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[Review] Backrooms, um estudo sobre as complexidades da mente humana

 

Por Victoria Hope

Um dos filmes mais aguardados do ano por fãs apaixonados por terror e pelas tradicionais creepypastas ("causos" de outras dimensões), finalmente será lançado nessa semana (28). Com direção do jovem prodígio Kane Parsons, que se tornou conhecido por aprofundar a mitologia por trás de Backrooms da aos 16 anos, o filme é uma das grandes apostas da A24 para esse ano.

Estrelado pelo indicado ao Oscar® Chiwetel Ejiofor (Doutor Estranhoe a vencedora do Festival de Cannes Renate Reinsve (Fjord), o longa apresenta um mergulho profundo pelas facetas da mente humana através da exploração de medos, ciclos viciosos e traumas que podem definir a vida das pessoas desde a infância até o fim da vida.

Muitos fãs da creepypasta original e do found footage dirigido por Kane, já aguardavam adaptações da história há anos, logo, não é a toa que as projeções de bilheteria já estão astronômicas até mesmo antes da estreia oficial para o grande público.

Com a chegada também de "Obsessão", mais um filme dirigido por outro jovem youtuber, Curry Barker, a grande mensagem que chega à indústria do cinema é que o público, principalmente a geração Z, está mais do que pronta para abraçar histórias originais de jovens promissores e que a internet pode e deve ser um expoente para novos talentos como Kane Parsons, Irmãos Phillippou, Markplier entre outros.

Backrooms / Foto: Imagem Filmes, A24


Na trama, o público é apresentado à Clark (Ejiofor), um carismático dono de loja de móveis quase já falida, que atualmente está em tratamento com Mary (Reinsve), uma terapeuta que possui um passado conturbado e obscuro.

Num dia como outro qualquer, no auge de sua solidão, já que agora está passando por um divórcio, Clark encontra uma porta estranha aparece no porão de sua loja de móveis e é a partir desse momento, que o protagonista começará a questionar sua sanidade mental ao descobrir um universo que praticamente é impossível de existir.

Backrooms começa com um estudo sobre esse paciente e sua terapeuta; como seus caminhos se cruzaram, quem faz parte da vida de ambos e como foi que o protagonista encontrou aquele local misterioso e infinito. Ali, naquele mar de memórias inacabadas, conhecido como Backrooms, o personagem tenta fazer sentido de sua própria vida, ao mesmo tempo em que cada vez que se aprofunda mais naquele local misterioso, mais ele quer se perder ali.

Backrooms / Foto: Imagem Filmes, A24

Backrooms se torna mais elevado em momentos onde o lado do psicológico dos personagens é mais explorado e paralela com o próprio ambiente. Toda a ambientação impecável do espaço limiar é também o ponto mais alto do longa e as cenas de found-footage são completamente arrepiantes, conseguindo emular o mesmo sentimento que o da produção original de Parsons evoca, mas  infelizmente, tudo que é muito bem construído nos primeiros dois atos, acaba se perdendo próximo ao terceiro ato.

Quem se interessar pelo tema de espaços limiares após o filme com certeza deverá assistir séries como "Ruptura", que inclusive foi inspirada também história original de Backrooms, segundo Dan Erickson. Durante uma de minhas entrevistas realizadas com Andrew Baseman, Diretor de Design de Produção da série, descobrimos que ele também se inspirou na estética de longos e intermináveis corredores da creepy-pasta para criar os cenários da série! 

Vale também se aprofundar ainda mais sobre o tema e conhecer outra série que muito provavelmente foi a grande inspiração para a criação da história original, "Além da Imaginação" (The Twilight Zone), que desde a década de 70, conta histórias misteriosas como essa, incluindo em episódios como "After Hours" e "The Lonely Girl"

Backrooms / Foto: Imagem Filmes, A24

Apesar da popularidade do tema, é possível dizer que Backrooms vai ser bem divisivo entre a crítica e o público, principalmente entre fãs de terror que esperam apenas por cenas de susto em relação aos fãs que conhecem a história original.

Ao mesmo tempo em que o filme não responde quase nada, parece que tenta responder coisas até demais, deixando bem pouco para a imaginação do público, o que definitivamente não irá agradar muita gente, porém, o filme ainda consegue ser bem-sucedido em expandir ainda mais a mitologia por trás de espaços limiares, mesmo com um roteiro que em diversos momentos deixa muito a desejar e não consegue dizer tudo o que precisa dizer.

E mesmo com tantos pontos a serem questionados, é um grande feito que estúdios como a A24, estejam  apostado cada vez mais em histórias novas e promissoras. Esse filme definitivamente irá abrir as portas para muitas adaptações de jogos e histórias assustadoras que vem dos confins da internet. É o tipo de terror que vai definir toda uma nova geração.

NOTA: 8/10

[Review] Eu, Você e a Toscana, novo romance estrelado por Halle Bailey e Rege Jean-Page

 

Por Victoria Hope

Há anos fãs de romance pedem por uma comédia romântica bem ao estilo anos 2000, leve, despretensioso e com muito humor, e "Eu, Você e a Toscana" acaba de chegar para realizar esse desejo! Estrelado por Halle Baile (A Pequena Sereia) e Regé-Jean Page (Bridgerton), com direção de Kat Coiro (Case Comigo), 

Eu, Você e a Toscana, é o tipo de filme que leva o público à tempos mais simples, onde todos os sonhos da protagonista se realizam e ela precisa lidar com o maior dilema entre dois galãs, enquanto ela aprecia a beleza da Itália, sem muitos conflitos complicados e com personagens de apoio que complementam muito bem a protagonista.

Quase todos os anos há uma discussão sobre o renascimento da comédia romântica, um gênero que dominou todas as décadas do cinema até os anos 2010. Desde então, rom-coms estranhamente receberam menos apoio de Hollywood e lutou para encontrar seu espaço, principalmente quando se fala em representatividade negra dentro do gênero, que aliás, é algo bem raro de se ver.

Eu, Você e a Toscana / Foto: Imagem Filmes

Na trama, o público acompanha Anna (Bailey), uma jovem carismática, que não consegue manter um emprego sequer e sonha por uma vida melhor. Ela tem muitos sonhos, mas poucas habilidades e está prestes a ser despejada quando uma noite irá mudar sua vida para sempre.

Sem saber o que fazer da vida, Anna conhece um charmoso italiano chamado Matteo (Lorenzo de Moor) em um bar e ele irá mostrar para a garota que a vida dela pode ser muito melhor se ela sair daquele lugar e seguir seus sonhos.

Antes de sua mãe falecer, Anna havia comprado passagens para ir até a Toscana e conhecer a gastronomia do local, mas após o falecimento da matriarca, nada mais foi a mesma coisa e a garota pareceu perder sua paixão pela vida, mas a chegada do Matteo e a possibilidade de mudar de vida, chegam num passe de mágica e agora ela está prestes a viver um verdadeiro conto de fadas.

Eu, Você e a Toscana / Foto: Imagem Filmes

Na belíssima cidade da Toscana, na Itália, Anna vê seus sonhos se realizarem pouco a pouco, mesmo com um desencontro pra lá de desagradável com o enigmático Michael (Jean-Page), irmão de Matteo, que não parece ser muito fã da garota de início, mas pouco a pouco, uma nova amizade se inicia.

O mais interessante de "Eu, Você e a Toscana" é o fato de que apesar de o filme se passar na Itália, em nenhum momento situações de preconceito racial ou xenofobia acontecem com a personagem que é a turista no local. Por muitos anos, fãs negros tem pedido por filmes mais leves onde temas como o racismo não são a pauta e esse filme atende justamente essa expectativa.

Aqui, a única preocupação da protagonista é viver entre dois amores e perder seu medo de se tornar uma grande chef de cozinha, afinal, todas as protagonistas de romances tem a chance de passar por conflitos simples, que não atacam suas existências e dignidade, então nada mais justo do que Anna passar pelas mesmas situações que todas as centenas e milhares de protagonistas já passaram sem ter que passar por momentos de tensão racial.

Tanto o romance com a comédia funcionam muito bem, nessa história que tem uma ótima trilha sonora, uma direção de fotografia belíssima e tem tudo para se tornar a nova comédia romântica favorita entre fãs do gênero.

NOTA: 8.5/10 




Hokum, O Pesadelo da Bruxa, terror estrelado por Adam Scott, ganha nova data de estreia

Por Victoria Hope

O mais novo terror da Diamond Films ganhou uma nova data para chegar aos cinema! Hokum: O Pesadelo Da Bruxa será lançado nacionalmente em 21 de maio. Com direção de Damian McCarthy (“Oddity: Objetos Obscuros”), o filme acompanha a jornada do escritor Ohm (Adam Scott, “Ruptura) realizando o último desejo de seus pais falecidos. Para isso, ele vai até um hotel isolado na Irlanda e acaba preso em um pesadelo aterrorizante. 

Isso porque, ao chegar no local, Ohm descobre que existem muitas lendas ao redor do hotel e da floresta que o cerca, incluindo a presença de uma bruxa que assombra a suíte de lua de mel. Quando a tal entidade passa a assombrar os sonhos do escritor e um desaparecimento abala a comunidade em pleno Halloween, o personagem de Adam Scott se envolve em uma situação que pode custar sua vida. 

Além do astro, o elenco de Hokum: O Pesadelo Da Bruxa conta com nomes como Florence Ordesh (“Dublin Murders”), Austin Amelio (“Assassino por Acaso”), David Wilmot (“Hamnet”) e Peter Coonan (“King Frankie”).

O longa tem distribuição da Diamond Films, maior distribuidora independente da América Latina, e estreia nacionalmente em 21 de maio. 

CCXP México 2026 | Fãs celebram terceira edição épica! Confira o que rolou por lá

 

Por Victoria Hope

E a CCXP México 2026 terminou em meio a galáxias distantes, heróis kryptonianos, lendas da dublagem, musicais icônicos, animes, K-pop e fandoms fervorosos até o último minuto do festival de cultura pop mais épico da América Latina. Foi um domingo repleto de anúncios, emoção e comemoração. 

No palco Thunder by Cinemex, a Disney+ deu início ao dia com a estreia exclusiva dos dois primeiros episódios de Dragon Striker, uma nova série animada que chega este ano com uma mistura de esportes, fantasia e poderes mágicos dentro do universo “Gorotama”, apresentando um conceito que vai muito além do jogo.

Na Game Island By Telcel, Pokémon comemorou seu 30º aniversário com um painel especial voltado para a comunidade latino-americana, enquanto o torneio de Free Fire colocou influenciadores uns contra os outros em uma intensa batalha. 

No Cosplay Universe By Tecel, workshops, desfiles e apresentações musicais mantiveram a energia lá em cima. Um dos destaques foi o show de Roluffy Anisinger, onde clássicos de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e até músicas da Disney fizeram toda a plateia cantar junto, além do grande desfile final de cosplay com mais de 60 participantes competindo pelos grandes prêmios.


CCXP 2026 / Foto: On Pop Life

O K-pop também roubou a cena com Kevin Woo, que cativou a plateia com carisma e música. O cantor e ator falou sobre sua participação no K-Pop Demon Hunters, confirmou que haverá uma sequência do filme e emocionou o público cantando trechos de Soda Pop e Your Idol com os fãs. 

Um dos momentos mais aguardados chegou com a Disney, Mandalorian e Grogu, onde Jon Favreau, Pedro Pascal e Grogu, a surpresa da noite, iluminaram o palco Thunder by Cinemex. Pedro apareceu vestindo uma camisa da Seleção Mexicana com o nome “Pascal” nas costas, enquanto Jon explicou que este novo filme mostrará uma relação muito mais profunda entre Din Djarin e Grogu, agora com uma conexão mais paternal. Pedro se emocionou ao relembrar sua infância assistindo Star Wars e agora fazendo parte desse universo. O painel terminou com uma exibição exclusiva dos minutos iniciais do filme.

A HBO Max apresentou o sitcom Stuart Fails to Save the Universe, um spin-off de The Big Bang Theory, estrelado por Kevin Sussman, Lauren Lapkus, Brian Posehn e John Ross Bowie. Em meio a anedotas sobre luta livre, multiversos caóticos e humor absurdo, o elenco trouxe uma série muito mais ambiciosa, com romance e ficção científica.

A nostalgia também brilhou com O Rei Leão: A Força de um Legado, onde parte do elenco do musical apresentou um número ao vivo e relembrou como essa produção, com 28 anos na Broadway, foi vista por mais de 125 milhões de pessoas. Eles também ensinaram a plateia a dizer "Bem-vindos à CCXP" em zulu, criando um dos momentos mais emocionantes do dia.


CCXP México 2026 / Foto: Crunchyroll

Já a Warner Bros. encerrou a noite com Supergirl, com Milly Alcock e Craig Gillespie, que falaram sobre o intenso treinamento físico e emocional necessário para interpretar Kara Zor-El. O painel apresentou uma prévia do filme e surpreendeu a todos com vídeos especiais de Jason Momoa e James Gunn cumprimentando os fãs. 

Mas a experiência não terminou aí. Vários desses artistas também visitaram o Palco Omelete by Dos Equis, onde o formato permitiu conversas mais próximas com o público em um ambiente muito mais íntimo e interativo. Pedro Pascal, Jon Favreau, Kevin Woo, o elenco de Stuart Fails to Save the Universe e Milly Alcock reencontraram os fãs em meio a aplausos, gritos e energia contagiante. Lá, eles compartilharam anedotas pessoais, piadas improvisadas e momentos espontâneos que fizeram os fãs se sentirem ainda mais próximos de seus ídolos.

Assim terminou a CCXP México 2026, quatro dias em que o fandom foi o centro das atenções e onde milhares de fãs demonstraram, mais uma vez, que a cultura pop não é apenas consumida: ela é vivida. Próxima parada: São Paulo, entre os dias 3 e 6 de dezembro deste ano, na São Paulo Expo. As vendas já estão chegando: a venda antecipada para clientes do Epic Pass no ano passado será no dia 09/06, e a abertura geral acontece em 10/06.

Toy Story ganha exposição inédita em São Paulo

 

Por Leticia Cristine

Que tal celebrar o universo de Toy Story, mergulhando  em um percurso único pela criatividade, tecnologia e história do primeiro longa-metragem de animação feito inteiramente com tecnologia digital, que conquistou milhares de fãs? 

Com a chegada de Toy Story 5 em breve aos cinemas, fãs da Disney vão poder participar dessa nova exposição que irá celebrar essa animação que marcou muitas gerações. Explore arte conceitual, storyboards e modelagem de personagens, e conheça como nasceram seus brinquedos favoritos.

Descubra os primeiros testes de animação e uma sala de curtas-metragens que resgata o início da Pixar e aproveite uma área de artistas brasileiros, como Kobra e Ana Laje, onde a arte se cruza com a brincadeira e a participação do público dá vida a releituras únicas dos personagens.

Aprenda como cada personagem, de Woody a Buzz Lightyear, foi projetado combinando intuição artística e experimentação técnica, dando origem a histórias que transcendem gerações.

Mais do que uma celebração de um filme icônico, Toy Story “Ao Infinito E Além”: A Exposição é uma viagem pela imaginação, tecnologia e arte de contar histórias. Explore materiais dos arquivos do Pixar Animation Studios, descubra o processo criativo por trás de cada personagem e participe de um espaço onde artistas locais expandem a magia de Toy Story para novas formas de brincar e se expressar. Uma experiência atemporal que conecta gerações e nos lembra que a criatividade não tem limites.

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Serviço:

📅 Datas: a partir de 08 de maio de 2026

🕒 Horário: terça a domingo, das 11h às 21h

📍 Local: Shopping Cidade São Paulo, 4º andar, São Paulo

🎟️ Ingressos: a partir de $25 (meia), 50 (inteira)

⌛ Duração aproximada: 50 minutos

💡 Dica: chegue 10 minutos antes.

[Review] Hokum, o Pesadelo da Bruxa

 

Por Ricardo dos Santos Jr

Hokum: O Pesadelo da Bruxa é a mais recente produção do diretor Damian McCarthy, conhecido pelo filme Oddity, tendo seu lançamento nacional ocorrendo no próximo dia 30 de abril, com distribuição pela Diamond Films.

Estrelado por Adam Scott, o elenco é formado por Florence Ordesh, David Wilmot, Peter Coonan, Mallory Adams, Michael Patric e Brendan Conroy. O roteiro também foi desenvolvido pelo próprio diretor.

A trama de Hokum é sobre o escritor introvertido Ohm Bauman, que viaja até a Irlanda para realizar o último desejo de seus pais: espalhar suas cinzas na árvore favorita do casal. Hospedado no mesmo hotel em que estiveram, Ohm é apresentado às lendas locais, entre elas a presença de uma bruxa no local.

Em meio a um surpreendente desaparecimento e pesadelos perturbadores, o escritor irá enfrentar uma força maligna que irá não apenas colocá-lo em risco, mas também confrontar o seu passado.

Acredito que Hokum é um excelente filme porque consegue conectar o elemento sobrenatural com outras temáticas, nos fazendo questionar durante sua uma hora e quarenta minutos de exibição se tudo que estamos testemunhando foi real ou um delírio.


Hokum/ Foto: Diamond Films

A direção é muito competente em plantar essa semente de dúvida, nos conduzindo pelo desenrolar dos fatos com personagens que não são confiáveis e alternando entre o suspense e o próprio sobrenatural. Além disso, o filme tem ótimas cenas nessa camada mais paranormal e mesmo os jumpscares frequentes têm uma função importante para a narrativa.

A questão sonora me pegou de surpresa porque é muito fácil recorrer ao silêncio ou a barulhos muito altos para causar um bom susto. Entretanto, em Hokum existe uma mescla que acho muito interessante, usando os sons como a iminência do perigo, mas também o silêncio se torna esse sinal, e tudo isso é inserido no filme com uma ótima precisão.

Em atuação, o maior destaque é Adam Scott, que explora muito bem as questões emocionais de seu personagem, sua confusão ao se deparar com situações que não conseguem ser compreendidas e a resiliência em tentar desvendar o que realmente aconteceu na história.

Elementos técnicos, como a direção de arte e ambientação, me agradam porque acrescentam uma atmosfera de tensão e mistério, e isso resulta em uma ótima imersão que vai te prender aos acontecimentos.

Hokum / Foto: Diamond Films

Ver um terror sobrenatural girar em torno de um mistério e isso se conectar com o peso das questões individuais do protagonista não é uma das maiores invenções da história do gênero. Entretanto, me agradou muito essa experiência por combinar esses elementos de forma tão coesa.

Outro ingrediente do gênero, muito usado e muito bem aplicado em Hokum, é o protagonista descrente. O fato de Ohm ser um escritor se encaixa bem para a trama, pois qualquer coisa fora do que ele consiga encontrar uma explicação racional ou usar do escárnio fará com que o vejamos sendo incentivado a expandir seus horizontes através da sua relação com Jerry e Fiona.

Esse contraste traz uma boa base para outros pontos-chave da trama, como o desaparecimento, que será uma das grandes questões a serem respondidas. Neste ponto, me deixou muito satisfeito que, apesar do desfecho entregar fatos, ainda é aberto para interpretações a respeito de como eles ocorrem.

Hokum: O Pesadelo da Bruxa é um filme que me pegou positivamente de surpresa por saber conectar, de forma muito coesa, suas ideias, entregar tensão, imersão e uma história que vai ser interessante e pode garantir uns bons sustos para o espectador.