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Kill Bill – The Whole Bloody Affair | Paris Filmes anuncia pré-venda de ingressos

 

Por Victoria Hope

A Paris Filmes abrirá pré-venda de ingressos para “Kill Bill – The Whole Bloody Affair”, a versão completa e mais sangrenta dos filmes com cenas inéditas, em 12 de fevereiro. O longa, dirigido e escrito por Quentin Tarantino, reúne os Volumes 1 e 2 e é apresentado exatamente como foi idealizado, incluindo uma nova sequência de animação nunca antes vista. A produção estreia nos cinemas em 05 de março. Assista ao trailer aqui e baixe os cartazes neste link. 

Uma Thurman estrela como A Noiva, dada como morta após seu ex-chefe e amante, Bill, emboscar seu ensaio de casamento, atirar em sua cabeça e roubar seu filho ainda não nascido. Para se vingar, ela precisa primeiro caçar os quatro membros restantes do Esquadrão antes de confrontar o próprio Bill. Com sua grandiosidade, ação implacável e estilo icônico, o filme se consagra como uma das sagas de vingança definitivas do cinema, raramente exibida em sua forma completa e agora apresentada com um intervalo clássico.

O elenco ainda conta com Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael Madsen, Daryl Hannah, Gordon Liu, Michael Parks, e David Carradine. A produção é de Lawrence Bender.


[Review] O Som da Morte

 

Por Victoria Hope

Há quem diga que o básico bem feito vale muito, porém, "O Som da Morte" (Whistle),  novo longa de Coring Hardy ("A Freira") em parceria com os roteiristas de Longlegs, mesmo que com uma trama bem criativa, deixa muito a desejar por conta de um roteiro frágil e repleto de furos.

A premissa de "O Som da Morte" já foi repetida inúmeras vezes no gênero, com a mesma trama de estudantes desajustados que encontram um objeto misterioso e ao invés de ignorarem tal objeto, passam a usá-lo sem saber que estão assinando suas próprias sentenças ao mesmo tempo.  

Alguns dos personagens são bem carismáticos, mas o roteiro novamente se torna o inimigo quando tenta desenvolver esses mesmos personagens. As novas idéias que a trama apresenta, desde a história do apito que é capaz de "chamar a morte" de seus usuários até mesmo o protagonismo queer são muito bem-vindos, mas o desenvolvimento da história deixa um pouco a desejar.

Dafne Keen (Logan) interpreta a protagonista Chrysanthemum “Chrys” Willet, uma jovem atormentada e traumatizada pela perda do pai, além de ter também acabado de sair da reabilitação por conta de uma overdose. Ela luta para se encaixar na nova escola ao lado de seu primo, o carismático nerd Rel (Sky Yang), que funciona muito bem como alívio cômico vez ou outra e também protagoniza uma cena digna de "O Corvo", claramente outra inspiração do diretor, que curiosamente estava por trás da adaptação nova do personagem que infelizmente foi cancelada.


O Som da Morte / Foto: Paris Filmes

Na trama o público também é apresentado à Ellie Gains (Sophie Nélisse), que além de enfermeira, também se torna interesse amoroso da protagonista e isso tudo acontece muito rapidamente, sem que o casal tenha tempo suficiente de se conhecer melhor, o que causa um certo estranhamento, pois as personagens mal se conhecem e no dia seguinte já estão dispostas a se sacrificar uma pela outra.

Todo o elenco entrega o que roteiro pede, sem acrescentar grandes momentos, mas apesar dos pontos fracos e a falta de cenas verdadeiramente assustadoras, o longa entrega algumas cenas de morte mais incríveism que parecem ter saído diretamente da saga de "Premonição" e é nesses momentos onde o filme realmente brilha.

Há problemas também no CGI e nos efeitos especiais, que vez ou outra se assemelham à "Mutantes: Caminhos do Coração", fora a maquiagem exagerada de alguns personagens, que fazem parecer que idosos com acima de oitenta anos pareçam criaturas de outro mundo e não apenas idosos. O lado positivo do filme continua sendo a trama muito criativa, que sai fora da curva costumeira de terror, já que aqui, os personagens tem a oportunidade de ver como será o fim de suas vidas e ainda descobrem uma forma de reverter isso. 

Apesar dos altos e baixos, o saldo final do filme é positivo e vale lembrar também que existe uma cena pós-créditos bem interessante, que amarra muito bem a história e dá margem para possíveis sequências no futuro. 

NOTA: 7.5/10

Yoshi está na área! Universal Pictures lança novo trailer de Super Mario Galaxy, O Filme!

 

Por Victoria Hope

A Universal Pictures acaba de lançar o segundo trailer e um novo cartaz de “Super Mario Galaxy: O Filme” (The Super Mario Galaxy Movie), sequência do aclamado sucesso mundial “Super Mario Bros: O Filme”, que levou mais de 6.6 milhões de brasileiros aos cinemas em 2023. A nova animação, uma produção da Illumination e Nintendo, estreia no Brasil, na quarta-feira, 1º de abril. Dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic, o filme promete levar fãs de todas as idades a uma jornada épica e inesquecível na galáxia. 

O novo trailer apresenta pela primeira vez o icônico personagem Yoshi, que terá um papel central nesta grandiosa aventura intergaláctica. Além disso, o vídeo entrega cenas inéditas de ação, comédia e emoção que destacam o retorno de personagens já amados e introduzem novos desafios nesta jornada épica. 

Com roteiro assinado por Matthew Fogel e trilha sonora composta por Brian Tyler, “Super Mario Galaxy: O Filme” mantém a equipe criativa do primeiro filme para trazer uma narrativa ainda mais emocionante. No elenco de vozes, retornam Chris Pratt como Mario, Anya Taylor-Joy como Princesa Peach, Charlie Day como Luigi, Jack Black como Bowser, Keegan-Michael Key como Toad e Kevin Michael Richardson como Kamek. 

“Super Mario Galaxy: O Filme” leva o público a uma missão de tirar o fôlego. Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos enfrentam uma nova ameaça cósmica que coloca toda a galáxia em perigo. O filme promete momentos divertidos, cenas repletas de ação e, claro, a estreia triunfante de Yoshi em sua jornada cinematográfica. 

A animação é produzida por Chris Meledandri, da Illumination, e Shigeru Miyamoto, da Nintendo, firmando mais uma vez a colaboração de sucesso entre os dois estúdios. A estreia está marcada para 1º de abril, exclusivamente nos cinemas.  Veja o trailer abaixo:





Super Mario Galaxy / Foto: Universal Pictures

[Entrevista] Lovisa Sirén, Diretora do curta premiado Without Kelly, fala sobre o maternidade na juventude, encontros e desencontros

 


Por Victoria Hope

"Without Kelly", um curta-metragem sueco de autoria e direção de Lovisa Sirén, traz uma bela e delicada representação da maternidade jovem, temaque não importa o ano ou a era, ressona com diversas jovens mães ao redor do mundo. 

O curta, que teve sua estreia no Festival de Veneza e esse ano integra a programação do Festival Sundance, narra a história de Esther (Medea Strid), uma mãe jovem que enfrenta a difícil experiência de se separar de sua filha bebê, Kelly (Teodora Sundström Latev), pela primeira vez, ao confiar a criança ao pai da menina, Anton (Truls Carlberg).

Não apenas o longa teve sua estreia em um dos maiores festivais de cinema, como também conquistou o Prêmio Orizzonti de "Melhor Curta-Metragem" no Festival de Veneza e foi nomeado para o Prêmio Guldbagge, a versão sueca do Oscar.  Durante o Sundance, nossa equipe teve a chance de conversar com a brilhante Lovisa Síren sobre maternidade, solidão e todos os temas que permeiam o universo de "Without Kelly" e você pode conferir essa conversa na íntegra abaixo:


Without Kelly/ Foto: Sundance Film Festival

Amélie Magazine: Parabéns pelo sucesso em Veneza! Como é fazer parte da seleção oficial do Sundance 2026? 

Lovisa: É incrível! Estive no Sundance em 2016 para o lançamento de outro curta e foi uma experiência muito especial naquela vila cheia de neve. A atmosfera estava incrível e todos estavam tão felizes! 

Amélie Magazine: E o Festival de Veneza, como foi? 

Lovisa: Foi incrível também! Aquela foi minha primeira vez na Itália e Veneza é um lugar tão lindo.

Amélie Magazine: Without Kelly nos confronta sobre o sentimento de solidão que as vezes jovens pais podem sentir

Lovisa: Não sei quanto do filme mostra o lado da solidão, mas eu acredito que sim ele mostra sim boa parte desse sentimento e isso é algo que você passa quando tem um bebê e ainda é muito jovem. Eu passei por isso pessoalmente, então eu entendo bem esse sentimento, porque você se sente solitário quando tem uma criança e não está perto dela. 

Especialmente, é importante lembrar que você pode se sentir solitário com ou sem a criança. Até mesmo quando está com o bebê ainda em seu ventre, mas não em seus braços, traz um sentimento de espera que pode causar certa angústia e isso também parte da solidão.

Esther sente muita falta da filha e quando ela não está com a bebê, ela sente como se tivessem dividido o corpo dela em dois. Ela não quer estar longe da filha, então para ela, essa separação é muito difícil de lidar. É como se algo nela estivesse faltando, sabe?

Amélie Magazine: O curta também toca no assunto da identidade da mãe sem a criança, no sentidodo de quem é a jovem Esther sem sua filha. Ela sabe quem é ou está em busca de uma resposta? 

Lovisa: Exatamente, eu acredito que ela não sabe quem ela é ou quem ela ainda vai ser. Ela só sabe que é mãe dessa criança e eu acredito que ela vive muito o momento. No filme, ela é confrontada por essa questão existencial de quem é ela para além da maternidade. Porque enquanto ela tem a filha nos braços, ela sabe que é mãe, mas e a outra parte da identidade dela? 

O que vai além? Para onde ela vai ao rolar dos créditos? De alguma forma, essa é uma história Coming Of Age, ou seja, de amadurecimento da personagem.

Without Kelly / Foto: Sundance Film Festival

Amélie Magazine: Por um acaso a peruca rosa de Esther tem a ver com o longa "Lost in Translation" ou é apenas uma peruca rosa mesmo?

Lovisa: É engraçado você mencionar, porque é só uma peruca rosa mesmo *risos*

Amélie Magazine: Como diretora, conseguiria pontuar três diretores que te inspiram?

Lovisa: Eu acredito que mudo muito rápido de opinião *risos*, mas acredito que posso falar de diretores que me inspiraram no começo da carreira até os que me inspiram hoje. Quem me inspirou logo no comecinho foi Cassavetes (John) e logo em seguida, os Irmãos Safdie (John e Benny Safdie) e recentemente, assisti um filme chamado La Chimera de Alice Rohrwacher.

Amélie Magazine: Agora vamos voltar no tempo. Se você pudesse deixar uma mensagem para a jovem Lovisa, qual seria?

Lovisa: Que pergunta interessante! Eu diria, acredite em você mesma, tenha coragem e faça o que deve fazer, porque demorei muitos anos para entender que além de escrever, eu poderia ser uma diretora, sabe? Antes eu não acreditava em mim mesma, mas eu sabia que eu queria trabalhar com cinema, apesar de não ter antes a ambição de ser diretora e dirigir meus próprios filmes. Isso mudou, então eu diria: Apenas faça! *risos*

Amélie Magazine: Quais foram os maiores desafios durante as filmagens de "Without Kelly"?

Lovisa: O bebê *risos*. Levamos muito tempo para filmar, porque nós precisávamos esperar até ela ter seu momento. Porque às vezes ela estava dormindo ou às vezes não queria filmar. A mãe e a bebê dormiram no apaertamento onde filmamos, que aliás, curiosamente é meu apartamento. Então nós organizávamos todo o equipamento logo cedo pela manhã e ela acordava bem quando estávamos começando.

Nossa equipe começava a filmar desde cedo, às 6h da manhã, tentando não fazer nenhum barulho e mesmo assim, quando ligávamos o equipamento, ela acordava e ficava observando *risos* E aí tínhamos que começar novamente. Foi bem desafiador.

Amélie Magazine: E para seus próximos projetos. Existe algum tema que você gostaria de explorar?

Lovisa: Eu realmente não sei, porque estava tão feliz com esse curta! Foi minha primeira colaboração com a minha diretora de fotografia Christine Leuhusen e foi incrível trabalhar com ela, ebntão eu adoraria colaborar mais uma vez com ela se possível.

Sundance 2026 | Without Kelly | Short Film

 

Por Victoria Hope

E começa mais um ano do Festival Sundance, com diversos curtas completamente únicos, incluindo "Without Kelly", dirigido e escrito por Lovisa Sirén, Na trama, obrigada a deixar sua filha recém-nascida com o pai da criança, a jovem mãe Esther se vê tomada pelo desespero e pela saudade. Durante a noite, ela busca contato físico e conforto, procurando maneiras de se agarrar a quem mais ama.

O curta começa com Esther, uma mãe de olhar distante, parecendo um tanto quanto perdida por estar sozinha, até o momento em que ela se desespera e começa a buscar por sua filha, Kelly. Logo o público já entende que se trata de uma mãe jovem, talvez até jovem demais. 

Logo somos introduzidos ao pai da criança, Anton, que parece ser tão jovem quanto Esther e logo percebemos que a mãe tem grande dificuldade em estar longe da filha. Nitidamente esse é um casal que não está mais em um relacionamento amoroso, porém ainda compartilham a guarda da criança, mas essa divisão realmente parece ainda mais pesada na concepção da mãe.

A todo custo, Esther tenta ganhar atenção do ex-namorado, mas claramente ele ainda a vê como alguém que não tem maturidade ou responsabilidade suficiente. Enquanto público, não sabemos porque a relação terminou ou se é que houve antes um relacionamento anterior até a concepção da filha, mas nitidamente, algo marcou aqueles pais para sempre. 

Enquanto a protagonista sai por aí sem rumo, buscando por amores em estranhos, ela para para refletir o que é sua vida sem Kelly, ou na verdade, sobre o peso que é ser uma mãe agora, enquanto todo o universo dela gira em torno da filha.

O curta é carregado por performances simples, mas completamente cativantes de Medea Strid e Truls Carlberg, com a temática da solidão e da necessidade de conexão que personagens como Esther sentem após a maternidade enquanto ainda são tão jovens, tão voláteis e ainda assim, tão complexos. 

NOTA: 8/10

[Review] Extermínio, Templo de Ossos

 

Por Victoria Hope

Expandindo o mundo criado por Danny Boyle e Alex Garland em “28 Anos Depois”, mas numa perspetiva totalmente oposta, Nia DaCosta (Candyman) realiza “28 Anos Depois: O Templo dos Ossos”. Numa continuação da história épica, Dr. Kelson (Ralph Fiennes) vê-se numa nova e chocante relação, com consequências que podem mudar o mundo tal como o conhecem, e o encontro de Spike (Alfie Williams) com Jimmy Crystal (Jack O Connell) torna-se num pesadelo do qual não consegue escapar. No mundo de “O Templo dos Ossos”, os infetados já não são a maior ameaça à sobrevivência, a desumanidade dos sobreviventes pode ser mais estranha e mais aterradora.

O clima de 28 Anos Depois: O Templo dos Ossos já começa turbulento com a reintrodução da gangue do Jimmy Crystal e o conflito com Spike, que agora fará de tudo para sobreviver, nem que para isso tenha que entrar para o grupo infame.

Sendo o quarto filme da franquia, as expectativas já estavam nas alturas, principalmente porque cada diretor trouxe suas visões e técnicas diferentes para a obra. Enquanto Garland, que ainda assina o roteiro, foca no aspecto mais relacionado entre a relação homem x natureza, Nia DaCosta vai para um caminho completamente oposto, passando a estudar à fundo os aspectos psicológicos dos humanos e até mesmo dos infectados, entregando um dos melhores filmes da franquia até então. 


Extermínio: Templo de Ossos / Foto: Sony Pictures

Um dos grandes destaques do filme é Jack O'Connel no papel do tirano Jimmy Crystal, que aqui consegue a proeza de ser ainda mais assustador que os infectados devido à sua crueldade. Diferente de Spike, que cresceu em um ambiente hostil, mas ainda assim se manteve uma boa pessoa, Crystal é o completo oposto, distorcendo a realidade ao bel prazer e se divertindo com a dor dos outros humanos junto com sua família de Jimmies ao melhor estilo "Laranja Mecânica".

Mas quem realmente eleva o longa é Ralph Fiennes, entregando mais uma performance geracional com o Doutor Ian Kelson, que aqui consegue ser mais hilário que nunca, proporcionando momentos hora contemplativos hora para lá de engraçados, principalmente em interações com o brilhante Chi Lewis-Parry, que interpreta o alfa Sansão

Apesar do humor, Extermínio: Templo de Ossos, consegue ser um dos longas mais brutais da saga, com cenas de arrepiar e requintes de crueldade, principalmente proporcionadas pelas mãos dos humanos, o que torna a experiência ainda mais atteradora, afinal, é esperado que eles sejam mais humanos que os infectados e é nesse momento que o filme apresenta uma de suas maiores reviravoltas. 


Extermínio: Templo de Ossos / Foto: Sony Pictures

É incrível como o quarto filme da saga consegue subverter a ideia dos infectados e trazer uma nova perspectiva, lembrando que esses seres, já foram humanos alguma vez e essa é a grande batalha que Doutor Kelson está disposto a lutar, se for possível trazer nem que seja um pouquinho da humanidade de infectados como Sansão.

A trilha sonora é um show a parte, com músicas que trilham entre a melancolia de Radiohead, em uma cena que vai marcar a franquia para sempre, com o também o rock pesado de Iron Maden ao clima suave de Duran Duran e apesar do ritmo mais lento e contemplativo em alguns momentos, é a trilha quem sustenta as cenas mais emocionantes. 

Já a direção de Nia DaCosta é um grande destaque. A diretora, conhecida pela excelente sequência de Candyman, apresenta aqui o equilíbrio  perfeito entre a adesão de escolhas narrativas e estilísticas dos filmes anteriores, ao mesmo tempo em que respeita e imprime seu próprio coração nele, focando em olhares, detalhes pequenos, respirações, longas pausas, tudo para humanizar ainda mais aquela obra, que nos filmes anteriores, apresentou mais foco no aspecto "monstruoso" da infecção. Essa nova visão é muito bem-vinda e reforça ainda mais a importância de mais diretoras negras no horror mainstream. 

NOTA: 9/10