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Michael | Universal Pictures celebra aniversário do Rei do Pop com reexibição do filme neste sábado

 

Por Victoria Hope

Última chance de conferir um dos maiores biopics da década! Maior lançamento de todos os tempos da Universal Pictures no Brasil, “Michael” (Michael) voltará aos cinemas pela última vez neste sábado, 29 de agosto, data do nascimento de Michael Jackson. Em sessões especiais para comemorar o aniversário do Rei do Pop, fãs poderão reassistir à história do astro nas telonas. Ingressos estão disponíveis em sua rede exibidora de preferência. 

O longa, que levou 7,5 milhões pessoas aos cinemas brasileiros e arrecadou mais de R$169 milhões localmente, superou grandes sucessos do próprio estúdio, como “Meu Malvado Favorito 4” (R$152,2 milhões), "Velozes e Furiosos 7” (R$141,8 milhões) e “Velozes e Furiosos 10” (R$135,6 milhões). O desempenho também garantiu ao filme um lugar entre as maiores bilheterias da história do mercado nacional, consolidando-se como o 12º maior lançamento de todos os tempos no Brasil, segundo dados de agosto, da Rentrak, além de ter 97% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e 7,4/10 no IMDb. 

O filme conta a história de Michael Jackson além da música, traçando sua jornada desde a descoberta de seu talento extraordinário como líder do Jackson Five até o artista visionário cuja ambição criativa impulsionou uma busca incessante para se tornar o maior artista do mundo. Destacando tanto sua vida fora dos palcos quanto algumas de suas performances mais icônicas de sua carreira solo inicial, a produção oferece ao público uma visão do astro como nunca se viu antes.  

Estrelado por Juliano Valdi e Jaafar Jackson, que se revezam entre as fases criança e adulta de Michael, o longa conta com direção assinada por Antoine Fuqua, conhecido por sucessos como “Dia de Treinamento” e “Invasão à Casa Branca”, enquanto a produção fica a cargo de Graham King, vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”. O elenco ainda traz outras estrelas como Colman Domingo, ator duas vezes indicado ao Oscar, Nia Long, de “Empire”, Laura Harrier, de “Infiltrado na Klan”, e Miles Teller, de “Top Gun: Maverick”.  

O filme, distribuído pela Universal Pictures, voltará aos cinemas brasileiros exclusivamente em 29 de agosto, também em versões acessíveis. 

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De Anna Todd a Suzanne Collins e Colleen Hoover | Adaptações literárias movimentam o audiovisual em 2026

 

                                                                                                                      Por Victoria Hope

The Last Sunrise estreia no Prime Video no final de agosto, enquanto outros best-sellers chegam aos cinemas e ao streaming ao longo do ano


Do livro para as telas, histórias de romance que conquistaram leitores vêm ganhando cada vez mais espaço nos catálogos dos streamings. É nesse movimento que estreia, em 26 de agosto, no Prime Video, The Last Sunrise, adaptação do romance homônimo de Anna Todd, autora best-seller conhecida mundialmente pela série After. Estrelado por Maia Reficco, Fernando Lindez e Eva Longoria, o longa leva para Maiorca uma história sobre amor, liberdade, amadurecimento e os limites impostos pela família e pela própria condição de saúde.

Na trama, Oriah “Ry” Pera (Maia Reficco), uma universitária de 22 anos que convive com uma doença crônica, viaja para Maiorca, na Espanha, com a mãe, Isolde (Eva Longoria). Acostumada à superproteção materna e às limitações impostas por sua condição de saúde, Ry encontra no verão a oportunidade de experimentar uma independência que até então parecia distante. A mudança ganha novos contornos quando ela conhece Julián (Fernando Lindez), um jovem espanhol que a incentiva a aproveitar o presente e descobrir uma versão de si mesma que ainda não conhecia.

No livro, Anna Todd mergulha nos pensamentos de Ry, em seus medos e na relação complexa que ela mantém com a própria condição de saúde. A obra também desenvolve com maior profundidade o passado de sua família e a origem da postura extremamente protetora de sua mãe, já no filme, essa construção ganha uma abordagem mais concentrada na relação entre Ry e Julián e no processo de amadurecimento da protagonista. A adaptação privilegia o romance e a experiência transformadora vivida durante o verão, mantendo, ao mesmo tempo, temas centrais do livro, como autonomia, liberdade e a necessidade de encontrar um caminho próprio.

A chegada de The Last Sunrise acontece em um momento de forte valorização das adaptações literárias pelo mercado audiovisual. Segundo dados da Ampere Analysis, 83% das novas produções de romance encomendadas por streamings no primeiro semestre de 2026 eram roteirizadas, e mais de 40% delas tinham origem em obras literárias. 

The Last Sunrise / Foto: Prime Video

O levantamento também aponta que o volume de novas adaptações de livros cresceu 73% na comparação entre os períodos analisados. O romance permanece especialmente relevante entre o público de 18 a 24 anos: 49% dos entrevistados dessa faixa etária declararam interesse pelo gênero no primeiro trimestre de 2026! 

O movimento deve continuar nos próximos meses. Entre as adaptações literárias que chegam às telas ainda em 2026 estão A Hipótese do Amor, de Ali Hazelwood, em 23 de setembro, no Prime Video; Verity, de Colleen Hoover, em 2 de outubro, nos cinemas; e Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita, de Suzanne Collins, em 19 de novembro, também nos cinemas.

Para os leitores, a tendência cria uma via de mão dupla: enquanto os livros ganham novas audiências impulsionadas pelas adaptações, os lançamentos audiovisuais também despertam o interesse pelo material que deu origem às histórias. 

Verity / Foto: Amazon MGM Studios
Verity - Colleen Hoover

O amor é capaz de superar a pior das verdades? Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história. Nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série. Quanto mais tempo fica envolvida com a família, mais Lowen fica confusa na rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa.


A Hipótese do Amor – Ali Hazelwood
Depois de sair algumas vezes com Jeremy, Olive Smith, aluna do doutorado em Biologia da Universidade Stanford, ela percebe que sua melhor amiga gosta dele e decide juntá-los. Para mostrar que está feliz com essa escolha, Olive precisa ser convincente: afinal, cientistas exigem provas. Sem muitas opções, ela resolve inventar um namoro de mentira e, num momento de pânico, beija o primeiro homem que vê pela frente. O problema é que esse homem é Adam Carlsen, um jovem professor de prestígio – conhecido por levar os alunos às lágrimas.


Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita – Suzanne Collins
Ao amanhecer do dia da colheita da Quinquagésima Edição dos Jogos Vorazes, o medo toma conta dos distritos de Panem. Nesse ano, em comemoração ao Massacre Quaternário, o dobro de tributos será levado de suas casas. No Distrito 12, Haymitch Abernathy está tentando não pensar muito nas suas chances de ser sorteado – só quer sobreviver ao dia e passar um tempo com a garota que ama. Mas, ao ser escolhido, todos os sonhos de Haymitch desmoronam

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[Review] O Sorveteiro de Eli Roth é confuso, mas diverte em alguns momentos

 

Por Matheus Nascimento

O diretor Eli Roth (O Albergue) está de volta com seu novo filme, O Sorveteiro, sonho febril dele que estava tentando trazer do papel há anos. Depois de assistir ao resultado, fica fácil entender por que o projeto enfrentou tantas dificuldades para sair do papel.

Esteticamente, blazer e narrativamente fraco, o longa consegue se entreter pela sua ruindade. Na sinopse oficial, uma cidade ideal para o verão enlouquece quando um sorveteiro carismático serve doces para crianças com resultados brutais.

O cinema de extrema violência vem ganhando mais destaque nos tempos, com franquias como Terrifier, e vem influenciando jovens e nomes de renome da indústria cinematográfica. O sorveteiro embarca neste estilo com mortes assustadoramente bem feitas, um exemplo: uma garotinha que transforma o cérebro do diretor da escola em bola de sorvete; esses são os momentos, talvez o único ponto positivo do filme.

Há um vale da estranheza logo de cara: o visual polido e agradável de algo gênero vai na contramão dos visuais sujos. Isso não funciona, dá sensação na pós-produção. Nem quiseram fazer a correção de cor; as cores desse filme são chapadas, não há textura nem no vermelho do sangue dos personagens mortos.

O Sorveteiro / Foto: Diamond Films

Neste filme somos apresentados ao uso de IA para criação de animação, que, até o restante do uso da ferramenta na criação de cenas, é péssimo; o que já era esteticamente feio piora com essa ferramenta, empobrecendo o filme. 

Narrativamente, o que conecta logicamente são esquetes, mortes e mais mortes sem construir progressão dramática. Com duração de 88 minutos, o filme perde de 20 a 30 só com mortes. Bem, até poderia ser bom se tivéssemos personagens minimamente inteligentes para se importar com algo; nem de longe o roteiro de Noah Belson e Roth consegue.

O núcleo de protagonistas é sofrível. As crianças tentam o melhor, mas suas atuações são fracas. A personagem que mais sofre é Mia (Kiori Mirza Waldman), que tem diálogos terríveis, como: “Eu tenho 12 anos, claro que sei vomitar”. É difícil imaginar uma menina de 12 anos falando algo parecido com isso. O protagonista, Jared (Charlie Zeltzer), fica o tempo todo com a mesma expressão e é difícil analisar que sentimento ele queria passar.

O sorveteiro vai estar em muitas listas de piores filmes de 2026. A intenção de Roth de resgatar esse estilo de filme B vindo direto de DVDs e VHS, mas falha ao juntar essa estética em uma narrativa já franca, sem mínimo desenvolvimento e com atuações fracas. Mesmo com mortes criativas que garantem alguns momentos de diversão, isso não sustenta a obra.

NOTA: 5/10

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Paper Tiger, drama criminal dirigido por James Gray, abre a 50ª Mostra com presença do diretor

 

Por Victoria Hope

O filme Paper Tiger, dirigido pelo cineasta norte-americano James Gray, vai abrir a 50ª Mostra, em cerimônia na Sala São Paulo marcada para o dia 14 de outubro de 2026. Protagonizada por Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller, a produção estreou no último Festival de Cannes

E as novidades não param por aí. Nessa terça (28), a Diamond Films anunciou a presença do diretor James Gray no Festival em sessão exclusiva para convidados. Com distribuição no Brasil pela Diamond Films, o filme é uma produção da brasileira RT Features, em parceria com Leone Film Group e Keep Head Productions. 

A obra acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação altamente perigosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição, antes impensável, em uma ameaça real.

O Diretor-Geral da Diamond Films Brasil, Vinicius Pagin, comenta: “É uma honra para a Diamond Films abrir a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo pela quarta vez nos últimos cinco anos, especialmente nesta edição histórica, que celebra os 50 anos do festival. Paper Tiger, novo filme de James Gray apresentado no Festival de Cannes, tem uma conexão direta com o Brasil: é uma produção da RT Features, produtora nacional responsável pelo projeto. Abrir a Mostra com um filme de alcance internacional e assinatura brasileira reforça o compromisso da Diamond Films de levar ao público grandes obras do cinema independente e valorizar o talento do país.” 

Rodrigo Teixeira, produtor e fundador da RT Features: “Esta será a primeira exibição oficial de ‘Paper Tiger’ em território brasileiro, e é uma grande satisfação apresentar um filme tão importante para a história da RT, dirigido por um grande parceiro, James Gray, com quem construí uma relação ao longo da minha trajetória. Observar James, Miles e Scarlett entregarem as performances de suas carreiras foi maravilhoso e estou muito animado para que o público possa conferir essa obra na abertura da Mostra, que molda a cinefilia de tantas pessoas”. 

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CCXP26 | Evento confirma presença de Brian Michael Bendis, cocriador de Miles Morales

 

Por Victoria Hope

A 100 dias de sua próxima edição, a CCXP, maior festival de cultura pop do mundo, anuncia a participação do roteirista Brian Michael Bendis no Artists' Valley. O escritor norte-americano, cocriador de Miles Morales e responsável por algumas das sagas mais relevantes dos quadrinhos de super-heróis nas últimas décadas, participará do festival pela primeira vez em uma parceria com a Baú das HQs. A CCXP26 acontece de 3 a 6 de dezembro de 2026, no São Paulo Expo.

Bendis é um dos roteiristas mais influentes da história recente dos quadrinhos. Na década de 2000, redefiniu o gênero dos super-heróis ao incorporar elementos da ficção policial urbana e criar diálogos reconhecidos por sua naturalidade e precisão. Sua passagem pela Marvel Comics inclui séries como “Ultimate Spider-Man”, “Daredevil”, “Vingadores” e “X-Men”, além de eventos que moldaram o universo da editora por anos.

Na DC Comics, Bendis assinou uma longa e importante fase de “Superman”, ao lado do brasileiro Ivan Reis. Também é o criador da série “Powers”, publicação autoral que acompanha detetives responsáveis por investigar crimes envolvendo super-heróis e que foi adaptada para a televisão. A série se tornou referência na cena independente norte-americana pelo tom noir e por sua construção narrativa.

Entre seus trabalhos mais reconhecidos pelo público está a cocriação de Miles Morales, personagem que assumiu o manto do Homem-Aranha no Universo Ultimate em 2011. Desde então, tornou-se um dos personagens mais relevantes da cultura pop contemporânea, com presença em jogos, séries animadas e filmes de animação. Diversas tramas desenvolvidas pelo roteirista ao longo da carreira também serviram de inspiração para produções das franquias  Marvel.

O público brasileiro cresceu acompanhando o trabalho de Brian Michael Bendis. É uma grande satisfação que, em parceria com a Baú das HQs, possamos trazer esse autor ao Artists’ Valley pela primeira vez. É uma oportunidade única de encontrar pessoalmente o criador por trás de ‘Ultimate Spider-Man', das histórias dos Vingadores e da criação de Miles Morales”, afirma Ivan Costa, cofundador da CCXP e curador do Artists’ Valley. 

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SPFW N61 divulga line-up oficial

 

Por Victoria Hope

O São Paulo Fashion Week divulga o line-up oficial de sua 61ª edição, com as datas e horários dos desfiles que acontecem entre 13 e 18 de outubro. A programação reúne diferentes gerações e territórios criativos, entre marcas consolidadas, criadores independentes e novas vozes da moda brasileira. 

Ainda no ciclo de celebração de seus 30 anos, o SPFW reafirma a moda como expressão da cultura brasileira e mantém seu compromisso de abrir espaço para diferentes formas de criar, produzir e pensar o presente. Os desfiles acontecem no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), no Parque Ibirapuera, e em diversos locais da cidade de São Paulo.

LINEUP COMPLETO:

DIA 13 DE OUTUBRO (TERÇA-FEIRA)

11h00 Herchcovitch; Alexandre | Externo

18h00 Forca | Externo

20h30 Ellus | Externo

DIA 14 DE OUTUBRO (QUARTA-FEIRA)

11h00 Marina Bitu | Externo

15h00 À La Garçonne | Pacubra (Parque Ibirapuera)

17h00 Mercado Livre | Pacubra (Parque Ibirapuera)

19h00 Martins | Pacubra (Parque Ibirapuera)

20h30 Artemisi | Pacubra (Parque Ibirapuera)

DIA 15 DE OUTUBRO (QUINTA-FEIRA)

11h00 Gustavo Silvestre | Externo

15h00 Catarina Mina | Pacubra (Parque Ibirapuera)

17h00 Sou de Algodão + Ronaldo Fraga | Pacubra (Parque Ibirapuera)

19h00 Dario Mittmann | Pacubra (Parque Ibirapuera)

20h30 João Pimenta | Pacubra (Parque Ibirapuera)

DIA 16 DE OUTUBRO (SEXTA-FEIRA)

12h00 Lilly Sarti | Pacubra (Parque Ibirapuera)

15h00 Santa Resistência | Pacubra (Parque Ibirapuera)

17h30 Amir Slama | Pacubra (Parque Ibirapuera)

19h30 Hisha | Pacubra (Parque Ibirapuera)

21h00 Handred | Externo

DIA 17 DE OUTUBRO (SÁBADO)

11h00 Uó por Marcelo Sommer | Externo

15h00 Aluf | Pacubra (Parque Ibirapuera)

17h00 Normando | Pacubra (Parque Ibirapuera)

19h00 Cria Costura | Pacubra (Parque Ibirapuera)

20h30 Dendezeiro | Pacubra (Parque Ibirapuera)]

DIA 18 DE OUTUBRO (DOMINGO)

16h00 Foz | Pacubra (Parque Ibirapuera)

18h00 Ammi | Pacubra (Parque Ibirapuera)

20h00 Apartamento 03 | Pacubra (Parque Ibirapuera)

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FILMICCA | Streaming reúne quatro décadas de cinema feminista e queer com 10 obras de Su Friedrich

 

Por Victoria Hope

Ao longo de agosto, a FILMICCA celebrou a obra da cineasta, produtora, roteirista e diretora de fotografia norte-americana Su Friedrich, figura central do cinema experimental americano. Ao todo, 10 produções da diretora chegam ao catálogo, reunindo trabalhos realizados entre os anos 1970 e 1990, incluindo os aclamados Os Laços Que Unem (1984), Nade ou Afunde (1990) e Esconde-esconde (1996)

Nascida em New Haven, Connecticut, a cineasta formada em Arte e História da Arte se tornou uma força fundamental do Cinema Queer com suas obras que combinam elementos de narrativa, documentário e estilos experimentais, focando principalmente em histórias de mulheres e de grupos marginalizados. Friedrich radicalizou forma e conteúdo ao incorporar a perspectiva feminista e questões de identidade lésbica, criando uma síntese entre gêneros que se move entre o pessoal e o político, do relato autobiográfico à investigação das noções sociais de identidade sexual.

As obras de Su Friedrich na FILMICCA

Nade ou Afunde (1990), de Su Friedrich

Na próxima sexta-feira (28), chega à plataforma Esconde-esconde (1996), filme vencedor de diferentes prêmios que explora um território selvagem e inexplorado: a adolescência lésbica na década de 1960, que conta a história de Lou, uma garota de 12 anos que vê a infância mudar de rumo quando a melhor amiga começa a se interessar por brincos e rapazes. 

Em diálogo com relatos de mulheres lésbicas adultas e imagens de arquivo, o filme constrói um retrato sensível da juventude e da descoberta. Juntamente, estreia Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo (1993), documentário codirigido com Janet Baus e filmado por integrantes do Lesbian Avengers, que acompanha o primeiro ano do coletivo ativista queer fundado em Nova York.

Entre as obras que já chegaram à plataforma está Nade ou Afunde (1990), seu trabalho mais celebrado e incluído em 2015 no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Em vinte e seis pequenas histórias, uma menina revisita os episódios da infância que moldaram suas ideias sobre paternidade, família, trabalho e brincadeira. Enquanto a narração constrói o retrato de um pai mais dedicado à carreira do que à vida doméstica, imagens em preto e branco evocam tanto os acontecimentos extraordinários quanto os gestos mais ordinários do cotidiano.

LISTA COMPLETA DE ESTREIAS DE SU FRIEDRICH NA FILMICCA EM AGOSTO:

Esconde-Esconde (1996), de Su Friedrich

Já disponíveis:

Mãos Frias, Coração Quente (1979) 

Cicatriz (1979)

Pelo Rio Abaixo (1981)

Ninguém (1982)

Os Laços Que Unem (1984)

Para Sempre Condenadas (1987)

Nade ou Afunde (1990)

Primeiro Vem o Amor (1991)

Estreia na próxima sexta-feira (28):

Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo (1993), codireção com Janet Baus

Esconde-esconde (1996)

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Paper Tiger | Com Inde Navarrette, Rodrigo Teixeira será premiado pela Critics Choice Association

 

Por Victoria Hope

A Critics Choice Association acaba de anunciar que o produtor e fundador da RT Features, Rodrigo Teixeira, receberá o Producer Award por Paper Tiger. A premiação acontece em Los Angeles, no dia 2 de outubro, e faz parte do Critics Choice Celebración of Cinema & Television, premiação que acontece há seis anos e privilegia artistas de origem latina e hispânica. 

O prêmio retifica a excelente trajetória do filme, que é um dos nomes a se observar na temporada de premiações. O longa estreou no Festival de Cannes, passou pelo Festival de Locarno, dois festivais de prestígio, e abre o New York Film Festival.

O reconhecimento a Rodrigo Teixeira tem peso para o cinema brasileiro: ele é o segundo brasileiro a ser homenageado pelo Critics Choice Celebration of Cinema & Television. No ano passado, o diretor Kleber Mendonça Filho recebeu o Director Award na mesma premiação. Nesta edição, além de Teixeira, a atriz americana em ascensão Inde Navarrette também será homenageada. Confira todos os premiados aqui.

Paper Tiger / Foto: Mostra de Cinema de SP

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No Limite da Justiça | Yahya Abdul-Mateen II e Mark Wahlberg são dupla improvável

 

Por Victoria Hope

Com cenas de ação brutais, embaladas pela busca pelos culpados por um crime de ódio, No Limite da Justiça (“By Any Means”) une dois grandes nomes do cinema. Na trama, o indicado ao Emmy® Yahya Abdul-Mateen II (“Watchmen”) é um agente do FBI idealista, enquanto Mark Wahlberg (“Atirador”) dá vida a um notório assassino da máfia. 

Embora tenham perfis diametralmente opostos, eles terão que superar suas diferenças se quiserem realizar a missão que têm em comum neste novo lançamento da Diamond Films, que chega aos cinemas do país em 17 de setembro. 

O filme é ambientado no Mississipi dos anos 1960, quando o movimento dos Direitos Civis enfrentava a dura e criminosa retaliação de organizações racistas, como a Ku Klux Klan. Neste cenário, o ativista pelo voto das pessoas negras Vernon Dahmer (Giancarlo Esposito, “Breaking Bad”) tem sua vida ceifada dentro de sua própria casa.

 O FBI, então, faz um movimento ousado ao combinar os dois homens que ficarão responsáveis pela investigação e busca pelos culpados do homicídio, juntando um oficial que acredita em seguir as regras e aplicar a lei e um mafioso sem escrúpulos quando o assunto é violência. 

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Cinco Tipos de Medo | Vencedor do Festival de Gramado 2025, é um dos inscritos para representar o Brasil no Oscar

 

Por Victoria Hope

Consagrado como o grande vencedor do Festival de Gramado 2025, o suspense “Cinco Tipos de Medo” está oficialmente na disputa para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. Dirigido e roteirizado por Bruno Bini, o longa integra a lista dos 15 títulos divulgada pela Academia Brasileira de Cinema nesta segunda-feira (24).

A próxima etapa do processo será o anúncio da shortlist, previsto para 9 de setembro. O filme escolhido para representar oficialmente o Brasil será revelado no dia 16. 

Inspirado em histórias reais, o filme acompanha cinco personagens cujos destinos se cruzam em diferentes cenários de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Combinando drama, ação e suspense, a narrativa mostra como decisões individuais, atravessadas pelo medo, pela violência e pelo instinto de sobrevivência, desencadeiam consequências capazes de transformar para sempre a vida de todos ao redor.

O elenco reúne Bella Campos, João Vitor Silva, Xamã, Bárbara Colen, Rui Ricardo Diaz e Rejane Farias. Por sua atuação no longa, Xamã recebeu o Kikito de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado. O filme conquistou ainda os prêmios de Melhor Longa-Metragem Brasileiro, Melhor Roteiro e Melhor Montagem, encerrando a edição de 2025 como o grande vencedor do festival.

A trajetória iniciada em Gramado rapidamente ultrapassou as fronteiras brasileiras. “Cinco Tipos de Medo” passou a circular por festivais e eventos internacionais em cidades como Paris, Barcelona, Chicago e Havana, despertando o interesse de profissionais da indústria e fortalecendo sua presença no mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos.

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Coyote Vs. Acme | Estreia nesta quinta-feira nos cinemas

 

Por Victoria Hope

A Paris Filmes lança nos cinemas nesta quinta-feira, dia 27 de agosto, “Coyote vs. Acme”. Longa híbrido entre animação e live action traz Wile E. Coyote e Papa-Léguas em uma nova aventura. A produção estreia também em formatos especiais Atmos, 4DX e DBOX. Assista ao trailer neste link. Baixe imagens aqui e os cartazes aqui.

O filme acompanha Wile E. Coyote, que, após produtos Acme falharem inúmeras vezes em sua busca pelo Papa-Léguas, decide processar a Acme Corporation. Will Forte (“O Último Cara na Terra) dá vida ao advogado de Coyote, que entra em um embate contra seu ex-chefe, interpretado por John Cena (“O Esquadrão Suicida”), enquanto desenvolve uma relação de amizade com o desenho animado e seguem determinados a vencer o caso.

O elenco conta ainda com Lana Condor (“Para Todos Os Garotos Que Já Amei) e P.J. Byrne (“Um Completo Desconhecido”). James Gunn (“O Esquadrão Suicida”) é um dos produtores do filme e o roteiro é de Sammy Burch.

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Disney+ | Com novidades sobre X-Men, Percy Jackson e o futuro do MCU, D23 terá transmissão ao vivo

 

Por Victoria Hope

A contagem regressiva para a D23: The Ultimate Disney Fan Event está chegando ao fim, e o Disney+ levará a emoção do evento para fãs do mundo todo. Uma seleção dos principais painéis e apresentações do evento será transmitida ao vivo, no idioma original (inglês), pelo Disney+ para o mundo inteiro:

·A Bela e a Fera: Uma História Tão Antiga Quanto o Tempo. Celebração do 35º aniversário – Ao vivo, às 11h PT/ 15h BRT, em 14 de agosto.

· Percy Jackson e os Olimpianos: Painel da 3ª Temporada – Ao vivo, às 15h30 PT / 19h30 BRT, em 15 de agosto.

· Concerto Disney Rewind – Ao vivo, às 18h30 PT / 22h30 BRT, em 15 de agosto

·Horizons: Apresentação de Experiências Disney – Ao vivo, às 19h PT / 23h BRT, em 15 de agosto.

Painel Disney Worldbuilders com Jared Bush, Pete Docter, Jon Favreau, Dave Filoni e Kevin Feige, com moderação de Leslie Iwerks – Ao vivo, às 10h15 PT / 14h15 BRT, em 16 de agosto.

Cerimônia de Entrega do Prêmio Disney Legends – Gravada ao vivo e com transmissão a partir das 18h PT / 22h BRT em 16 de agosto.

Alguns dos produtos exclusivos que fãs poderão adquirir no evento da Califórnia / Foto: D23

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D23: The Ultimate Disney Fan Event, apresentado pela Visa, é uma experiência única para fãs, realizada ao longo de vários dias e que reúne o melhor da narrativa criativa e da inovação de todos os universos da Disney. Em 2026, a D23 será maior e mais imersiva do que nunca, com três dias repletos de apresentações com a presença estrelas e criadores, prévias exclusivas, conteúdos dos bastidores, espetáculos emocionantes, oportunidades de compras, surpresas e muito mais.

O nome “D23” homenageia a emocionante jornada que começou em 1923, quando Walt Disney abriu seu primeiro estúdio em Hollywood. O D23 é o primeiro clube oficial para fãs nos mais de 100 anos de história da Disney. Criado por fãs e para fãs, a D23 oferece ainda mais daquilo que eles amam, sejam os clássicos atemporais da Disney, as histórias encantadoras da Pixar, os grandes sucessos heroicos da Marvel, o universo épico de Star Wars ou tudo isso junto.

A programação completa e mais informações sobre o evento estão disponíveis no site oficial.

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[Review] Akira em 4K

 

Por Ricardo dos Santos

O longa animado Akira, dirigido e roteirizado por Katsuhiro Otomo, é um dos grandes clássicos do cinema e uma adaptação do mangá de mesmo nome e criador. Lançado no Japão em 1988, a produção chegou ao Brasil em 1991 e, no dia 27 de agosto, voltará a ser exibido no cinema em imagem 4K pela comemoração aos 35 anos de sua chegada ao nosso circuito de cinema.

A história de Akira é sobre o líder de uma gangue de motoqueiros, Kaneda. Ele tenta salvar seu amigo de infância, Tetsuo, que adquire poderes psíquicos devastadores após um acidente misterioso e se torna alvo de experimentos militares secretos.

Uma animação em longa-metragem como Akira merece todas as celebrações possíveis. Essa obra ter uma remasterização no melhor que a tecnologia moderna tem a oferecer é um brinde a toda uma nova geração. Assistir a Akira em uma sala de cinema, com todos os seus recursos audiovisuais, é uma experiência fascinante porque, mesmo não vivendo aquela época, se torna possível compreender quem viveu a magnitude de ver essa história na tela grande.

Akira / Foto: Sato Company

O trabalho de remasterização para a tecnologia em 4K é excelente porque não é apenas uma resolução muito melhor, conservando as cores, a iluminação e as texturas. Um dos elementos que o tornam uma obra-prima passa pela sua estética impressionante, e isso se mostra bem conservado. Ainda é possível perceber que Akira foi feito com frames desenhados à mão.

Outros elementos, como a atuação do elenco de vozes, o roteiro, os efeitos de áudio, a trilha sonora e os movimentos dos personagens, continuam incríveis, tornando a experiência cinematográfica grandiosa.

Mesmo que já tenham se passado 38 anos da sua primeira exibição, é impressionante como Akira ainda é um longa que continua tão atual. Otomo, através de sua obra, nos empurra a refletir sobre política, questões morais, a convivência com a constante iminência da guerra, além da própria violência e do abismo entre ricos e pobres na sociedade.

Akira / Foto: Sato Company

Acredito que esse é o termo que melhor define esse impacto, porque a sensação, principalmente pela imersão do cinema, é como ser empurrado para esses temas e para as emoções dos personagens, sendo que considero isso muito necessário, porque não existem muitas diferenças entre a Neo-Tokyo de 2019 e a nossa sociedade atualmente.

Ter assistido a Akira em 4K é incrível pelo excelente trabalho de conservação, por sua experiência cinematográfica e pela oportunidade de testemunhar a grandeza desta obra em um formato muito mais imersivo, sendo essa uma celebração muito merecida.

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[Review] Acampamento Miasma de Jane Schoenbrun subverte gênero slasher

 

Por Victoria Hope

Há anos, fãs de terror pedem por filmes que subvertam a temática slasher e "Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte" entrega absolutamente tudo o que entusiastas do gênero esperavam e vai ainda mais além. Após filmes marcantes como o excelente "Eu Vi o Brilho da TV" e "Vamos Todos à Exposição Mundial", Jane Schoebrun retorna com mais um terror queer que vai marcar toda uma geração.

Na trama, Kris (Hannah Einbinder) uma jovem diretora recebe a chance única de revitalizar e produzir um reboot de sua saga slasher favorita dos anos 80, mas tudo muda quando ela descobre que terá oportunidade de passar um fim de semana com Billy Preston (Gillian Anderson), a grande protagonista do filme. 

Inicialmente, o que parecia ser apenas um filme de terror sobre a nostalgia, reboots e remakes, na verdade aos poucos se revela um grande estudo sobre a sexualidade e sobre a liberdade corporal que só pode ser sentida uma vez que as pessoas finalmente entendem seu lugar no mundo.

Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte" / Foto: MUBI

"É tudo sobre pele e fluidos", basicamente é um resumo do próprio filme, segundo Billy, porque essencialmente, essa é a raiz da história. Enquanto públicos tentam dissecar cada mensagem dos filmes clássicos de terror, às vezes a mensagem é mais simples do que parece ser e nem tudo é uma grande análise sobre comportamentos sociais, mas é claro que isso não quer dizer que não existe política por trás da mensagem, afinal, a emancipação e o prazer feminino, que ainda é tema tabu até mesmo hoje, é uma mensagem tão relevante quanto foi nos anos 80.

Acampamento Miasma acerta em subverter o gênero slasher em diversos aspectos, não apenas pela representatividade explicitamente queer, que (felizmente) não deixa espaço apenas para mensagens subjectivas, como também traz uma nova visão ao vilão, trazendo uma perspectiva diferente sobre o verdadeiro papel.

Little Death, que é um termo que faz alusão ao orgasmo, deixa a mensagem do longa nítida logo no início, mas ainda assim, de forma brilhante, Jane consegue trazer um ar novo ao gênero do terror, trazendo ângulos de camera slowmotion hora ponto de vista das vítimas, hora do ponto de vista do assassino, com técnicas de direção e técnicas de efeitos práticos que fariam qualquer diretor da velha guarda salivar de excitação.

Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte" / Foto: MUBI

O grande destaque do filme é sem dúvida Gillian Anderson (Sex Education), que parece uma versão queer da diva Dolly Parton, apresentando um timing cômico impecável em sintonia com a genial Hannah Einbinder (Hacks) e apesar da temática slasher parecer sombria, o longa é tudo menos assustador, na verdade é o completo oposto porque esse é o tipo de filme com o final mais feliz possível.

Schoebrun traz diversas referências à clássicos de terror, mas principalmente Acampamento Sinistro (Sleepaway Camp), um dos filmes de terror mais marcantes justamente pela trama que apesar de ser vista como transfóbica nos dias de hoje, ainda assim apresentava a vilã da história com compaixão e empatia, na medida do possível. 

Não é exagero dizer que Acampamento Miasma, não é apenas um dos melhores filmes de terror do ano, mas sim um dos melhores filmes do ano em geral, consagrando Jane Schoebrun como mais um dos expoentes do cinema contemporâneo! Que venham mais projetos diferentes que tragam reflexões sobre gênero, sexualidade e a destruição do status quo!

NOTA: 9.5/10

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Interligados | Universal Pictures divulga primeiro trailer e cartaz da mais nova animação original da Illumination

Por Victoria Hope

Com vozes originais de Timothée Chalamet e Selena Gomez, a produção tem estreia prevista para março de 2027 nos cinemas brasileiros

Uma ótima notícia para todos os fãs que pediam por novas histórias originais! A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer e cartaz de "Interligados" (Not Alone), nova animação original da Illumination, estúdio responsável pelas franquias “Meu Malvado Favorito”, “Minions" e "Super Mario Bros: O Filme”. Combinando ficção científica, romance e comédia, o longa promete levar o público a uma divertida aventura intergaláctica ao mostrar que não estamos sozinhos neste mundo. A estreia nos cinemas brasileiros está prevista para março de 2027. 

Em seu primeiro longa-metragem de animação, o quatro vezes indicado ao Oscar e vencedor do Globo de Ouro Timothée Chalamet, astro de “Marty Supreme”, empresta sua voz a Joe, um introvertido mecânico de foguetes que leva uma vida tranquila e solitária. Ao lado de Chalamet está Selena Gomez, vencedora do Actor Award e indicada aos prêmios Emmy e Grammy. A estrela de “Only Murders in the Building”, dá voz a Fran, uma brilhante astrobotânica responsável pelo desenvolvimento do primeiro foguete do mundo movido por plantas.  

Interligados / Foto: Universal Pictures

Quando Joe e Fran são reunidos para preparar o lançamento inaugural desse foguete revolucionário, a química entre eles é imediata, embora nenhum dos dois tenha muita habilidade quando o assunto é romance. A situação ganha contornos ainda mais inusitados quando três pequenos e indisciplinados alienígenas encontram refúgio na casa de Joe. Dunk, Welly e Shirm estão fugindo pela galáxia de um agente da lei tão obstinado quanto incompetente chamado Zandro. Os alienígenas percebem que o foguete de Fran pode ser a solução que precisam para voltar em segurança ao seu planeta. 

Os alienígenas Dunk, Welly e Shirm ganham a voz dos renomados atores britânicos de comédia Rob Brydon, de “Barbie”, Diane Morgan, de “O Mundo Por Philomena Cunk”, e Jamie Demetriou, de “Cruella”, respectivamente. Já o agente Zandro é dublado pelo vencedor de dois Emmys Brett Goldstein, de “Ted Lasso”. O elenco de vozes também conta com a vencedora do Oscar Allison Janney, de “Minions & Monstros”, e com o vencedor do Emmy Lamorne Morris, de “Fargo”. 

"Interligados” é dirigido por Eric Guillon, codiretor de “Meu Malvado Favorito 3” e designer responsável pelo visual das franquias “Meu Malvado Favorito” e “Minions”. Guillon divide a direção com Claire Dodgson, e Jonathan Del Val, ambos de “Minions 2: A Origem de Gru”. A produção da Illumination, tem distribuição da Universal Pictures e estreia prevista para março de 2027 nos cinemas brasileiros, também em versões acessíveis. Confira o trailer abaixo:

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[Review] Insaciável, mais uma pérola do horror indie

 

Por Victoria Hope

Insaciável (Saccharine), novo body horror da diretora e roteirista Natalie Erika James, conhecida por Relíquia Macabra, teve sua estreia oficial durante o Festival Sundance 2026. O longa, que foi destaque no Festival de Sundance, estreia nos cinemas brasileiros em 6 de agosto.

O filme aborda uma temática pesada, porém muito relevante em tempos de procedimentos "milagrosos' em tempos de culto à magreza. A trama acompanha Hana, personagem interpretada por Midori Francis (Grey's Anatomy), uma estudante de medicina com leve sobrepeso que desenvolve uma obsessão pelo emagrecimento. 

Sua vida muda quando uma antiga amiga reaparece completamente transformada e lhe apresenta uma suposta solução milagrosa para perder peso, uma pílula que aparentemente é quase que milagrosa e supostamente ajuda suas consumidoras a perderem peso toda vez que consomem alimento.

Insaciável / Foto: Diamond Films
O longa não poupa detalhes sobre o distúrbio alimentar que Hana sofre, com cenas extremamente gráficas, então vale um aviso de gatilho para pessoas que potencialmente podem sentir sensibilidade ao assunto, mas da mesma forma, em tempos onde polêmicas à cerca da cultura da magreza voltam à tona, como no recente caso da cantora e atriz Ariana Grande, filmes como "Insaciável" se complemostram necessários.

Aqui a excelente Midori Francis entrega uma performance forte e recheada de nuances, trazendo uma Hana que não necessariamente é a melhor pessoa do mundo, mas sim uma personagem extremamente humana, com medos, traumas e desejos.

Ao longo da história, acompanhamos essa jovem que tenta se tornar mais saudável, não apenas por ela mesma, mas também para ficar mais perto de sua mais nova 'crush', uma personal trainer de academia local, mas ao passo em que a história se aprofunda, o público começa a perceber, pouco a pouco, que as motivações da personagem são muito mais obscuras do que a superfície permite mostrar.


Insaciável / Foto: Diamond Films
A diretora consegue mostrar muito bem o sentimento de dor e culpa da personagem e aqui, em nenhum momento a comida é tratada como um conforto, mas sim, associada com momentos de tristeza e auto-ódio da personagem. É como se comer fosse apenas uma punição de Hana e é brilhante em como aos poucos, a trama revela o motivo por traz desse comportamento da garota. 

"Insaciável" acerta no tom do terror, com algumas cenas de sustos que fazem o coração acelerar, mas ao mesmo tempo, é bem-sucedido no drama e na carga emocional, mesmo que derrapando ao tentar passar muitas mensagens que ao mesmo tempo, se contradizem.

Em um ano onde ótimos filmes indie de terror como "Obsessão", "Iron Lung","Backrooms", entre outros estão ganhando cada vez mais holofotes, "Insaciável" é uma das grandes surpresas do ano. Um horror corporal sem grande pretensões, mas que toca em um assunto que tem se tornado cada vez mais relevante. 

Nota: 8/10

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