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Cara-De-Barro | Aguardado primeiro longa de terror da DC Studios ganha pôster e teaser trailer inéditos

 

Por Victoria Hope

Vencemos muito, Clay-Facers! A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar o primeiro teaser trailer e um pôster inédito de Cara-de-Barro, o terceiro longa da nova fase do universo DC Studios. Diferente da atmosfera de esperança estabelecida pelos recentes Superman e Supergirl, a nova produção aposta no terror para mergulhar no lado mais sombrio do universo de HQs. 

Na trama, o público acompanhará a jornada de Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator fracassado que sofre uma desfiguração brutal no rosto. Em busca de uma solução, ele se submete a um experimento científico que muda completamente sua estrutura corporal, transformando-o em uma criatura feita de argila capaz de alterar sua forma. O filme investiga a origem de um dos antagonistas mais complexos do Batman, explorando a trágica transformação do personagem e revelando os eventos que o levaram a essa situação extrema. 

A direção fica por conta de James Watkins, conhecido por seu trabalho no remake de Não Fale o Mal (2024), que promete trazer uma atmosfera de tensão à produção. Para ampliar o peso dramático da história, o elenco ainda conta com talentos como Naomi Ackie, Max Minghella, Eddie Marsan e David Dencik. Além de reintroduzir o vilão com uma abordagem inédita, o filme entrega um marco aguardado pelo público: a primeira representação oficial de Gotham City no universo comandado por James Gunn

Cara-de-Barro tem estreia confirmada para 22 de outubro de 2026 nos cinemas de todo o Brasil. 

[Review] Midnight Mass

Por Victoria Hope

Mais uma vez Mike Flanagan dilacera corações e entrega um dos melhores projetos de terror dramáticos do ano em sua terceira produção com a Netflix. A minissérie Missa da Meia-Noite (Midnight Mass) é de longe a maior obra prima do diretor, que sem medo, mergulhou em aspectos mais sombrios de sua vida para contar uma história que subverte e renova totalmente o gênero.

Para recordar, o diretor e roteirista Mike Flanagan, é criador de outras duas produções aclamadas do streaming, como A Maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House) e A Maldição da Mansão Bly (The Haunting of Bly Manor).

Em Missa da Meia-Noite, acompanhamos a história dos habitantes de uma pequena ilha isolada e falida, que ao receberem uma visita inesperada de um jovem padre, passam a testemunhar milagres repentinos e aparições quase que 'divinas' nos arredores da ilha. 

Missa da Meia-Noite / Netflix 

Recheada de monólogos poderosos e momentos de introspecção, a série tem uma propõe uma análise sobre fé, morte, vida e outras questões filosóficas que nos fazem questionar, como humanos, qual é o nosso verdadeiro propósito. 

Talvez parte do público não consiga acompanhar esses diálogos, pois todos são muito longos e carregam um peso enorme, mas acredito que Missa da Meia-Noite é uma série que precisa ser assistida no momento certo na vida de quem está assistindo. É preciso estar no 'clima' para embarcar. 

Momentos de angústia, são postos à mesa em monólogos que fazem o público refletir, tudo isso graças ao trunfo do excelente roteiro de Mike Flanagan. Em momentos, a dor do criador da série é palpável., já que próprio comentou em entrevista ao Bloody Disgusting, que Missa da Meia-Noite, foi quase como uma terapia, que ele estava escrevendo há mais de 10 anos enquanto lutava para estar sóbrio.

Xerife Hassan e Joe / Netflix 

A minissérie toca em muitas feridas, principalmente relacionadas a religião e política, que nesse exato momento, também se cruzam na vida real. Flanagan aponta sem medo para a influência que valores retrógados tem em pessoas não informadas e como muitos estão dispostos a acreditar em mentiras, para dormir 'bem' a noite ou acreditar que são melhores que os outros. 

Joe, um dos personagens mais trágicos da trama, é um dos grandes exemplos das pessoas que a sociedade não quer enxergar e que mesmo que de forma indireta, desejam seu extermínio. Riley Flynn também apresenta ameaça, pois antes é tido como um exemplo da comunidade religiosa da ilha, mas após causar uma morte acidental de uma adolescente, passa a ser visto como mais um pária.

É incrível como Missa da Meia-Noite trabalha esses personagens renegados pela sociedade religiosa, como por exemplo, o xerife Hassan, que deixou da cidade grande para fugir do racismo e islamofobia, para ao final, acabar passando pelo mesmo na pequena ilha, assim como também a Dra. Sarah, que não é bem vinda na igreja por lésbica e Erin, por ser uma mãe viúva. Curiosamente, são esses personagens 'excluídos' pela sociedade, que ao final, são os verdadeiros heróis na trama. 

Leeza, filha do Prefeito e Ali, filho do Xerife / Netflix

Falar mais sobre o enredo seria um spoiler enorme e com certeza estragaria a experiência de quem ainda vai assistir a minissérie, mas um dos principais trunfos de Missa da Meia Noite, é a subversão total de temas explorados incansavelmente no cinema de terror e ouso dizer que a série é definitivamente um dos trabalhos mais 'Stephen King', sem ser obra do autor, que já vi. 

Vale dizer que é uma produção bem slowburn, ou seja, leva tempo para a trama engatar, mas todos esses momentos, todos os diálogos, fazem o ápice valer a pena, com um plot twist que ninguém esperava e que quando começa, com certeza fará você perder o fôlego.

Não existem performances fracas na série, aliás, todo o elenco está impecável, com destaques para Hamish Linklater, que interpreta brilhantemente o Padre Paul Hill e Samantha Sloyan, que entrega absolutamente tudo com a detestável carola Bev Keane. Sem dúvidas ambos mereciam indicação ao Emmy por esses papéis. 

Missa da Meia-Noite está disponível na Netfflix