Navigation Menu

Featured Post

Ad Block

Featured Post

[Review] Carrie de Mike Flanagan, consegue trazer um novo olhar à obra de Stephen King

 

Por Victoria Hope

Quando uma nova série de "Carrie" foi anunciada, fãs sentiram muito receio, já que essa história foi adaptada à exaustão e infelizmente, deixando a desejar em grande parte das produções, porém, quando o nome do diretor Mike Flanagan, conhecido por suas séries de terror fantásticas como "Missa da Meia Noite", "A Maldição da Residência Hill", entre outros, foi mencionado, fãs começaram a sentir uma pontada de esperança.

A ideia de modernizar Carrie, inicialmente não agradou muito, porém, uma modernização faz completamente sentido, já que os tempos são completamente outros e a ideia principal da série é atrair um público mais jovem, principalmente geração Z, para a obra de Stephen King.

Agora, de modo mais pessoal, posso afirmar que sendo fã assídua de Carrie e Stephen  King desde a infância, a série me surpreendeu demais e fico feliz em dizer que é uma das melhores adaptações modernas da história, graças ao elenco e a brilhante direção de Flanagan.

Carrie / Foto: Prime Video

É claro que em como todas suas adaptações anteriores, Mike Flanagan toma certas liberdades para adaptar alguns eventos à sua maneira, mas isso não se torna um demérito aqui, principalmente porque o diretor consegue adicionar ainda mais contexto para a personagem, principalmente expandindo o histórico de pessoas que tem os mesmos poderes dela e afirmando uma teoria que permeia a mente dos fãs mais tradicionais de Carrie à anos. 

Na série, acompanhamos uma Carrie que não é tímida, mas sim confiante e sempre disposta a aprender e com uma mãe, que incialmente irá causar estrranheza pelos fãs mais antigos, por parecer mais compreensiva e amável, mas é claro que existe um motivo por trás e o trabalho de Samantha Sloan (brilhante) fazendo o papel da fanática religiosa, aqui ganha ainda mais profundidade, já que a história se passa em tempos onde mães ultra-religiosas se modernizam para tentar atingir pessoas mais jovens, ainda que disseminando com discursos como "fazer a América ser o que era de novo".

Carrie, aqui interpretada de forma excepcional por Summer H.Howell, é uma menina doce e curiosa, mas que vive presa em casa pois sua mãe não acredita que ela tenha conhecimentos apropriados numa escola, já que sua mãe vê as pessoas "do mundo" como pecadoras e isso inclui todo o corpo docente, alunos e funcionários da escola.

Carrie / Foto: Prime Video

Mas o público irá se surpreender, pois apesar de Carrie ser alegre e simpática (e muito expressiva) aqui, as cenas de bullying são extremamente mais violentas do que as cenas de adaptações anteriores, com momentos que vão trazer um nó na garganta, culminando na tão esperada vingança dela, que aqui será ainda mais cruel, mesmo que "terceirizada".

A genialidade de Carrie nessa nova fase, é que a série apresenta diversos dilemas modernos como notícias falsas, o uso de I.A e redes sociais para bullying contra não apenas crianças e adolescentes, mas contra adultos também, temas como suicídio, depressão, a ascenção do neopentecostalismo no mundo entre outros assuntos muito pertinentes para os dias de hoje.

Até mesmo os bullies da história tem uma vida horrorosa e isso é mostrado em diversos momentos, mas mesmo assim, esses bullies não são tratados como pobre coitados. Aqui, Mike Flanagan tenta examinar como o anonimato traz a falsa sensação de poder para pessoas que já estão com uma vida péssima no mundo real e como essas pessoas descontam sua raiva e frustração nos outros e como esse bullying não existe apenas online, como pode e irá ser levado aos extremos da vida real em alguns casos.

Carrie / Foto: Prime Video

Outro detalhe da série, é que ela abre espaço para mais temporadas, talvez até mesmo para uma trilogia, principalmente após algumas revelações que conectam essa história com obras como Doutor Sono, O Instituto e O Iluminado, o que proporciona uma excelente surpresa para os fãs.

O lado mais fraco da série porém, infelizmente acontece quando o foco da história sai de Carrie e vai para personagens secundários, porque diferente de outros projetos de Flanagan, aqui o elenco secundário não apresenta performances realmente impactantes até o quarto episódio, o que com certeza vai dividir opiniões, já que geralmente o diretor sabe balancear muito bem diversos núcleos, mas aqui, de alguma forma, isso não funciona muito bem.

E apesar disso, a série continua excelente por si só, trazendo algumas das cenas mais aguardadas pelos fãs, como a famigerada cena do baile, que aqui ganha ainda mais requentes de crueldade, para a alegria de muitos, já que Carrie finalmente consegue ter sua vingança e mesmo que o momento seja de certa forma terceirizado aqui, no último episódio finalmente entendemos que aquela é Carrie, ela sabe que é quase uma divindade e agora ninguém irá pará-la.

NOTA: 8.5/10

[Review] Digger, o magnum opus de Alejandro Iñárritu

 

Por Victoria Hope

Há anos, o cinema não se deparava com uma obra tão disruptiva quanto "Digger", o mais novo filme do diretor vencedor do Oscar Alejandro Iñárritu, estrelado por Tom Cruise, que aqui, está com sede de sangue, ou melhor dizendo, sede de uma estatueta, muito merecida em uma das melhores performances do ator em décadas.

Não é possível descrever Digger sem cair nos spoilers, porém, é possível afirmar que absolutamente nenhum trailer e nenhum material revelou a verdadeira história por trás do filme, o que por si só já é um feito extraordinário em tempos onde trailers revelam demais sobre as histórias.

Com brilhantes atuações de Tom Cruise, Riz Ahmed e John Goodman, o filme toca em uma ferida muito real; tão real e atual que incomoda porque é uma realidade próxima, se não, igual a que o mundo inteiro passa nesse momento. É definitivamente um filme que tem muito a dizer e ás vezes, verdades incovenientes, precisam ser ditas, doa a quem doer.


Digger / Foto: Warner Bros. Pictures

O filme é incômodo e vai sim dividir muitas opiniões, pois nem todos estão preparados para aceitar esse nível de camp. A comédia é tão escrachada e esteriotipada, que faz parecer uma grande piada, mas é aí que se encontra a verdadeira genialidade do filme, porque não é só uma sátira, é a vida real.

Digger é um grande empresário e um dos grndes nomes da indústria petrolífera americana, mas quando uma de suas bases simplesmente aumenta os efeitos da mudança climática, destruindo até mesmo pedaços da calota polar, o caso se torna uma crise humanitária, mas para Digger, nada disso importa, já que para ele, o mais importante é a saúde de sua gata, que está na beira do leito de morte.

Quando o público acha que entendeu o que está acontecendo, o filme entrega não uma, nem duas, mas sim três reviravoltas que mudam completamente o rumo da história e atingem como um verdadeiro soco no estômago.


Digger / Foto: Warner Bros. Pictures

Muitos irão se incomodar com a mudança de tom repentina da história, mas outros irão simplesmente amar e é isso que torna esse filme tão especial. É o magnum opus de Iñárritu definitivamente, pois aqui ele traz toda opulência e dedos apontados e uma mensagem extremamente política por trás, que torna desse, um dos filmes mais relevantes do ano, independente da opinião da crítica e do público.

É uma obra bem ambiciosa, claustrofóbica, revoltante e verdadeira. Chega a ser assustadora em alguns momentos, principalmente com sua proximidade com a vida real e uma verdade que muitos querem esconder, ignorar ou realmente colocar para baixo dos panos.

Digger definitivamente irá receber diversas indicações, principalmente indicação ao Oscar para Tom Cruise, que após dez anos interpretando o mesmo agente especial, finalmente tem a liberdade aqui de ser canastrão, intenso e forte, lembrando de alguns de seus trabalhos mais antigos como "Vanilla Sky", "Entrevista com o Vampiro" entre outros.

A grande mensagem que fica ao final do filme é de que a arte importa; ela nunca deixará de ser relevante e importante, principalmente em tempos mais sombrios. 

NOTA: 9/10

Não Existe Almoço Grátis estreia comercialmente nos cinemas nesta quinta-feira, 3 de setembro

 

Por Victoria Hope

Dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, o documentário "Não Existe Almoço Grátis" chega ao circuito comercial nesta quinta-feira, 3 de setembro. Com distribuição da Descoloniza Filmes e classificação indicativa de 10 anos, a produção contará com sessões em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Penedo, Poços de Caldas, Porto Alegre e Salvador.

Além das sessões tradicionais, “Não Existe Almoço Grátis” ganha uma exibição especial acompanhada de debate no Rio de Janeiro, também no dia 3 de setembro, às 21h, no Cine Estação Claro Rio (Rua Voluntários da Pátria, 35 - Botafogo). Os participantes são Marcos Nepomuceno (diretor), Pedro Charbel (diretor), Socorro Rodrigues (protagonista), Caio Prado (cantor e compositor) e Gizele Martins (jornalista e diretora, que fará a mediação). Os ingressos podem ser comprados online clicando aqui. Uma sessão seguida de debate em Salvador também é planejada, com detalhes a serem divulgados mais adiante.

O filme reflete sobre os profundos danos que durante a gestão da pandemia de Covid-19 foram acompanhados por outro vírus terrível: a fome. A falta de políticas públicas para enfrentar essa situação levou o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) a organizar dezenas de Cozinhas Solidárias, distribuindo almoços grátis por todo o país.

Em Brasília, três mulheres negras, Bizza, Jurailde e Socorro, lideram uma dessas Cozinhas Solidárias, localizada na maior favela do país, Sol Nascente, a apenas 30 km do centro da capital. No contexto da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, elas estão encarregadas de cozinhar para as centenas de militantes do movimento que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia no dia 1º de janeiro.

Documentário premiado pelo Júri Popular no Festival de Brasília / Foto: Reprodução

As três protagonistas possuem arcos narrativos singulares, apresentados de modo não linear ao longo do filme. Bizza sonha em construir sua casa e abrir seu próprio negócio no lote que conquistou através da luta no MTST. Jurailde, evangélica, vincula sua conexão com a terra à sua ancestralidade indígena e seu passado de trabalho infantil. Socorro, por sua vez, descobre o orgulho de si ao formar sua própria família depois de ter sido abandonada pelo pai na infância.

"Costurando relatos íntimos ao registro vivo e em movimento da força da organização coletiva, o filme é um manifesto contra as máximas neoliberais da meritocracia, do individualismo e do lucro. Sua linguagem visual e sonora marca o contraste da desigualdade social no Distrito Federal, fazendo de Brasília uma personagem símbolo de injustiças a serem superadas. É nesta cidade partida que Socorro, Jurailde e Bizza se conhecem e se tornam coordenadoras de uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, distribuindo almoços grátis diariamente", refletem os diretores Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.

Em meio a ameaças de golpe e crescente violência política, "Não Existe Almoço Grátis" acompanha esta saga de preparação logística e culinária massiva no contexto da posse presidencial mais paradigmática desde a redemocratização. Ao mesmo tempo, o filme traz entrevistas profundas com Bizza, Jurailde e Socorro, cujas vidas têm sido cheias de dificuldades, mas de muita resistência.

Michael | Universal Pictures celebra aniversário do Rei do Pop com reexibição do filme neste sábado

 

Por Victoria Hope

Última chance de conferir um dos maiores biopics da década! Maior lançamento de todos os tempos da Universal Pictures no Brasil, “Michael” (Michael) voltará aos cinemas pela última vez neste sábado, 29 de agosto, data do nascimento de Michael Jackson. Em sessões especiais para comemorar o aniversário do Rei do Pop, fãs poderão reassistir à história do astro nas telonas. Ingressos estão disponíveis em sua rede exibidora de preferência. 

O longa, que levou 7,5 milhões pessoas aos cinemas brasileiros e arrecadou mais de R$169 milhões localmente, superou grandes sucessos do próprio estúdio, como “Meu Malvado Favorito 4” (R$152,2 milhões), "Velozes e Furiosos 7” (R$141,8 milhões) e “Velozes e Furiosos 10” (R$135,6 milhões). O desempenho também garantiu ao filme um lugar entre as maiores bilheterias da história do mercado nacional, consolidando-se como o 12º maior lançamento de todos os tempos no Brasil, segundo dados de agosto, da Rentrak, além de ter 97% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e 7,4/10 no IMDb. 

O filme conta a história de Michael Jackson além da música, traçando sua jornada desde a descoberta de seu talento extraordinário como líder do Jackson Five até o artista visionário cuja ambição criativa impulsionou uma busca incessante para se tornar o maior artista do mundo. Destacando tanto sua vida fora dos palcos quanto algumas de suas performances mais icônicas de sua carreira solo inicial, a produção oferece ao público uma visão do astro como nunca se viu antes.  

Estrelado por Juliano Valdi e Jaafar Jackson, que se revezam entre as fases criança e adulta de Michael, o longa conta com direção assinada por Antoine Fuqua, conhecido por sucessos como “Dia de Treinamento” e “Invasão à Casa Branca”, enquanto a produção fica a cargo de Graham King, vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”. O elenco ainda traz outras estrelas como Colman Domingo, ator duas vezes indicado ao Oscar, Nia Long, de “Empire”, Laura Harrier, de “Infiltrado na Klan”, e Miles Teller, de “Top Gun: Maverick”.  

O filme, distribuído pela Universal Pictures, voltará aos cinemas brasileiros exclusivamente em 29 de agosto, também em versões acessíveis. 

De Anna Todd a Suzanne Collins e Colleen Hoover | Adaptações literárias movimentam o audiovisual em 2026

 

                                                                                                                      Por Victoria Hope

The Last Sunrise estreia no Prime Video no final de agosto, enquanto outros best-sellers chegam aos cinemas e ao streaming ao longo do ano


Do livro para as telas, histórias de romance que conquistaram leitores vêm ganhando cada vez mais espaço nos catálogos dos streamings. É nesse movimento que estreia, em 26 de agosto, no Prime Video, The Last Sunrise, adaptação do romance homônimo de Anna Todd, autora best-seller conhecida mundialmente pela série After. Estrelado por Maia Reficco, Fernando Lindez e Eva Longoria, o longa leva para Maiorca uma história sobre amor, liberdade, amadurecimento e os limites impostos pela família e pela própria condição de saúde.

Na trama, Oriah “Ry” Pera (Maia Reficco), uma universitária de 22 anos que convive com uma doença crônica, viaja para Maiorca, na Espanha, com a mãe, Isolde (Eva Longoria). Acostumada à superproteção materna e às limitações impostas por sua condição de saúde, Ry encontra no verão a oportunidade de experimentar uma independência que até então parecia distante. A mudança ganha novos contornos quando ela conhece Julián (Fernando Lindez), um jovem espanhol que a incentiva a aproveitar o presente e descobrir uma versão de si mesma que ainda não conhecia.

No livro, Anna Todd mergulha nos pensamentos de Ry, em seus medos e na relação complexa que ela mantém com a própria condição de saúde. A obra também desenvolve com maior profundidade o passado de sua família e a origem da postura extremamente protetora de sua mãe, já no filme, essa construção ganha uma abordagem mais concentrada na relação entre Ry e Julián e no processo de amadurecimento da protagonista. A adaptação privilegia o romance e a experiência transformadora vivida durante o verão, mantendo, ao mesmo tempo, temas centrais do livro, como autonomia, liberdade e a necessidade de encontrar um caminho próprio.

A chegada de The Last Sunrise acontece em um momento de forte valorização das adaptações literárias pelo mercado audiovisual. Segundo dados da Ampere Analysis, 83% das novas produções de romance encomendadas por streamings no primeiro semestre de 2026 eram roteirizadas, e mais de 40% delas tinham origem em obras literárias. 

The Last Sunrise / Foto: Prime Video

O levantamento também aponta que o volume de novas adaptações de livros cresceu 73% na comparação entre os períodos analisados. O romance permanece especialmente relevante entre o público de 18 a 24 anos: 49% dos entrevistados dessa faixa etária declararam interesse pelo gênero no primeiro trimestre de 2026! 

O movimento deve continuar nos próximos meses. Entre as adaptações literárias que chegam às telas ainda em 2026 estão A Hipótese do Amor, de Ali Hazelwood, em 23 de setembro, no Prime Video; Verity, de Colleen Hoover, em 2 de outubro, nos cinemas; e Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita, de Suzanne Collins, em 19 de novembro, também nos cinemas.

Para os leitores, a tendência cria uma via de mão dupla: enquanto os livros ganham novas audiências impulsionadas pelas adaptações, os lançamentos audiovisuais também despertam o interesse pelo material que deu origem às histórias. 

Verity / Foto: Amazon MGM Studios
Verity - Colleen Hoover

O amor é capaz de superar a pior das verdades? Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história. Nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série. Quanto mais tempo fica envolvida com a família, mais Lowen fica confusa na rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa.


A Hipótese do Amor – Ali Hazelwood
Depois de sair algumas vezes com Jeremy, Olive Smith, aluna do doutorado em Biologia da Universidade Stanford, ela percebe que sua melhor amiga gosta dele e decide juntá-los. Para mostrar que está feliz com essa escolha, Olive precisa ser convincente: afinal, cientistas exigem provas. Sem muitas opções, ela resolve inventar um namoro de mentira e, num momento de pânico, beija o primeiro homem que vê pela frente. O problema é que esse homem é Adam Carlsen, um jovem professor de prestígio – conhecido por levar os alunos às lágrimas.


Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita – Suzanne Collins
Ao amanhecer do dia da colheita da Quinquagésima Edição dos Jogos Vorazes, o medo toma conta dos distritos de Panem. Nesse ano, em comemoração ao Massacre Quaternário, o dobro de tributos será levado de suas casas. No Distrito 12, Haymitch Abernathy está tentando não pensar muito nas suas chances de ser sorteado – só quer sobreviver ao dia e passar um tempo com a garota que ama. Mas, ao ser escolhido, todos os sonhos de Haymitch desmoronam

[Review] O Sorveteiro de Eli Roth é confuso, mas diverte em alguns momentos

 

Por Matheus Nascimento

O diretor Eli Roth (O Albergue) está de volta com seu novo filme, O Sorveteiro, sonho febril dele que estava tentando trazer do papel há anos. Depois de assistir ao resultado, fica fácil entender por que o projeto enfrentou tantas dificuldades para sair do papel.

Esteticamente, blazer e narrativamente fraco, o longa consegue se entreter pela sua ruindade. Na sinopse oficial, uma cidade ideal para o verão enlouquece quando um sorveteiro carismático serve doces para crianças com resultados brutais.

O cinema de extrema violência vem ganhando mais destaque nos tempos, com franquias como Terrifier, e vem influenciando jovens e nomes de renome da indústria cinematográfica. O sorveteiro embarca neste estilo com mortes assustadoramente bem feitas, um exemplo: uma garotinha que transforma o cérebro do diretor da escola em bola de sorvete; esses são os momentos, talvez o único ponto positivo do filme.

Há um vale da estranheza logo de cara: o visual polido e agradável de algo gênero vai na contramão dos visuais sujos. Isso não funciona, dá sensação na pós-produção. Nem quiseram fazer a correção de cor; as cores desse filme são chapadas, não há textura nem no vermelho do sangue dos personagens mortos.

O Sorveteiro / Foto: Diamond Films

Neste filme somos apresentados ao uso de IA para criação de animação, que, até o restante do uso da ferramenta na criação de cenas, é péssimo; o que já era esteticamente feio piora com essa ferramenta, empobrecendo o filme. 

Narrativamente, o que conecta logicamente são esquetes, mortes e mais mortes sem construir progressão dramática. Com duração de 88 minutos, o filme perde de 20 a 30 só com mortes. Bem, até poderia ser bom se tivéssemos personagens minimamente inteligentes para se importar com algo; nem de longe o roteiro de Noah Belson e Roth consegue.

O núcleo de protagonistas é sofrível. As crianças tentam o melhor, mas suas atuações são fracas. A personagem que mais sofre é Mia (Kiori Mirza Waldman), que tem diálogos terríveis, como: “Eu tenho 12 anos, claro que sei vomitar”. É difícil imaginar uma menina de 12 anos falando algo parecido com isso. O protagonista, Jared (Charlie Zeltzer), fica o tempo todo com a mesma expressão e é difícil analisar que sentimento ele queria passar.

O sorveteiro vai estar em muitas listas de piores filmes de 2026. A intenção de Roth de resgatar esse estilo de filme B vindo direto de DVDs e VHS, mas falha ao juntar essa estética em uma narrativa já franca, sem mínimo desenvolvimento e com atuações fracas. Mesmo com mortes criativas que garantem alguns momentos de diversão, isso não sustenta a obra.

NOTA: 5/10