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[Entrevista] Um papo sobre Spider-Noir com os Diretores de Fotografia Darran Tiernan e Peter Deming

 



Por Victoria Hope

O Homem-Aranha é, sem dúvida, um dos super-heróis que mais teve versões alternativas ao longo de sua trajetória, desde Homem-Aranha 2099 ao Porco-Aranha, Gwen-Aranha, Homem-Aranha Superior entre muitos outros, entretanto, uma de suas versões mais intrigantes é a versão Noir - uma série de quadrinhos que colocava seus heróis em cenários inspirados em filmes noir e pulp fiction

Com uma estética sombria, que mistura elementos steampunk e detetivescos, ambientado em uma Nova York dominada pelo crime, somos introduzidos a um fascinante universo alternativo de Spider-Noir, um dos personagens mais complexos e intrigantes da família aracnídea. 

É nesse cenário que o público acompanha as aventuras (e desventuras) do complicado Ben Riley (Nicolas Cage) na nova série original do Prime Video! Na trama, o detetive particular é contratado para casos simples, até que gângsteres, monstros e uma misteriosa femme fatale tecem uma teia que o obriga a confrontar seu passado como o único super-herói de Nova York: O Spider.

Spider- Noir ocorre em um cenário político agitado da década de 30, retratando um cenário social completamente arruinado pela crise de 29, transmitindo um sentimento de desesperança e medo na população. A série está sendo aclamada pelo público pela fotografia ímpar e a possibilidade de ser assistada tanto de forma colorida quanto em preto e branco pelo público, ambas escolhas muito acertadas! 

Nossa equipe teve a oportunidade de entrevistar os dois brilhantes cinegrafistas Darran Tiernan (Pinguime Peter Deming (Pânico 2 e 3), para comentar sobre Spider-Noir, essa nova produção que ganhou o coração dos aficionados por quadrinhos e séries investigativas.

Darran Tiernan e Peter Deming, diretores de fotografia de Spider-Noir
Amélie: Como foi trabalhar em uma série que se passa na década de 30? Essa é uma estética que vocês gostam e já abordaram antes em produções anteriores?

Darran: Sim! Essa é a segunda vez que tenho a oportunidade de trabalhar com esse tema e eu amo aquele mundo. É muito interessante principalmente quando abordamos a década de 30 nos Estados 
Unidos, por conta da era da Grande Depressão. 

Todas as texturas, a tecnologia da época, a moda, tudo o que estava acontecendo culturalmente naquele período, sabe? A fotografia estava em seu auge e a indústria cinematográfica que conhecemos estava começando a tomar forma, então pessoalmente, acho que era um período muito bonito, visualmente falando.

Peter: Sem dúvidas! Acredito que ambos já trabalhamos em abordagens desse período, mas nunca com esse visual. É como se explorássemos uma releitura moderno e tudo parece tão mais autêntico, sabe? Como se realmente fosse daquela época *risos* e é claro que sabemos que não é da época, mas a ideia era deixar o mais próximo possível.

Amélie: Todas as cenas realmente possuem uma textura e riqueza enorme de detalhes. Com isso em mente, quando falamos da escolha em apresentar o projeto em dois formatos, tanto em preto e branco quanto colorido, existe uma preferência para cada um?

Darran: Tenho muito orgulho das duas versões! Foi uma verdadeira jornada chegar nisso, criar esses dois visuais que deveriam coexistir e agora, parando para pensar, acredito que em algumas cenas, existe um distanciamento emocional entre o colorido e o preto e branco e você sabe, cada pessoa vai reagir de uma forma diferente à cada versão, mas para mim, tenho muito orgulho das duas, por razões diferentes também.

Peter: Eu diria que gravito mais para o lado preto e branco! Quando eu estava filmando, estava completamente absorto nessa versão, mas é claro, também observando a versão colorida ao mesmo tempo e agora que a série foi finalizada, eu ainda acho que prefiro a versão preto e branco, mas ainda assim sou grato pela versão colorida e da mesma forma que fomos incentivados à usar o preto e branco, também fomos incentivados a utilizar o colorido. 

Falando com pessoas que assistiram a série inteira nos dois formatos, muita gente comentou que se sentiu assistindo duas séries completamente diferentes devido a ausência ou adição de cores, sabe? Elas evocam sentimentos diferentes e eu acho isso fascinante.

Amélie: Vamos falar sobre o uso da dioptria dividida nas cenas! Elas ajudaram muito a evocar aquela sensação de estarmos lendo páginas de quadrinhos! Como foi utilizar essa técnica na série?  

Darran: Claro! Que projeto incrível é esse, que nos deixou usar dioptria dividida! Nós dois utilizamos a técnica de formas diferentes e é sempre tão animador ter permissão de fazer isso *risos* Alguns desses momentos foram planejados, outros simplesmente apareceram de forma natural enquanto estávamos montando as cenas. Elas são sempre muito divertidas e eu quero usar mais no futuro!

Peter: Concordo totalmente! Quando você olha para o pacote das câmeras e vê dioptria dividida ali, imediatamente você pensa que está prestes a fazer ser algo muito divertido! Você sempre busca por oportunidades para poder fazer isso da maneira correta, sabe? Tipo, esconder bem aquela linha que divide os quadros da melhor forma possível.

Depois que filmamos, comecei a pensar que vou levar essa técnica para absolutamente tudo o que eu fizer a paertir de agora *risos* Vamos fazer isso mais vezes! Sabe, teve um momento que a assistente chegou a perguntar "É isso mesmo que você quer?" e eu disse: "É claro!" e felizmente, todos que estavam envolvidos nesse projeto concordaram e disseram "Vamos fazer isso!"

Spider-Noir / Foto: Prime Video
Amélie: Imaginem que a partir de agora, todos nós fazemos parte do universo do Homem-Aranha! Se vocês pudessem escolher uma habilidade aracnídia, qual seria? 

Darran: Wow, essa é uma pergunta incrível! Tem tantos! Eu queria poder escolher mais de um! *risos*, mas acho que nesse mundo em que vivemos agora, eu escolheria ter Super-Força!

Peter: Para mim são definitivamente as teias! Eu acho que você até pode usar elas pra lutar com pessoas, mas eu acho que eu queria mesmo era voar pela cidade usando as teias! *risos*

Darran: Acho que eu teria muito medo de praticar voo com teia! 

Peter: Mas é para isso que a gente teria quer praticar *risos*

Amélie: Excelente! Eu acho que eu gostaria de ter oito olhos para poder ver oito telas de cinema ao mesmo tempo!

Darran: *Risos* Esse é um poder muito incrível!

Peter: Eu achei esse poder a sua cara! *risos*

Amélie: Sobre Spider-Noir, qual foi o momento favorito dos episódios que dirigiram?

Darran: Tem Muitos momentos! Mas a que eu mais gosto de reassistir é a cena da  Li Jun Li interpretando a Felicia 'Cat' Hardy. A cena da performance musical dela no primeiro episódio foi fascinante, aliás, desde o momento da entrada do Ben no local até ele conhecê-la. Eu amo essa sequência.

Peter: Eu adoro a cena em que ele [Ben] aparece no apartamento da Felicia, numa última súplica para que eles fiquem juntos, sabe? Para eles fugirem juntos. E na verdade essa foi a primeira cena que eu filmei para a série. Tinham muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo! 

Era meu primeiro dia no set, nós estávamos no palco tentando deixar tudo o mais impecável possível. O set inclusive, estava com aquele visual perfeito noir e Nic Cage estava fazendo o que faz de melhor e ele estava tão empolgado e aquela cena da súplica realmente marcou demais. 

Spider-Noir / Foto: Prime Video
Amélie: Falando em Nicolas Cage, como é trabalhar com esse ator tão icônico?

Darran: Maravilhoso, na verdade! Não apenas ele é uma pessoa muito legal, como ele também sabe muito sobre filmes! Sabe muito sobre a década de 30 e sobre quadrinhos também! É um profissional completo e uma pessoa realmente maravilhosa. Sempre pontual, sempre pronto sem se atrasar. Ele sabe tudo sobre os projetos e se envolve bastante em todos os processos.

Quando começávamos a filmar, a primeira coisa que ele dizia era "Onde vocês me querem para essa cena? Aqui? Ali?"  E ele também sabe muito sobre como e onde encontrar a câmera independente da composição das cenas, era incrível! Fazia parte de sua conexão com sua performance! 

Ele realmente acompanhava tudo, era o primeiro a chegar para a leitura de roteiro e isso transparesse para todos que assistem a série também, esse envolvimento dele. Ele também era muito generoso com os outros atores, sempre querendo acompanhá-los, se conectando muito bem com todo o elenco.

Peter: Eu concordo com tudo isso e acho que o Nic gosta de impulsionar sua performance. Tinham muitas coisas interessantes, por exemplo, ele não era quem você imaginaria nesse papel quando lê o roteiro, mas ele é tão bom nas telas, planeja tudo minuciosamente na cabeça dele em termos do progresso do personagem, que consegue acertar muito e nenhuma cena é igual a outra! Toda vez que tínhamos que voltar a filmar a mesma cena, ele perguntava "O que podemos fazer diferente agora?" *risos* E nunca era algo igual; ele sempre trazia algo novo e diferente.

Amélie: Na série, eventualmente, Ben redescobre seu amor por ser um Homem-Aranha; já que a muito tempo isso estava enterrado. Em algum momento de suas carreiras, vocês já se sentiram como Ben? Como se algo importante na carreira de vocês tivesse se apagado, mas que de repente, num belo dia, algo voltou a ignar sua paixão pela cinematografia? 

Darran: Pessoalmente sim, viu? Às vezes você faz um projeto que não está fluindo bem e isso pode amargurar sua criatividade e de repente, aparece um projeto onde você diz "Uau!" É claro que não vou nomear nenhum projeto, mas vez ou outra aparece um projeto que me faz amar direção de fotografia de novo! É como se algo me dissesse que estou exatamente onde deveria estar! Mas também é muito sobre como você lida com a situação, sabe? 

Muitas vezes você precisa passar por aquilo; você vai fazer o seu melhor e não vai deixar as outras pessoas do projeto de lado, mas aí em outras vezes, tudo vai fluir perfeitamente e vai se encaixar muito bem! Como em Spider-Noir para mim, tudo funcionou muito bem! 

Peter: Concordo totalmente. Existem projetos ou momentos de alguns projetos onde é muito difícil ficar animado com a parte visual do projeto, mas eu sempre faço um lembrete à mim mesmo de que é um privilégio fazer o que a gente faz, sabe?

Estar em um set e gastar o dinheiro de outra pessoa *risos* para fazer coisas que você quer fazer! Obsviamente é uma colaboração, mas a forma que você captura as imagens, suas escolhas nas gravações, são algo muito pessoal e único seu e saber disso é que me ajuda nos momentos mais difíceis.

As vezes o trabalho pesa na sua alma, mas quando você pode ver esse trabalho crescendo ao lado do roteiro, da atuação, tudo vai se encaixando e aparece no produto final, que todo mundo envolvido sempre deu o 100% de tudo.

[Review] Backrooms, um estudo sobre as complexidades da mente humana

 

Por Victoria Hope

Um dos filmes mais aguardados do ano por fãs apaixonados por terror e pelas tradicionais creepypastas ("causos" de outras dimensões), finalmente será lançado nessa semana (28). Com direção do jovem prodígio Kane Parsons, que se tornou conhecido por aprofundar a mitologia por trás de Backrooms da aos 16 anos, o filme é uma das grandes apostas da A24 para esse ano.

Estrelado pelo indicado ao Oscar® Chiwetel Ejiofor (Doutor Estranhoe a vencedora do Festival de Cannes Renate Reinsve (Fjord), o longa apresenta um mergulho profundo pelas facetas da mente humana através da exploração de medos, ciclos viciosos e traumas que podem definir a vida das pessoas desde a infância até o fim da vida.

Muitos fãs da creepypasta original e do found footage dirigido por Kane, já aguardavam adaptações da história há anos, logo, não é a toa que as projeções de bilheteria já estão astronômicas até mesmo antes da estreia oficial para o grande público.

Com a chegada também de "Obsessão", mais um filme dirigido por outro jovem youtuber, Curry Barker, a grande mensagem que chega à indústria do cinema é que o público, principalmente a geração Z, está mais do que pronta para abraçar histórias originais de jovens promissores e que a internet pode e deve ser um expoente para novos talentos como Kane Parsons, Irmãos Phillippou, Markplier entre outros.

Backrooms / Foto: Imagem Filmes, A24


Na trama, o público é apresentado à Clark (Ejiofor), um carismático dono de loja de móveis quase já falida, que atualmente está em tratamento com Mary (Reinsve), uma terapeuta que possui um passado conturbado e obscuro.

Num dia como outro qualquer, no auge de sua solidão, já que agora está passando por um divórcio, Clark encontra uma porta estranha aparece no porão de sua loja de móveis e é a partir desse momento, que o protagonista começará a questionar sua sanidade mental ao descobrir um universo que praticamente é impossível de existir.

Backrooms começa com um estudo sobre esse paciente e sua terapeuta; como seus caminhos se cruzaram, quem faz parte da vida de ambos e como foi que o protagonista encontrou aquele local misterioso e infinito. Ali, naquele mar de memórias inacabadas, conhecido como Backrooms, o personagem tenta fazer sentido de sua própria vida, ao mesmo tempo em que cada vez que se aprofunda mais naquele local misterioso, mais ele quer se perder ali.

Backrooms / Foto: Imagem Filmes, A24

Backrooms se torna mais elevado em momentos onde o lado do psicológico dos personagens é mais explorado e paralela com o próprio ambiente. Toda a ambientação impecável do espaço limiar é também o ponto mais alto do longa e as cenas de found-footage são completamente arrepiantes, conseguindo emular o mesmo sentimento que o da produção original de Parsons evoca, mas  infelizmente, tudo que é muito bem construído nos primeiros dois atos, acaba se perdendo próximo ao terceiro ato.

Quem se interessar pelo tema de espaços limiares após o filme com certeza deverá assistir séries como "Ruptura", que inclusive foi inspirada também história original de Backrooms, segundo Dan Erickson. Durante uma de minhas entrevistas realizadas com Andrew Baseman, Diretor de Design de Produção da série, descobrimos que ele também se inspirou na estética de longos e intermináveis corredores da creepy-pasta para criar os cenários da série! 

Vale também se aprofundar ainda mais sobre o tema e conhecer outra série que muito provavelmente foi a grande inspiração para a criação da história original, "Além da Imaginação" (The Twilight Zone), que desde a década de 70, conta histórias misteriosas como essa, incluindo em episódios como "After Hours" e "The Lonely Girl"

Backrooms / Foto: Imagem Filmes, A24

Apesar da popularidade do tema, é possível dizer que Backrooms vai ser bem divisivo entre a crítica e o público, principalmente entre fãs de terror que esperam apenas por cenas de susto em relação aos fãs que conhecem a história original.

Ao mesmo tempo em que o filme não responde quase nada, parece que tenta responder coisas até demais, deixando bem pouco para a imaginação do público, o que definitivamente não irá agradar muita gente, porém, o filme ainda consegue ser bem-sucedido em expandir ainda mais a mitologia por trás de espaços limiares, mesmo com um roteiro que em diversos momentos deixa muito a desejar e não consegue dizer tudo o que precisa dizer.

E mesmo com tantos pontos a serem questionados, é um grande feito que estúdios como a A24, estejam  apostado cada vez mais em histórias novas e promissoras. Esse filme definitivamente irá abrir as portas para muitas adaptações de jogos e histórias assustadoras que vem dos confins da internet. É o tipo de terror que vai definir toda uma nova geração.

NOTA: 8/10

[Review] Eu, Você e a Toscana, novo romance estrelado por Halle Bailey e Rege Jean-Page

 

Por Victoria Hope

Há anos fãs de romance pedem por uma comédia romântica bem ao estilo anos 2000, leve, despretensioso e com muito humor, e "Eu, Você e a Toscana" acaba de chegar para realizar esse desejo! Estrelado por Halle Baile (A Pequena Sereia) e Regé-Jean Page (Bridgerton), com direção de Kat Coiro (Case Comigo), 

Eu, Você e a Toscana, é o tipo de filme que leva o público à tempos mais simples, onde todos os sonhos da protagonista se realizam e ela precisa lidar com o maior dilema entre dois galãs, enquanto ela aprecia a beleza da Itália, sem muitos conflitos complicados e com personagens de apoio que complementam muito bem a protagonista.

Quase todos os anos há uma discussão sobre o renascimento da comédia romântica, um gênero que dominou todas as décadas do cinema até os anos 2010. Desde então, rom-coms estranhamente receberam menos apoio de Hollywood e lutou para encontrar seu espaço, principalmente quando se fala em representatividade negra dentro do gênero, que aliás, é algo bem raro de se ver.

Eu, Você e a Toscana / Foto: Imagem Filmes

Na trama, o público acompanha Anna (Bailey), uma jovem carismática, que não consegue manter um emprego sequer e sonha por uma vida melhor. Ela tem muitos sonhos, mas poucas habilidades e está prestes a ser despejada quando uma noite irá mudar sua vida para sempre.

Sem saber o que fazer da vida, Anna conhece um charmoso italiano chamado Matteo (Lorenzo de Moor) em um bar e ele irá mostrar para a garota que a vida dela pode ser muito melhor se ela sair daquele lugar e seguir seus sonhos.

Antes de sua mãe falecer, Anna havia comprado passagens para ir até a Toscana e conhecer a gastronomia do local, mas após o falecimento da matriarca, nada mais foi a mesma coisa e a garota pareceu perder sua paixão pela vida, mas a chegada do Matteo e a possibilidade de mudar de vida, chegam num passe de mágica e agora ela está prestes a viver um verdadeiro conto de fadas.

Eu, Você e a Toscana / Foto: Imagem Filmes

Na belíssima cidade da Toscana, na Itália, Anna vê seus sonhos se realizarem pouco a pouco, mesmo com um desencontro pra lá de desagradável com o enigmático Michael (Jean-Page), irmão de Matteo, que não parece ser muito fã da garota de início, mas pouco a pouco, uma nova amizade se inicia.

O mais interessante de "Eu, Você e a Toscana" é o fato de que apesar de o filme se passar na Itália, em nenhum momento situações de preconceito racial ou xenofobia acontecem com a personagem que é a turista no local. Por muitos anos, fãs negros tem pedido por filmes mais leves onde temas como o racismo não são a pauta e esse filme atende justamente essa expectativa.

Aqui, a única preocupação da protagonista é viver entre dois amores e perder seu medo de se tornar uma grande chef de cozinha, afinal, todas as protagonistas de romances tem a chance de passar por conflitos simples, que não atacam suas existências e dignidade, então nada mais justo do que Anna passar pelas mesmas situações que todas as centenas e milhares de protagonistas já passaram sem ter que passar por momentos de tensão racial.

Tanto o romance com a comédia funcionam muito bem, nessa história que tem uma ótima trilha sonora, uma direção de fotografia belíssima e tem tudo para se tornar a nova comédia romântica favorita entre fãs do gênero.

NOTA: 8.5/10 




Hokum, O Pesadelo da Bruxa, terror estrelado por Adam Scott, ganha nova data de estreia

Por Victoria Hope

O mais novo terror da Diamond Films ganhou uma nova data para chegar aos cinema! Hokum: O Pesadelo Da Bruxa será lançado nacionalmente em 21 de maio. Com direção de Damian McCarthy (“Oddity: Objetos Obscuros”), o filme acompanha a jornada do escritor Ohm (Adam Scott, “Ruptura) realizando o último desejo de seus pais falecidos. Para isso, ele vai até um hotel isolado na Irlanda e acaba preso em um pesadelo aterrorizante. 

Isso porque, ao chegar no local, Ohm descobre que existem muitas lendas ao redor do hotel e da floresta que o cerca, incluindo a presença de uma bruxa que assombra a suíte de lua de mel. Quando a tal entidade passa a assombrar os sonhos do escritor e um desaparecimento abala a comunidade em pleno Halloween, o personagem de Adam Scott se envolve em uma situação que pode custar sua vida. 

Além do astro, o elenco de Hokum: O Pesadelo Da Bruxa conta com nomes como Florence Ordesh (“Dublin Murders”), Austin Amelio (“Assassino por Acaso”), David Wilmot (“Hamnet”) e Peter Coonan (“King Frankie”).

O longa tem distribuição da Diamond Films, maior distribuidora independente da América Latina, e estreia nacionalmente em 21 de maio. 

CCXP México 2026 | Fãs celebram terceira edição épica! Confira o que rolou por lá

 

Por Victoria Hope

E a CCXP México 2026 terminou em meio a galáxias distantes, heróis kryptonianos, lendas da dublagem, musicais icônicos, animes, K-pop e fandoms fervorosos até o último minuto do festival de cultura pop mais épico da América Latina. Foi um domingo repleto de anúncios, emoção e comemoração. 

No palco Thunder by Cinemex, a Disney+ deu início ao dia com a estreia exclusiva dos dois primeiros episódios de Dragon Striker, uma nova série animada que chega este ano com uma mistura de esportes, fantasia e poderes mágicos dentro do universo “Gorotama”, apresentando um conceito que vai muito além do jogo.

Na Game Island By Telcel, Pokémon comemorou seu 30º aniversário com um painel especial voltado para a comunidade latino-americana, enquanto o torneio de Free Fire colocou influenciadores uns contra os outros em uma intensa batalha. 

No Cosplay Universe By Tecel, workshops, desfiles e apresentações musicais mantiveram a energia lá em cima. Um dos destaques foi o show de Roluffy Anisinger, onde clássicos de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e até músicas da Disney fizeram toda a plateia cantar junto, além do grande desfile final de cosplay com mais de 60 participantes competindo pelos grandes prêmios.


CCXP 2026 / Foto: On Pop Life

O K-pop também roubou a cena com Kevin Woo, que cativou a plateia com carisma e música. O cantor e ator falou sobre sua participação no K-Pop Demon Hunters, confirmou que haverá uma sequência do filme e emocionou o público cantando trechos de Soda Pop e Your Idol com os fãs. 

Um dos momentos mais aguardados chegou com a Disney, Mandalorian e Grogu, onde Jon Favreau, Pedro Pascal e Grogu, a surpresa da noite, iluminaram o palco Thunder by Cinemex. Pedro apareceu vestindo uma camisa da Seleção Mexicana com o nome “Pascal” nas costas, enquanto Jon explicou que este novo filme mostrará uma relação muito mais profunda entre Din Djarin e Grogu, agora com uma conexão mais paternal. Pedro se emocionou ao relembrar sua infância assistindo Star Wars e agora fazendo parte desse universo. O painel terminou com uma exibição exclusiva dos minutos iniciais do filme.

A HBO Max apresentou o sitcom Stuart Fails to Save the Universe, um spin-off de The Big Bang Theory, estrelado por Kevin Sussman, Lauren Lapkus, Brian Posehn e John Ross Bowie. Em meio a anedotas sobre luta livre, multiversos caóticos e humor absurdo, o elenco trouxe uma série muito mais ambiciosa, com romance e ficção científica.

A nostalgia também brilhou com O Rei Leão: A Força de um Legado, onde parte do elenco do musical apresentou um número ao vivo e relembrou como essa produção, com 28 anos na Broadway, foi vista por mais de 125 milhões de pessoas. Eles também ensinaram a plateia a dizer "Bem-vindos à CCXP" em zulu, criando um dos momentos mais emocionantes do dia.


CCXP México 2026 / Foto: Crunchyroll

Já a Warner Bros. encerrou a noite com Supergirl, com Milly Alcock e Craig Gillespie, que falaram sobre o intenso treinamento físico e emocional necessário para interpretar Kara Zor-El. O painel apresentou uma prévia do filme e surpreendeu a todos com vídeos especiais de Jason Momoa e James Gunn cumprimentando os fãs. 

Mas a experiência não terminou aí. Vários desses artistas também visitaram o Palco Omelete by Dos Equis, onde o formato permitiu conversas mais próximas com o público em um ambiente muito mais íntimo e interativo. Pedro Pascal, Jon Favreau, Kevin Woo, o elenco de Stuart Fails to Save the Universe e Milly Alcock reencontraram os fãs em meio a aplausos, gritos e energia contagiante. Lá, eles compartilharam anedotas pessoais, piadas improvisadas e momentos espontâneos que fizeram os fãs se sentirem ainda mais próximos de seus ídolos.

Assim terminou a CCXP México 2026, quatro dias em que o fandom foi o centro das atenções e onde milhares de fãs demonstraram, mais uma vez, que a cultura pop não é apenas consumida: ela é vivida. Próxima parada: São Paulo, entre os dias 3 e 6 de dezembro deste ano, na São Paulo Expo. As vendas já estão chegando: a venda antecipada para clientes do Epic Pass no ano passado será no dia 09/06, e a abertura geral acontece em 10/06.

Toy Story ganha exposição inédita em São Paulo

 

Por Leticia Cristine

Que tal celebrar o universo de Toy Story, mergulhando  em um percurso único pela criatividade, tecnologia e história do primeiro longa-metragem de animação feito inteiramente com tecnologia digital, que conquistou milhares de fãs? 

Com a chegada de Toy Story 5 em breve aos cinemas, fãs da Disney vão poder participar dessa nova exposição que irá celebrar essa animação que marcou muitas gerações. Explore arte conceitual, storyboards e modelagem de personagens, e conheça como nasceram seus brinquedos favoritos.

Descubra os primeiros testes de animação e uma sala de curtas-metragens que resgata o início da Pixar e aproveite uma área de artistas brasileiros, como Kobra e Ana Laje, onde a arte se cruza com a brincadeira e a participação do público dá vida a releituras únicas dos personagens.

Aprenda como cada personagem, de Woody a Buzz Lightyear, foi projetado combinando intuição artística e experimentação técnica, dando origem a histórias que transcendem gerações.

Mais do que uma celebração de um filme icônico, Toy Story “Ao Infinito E Além”: A Exposição é uma viagem pela imaginação, tecnologia e arte de contar histórias. Explore materiais dos arquivos do Pixar Animation Studios, descubra o processo criativo por trás de cada personagem e participe de um espaço onde artistas locais expandem a magia de Toy Story para novas formas de brincar e se expressar. Uma experiência atemporal que conecta gerações e nos lembra que a criatividade não tem limites.

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Serviço:

📅 Datas: a partir de 08 de maio de 2026

🕒 Horário: terça a domingo, das 11h às 21h

📍 Local: Shopping Cidade São Paulo, 4º andar, São Paulo

🎟️ Ingressos: a partir de $25 (meia), 50 (inteira)

⌛ Duração aproximada: 50 minutos

💡 Dica: chegue 10 minutos antes.