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Warner Bros anuncia início das filmagens de Furiosa, nova aventura do universo de Mad Max

 

Por Victoria Hope

Estrelado por Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth e Tom Burke, Furiosa está a todo vapor em Nova Gales do Sul, na Austrália 

Chegou a hora de conhecermos a história de origem de uma das personagens mais poderosas do cinema de ação! As filmagens de Furiosa, do cineasta vencedor do Oscar George Miller, já começaram em Nova Gales do Sul, na Austrália.

Criado por Miller há mais de 30 anos, o icônico mundo distópico dos inspiradores filmes “Mad Max” promete impressionar novamente nesta nova, aguardada e original aventura de ação. O longa, com história independente dos filmes anteriores, revelará as origens da personagem título que surgiu no filme “Mad Max: Estrada da Fúria”, vencedor de seis estatuetas do Oscar.

Furiosa tem produção de Kennedy Miller Mitchell, marca australiana de Miller, e conta novamente com a parceria da Warner Bros. Pictures e Village Roadshow Pictures. Anya Taylor-Joy é a protagonista ao lado de Chris Hemsworth e Tom Burke.

Na trama, quando o mundo entra em colapso, a jovem Furiosa é sequestrada do Green Place das Muitas Mães e cai nas mãos de uma grande horda de motoqueiros liderada pelo Senhor da Guerra Dementus. Vagando pelo deserto condenado, eles encontram a cidadela controlada por Immortan Joe. Enquanto os dois tiranos lutam pelo poder e controle, Furiosa terá que sobreviver a muitos desafios para encontrar o caminho de volta para casa.

As filmagens estão acontecendo em Nova Gales do Sul, na Austrália. Furiosa será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures.

Festival Varilux 2022 | Uma conversa com Régis Roinsard, Diretor de Esperando Bojangles

Por Victoria Hope

No longa 'Esperando Bojangles de Régis Roinsard, Camille e Georges dançam todas as noites ao som de sua música favorita, Mr Bojangles. Em sua casa, só há espaço para diversão, fantasia e amigos. Até que um dia Camille, uma mulher hipnotizante e imprevisível, desce mais fundo em sua própria mente, e Georges e seu filho Gary precisam mantê-la segura.

Os heróis deste filme tocam nossos corações em uma obra que assume a forma de um surpreendente hino ao amor. Por mais excêntricos que sejam, Régis Roinsard sabe aproximá-los de nós, como são, obviamente, próximos dele. 

A meio caminho entre a comédia e o drama, em torno do casal Efira/Duris, Régis Roinsard consegue um filme surpreendente, flertando entre o burlesco ultrajante e o drama mais sombrio. Durante a coletiva, nossa equipe conversou com o diretor sobre suas maiores inspirações e sobre os desafios durante as filmagens. 

Esperando Bojangles / Foto: Festival Varilux

Amélie: Quais foram os maiores desafios durante as filmagens de Esperando Bojangles

Régís: São múltiplos os desafios, mas quando existe essa forma de direção artística, com cenários muito grandes, é um desafio colocar os sentimentos e a vida dentro desse filme. Outro desafio inicial é ter uma criança e fazer ela representar e fazer com que ela represente não como se ela fosse um ator, mas sim como se ela fosse realmente essa criança fazendo parte dessa família.

E o inverso também funciona da mesma forma, que os pais não sejam atores, mas como se fossem realmente os pais dessa criança. Esse é um grande desafio. Vários outros desafios também como filmar animais, os respeito muito e filmar um pássaro é bem complicado. 

Trabalhar com Virginie  também, que tem essa subida e essa descida. A personagem evolui bastante, mas é claro, a dança também foi um grande desafio.

Amélie: Para você, o que é a vida sem música?

Régis: É impossível (risos). Mas vamos lá, gosto muito das músicas da década de 60. Pensando agora é até engraçado que não coloquei no filme, mas gosto muito dessa sonoridade e também gosto muito do Sergio Mendes, Jorge Ben. Fico completamente maluco com essas músicas.

Amélie: Como foi trabalhar com Ramon e Virginie?

Régis: Inicialmente, apesar de ser muito difícil fazer todo o trabalho deles, ao mesmo tempo foi muito simples. Eles trabalharam muito duro, eram os atores que trabalhavam em casa. Trabalharam bastante mesmo e eles não faziam simplesmente ensaios, faziam leituras juntos. 

Nós nunca sabemos como vamos dirigir os atores, a gente descobre muito disso, fazendo o trabalho. Eu não saia muito do que deveria ser feito e eles respondiam sempre muito bem. Como eles aprenderam a dançar (para o filme), havia essa magia e cumplicidade corporal.

Uma vez, um dos atores do elenco estava assistindo as filmagens e todos perguntaram se ele não queria descansar, mas ele disse que não porque estava acompanhando o trabalho dos amigos. Perguntaram então pra ele: 'Você diz a Virginie e o Ramon?" Ele respondeu: "Não, estou vendo a Camille e Georges."

Isso mostra que esse ator havia incorporado esse papel e isso torna as coisas mais simples, porque as pessoas estão bem entregues ao filme. Uma direção não é unidirecional, ela precisa de muitos atores, de como a cena será feita, sabe? Como quando a Virginie deu um grito. Essa cena precisou de trinta tomadas até chegar na final, ou seja, algumas cenas são bem difíceis e precisam ser bem trabalhadas.

Festival Varilux 2022 | Entrevista com Diastème, diretor de O Mundo de Ontem

 

Por Victoria Hope

Em meio a tempos tão sombrios politicamente falando ao redor do mundo, principalmente com notícias que vem assolando o mundo frente ao crescimento de ideais retrógrados, Diastème apresenta 'O Mundo de Ontem', uma pérola mais do que necessária com a mensagem urgente de que a mudança precisa ser feita o quanto antes. 

Elisabeth de Raincy, Presidente da República, optou por se aposentar da vida política. Três dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, ela fica sabendo por seu secretário-geral, Franck L’Herbier, que um escândalo do exterior atrapalhará seu sucessor designado e dará a vitória ao candidato de extrema-direita. Eles têm três dias para mudar o curso da história.

Nesse thriller que poderia ser apenas ficção, mas infelizmente é a realidade do mundo atual, o diretor com maestria, incluindo a atuação primorosa de Léa Drucker, nos apresenta comentários afiados sobre os bastidores políticos nessa tragédia anunciada. 

O Mundo de Ontem / Foto: Festival Varilux

Amélie: Para você, qual seria seu projeto de direção dos sonhos?

Diastème: Essa é uma pergunta difícil porque dirigi quatro filmes e todos eram muito diferentes um do outro e esse era um pouco do tema que eu gostaria de explorar nesse momento. Eu também trabalho com teatro e meu próximo projeto grande será um musical, uma comédia musical. Meu projeto mais recente foi bem sombrio, então para o próximo, quero algo mais alegre e divertido.

Amélie: Duas lições que você aprendeu durante as filmagens de O Mundo de Ontem?

Diastème: A primeira eu sinto que vem mais do teatro, mais do que filmes, é a importância das repetições e dos ensaios. E outra coisa é que quando você faz um filme tão sombrio e desesperador, você precisa rir no set de filmagem, rir do desespero. Na verdade, pensando aqui, isso acaba ficando mais desesperador ainda (risos).

Amélie: Em meio a esses momentos sombrios que vivemos, falando sobre a temática política presente no filme também, o que o mundo poderia aprender com os franceses e seus protestos? 

Diastème: É muito difícil porque a polícia tem se tornado cada vez mais violenta. Nós continuamos a protestar na França, mas a polícia tem ficado cada vez mais violenta. As pessoas não votam mais, metade das pessoas não saem para votar, mas se você não vota, resta protestar. O voto pode mudar algumas coisas, mas bem de vez em quando mesmo.

Sobre o meu filme, acredito que temos que falar mais sobre esse tema, nós não podemos nos esquecer do que é certo e o que é normal. Igualdade deveria ser o normal, respeito deveria ser a normal. Racismo, homofobia, antissemitismo, nada disso é normal. Não é um ponto de vista, é um discurso de ódio e não deveria ter espaço, é um crime. As pessoas precisam reaprender isso.

Festival Varilux 2022 | Um papo com Carine Tardieu sobre Os Jovens Amantes, seu mais novo romance

 

Por Victoria Hope

Em Jovens Amantes, filme que está em cartaz no Festival Varilux de Cinema Francês, dois amantes se reencontram no corredor de um hospital, 15 anos após o primeiro contato. Shauna tem 71 anos, enquanto Pierre tem 45. Opostos, mas hipnotizados um pelo outro, eles se reconectam, enquanto Shauna, que já é mãe, avó e viúva, quer reafirmar que ainda é uma mulher e que a diferença de idade entre eles não importa.

Para dar início ao festival, a imprensa recebeu a delegação francesa do festival, composta por diretores, produtores e parte das equipes criativas dos filmes que vão estar em cartaz no festival até o dia 6 de julho pelo Brasil inteiro, amas vale conferir o site oficial para conferir em quais cinemas da sua cidade vão exibir o circuito.

Nossa equipe teve a oportunidade de entrevistar Carine Tardieu, diretora de 'Os Jovens Amantes', que veio pela primeira vez ao Brasil. Com quatro longas em seu curriculum, sendo este o quarto, ela também teve uma breve experiência como autora de romances young adult. 

Os Jovens Amantes / Foto: Festival Varilux

Amélie: Qual foi sua maior inspiração para 'Os Jovens Amantes?'

Carine: Essa trama na verdade foi inspirada na história da mãe de uma amiga minha, que também era mais madura e teve um romance com alguém mais novo. Essa minha amiga me fez prometer que essa história fosse filmada. Eu já conhecia a roteirista e e produtores e Solveig (quem inspirou a história) e eles me escolheram para filmar essa história. 

Amélie: O que mais a atraiu sobre a história desse casal?

Carine: O que mais me interessou não foi tanto a diferença das idades e sim mais o fato de que uma mulher nessa faixa etária consiga ter os mesmos sentimentos e a mesma paixão que uma jovem de 15 anos e que uma mulher adulta de 30 anos, teriam também. 

Amélie: Como foi a experiência de trabalhar com Fanny Ardant?

Carine: A experiência de trabalhar com Fanny foi realmente outro nível, ela é uma mulher incrível e o que eu queria de Fanny era mostrá-la como uma mulher de 70 anos, então eu não queria que exagerassem na maquiagem ou na luz. Eu queria mostrar as mãos e a idade dela de fato. sem falsidade. 

E a Fanny aceitou logo de cara, ela disse que a questão da velhice, ela já vive todos os dias por conta da idade e não tem esse medo de morrer, porque ela está preparada e ela aceitou o papel. Ela é uma das poucas atrizes, inclusive, que não fez plástica. 

Acho que uma mensagem até para mim mesma e para todas as mulheres é que a gente não precisa ficar retocando nossos rostos, temos que aceitar que tudo isso faz parte da nossa história e que isso conta nossa história e que existe uma beleza nisso. Quando a gente padroniza tudo, todos ficam iguais

Amélie: Já que falamos sobre aprendizado,  quais são as três lições que as pessoas podem aprender com Os Jovens Amantes? 

Carine: Não quero dar muita lição de moral, mas a primeira seria a mensagem de que não existe idade certa para o amor, não devemos pesar muito nessa questão. Manda a sociedade se f**** (risos). Em segundo, essa relação da aceitação da idade e do corpo que vem com a idade, naquela cena onde mostrei as mulheres no vestiário, você realmente tem que encarar isso.  

Já terceira e última seria a questão da escuta, como você se relaciona com as outras pessoas e como você enxerga e lida com as fragilidades delas. Você realmente cria uma relação com a pessoa quando aceita quem ela é sem pesar suas expectativas sobre ela. 

E uma adição extra, recomendem também esse filme para os homens, é importante que homens também assistam. Existe uma certa violência hoje entre essa relação de 'nós contra eles' em debates e eu acredito que um filme como esse pode ensinar sobre a causa feminista e questões feministas, além do próprio conceito do feminino para os homens que não se aprofundam por ignorância. 

Festival Varilux 2022 | Eric Gravel fala sobre Contratempos, filme vencedor Festival de Veneza em duas categorias

 

Por Victoria Hope

Contratempos, filme de Eric Gravel que concorreu ao Festival de Veneza 2022 e levou para casa os prêmios de Melhor Direção para Gravel e de Melhor Atriz por Laura Calamy, conta a história de Julie, uma mulher que luta sozinha para criar seus dois filhos no subúrbio e manter seu emprego em Paris.

Quando ela finalmente consegue uma entrevista para um cargo correspondente às suas aspirações, uma greve geral eclode, paralisando o transporte. Ela então embarcará em uma corrida frenética para salvar seu emprego e sua família.

Assim como em projetos como Crash Test Aglaé, filme anterior de Gravel, Contratempos explora as alegrias e tristezas das pessoas em relação ao mercado de trabalho e tudo que entra em jogo quando nos dedicamos a nossa profissão e deixamos de seguir sonhos. Mas quem disse que é tarde demais para conseguir a carreira dos sonhos? Essa é a grande mensagem do longa. 

Contratempos / Foto: Festival Varilux

Amélie: Como foi a criação da personagem Julie?

Eric: Eu não queria que ela fosse uma personagem comum, então fui criando essa personagem que é mãe, mãe solteira e que precisa ir trabalhar, ou seja, ela não tem muito espaço para se manifestar e pra fazer reinvindicações, como vemos no cenário do filme, porque ela tem obrigações e é por isso que ela leva esse estilo de vida. 

Então ela é uma personagem que vive de modo 'a parte' e de certo modo 'banal', bem comum na verdade.  Aos poucos vamos introduzindo novas informações para essa personagem, mas de forma gradual para que a grande revelação fosse uma surpresa. Ela é uma mulher, ela é camareira em um hotel, só que ela tem um diploma e agora está tentando retomar um status que ela perdeu.

A gente vive numa sociedade que tenta muito guardar o status que está perdendo, mas ela não, ela está tentando voltar pro estilo de vida que ela perdeu.

Amélie: Em filmes como seu projeto anterior Crash Test Aeglé, você também explora a relação dos trabalhadores com seus empregos. Esse é um tema que você gostaria de explorar mais em outros filmes?

Eric: O que me interessa é abordar as relações que nós temos com o trabalho, como isso nos define e como nós vivemos isso. Tanto que Julie, não vemos muito do trabalho dela, mas sim a forma que ela lida com esse trabalho; evidentemente, a vida dela gira em torno do trabalho e isso é uma coisa muito comum.

Fiz um paralelo com meu pai, porque vivi com um pai solteiro, sem minha mãe estar por perto. É um caso meio único, mas parecido com a história de Julie e vi muito meu pai sofrer com essa questão do trabalho, foi muito difícil para mim (como criança). Eu me perguntava se o trabalho também seria jogado nas minhas costas quando eu crescesse ou se eu poderia escolher, acho que é por isso que gosto de ser diretor (risos). 

Amélie: Os últimos minutos do filme foram bem catárticos com uma atuação primorosa de Laure. Poderia falar um pouco mais sobre isso?

Eric: Do começo até o final foi tudo muito similar. A Laura é muito perfeccionista, muito trabalhadora e de uma certa maneira, me identifico muito com ela. É engraçado que voltamos a sua pergunta da relação das pessoas com o trabalho, já que ela também sempre estava trabalhando, trazendo ideias e novas formas de entregar as cenas, ao longo do trabalho, foi um processo muito agradável. 

Ela é muito agradável como pessoa, é muito fácil de trabalhar com ela, então que seja no final ou seja no começo, foi tudo muito fácil de alcançar com ela. Falando mais sobre a personagem, gosto de criar personagens femininas como em Crash Test. Tenho esse prazer em trabalhar com personagens femininas, então tudo fica mais fácil.

Festival Varilux 2022 | Kompromat

 

Por Victoria Hope

Do diretor Jérôme Salle, estrelado por Gilles Lellouche, Michael Gor e Joanna Kulig, Kompromat conta a espetacular fuga de um diretor da Aliança Francesa da Sibéria. Vítima de uma trama orquestrada pelo FSB (Serviço Federal de Segurança da Rússia), esse intelectual terá que se transformar em homem de ação para escapar de seu destino.

Ao longo da história, embora ele não saiba como, o diretor francês da Aliança Francesa localizada na Rússia, Mathieu (Gilles Lellouche), amado por seus alunos, funcionários e por sua família, vive uma vida quase perfeita com sua escola e sua carreira, mas num dia, sua vida muda completamente. Em sua casa de Moscou, poucas horas depois de saber da intenção de sua esposa de retornar à França com sua filha com ou sem ele, Mathieu é preso sem chance de resposta.

Os espectadores já levam esse susto no primeiro ato e são arrebatados pela pergunta: "Por quê isso está acontecendo com ele?" Alvo da polícia secreta da Rússia, o temido Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB),  o professor é acusado de crimes inimagináveis, colocado em prisão domiciliar e avisado que, independentemente do caso sem sentido contra ele, ele será considerado culpado e preso.

Kompromat / Foto: Festival Varilux

Resta então a esse professor uma dura escolha, ou ele sofre por um longo período de prisão em um inferno russo como um homem inocente, ou pode arriscar uma fuga e correr o risco de perder sua vida para sempre. Afinal o que foi que ele fez de tão grave? Foram pequenos atos, como apoiar uma peça LGBTQIA+ dentro da escola? Por quê o diretor está sendo acusado de disseminar pornografia infantil? E a esposa dele, Alice? Por que o denunciou? 

Mais uma vez, Lelouche mostra a que veio carregando cenas emocionantes e apenas com o olhar, consegue passar centenas de sentimentos, enquanto a direção de Salle é frenética, acompanhando justamente o ritmo da adrenalina que o filme pede. Aos poucos novas evidências deixam o resultado da verdadeira faceta do protagonista um verdadeiro mistério, já que enquanto tudo parece apontar o homem como inocente, a declaração de sua esposa, demonstra o contrário. Mas ao mesmo tempo, será que sua esposa realmente o acusaria de algo tão grave? 

Kompromat aumenta a tensão ainda mais durante a fuga de Mathieu, que sozinho e fácil de ser reconhecido, já que agora está aparecendo pelas reportagens da televisão, atravessa a Rússia em direção à fronteira com a Estônia. Com vários oficiais armados e determinados a persegui-lo até o fim, o professor contará apenas com a ajuda de estranhos que possuem muita compaixão. Será que ele vai sobreviver?

NOTA: 8.5/10

Poc Con 2022 | Ainda maior, o evento se consagra como parada obrigatória no Mês do Orgulho LGBTQIAP+

 

Por Victoria Hope

No último sábado (18) aconteceu a edição de 2022 da Poc Con, de volta ao formato presencial após de duas edições virtuais da Poc Con Em Casa, num evento que tem como foco celebrar artistas LGBTQIA+ nacionais.

Ainda maior do que a primeira edição de 2019 que foi sediada na Associação Naniwa Kai da Vila Mariana, a Poc Con desse ano aconteceu na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade em São Paulo próximo ao metrô. Embalada por muito mais cores e mesas de artistas, já que o espaço é três vezes maior do que o anterior, o evento foi um sucesso e recebeu milhares de visitantes em filas que faziam a volta na calçada, repleta de fãs ansiosos para visitar as mesas de diversos artistas. 

O evento soube explorar bem o espaço, apesar de que dessa vez não havia alimentação no local, além de estandes de doces, mas talvez a escolha tenha acontecido justamente pelo bairro da Liberdade prover de muitas opções de alimentação ao redor e outro espaço que também ganhou destaque foi a biblioteca onde aconteceu a programação Social Comics, com diversos painéis que abordaram temas desde campanhas para lançamentos de obras indie além de papos sobre o mercado editorial, sempre com foco na representatividade queer e PCD LGBTQIA+ também. 

Para quem curte cosplay, atrações não faltaram pois além dos cenários instagramáveis com o logo do evento, os cosplayers também puderam participar do concurso Lip Sync, com diversas premiações, incluindo o troféu da Poc Con 2022.

Eram tantos artistas espalhados pelos corredores do alley que era preciso fazer pelo menos quatro a cinco voltas para conseguir apreciar todos os artistas. Era possível encontrar muitas novidades por lá, prints, pins colecionáveis, adesivos e muitos livros independentes, além de best sellers nacionais como a obra premiada coming of age LGBTQIA+ 'Arlindo'. Havia opções  de arte queer para todos os gostos, artes com foco em todas as letrinhas. 

E para os adultos do evento, ainda no andar de cima, havia a opção de flash tattoo com tatuadores convidados do evento, além de um bar especial com diversos drinks temáticos variados para maiores de 18 anos. Muito maior do que as edições anteriores, a Poc Con veio para mostrar solidificar seu nome como um dos maiores eventos voltados a arte LGBTQIAP+ nacionais e espera-se que nos próximos anos, cresçam ainda mais. 

CONFIRA ALGUNS DOS DESTAQUES 

Ilustralu marcou presença com produtos de seu best-seller nacional, Arlindo
Cosplayers não faltaram nos corredores do evento
Mais artistas lésbicas participaram dessa edição! Que venham muito mais!
Representatividade de Ursos? Nós vemos por aqui também!
Cosplayer incrível de Kuzco passando pelos corredores
A representatividade da quebrada também marcou presença!
A Social Comics marcou presença no evento com cenário instagramável e promo de assinaturas
O artista Alipio também participou do evento com suas esculturas originais
Lunecórnio foi um dos destaques de arte trans do evento, trazendo trabalhos SFW e NSFW 
A Casa 1 de acolhimento para pessoas LGBTQIAP+ expulsas de casa, também participou
Arte belíssima de Marsha P. Johnson pelo ilustrador  e escritor Marcio William
Para os apaixonados por doces, Flores de Carmelian trouxe quitutes e arranjos florais
O selo Indievisivel é responsável por trazer diversas obras indepentendes de autores LGBTQIAP+