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[Review] Michael releva o mito por trás do homem

 

Por Victoria Hope

Quem é o homem por trás do mito? Essa é uma pergunta não é respondida em "Michael", mais nova cinebiografia do Rei do Pop, mas nem por isso, o filme deixa de ser eletrizante. É sempre uma questão complicada quando grandes cinebiografias buscam ao retratar figuras inalcançáveis como Michael Jackson, porque quando as famílias e amigos estão envolvidos, a verdade muitas vezes é polida e sanitizada.

Antoine Fuqua, diretor que já havia recebido críticas por Bohemian Rhapsody, aqui demonstra saber trabalhar com momentos de tensão e momentos dramáticos muito bem, mas fica nítido que o roteiro des certa forma "amarrou" algumas das decisões dele e é por isso que apesar de dançante, o longa deixa um sabor de superficialidade na boca.

Estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do Michael, o filme conta a história da ascenção da carrewira de Michael desde os seus 10 anos, ao lado se seus irmãos no Jackson 5, até o momentro em que consegue alcançar sua carreira solo gigante até a era "Bad".

O público é apresentado à vida dura do astro desde sua infância, com os abusos que sofreu na mão de Joseph Jackson (Colman Domingo) e como Michael teve uma infância muito diferente das outras crianças, já que ao invés de poder brincas como todas as outras, ele tinha que trabalhar, ensaiar exaustivamente até o corpo pedir por socorro.


Michael / Foto: Universal Pictures

O que se destaca verdadeiramente em Michael, acabam sendo as performances maravilhosas de Juliano Valdi, que interpreta o astro durante a infância com um carisma sem igual, Jaafar Jackson, que entrega uma performane corporal impecável, chegando a acertar até mesmo o tom de voz falado de seu tio, além de Colman Domingo no papel do pai e empresário do Rei do Pop.

Não fossem as performances do elenco, o filme poderia muito bem ser considerado um compilado de "greatest hits" do Michael Jackson, com direito a reprodução dos bastidores de diversos videoclipes que consagraram sua carreira. 

Fãs vão adorar, mas apesar disso, Michael peca ao não mostrar o humano por trás do mito. O filme apresenta essa figura como se ela fosse "santificada". Absolutamente todos os conflitos são resolvidos de forma quase mágica e o público não tem a oportunidade de ver como Michael enquanto pessoa, se sentia verdadeiramente sobre tudo o que passou. 

Michael / Foto: Universal Pictures

Um dos maiores acertos da cinebiografia definitivamente fica por conta da música. A obra de Michael Jackson já fala por si só, apresentando os maiores hits da carreira do astro, algo que muitos fãs aguardavam ansiosos para ver. É muito interessante ver como alguns dos momentos mais icônicos do mundo da música aconteceram, incluindo o fato de Michael Jackson ter sido o primeiro artista negro a aparecer na MTV, bem como a forma de criar seus mini filmes e clipes musicais mudou a indústria da música e do cinema para sempre.

É claro que a mídia, como sempre, desde a infância do astro especulando sua vida, esperava que o filme mostrasse as polêmicas a cerca de Michael, mas a grande questão é que o filme, por ser dividido em duas partes, mostra a carreira do astro apenas até 88, anos antes que qualquer polêmica real acerca de sua vida começasse a tomar forma, então é claro que elas não seriam abordadas nessa primeira parte, mas provavelmente serão abordadas na sequênncia que já está programada para o próximo ano.

Michael não é um filme perfeito, mas entrega tudo o que prometeu, que era um vislumbre sobre o mito Michael Jackson, fazendo o público dançar e se emocionar com essa figura que é tão icônica para a indústria, que mesmo após 17 anos de sua morte, continua sendo o assunto central e com certeza continuará assim por muitas décadas, afinal, estamos falando do Rei do Pop

NOTA: 8/10

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