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QUEER, de Luca Guadagnino, estrelado por Daniel Craig e Drew Starkey, ganha trailer oficial

 

Por Victoria Hope

A MUBI e a Paris Filmes apresentam o trailer oficial de Queer (baseado no romance de William S. Burroughs), do diretor indicado ao Oscar® Luca Guadagnino. O filme chega aos cinemas brasileiros em 12 de dezembro.

Queer é estrelado por Daniel Craig, Drew Starkey, a indicada ao Oscar® Lesley Manville, Jason Schwartzman, Henrique Zaga, Omar Apollo, Andra Ursuta, Andres Duprat, Ariel Shulman, Drew Droege, Michael Borremans, David Lowery, Lisandro Alonso e Colin Bates. 

O drama LGBTQIA+ tem roteiro de Justin Kuritzkes (Rivais), com música de Trent Reznor e Atticus Ross (Rivais, O Assassino, Até os Ossos, Mank), direção de fotografia de Sayombhu Mukdeeprom (Rivais, Me Chame Pelo Seu Nome, Suspiria – A Dança do Medo), edição de Marco Costa (Rivais, Até os Ossos) e figurinos de J.W. Anderson (Rivais).

Na trama, o ano é 1950. William Lee, um expatriado americano na Cidade do México, passa seus dias praticamente sozinho, exceto por alguns contatos com outros membros da pequena comunidade americana. Seu encontro com Eugene Allerton, um expatriado ex-militar, novo na cidade, mostra a ele que, finalmente, pode ser possível estabelecer uma conexão íntima com alguém.

Queer estreou nos Estados Unidos na seleção Spotlight Gala no New York Film Festival e, no Reino Unido, em uma apresentação especial no BFI London Film Festival, em 17 de outubro de 2024.

O filme foi produzido pela Fremantle, Fremantle North America, Lorenzo Mieli para The Apartment, uma empresa do Fremantle Group, e Luca Guadagnino para sua Frenesy Film Company, em colaboração com Cinecittà e Frame by Frame. O Fremantle Group financiou o filme.

[Review] 007: No Time To Die

 

Por Victoria Hope

Chorar em um filme de James Bond nunca foi algo esperado tantos anos que acompanho essa franquia, mas "No Time To Die" recebeu o posto e conseguiu emocionar logo nos primeiros minutos de crédito embalados ao som de Billie Eilish, afinal, essa é mais uma Era que se acaba.

Após tantos adiamentos, devido a pandemia do Covid-19, "007: No Time to Die" finalmente recebe sua estreia mundial, marcando a despedida do espião mais amado de Londres, James Bond (Daniel Craig) e muitos outros personagens que marcaram a fase mais moderna da saga. 

O filme começa em clima romântico, com o casal James e Madeleine (Léa Seydoux), passando as férias de suas vidas na belíssima Riviera italiana, mas como era de se esperar, a vida do espião logo é posta em risco quando ele descobre que sua namorada esconde um segredo.

Madeleine e James / 20th Century Fox

Apesar da trama recheada de ação, o longa não deixa de passar a sensação que a trama poderia muito bem ser apenas um episódio de uma série e não uma despedida do personagem, mas apesar do ritmo frenético e alguns mistérios que acabam em conclusão, "No Time to Die", tem seus trunfos.

Duas personagens que ganharam destaque e em alguns momentos até mesmo dominaram as cenas ao lado de Craig foram as estreantes poderosas, Lashana Lynch, que no longa interpreta Nomi, a nova Agente 007 e Ana de Armas, que entrega uma hilária e habilidosa espiã cubana.

Muitos fãs antigos da saga, torceram o nariz para a escolha de Lashana, mas o filme, a todo momento demonstra que os tempos mudaram e que com Bond aposentado, surgiu a oportunidade da inclusão de uma agente tão excelente quanto o veterano. A interação entre ambos 007's durante as missões são um show a parte, afinal, ambos atores britânicos tem bom humor e carisma na medida certa. 

Nomi, AKA 007 / 20th Century Fox

Apesar do ritmo frenético e muita ação, diversas subtramas ficaram sem resposta ou sem solução, por exemplo, como a vingança do vilão Safin (Rami Malek), que ao final, não fez sentido algum, nem mesmo com o contexto apresentado constantemente em cena, fora perdas que acontecem sem nenhuma resolução definitiva e cenas que aconteceram rápido demais.

De longe, o filme não chega ao nível de seus antecessores, Cassino Royale e Skyfall, mas definitivamente é uma evolução de Spectre, que não foi muito bem recebido nem por fãs nem pela crítica especializada. 

Mesmo com esses detalhes, o filme não deixou de emocionar, afinal, Daniel Craig foi o Bonde de toda uma nova geração e seus momentos finais da série resumem completamente toda a essência do personagem e resumem que todas suas escolhas até então o levaram até ali. Impossível deixar os lencinhos de lado ao rolar dos letreiros, afinal, por mais de oito anos, estivemos ao lado desse personagem tão querido, hilário, poderoso e ao mesmo tempo, muito humano; Adeus, Bond. 

NOTA: 8.5/10