Por Victoria Hope
Exibido na Mostra Olhos Livres na 29° Mostra de Cinema de Tiradentes, filme percorre o Agreste pernambucano em uma narrativa sobre família, memória e luto
![]() |
| Ao Sabor das Cinzas / Foto: Embaúma Filmes |
Pop Culture, Fashion and Lifestyle Magazine
Por Victoria Hope
![]() |
| Ao Sabor das Cinzas / Foto: Embaúma Filmes |
Por Victoria Hope
A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem a enorme satisfação de, mais uma vez, contar com o patrocínio master da Petrobras.
A renovação dessa parceria é fundamental para a Mostra apresentar uma edição histórica de 50 anos, com o objetivo de trazer ao público uma seleção ampla e diversa de filmes nacionais e estrangeiros, além de debates e oportunidades para a troca de ideias sobre o mercado audiovisual.
O festival será realizado de 15 a 29 de outubro, e o patrocínio foi viabilizado por meio do programa Petrobras Cultural, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Sala Petrobras na Mostra
Pelo quarto ano consecutivo, o festival conta com a Sala Petrobras na Mostra, um ambiente temporário, que, nesta edição histórica, será instalado no Solar Fábio Prado, na Avenida Faria Lima, uma região de fácil acesso. O espaço vai abrigar, além de sessões tradicionais, apresentações especiais e gratuitas desta 50ª edição, que ocorre entre os dias 15 e 29 de outubro de 2026.
A Petrobras também é patrocinadora master da 3ª Mostrinha, que busca aproximar crianças e adolescentes do cinema, formando uma nova geração de espectadores. Nos dois fins de semana do evento, a Sala Petrobras na Mostra exibirá títulos infantojuvenis em sessões gratuitas.
----
SERVIÇO – SALA PETROBRAS NA MOSTRA
Solar Fábio Prado: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano (a programação será divulgada perto da data do evento).
Por Victoria Hope
A tão aguardada Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou neste sábado (3) a programação completa da 50ª edição, que acontece de 15 a 29 de outubro, com uma seleção especial de 380 filmes de 93 países.
Além de indicados ao Oscar 2027 como Fjord e Feito Pipa, o evento também irá contar com presença ilustre de diversos diretores, elencos e realizadores da indústria nacional e internacional do cinema para exibições especiais, workshops e mais.
Outros títulos presentes na agenda, como Tigre de Papel, escolhido para abrir o festival, em sessão com a presença do diretor James Gray, terão exibição especial em comemoração aos 50 anos do Festival e abaixo você pode conferir a programação completa.
![]() |
| Fjord / Foto: Festival de Cannes |
Confira abaixo a programação completa do festival:
100 Dias, de Carlos Saldanha
17, de Kosara Mitić
24 Frames, de Abbas Kiarostami
LETRA A
A Aventura Sonhada, de Valeska Grisebach
A Batalha do Chile, de Patricio Guzmán
A Batalha do Chile, de Patricio Guzmán
A Casa do Vento, de Auguste Bernard Kouemo Yanghu
A Casa no Bosque, de Maurice Pialat
A Cidade dos Piratas, de Raúl Ruiz
A Cor do Sol, de Xavier Tera
A Extraordinária Vida de Vera Valdez, de Fabio Meira
A Garota com a Leica, de Alina Marazzi
A História do Concreto, de John Wilson
A História Mais Triste do Mundo, de Hique Montanari
A Luz é Grande, de Markus Duffner
A Margem do Rio, de Matheus Farias e Enock Carvalho
A Morte Não Tem Dono, de Jorge Thielen Armand
A Odisseia dos Dentes-de-leão, de Momoko Seto
A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto
A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr.
A Prisioneira, de Chantal Akerman
A Terra do Meu Pai, de Pawel Pawlikowski
A Violência de Ninguém, de Denis Côté
A Violinista, de Ervin Han e Raúl García
Aanikoobijigan [ancestral/bisavô/bisneto], de Adam e Zach Khalil
Aliados no Exílio, de Hasan Kattan
Alucinação, de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano
American Doctor, de Poh Si Teng
Amor Possível, de Lee Chang-dong
AnyMart, de autor não especificado
Aqui Não É o Seu Lugar, de Florin Şerban
Aqui, de Tiago Guedes
As Estações, de Artavazd Pelechian
Às Vezes Sinto Tristeza, Outras Vezes Revolta, de Maria Aparicio
Aurora, de F.W. Murnau
LETRA B
Baahubali 2: A Conclusão, de S.S. Rajamouli
Baahubali: O Início, de S.S. Rajamouli
Behemoth: Uma Vida Composta em Peças, de Tony Gilroy
Biografia de Jorge Luis Borges, de Mariano Llinás
Butterfly Jam, de Kantemir Balagov
LETRA C
Caminho sem Volta, de James Gray
Cansei de Ser Galã, de Bento Marzo e Eduardo Ades
Caçada Humana, de Wayne Wapeemukwa
Castelo de Lata, de Alexander Murphy
Cavalcanti, de Jairo Neto e Graubi Garcia
Chicas Tristes, de Fernanda Tovar
Cinzas e Diamantes, de Andrzej Wajda
Clarice Vê Estrelas, de Letícia Pires
Clarissa, de Arie e Chuko Esiri
Coligay – A Torcida Impossível, de Paulo Machline
Colônia – Segunda Temporada, de André Ristum
Como Era Gostoso o Meu Francês, de de Nelson Pereira dos Santos
Como se Divorciar Durante a Guerra, de Andrius Blaževičius
Contos do Jardim Mágico, de Patrik Pašš Jr., Jean-Claude Rozec, David Súkup e Leon Vidmar
Coração de Lona, de Tuca Siqueira
Crónicas do Cerco de Abdallah Alkhatib
LETRA D
Deixem-nos Passar, Caros Ancestrais, de Lav Diaz
Desculpe te Incomodar, de Boots Riley
Despedida de Ontem, de Alexander Kluge
Di Cavalcanti, de Ana Carolina
Dora, de July Jung
LETRA E
Eklipse, de Manuel Wetscher
Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira, de Cristiane Oliveira e Gustavo Galvão
Elefantes na Névoa, de Abinash Bikram Shah
Elza, de Eryk Rocha
Ensaiando o Brasil, de Elisa Bracher
Era uma Vez em Nova York, de James Gray
Era uma Vez no Harlem, de David e William Greaves
Eu Cresci uma Polegada Quando Meu Pai Morreu, de P. R. Monencillo Patindol
Eu Raramente Acordo Sonhando, de Isabelle Stever
Eu Vejo Edifícios Caírem de Clio Barnard
Everytime, de Sandra Wollner
LETRA F
Feito Pipa, de Allan Deberton
Fernanda, de Pedro Waddington
Filipiñana, de Rafael Manuel
Fim, de Artavazd Pelechian
Fjord, de Cristian Mungiu
Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques
Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi
Francisca, de Manoel de Oliveira
Fuga para Odessa, de James Gray
Funk, de Aly Muritiba
Furies, de Rami Kodeih
LETRA G
Garage Olimpo, de Marco Bechis
Gildo na Mostrinha, de Cesar Cabral e Thomas Larson
Glaxo, de Benjamín Naishtat
Gosto de Cereja, de Abbas Kiarostami
LETRA H
Ha-Chan, De Volta à Dança!, de Josef Kubota Wladyka
Homem ao Mar, de Gael García Bernal
LETRA I
I Love Boosters, de Boots Riley
Iron Boy, de Louis Clichy
Isabel, de Gabe Klinger
LETRA J
Janela da Alma, de João Jardim e Walter Carvalho
Joy of Joys, de Jonathan Glazer
Julián, de Louise Bagnall
Já que Ninguém me Tira pra Dançar, de Ana Maria Magalhães
Jardim dos Silêncios, de Henrique Dantas
LETRA L
La Belle Année, de Angelica Ruffier
La Libertad Doble, de Lisandro Alonso
La Perra, de Dominga Sotomayor
Leve Chico, de Marianna Brennand
London, de Victor di Marco e Márcio Picoli
Look Back, de Hirokazu Kore-eda
Lua Cheia, de Jeong Ji-hye
Lá e Cá, de Sandra Kogut
LETRA M
Magadheera, de S.S. Rajamouli
Master, de Rezwan Shahriar Sumit
Me Deixa Ser, de Viviane D’Avilla
Me Leve pra Casa, de Abbas Kiarostami
Medley, de Ana Luiza Azevedo
Memórias do Cárcere, de Sérgio Graciano
Minotauro, de Andrey Zvyagintsev
Mistérios de Lisboa, de Raúl Ruiz
Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy
Musk, de Alex Gibney
LETRA N
Na Terra de Arto, de Tamara Stepanyan
Neste Quarto, de Ana Rocha de Sousa
Ney por Trás das Máscaras, de Esmir Filho
Nino – Um Filme sobre Nino Rota, de Walter Fasano
Nosso Século, de Artavazd Pelechian
Nós, de Artavazd Pelechian
Não Me Largue, de Myrsini Aristidou
Não Sou um Herói, de Rima Das
Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur
LETRA O
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
O Barqueiro, de Simão Cayatte
O Bosque de Bétulas, de Andrzej Wajda
O Caminho para Jericó, de Amos Gitai
O Começo, de Artavazd Pelechian
O Desterro, de Andrey Zvyagintsev
O Diário de uma Camareira, de Radu Jude
O Dia em que Ela Volta, de Hong Sang-soo
O Estado das Coisas, de Wim Wenders
O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite
O Fogo que Você Carrega, de Edoardo De Angelis
O Homem Mais Solitário da Cidade, de Tizza Covi e Rainer Frimmel
O Intruso, de Louis Paxton
O Julgamento de Hein, de Kai Stänicke
O Oligarca e o Negociante de Arte, de Andreas Dalsgaard
O Outro Lado das Redes, de Aaron Sorkin
O Outro Lado do Sol, de Tawfik Sabouni
O Primeiro Ano, de Patricio Guzmán
O Rei das Rosas, de Werner Schroeter
O Retorno, de Andrey Zvyagintsev
O Samurai e o Prisioneiro, de Kiyoshi Kurosawa
O Sentido da Água, de Mohammad Rasoulof
O Sentido da Vida, de Ryûsuke Hamaguchi
O Ser Querido, de Rodrigo Sorogoyen
O Último Batedor de Carteiras, de Noah Segan
Olivia e o Terremoto Invisível, de Irene Iborra
Onde Fica a Casa do Meu Amigo? de Abbas Kiarostami
Onde Repousar Meus Olhos, de Hong Sang-soo
Os Dias Livres, de Lucila Mariani
Os Donos da Noite, de James Gray
LETRA P
Papel Coadjuvante, de Ana Urushadze
Pardo É Papel, de Alexis Zelensky
Patrulha da Montanha, de Artavazd Pelechian
Por Dentro de Amir, de Amir Azizi
Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner
LETRA Q
Quem Matou Alex Odeh?, de J de Jason Osder e William Lafi Youmans
Quem Matou Narciso?, de Marcelo Martinessi
LETRA R
Ray Gunn, de Brad Bird
Rehearsals for a Revolution, de Pegah Ahangarani
Retorno a Buenos Aires, de Marco Bechis
Revolucionárias Nunca Morrem, de Mohanad Yaqubi
Robert Wilson & The CIVIL Wars, de Howard Brookner
Rochas Vermelhas, de Bruno Dumont
Roqia, de Yanis Koussim
Rotação, de Maryna Er Gorbach
RRR: Revolta, Rebelião, Revolução, de S.S. Rajamouli
LETRA S
Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira
Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, de Hugo Prata e Felipe Novaes
Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo
Sem Anestesia, de Andrzej Wajda
Seu Crime, Seu Sofrimento, de S.S. Rajamouli
Silvestre, de João César Monteiro
Sócrates Brasileiro, de Walter Salles
Somos Alienígenas, de Kohei Kadowaki
Sonhos do Rio, de Kristina Mikhailova
Student No. 1, de S.S. Rajamouli
Sul de Teerã, de Kleber Mendonça Filho
Super Academia Afegã, de Shahrbanoo Sadat
Sussurros de um Aroma em Chamas, de Mo Harawe
LETRA T
Terra do Povo, de Artavazd Pelechian
Terra Vermelha, de Marco Bechis
Tigre de Papel, de James Gray
Tribalistas: O Baú da Hora Fértil, de Dora Jobim
LETRA U
Um Dia na Vida de Jo: Capítulo Fedra, de Jacqueline Lentzou
Um Pouco de Esperança, Ali Asgari
Uma Família, de Mees Peijnenburg
LETRA V
Variações Sobre um Tema, de Jason Jacobs e Devon Delmar
Varanasi, de S.S. Rajamouli
Vento Norte, de Salomão Scliar
Vergonha e Dinheiro, de Visar Morina
Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins
Vida, de Artavazd Pelechian
Vikramarkudu, de S.S. Rajamouli
Vitória da Paz, de Ricardo Calil, Dudu Levy e Fábio Gusmão
LETRA W
Wolfram, de Warwick Thornton
LETRA Y
Yellow Cake, de Tiago Melo
Yo (O Amor É um Pássaro Rebelde), de Anna Fitch e Banker White
LETRA Z
Zi, de Kogonada
Zoom In, Zoom Out, de Dong Jie
Zé, de Paulo Caldas
Por Victoria Hope
O longa-metragem Your Mother Your Mother Your Mother, distribuído pelo Amazon MGM Studios e produzido pela Orion Pictures, será exibido pela primeira vez no Brasil durante a 28ª edição do Festival do Rio. Dirigido e escrito por Bassam Tariq (Mogul Mowgli), o filme é estrelado por Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar), vencedor de dois Oscars, em uma história que aborda temas como fé, luto e família.
Na trama, Ali interpreta Latif, um assassino de aluguel profundamente religioso que tenta equilibrar as exigências de seu trabalho com sua fé e as responsabilidades da paternidade. Após a morte de sua esposa, ele embarca em uma jornada desesperada por Houston para proteger os filhos, enquanto enfrenta forças que se fecham ao seu redor e as próprias crenças, que começam a ser colocadas à prova.
O elenco conta ainda com John Cho, Giancarlo Esposito, Tramell Tillman, Abubakr Ali, Laith Nakli e Tiffany Boone. O filme teve sua estreia mundial no TIFF (Festival Internacional de Cinema de Toronto), em setembro, onde foi aclamado pela crítica. Após a passagem por Toronto, o longa segue para o BFI London Film Festival e Festival do Rio.
Sessões no Festival do Rio
https://www.festivaldorio.com.br/br/filmes/your-mother-your-mother-your-mother
07/10 (Qua), 21h30 — Cinesystem Belas Artes Botafogo 4
09/10 (Sex), 14h45 — Estação Claro Gávea 5
14/10 (Qua), 16h30 — Estação Claro Rio 4
Por Victoria Hope
Quando uma nova série de "Carrie" foi anunciada, fãs sentiram muito receio, já que essa história foi adaptada à exaustão e infelizmente, deixando a desejar em grande parte das produções, porém, quando o nome do diretor Mike Flanagan, conhecido por suas séries de terror fantásticas como "Missa da Meia Noite", "A Maldição da Residência Hill", entre outros, foi mencionado, fãs começaram a sentir uma pontada de esperança.
A ideia de modernizar Carrie, inicialmente não agradou muito, porém, uma modernização faz completamente sentido, já que os tempos são completamente outros e a ideia principal da série é atrair um público mais jovem, principalmente geração Z, para a obra de Stephen King.
Agora, de modo mais pessoal, posso afirmar que sendo fã assídua de Carrie e Stephen King desde a infância, a série me surpreendeu demais e fico feliz em dizer que é uma das melhores adaptações modernas da história, graças ao elenco e a brilhante direção de Flanagan.
![]() |
| Carrie / Foto: Prime Video |
![]() |
| Carrie / Foto: Prime Video |
![]() |
| Carrie / Foto: Prime Video |
Por Victoria Hope
Há anos, o cinema não se deparava com uma obra tão disruptiva quanto "Digger", o mais novo filme do diretor vencedor do Oscar Alejandro Iñárritu, estrelado por Tom Cruise, que aqui, está com sede de sangue, ou melhor dizendo, sede de uma estatueta, muito merecida em uma das melhores performances do ator em décadas.
Não é possível descrever Digger sem cair nos spoilers, porém, é possível afirmar que absolutamente nenhum trailer e nenhum material revelou a verdadeira história por trás do filme, o que por si só já é um feito extraordinário em tempos onde trailers revelam demais sobre as histórias.
Com brilhantes atuações de Tom Cruise, Riz Ahmed e John Goodman, o filme toca em uma ferida muito real; tão real e atual que incomoda porque é uma realidade próxima, se não, igual a que o mundo inteiro passa nesse momento. É definitivamente um filme que tem muito a dizer e ás vezes, verdades incovenientes, precisam ser ditas, doa a quem doer.
![]() |
| Digger / Foto: Warner Bros. Pictures |
O filme é incômodo e vai sim dividir muitas opiniões, pois nem todos estão preparados para aceitar esse nível de camp. A comédia é tão escrachada e esteriotipada, que faz parecer uma grande piada, mas é aí que se encontra a verdadeira genialidade do filme, porque não é só uma sátira, é a vida real.
Digger é um grande empresário e um dos grndes nomes da indústria petrolífera americana, mas quando uma de suas bases simplesmente aumenta os efeitos da mudança climática, destruindo até mesmo pedaços da calota polar, o caso se torna uma crise humanitária, mas para Digger, nada disso importa, já que para ele, o mais importante é a saúde de sua gata, que está na beira do leito de morte.
Quando o público acha que entendeu o que está acontecendo, o filme entrega não uma, nem duas, mas sim três reviravoltas que mudam completamente o rumo da história e atingem como um verdadeiro soco no estômago.
![]() |
| Digger / Foto: Warner Bros. Pictures |
Muitos irão se incomodar com a mudança de tom repentina da história, mas outros irão simplesmente amar e é isso que torna esse filme tão especial. É o magnum opus de Iñárritu definitivamente, pois aqui ele traz toda opulência e dedos apontados e uma mensagem extremamente política por trás, que torna desse, um dos filmes mais relevantes do ano, independente da opinião da crítica e do público.
É uma obra bem ambiciosa, claustrofóbica, revoltante e verdadeira. Chega a ser assustadora em alguns momentos, principalmente com sua proximidade com a vida real e uma verdade que muitos querem esconder, ignorar ou realmente colocar para baixo dos panos.
Digger definitivamente irá receber diversas indicações, principalmente indicação ao Oscar para Tom Cruise, que após dez anos interpretando o mesmo agente especial, finalmente tem a liberdade aqui de ser canastrão, intenso e forte, lembrando de alguns de seus trabalhos mais antigos como "Vanilla Sky", "Entrevista com o Vampiro" entre outros.
A grande mensagem que fica ao final do filme é de que a arte importa; ela nunca deixará de ser relevante e importante, principalmente em tempos mais sombrios.
NOTA: 9/10