Por Victoria Hope
The Last Sunrise estreia no Prime Video no final de agosto, enquanto outros best-sellers chegam aos cinemas e ao streaming ao longo do ano
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| The Last Sunrise / Foto: Prime Video |
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| Verity / Foto: Amazon MGM Studios |
Pop Culture, Fashion and Lifestyle Magazine
Por Victoria Hope
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| The Last Sunrise / Foto: Prime Video |
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| Verity / Foto: Amazon MGM Studios |
Por Matheus Nascimento
O diretor Eli Roth (O Albergue) está de volta com seu novo filme, O Sorveteiro, sonho febril dele que estava tentando trazer do papel há anos. Depois de assistir ao resultado, fica fácil entender por que o projeto enfrentou tantas dificuldades para sair do papel.
Esteticamente, blazer e narrativamente fraco, o longa consegue se entreter pela sua ruindade. Na sinopse oficial, uma cidade ideal para o verão enlouquece quando um sorveteiro carismático serve doces para crianças com resultados brutais.
O cinema de extrema violência vem ganhando mais destaque nos tempos, com franquias como Terrifier, e vem influenciando jovens e nomes de renome da indústria cinematográfica. O sorveteiro embarca neste estilo com mortes assustadoramente bem feitas, um exemplo: uma garotinha que transforma o cérebro do diretor da escola em bola de sorvete; esses são os momentos, talvez o único ponto positivo do filme.
Há um vale da estranheza logo de cara: o visual polido e agradável de algo gênero vai na contramão dos visuais sujos. Isso não funciona, dá sensação na pós-produção. Nem quiseram fazer a correção de cor; as cores desse filme são chapadas, não há textura nem no vermelho do sangue dos personagens mortos.
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| O Sorveteiro / Foto: Diamond Films |
Neste filme somos apresentados ao uso de IA para criação de animação, que, até o restante do uso da ferramenta na criação de cenas, é péssimo; o que já era esteticamente feio piora com essa ferramenta, empobrecendo o filme.
Narrativamente, o que conecta logicamente são esquetes, mortes e mais mortes sem construir progressão dramática. Com duração de 88 minutos, o filme perde de 20 a 30 só com mortes. Bem, até poderia ser bom se tivéssemos personagens minimamente inteligentes para se importar com algo; nem de longe o roteiro de Noah Belson e Roth consegue.
O núcleo de protagonistas é sofrível. As crianças tentam o melhor, mas suas atuações são fracas. A personagem que mais sofre é Mia (Kiori Mirza Waldman), que tem diálogos terríveis, como: “Eu tenho 12 anos, claro que sei vomitar”. É difícil imaginar uma menina de 12 anos falando algo parecido com isso. O protagonista, Jared (Charlie Zeltzer), fica o tempo todo com a mesma expressão e é difícil analisar que sentimento ele queria passar.
O sorveteiro vai estar em muitas listas de piores filmes de 2026. A intenção de Roth de resgatar esse estilo de filme B vindo direto de DVDs e VHS, mas falha ao juntar essa estética em uma narrativa já franca, sem mínimo desenvolvimento e com atuações fracas. Mesmo com mortes criativas que garantem alguns momentos de diversão, isso não sustenta a obra.
NOTA: 5/10
Por Victoria Hope
O filme Paper Tiger, dirigido pelo cineasta norte-americano James Gray, vai abrir a 50ª Mostra, em cerimônia na Sala São Paulo marcada para o dia 14 de outubro de 2026. Protagonizada por Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller, a produção estreou no último Festival de Cannes.
E as novidades não param por aí. Nessa terça (28), a Diamond Films anunciou a presença do diretor James Gray no Festival em sessão exclusiva para convidados. Com distribuição no Brasil pela Diamond Films, o filme é uma produção da brasileira RT Features, em parceria com Leone Film Group e Keep Head Productions.
A obra acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação altamente perigosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição, antes impensável, em uma ameaça real.
O Diretor-Geral da Diamond Films Brasil, Vinicius Pagin, comenta: “É uma honra para a Diamond Films abrir a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo pela quarta vez nos últimos cinco anos, especialmente nesta edição histórica, que celebra os 50 anos do festival. Paper Tiger, novo filme de James Gray apresentado no Festival de Cannes, tem uma conexão direta com o Brasil: é uma produção da RT Features, produtora nacional responsável pelo projeto. Abrir a Mostra com um filme de alcance internacional e assinatura brasileira reforça o compromisso da Diamond Films de levar ao público grandes obras do cinema independente e valorizar o talento do país.”
Rodrigo Teixeira, produtor e fundador da RT Features: “Esta será a primeira exibição oficial de ‘Paper Tiger’ em território brasileiro, e é uma grande satisfação apresentar um filme tão importante para a história da RT, dirigido por um grande parceiro, James Gray, com quem construí uma relação ao longo da minha trajetória. Observar James, Miles e Scarlett entregarem as performances de suas carreiras foi maravilhoso e estou muito animado para que o público possa conferir essa obra na abertura da Mostra, que molda a cinefilia de tantas pessoas”.
Por Victoria Hope
A 100 dias de sua próxima edição, a CCXP, maior festival de cultura pop do mundo, anuncia a participação do roteirista Brian Michael Bendis no Artists' Valley. O escritor norte-americano, cocriador de Miles Morales e responsável por algumas das sagas mais relevantes dos quadrinhos de super-heróis nas últimas décadas, participará do festival pela primeira vez em uma parceria com a Baú das HQs. A CCXP26 acontece de 3 a 6 de dezembro de 2026, no São Paulo Expo.
Bendis é um dos roteiristas mais influentes da história recente dos quadrinhos. Na década de 2000, redefiniu o gênero dos super-heróis ao incorporar elementos da ficção policial urbana e criar diálogos reconhecidos por sua naturalidade e precisão. Sua passagem pela Marvel Comics inclui séries como “Ultimate Spider-Man”, “Daredevil”, “Vingadores” e “X-Men”, além de eventos que moldaram o universo da editora por anos.
Na DC Comics, Bendis assinou uma longa e importante fase de “Superman”, ao lado do brasileiro Ivan Reis. Também é o criador da série “Powers”, publicação autoral que acompanha detetives responsáveis por investigar crimes envolvendo super-heróis e que foi adaptada para a televisão. A série se tornou referência na cena independente norte-americana pelo tom noir e por sua construção narrativa.
Entre seus trabalhos mais reconhecidos pelo público está a cocriação de Miles Morales, personagem que assumiu o manto do Homem-Aranha no Universo Ultimate em 2011. Desde então, tornou-se um dos personagens mais relevantes da cultura pop contemporânea, com presença em jogos, séries animadas e filmes de animação. Diversas tramas desenvolvidas pelo roteirista ao longo da carreira também serviram de inspiração para produções das franquias Marvel.
“O público brasileiro cresceu acompanhando o trabalho de Brian Michael Bendis. É uma grande satisfação que, em parceria com a Baú das HQs, possamos trazer esse autor ao Artists’ Valley pela primeira vez. É uma oportunidade única de encontrar pessoalmente o criador por trás de ‘Ultimate Spider-Man', das histórias dos Vingadores e da criação de Miles Morales”, afirma Ivan Costa, cofundador da CCXP e curador do Artists’ Valley.
Por Victoria Hope
O São Paulo Fashion Week divulga o line-up oficial de sua 61ª edição, com as datas e horários dos desfiles que acontecem entre 13 e 18 de outubro. A programação reúne diferentes gerações e territórios criativos, entre marcas consolidadas, criadores independentes e novas vozes da moda brasileira.
Ainda no ciclo de celebração de seus 30 anos, o SPFW reafirma a moda como expressão da cultura brasileira e mantém seu compromisso de abrir espaço para diferentes formas de criar, produzir e pensar o presente. Os desfiles acontecem no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), no Parque Ibirapuera, e em diversos locais da cidade de São Paulo.
DIA 13 DE OUTUBRO (TERÇA-FEIRA)
11h00 Herchcovitch; Alexandre | Externo
18h00 Forca | Externo
20h30 Ellus | Externo
DIA 14 DE OUTUBRO (QUARTA-FEIRA)
11h00 Marina Bitu | Externo
15h00 À La Garçonne | Pacubra (Parque Ibirapuera)
17h00 Mercado Livre | Pacubra (Parque Ibirapuera)
19h00 Martins | Pacubra (Parque Ibirapuera)
20h30 Artemisi | Pacubra (Parque Ibirapuera)
DIA 15 DE OUTUBRO (QUINTA-FEIRA)
11h00 Gustavo Silvestre | Externo
15h00 Catarina Mina | Pacubra (Parque Ibirapuera)
17h00 Sou de Algodão + Ronaldo Fraga | Pacubra (Parque Ibirapuera)
19h00 Dario Mittmann | Pacubra (Parque Ibirapuera)
20h30 João Pimenta | Pacubra (Parque Ibirapuera)
DIA 16 DE OUTUBRO (SEXTA-FEIRA)
12h00 Lilly Sarti | Pacubra (Parque Ibirapuera)
15h00 Santa Resistência | Pacubra (Parque Ibirapuera)
17h30 Amir Slama | Pacubra (Parque Ibirapuera)
19h30 Hisha | Pacubra (Parque Ibirapuera)
21h00 Handred | Externo
DIA 17 DE OUTUBRO (SÁBADO)
11h00 Uó por Marcelo Sommer | Externo
15h00 Aluf | Pacubra (Parque Ibirapuera)
17h00 Normando | Pacubra (Parque Ibirapuera)
19h00 Cria Costura | Pacubra (Parque Ibirapuera)
20h30 Dendezeiro | Pacubra (Parque Ibirapuera)]
DIA 18 DE OUTUBRO (DOMINGO)
16h00 Foz | Pacubra (Parque Ibirapuera)
18h00 Ammi | Pacubra (Parque Ibirapuera)
20h00 Apartamento 03 | Pacubra (Parque Ibirapuera)
Por Victoria Hope
Ao longo de agosto, a FILMICCA celebrou a obra da cineasta, produtora, roteirista e diretora de fotografia norte-americana Su Friedrich, figura central do cinema experimental americano. Ao todo, 10 produções da diretora chegam ao catálogo, reunindo trabalhos realizados entre os anos 1970 e 1990, incluindo os aclamados Os Laços Que Unem (1984), Nade ou Afunde (1990) e Esconde-esconde (1996).
Nascida em New Haven, Connecticut, a cineasta formada em Arte e História da Arte se tornou uma força fundamental do Cinema Queer com suas obras que combinam elementos de narrativa, documentário e estilos experimentais, focando principalmente em histórias de mulheres e de grupos marginalizados. Friedrich radicalizou forma e conteúdo ao incorporar a perspectiva feminista e questões de identidade lésbica, criando uma síntese entre gêneros que se move entre o pessoal e o político, do relato autobiográfico à investigação das noções sociais de identidade sexual.
As obras de Su Friedrich na FILMICCA
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| Nade ou Afunde (1990), de Su Friedrich |
Na próxima sexta-feira (28), chega à plataforma Esconde-esconde (1996), filme vencedor de diferentes prêmios que explora um território selvagem e inexplorado: a adolescência lésbica na década de 1960, que conta a história de Lou, uma garota de 12 anos que vê a infância mudar de rumo quando a melhor amiga começa a se interessar por brincos e rapazes.
Em diálogo com relatos de mulheres lésbicas adultas e imagens de arquivo, o filme constrói um retrato sensível da juventude e da descoberta. Juntamente, estreia Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo (1993), documentário codirigido com Janet Baus e filmado por integrantes do Lesbian Avengers, que acompanha o primeiro ano do coletivo ativista queer fundado em Nova York.
Entre as obras que já chegaram à plataforma está Nade ou Afunde (1990), seu trabalho mais celebrado e incluído em 2015 no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Em vinte e seis pequenas histórias, uma menina revisita os episódios da infância que moldaram suas ideias sobre paternidade, família, trabalho e brincadeira. Enquanto a narração constrói o retrato de um pai mais dedicado à carreira do que à vida doméstica, imagens em preto e branco evocam tanto os acontecimentos extraordinários quanto os gestos mais ordinários do cotidiano.
LISTA COMPLETA DE ESTREIAS DE SU FRIEDRICH NA FILMICCA EM AGOSTO:
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| Esconde-Esconde (1996), de Su Friedrich |
Já disponíveis:
Mãos Frias, Coração Quente (1979)
Cicatriz (1979)
Pelo Rio Abaixo (1981)
Ninguém (1982)
Os Laços Que Unem (1984)
Para Sempre Condenadas (1987)
Nade ou Afunde (1990)
Primeiro Vem o Amor (1991)
Estreia na próxima sexta-feira (28):
Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo (1993), codireção com Janet Baus
Esconde-esconde (1996)