu ótimo humor, capacidade física e uma boa dose de ironia e sarcasmo.


O filme tem estreia marcada para 1º de Junho em todos os cinemas do Brasil!

[Review] Corra!


Um dos filmes de horror mais angustiantes do Ano!

Por Victoria Hope.

O filme "Corra!" (Get out) marca a estreia do comediante Jordan Peele no cinema de horror e é um dos tapas na cara mais necessários de 2017. O diretor já era conhecido na indústria por seu humor ácido e por sempre mencionar questões sociais como o racismo e o sexismo em seus skits de comédia, mas em Corra! temos a oportunidade de ver outro lado da mente genial de Peele.

Corra! conta a a história de Chris, um fotógrafo negro e norte americano que namora uma moça branca do subúrbio americano. Logo no início, percebe-se a quebra de diversos estereótipos, normalmente associados à personagens negros na indústria do cinema. Aqui o protagonista é  um homem sensível, envolvido com as artes, odeia violência, não é hipersexual e vive uma vida confortável em um elegante apartamento no centro da cidade.

É impossível falar mais sobre o enredo do filme sem contar spoilers, logo, limitarei-me a apenas relatar alguns fatos importantes para toda a construção da trama. 

A escolha do elenco foi primorosa e contou com o inglês Daniel Kaluuya, aclamado ator conhecido por seu trabalho em Black Mirror, que aqui dá um show de atuação mais uma vez e nos faz querer sair da cadeira do cinema a todo tempo. Destaque também para o comediante LilRel Howery, que interpreta o hilário melhor amigo do protagonista.   
 
Desde os primeiros minutos do filme, a questão racial é mencionada, a partir do medo do protagonista Chris (Kaluuya) em conhecer a família branca de sua namorada. Eu mesma, sou negra, norte americana, então minha visão sobre o assunto se assemelha a visão do personagem. 

Muitas vezes nos encontramos em situações muito parecidas na vida real, o que torna o tema ainda mais assustador, levando em conta que grande parte do enredo que leva a trama, acontece ainda nos dias de hoje, não apenas nos Estados Unidos, mas ao redor do mundo também. 

Para se falar de Corra! é preciso entender todas as mensagens subliminares a cerca do enredo. Cada cena foi minuciosamente pensada, cada mínimo detalhe calculado para retratar com veracidade todo o drama acerca do protagonista. 

Cena de Get Out / Divulgação
Alguns momentos são intimistas, outros beiram ao cômico, deixando clara toda a influência de Peele ao estilo de filmagem, que além de bela, traz um outro olhar para o universo do Horror. Durante todo o filme, notamos a "coisificação" de negros norte americanos e podemos perceber o verdadeiro significado da palavra apropriação cultural (literalmente mostrada sobre a forma de dominação do corpo, da moda e dos costumes negros). 

"O preto está na moda."-  É a frase dita por um magnata branco e idoso em uma das cenas mais tensas do filme, que serve como um divisor de águas para o protagonista Chris.

Em nenhum momento o filme esconde sua real mensagem, fazendo com que a plateia se sinta desconfortável nos momentos certos e em que em instantes, sinta toda a dor e angústia do protagonista. O filme te faz rir, mas ao mesmo tempo, traz a sensação de que algo muito errado está acontecendo.

Cena de Get Out / Divulgação

Um dos pontos mais geniais da trama foi o retrato dos antagonistas, que de início parecem apenas cidadãos comuns, quando na verdade escondem muito mais do que sua aparência denuncia.

Vemos aqui típicas famílias brancas liberais norte americanas, que votaram no Obama, que apreciam a música, arte e cultura negra, mas que ainda carregam dentro de si diversos preconceitos e engajam com micro agressões racistas contra o protagonista entre outros personagens negros a sua volta.

O filme mostra que o racismo é praticado por muitos, ainda que de forma velada e inclui um importante detalhe que para muitos pôde até passar despercebido: A participação de membros da comunidade asiática no sentimento anti-negro, assunto ainda tabu, mas importantíssimo de ser retratado.

Detalhes como a colheita de algodão (mencionada de modo subjetivo, mas genial),  a xícara de chá, também utilizada por damas brancas como 'sino' para chamar escravos e por fim, o cervo, conhecido como BUCK, termo pejorativo muito usado até os anos 50 nos Estados Unidos para chamar homens negros que não baixavam obedeciam seus senhores, enriquecem ainda mais a crítica social formada pela trama. 

Mais uma vez, todos esses pequenos detalhes fazem com que o filme seja uma obra prima moderna, que retrata uma ficção que poderia muito bem acontecer no mundo real (claro, que com algumas ressalvas).

Cena do filme / Dilvulgação
Vale lembrar que o filme apresenta algumas cenas de susto, que não são forçadas de forma alguma, porém, podem fazer você pular da cadeira. O título de horror ainda intriga, pois o filme mais assemelha-se mais ao conceito de suspense psicológico, mas entendo a necessidade do rótulo.

Corra! de Jordan Peele estreia em todos os cinemas do Brasil no dia 18 de Maio!

Nota: 5/5

Disney Paris recebe Premiére de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar



Neste Domingo (14) a Disneylândia Paris recebeu a première do filme "Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar' com a presença de Johnny Depp, Javier Bardem, Orlando Bloom e a atriz Kaya Scodelario.

Dezenas de fãs da franquia visitaram o parque para receber os convidados do evento. Esse é o quinto e último título da Franquia de Piratas do Caribe, que apresentou seu primeiro filme em Agosto do ano de 2003.

Johnny Depp e Orlando Bloom retornam às telas nos papéis do icônico Pirata beberrão Jack Sparrow e o jovem civil Will Turner. O filme marca o retorno do bom moço à saga após muitas especulações de fãs, além de trazer nomes como Javier Bardem (Biutiful), no papel do vilão Salazar.

Nessa nova aventura, Capitão Jack se encontra em maus lençóis e mais uma vez, o passado bate a porta, quando marinheiros fantasmas assassinos escapam do Triângulo das Diabo, a fim de matar todo e qualquer pirata em seu caminho.

Foto: Divulgação / François Durand
Kaya Scodelario (Skins), atriz britânica com descendência brasileira, interpreta a brilhante astrônoma Carina Smyth, que deverá formar uma inconveniente aliança com o capitão Jack. Juntos eles partem em uma aventura para encontrar o lendário tridente de Poseidon, a única esperança para a sobrevivência dos piratas.
Foto: Divulação / François Durand
Com direção de Joachim Rønning, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar ´é o quinto título da franquia e marca a distância de seis anos desde o último lançamento, "Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas. 
Ao longo dos anos, a saga de Jack Sparrow chegou a uma arrecadação total de US$ 3,7 bilhões no mundo inteiro e foi a primeira franquia a adaptar uma atração do parque Disney para as telas do cinema.
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar tem estreia marcada para o dia 25 de Maio em todos os cinemas do Brasil ;) 

[REVIEW] Rei Arthur (2017)



Por Nayara Trevizan

De uma maneira bastante diferente, o diretor Guy Ritchie conta as origens de Arthur Pendragon (Charlie Hunnam) que ainda criança foi levado do castelo após a traição de seu tio Vortigern (Jude Law) e a morte de seus pais.

Com isso, ele acaba crescendo nas ruas e becos de Londonium, controlando o local com sua gangue e desconhecendo sua real origem até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur.

A existência de um rei com direto ao trono e que pode livrar o povo da tirania de Vortigern, desencadeia várias revoltas e então Arthur se junta à Resistência e recebe ajuda de uma maga enviada por Merlin (Astrid Bergès-Frisbey) para conseguir dominar a espada, enfrentar seus medos e então se tornar um rei.

Para aqueles que conhecem a lenda do Rei Arthur e as outras histórias que fazem parte do Ciclo Arturiano, alguns personagens importantes fazem falta na história, como o mago Merlin, que acabou sendo substituído pela maga interpretada pela atriz Astrid Bergès-Frisbey, e que também possuí uma origem pouco abordada.

Em nenhum momento seu nome é citado e nos créditos sua personagem tem apenas o nome “The Mage”, mas ao longo do filme tudo indica que ela é Guinevere. Em relação à atuação, os principais não deixam nada à desejar, Charlie Hunnam faz um ótimo trabalho se saindo muito bem em diversos momentos e Jude Law faz um ótimo vilão que realmente convence mostrando sua sede pelo poder.



Por outro lado, a pequena mas totalmente desastrosa aparição de David Beckham é muito ruim e de fato, realmente merece todas as críticas que vem sofrendo. As cenas de batalhas são realmente muito boas, ficando muitas vezes parecidas com um jogo de videogame, principalmente quando Arthur entra em ação com sua espada, e juntando isso com os efeitos visuais e o 3D, o visual do filme funciona de uma maneira ótima.

Outra coisa que ajuda muito é a trilha sonora que é impecável e acompanha o clima de todos os momentos. Em geral Rei Arthur: A Lenda Da Espada pode acabar decepcionando os fãs de Arthur que esperam ver a lenda contada com todos os detalhes, mas é um ótimo filme para quem gosta de muita ação e efeitos especiais.


Nota: 3.5/5.0

[REVIEW] Documentário 'Cuidado com o Slenderman'



Por Nayara Trevizan.


Em 31 de maio de 2014 na cidade de Waukesha que faz parte do estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, uma garota esfaqueada foi encontrada à beira da estrada pedindo por ajuda, o homem que a encontrou perguntou quem tinha feito isso à ela, e então ela lhe respondeu que havia sido sua melhor amiga.

As suspeitas de terem cometido o crime eram Morgan Geyser e Anissa Weier (de 12 anos), que confessaram aos investigadores que fizeram isso com a amiga porque foram obrigadas para agradar o Slenderman, caso isso não fosse feito ele iria atrás delas para mata-las e suas famílias também. A vítima, Payton (“Bella”) Leutner, sobreviveu ao ataque e as duas garotas foram acusadas de tentativa de assassinato.

Cuidado com o Slenderman (em inglês “Beware The Slenderman”), narra esse acontecimento com ajuda de desenhos, cenas de jogos e vídeos caseiros encontrados na internet com aparições do monstro.

O documentário conta também com entrevistas dos especialistas que ajudaram a contextualizar o estado mental das garotas, e das famílias relatando como estão passando por tudo isso, como as meninas eram quando mais novas e outras coisas, além de cenas tanto do depoimento delas quanto das filmagens realizadas dentro da sala de audiências na Justiça. A direção do documentário é de Irene Taylor Brodsky (indicada ao Oscar por ‘The Final Inch‘, da HBO).





A lenda do Slenderman (homem magro, na tradução do inglês), surgiu no fórum do Something Awful em 2009, e foi criado para um concurso que tinha como objetivo criar uma imagem no Photoshop juntamente com uma história que parecesse real. Segundo a lenda, o homem esguio atrai crianças para as floresta e as mata e desde então a história se espalhou rapidamente na internet e muitas pessoas contam ter visto ou sonhado com ele.

O documentário Cuidado com o Slenderman estreia na HBO Brasil no dia 15 de maio, às 22 horas, no canal HBO. Após a exibição na TV, o documentário estará disponível na plataforma digital HBO GO e na HBO On Demand.

[Review] O Rastro


Por Beatriz Bertolli


É necessário dar inicio ao texto que vai falar sobre o filme “O Rastro” registrando a total surpresa e superação que o filme é para os amantes do terror que vem acompanhando a jornada brasileira nesse gênero há algum tempo.

Colocado esse fato, podemos seguir falando sobre a obra que tem estréia marcada para o dia 18 de Maio de 2017, produzido pela Lupa Filmes, com distribuição da Imagem Filmes e direção de J.C Feyer. No elenco estão atores aclamados pelo público: Leandra Leal como Leila, Cláudia Abreu como Dra. Olívia e Jonas Bloch como Dr. Heitor, todos em um trabalho impecável, como de costume, mas o destaque vai para Rafael Cardoso, como Dr. João, que presenteia o publico com uma atuação do gênero terror surpreendente.

Na história, Dr.João é casado com Leila e está à frente de uma mega operação no ramo da saúde pública. Com muitas responsabilidades e muitas vidas nas mãos, o médico João tenta fazer o seu melhor por todas as pessoas, mas as coisas começam a sair dos eixos quando uma das pacientes que deveria ser transferida de um hospital a outro some no meio da confusão. João se sente culpado pelo erro e determina a si mesmo que precisa fazer de tudo para encontrá-la.

Para os aficionados do horror, o cinema brasileiro nunca foi um terreno muito bem explorado, a lista de filmes não é muito longa e também não existem trabalhos que se destaquem por sua excelência, mas com certeza O Rastro entra nessa lista para somar e subir o nível do terror brasileiro.

Os roteiristas André Pereira e Beatriz Manela revelam que começaram a pensar no filme a oito anos, junto com a produtora Lupa e o diretor J.C, no inicio a Ideia era completamente diferente do produto final que estão entregando agora. Foi um trabalho intenso, de anos de estudo e dedicação com bases solidas em filmes clássicos, como O Iluminado e Os Outros.



De fato, a fotografia de Gustavo Hadba e a direção de arte de Daniel Flaksman contribuíram para essa “busca do terror perfeito”, os ângulos complexos e os ambientes, que ao passar do tempo ficavam cada vez mais sem vida, conversaram tão bem com entre si e com o público, que fica fácil conseguir ser levado pela onda de desespero que o filme propõe. Mas como tudo que está no inicio,

O Rastro ainda não é um exemplo de filme do gênero, o roteiro pode levar o público a algumas deduções que não são as certas, e algumas pontas soltas que acontecem durante as sequências até são amarradas, mas a maioria fica um pouco “frouxa” e tendem a levar a confusão.

O terror tropical que o filme propõe pode incomodar no começo, afinal é diferente de tudo que já foi visto, o costume nos filmes de horror é um personagem sentir frio e estar sempre em silêncio, mas com o decorrer da obra é possível se deixar envolver pelo clima “abrasileirado” do terror.



 Uma grande aposta nacional, o Rastro será lançado nos Estados Unidos e colocado para negociações com outros países. Ainda peca em algumas questões, normais para filmes com orçamentos pequenos, mas surpreende de forma primorosa levando-se em consideração o histórico de produção do gênero no país. Cheio de reviravoltas, de surpresas, de boas atuações e efeitos sonoros,


Esse filme chega às telonas para causar impacto, mostrar o terror vivido pelos brasileiros a cada dia e consegue alcançar o objetivo de dar um passo largo na direção do que pode vir a ser uma nova tradição cinematográfica brasileira.


Nota: 4.7/5