Navigation Menu

Showing posts with label cannes 2020. Show all posts

A Crônica Francesa | The French Dispatch ganha título, pôster e trailer nacional



Por Victoria Hope

Quem ama Bill Murray, Timothé Chalamet, Owen Wilson e grandes nomes de Hollywood, vai adorar essa notícia. A The Walt Disney Studios divulgou nessa quarta (8) a versão legendada em português para o trailer de “A Crônica Francesa” (The French Dispatch), além disso, o filme de Wes Anderson ganhou pôster nacional. 

A Crônica Francesa” (The French Dispatch) de Wes Anderson é uma carta de amor aos profissionais de jornalismo. Ambientado na redação de uma revista americana em uma cidade fictícia francesa do século XX, o filme apresenta uma coleção de histórias publicadas na The French Chronicle, a revista em questão.

Escrito e dirigido por Wes Anderson, o filme é estrelado por Benicio del Toro, Frances McDormand, Jeffrey Wright, Adrien Brody, Timothée Chalamet, Léa Seydoux, Tilda Swinton, Mathieu Amalric, Lyna Khoudri, Stephen Park, Owen Wilson e Bill Murray. Wes Anderson, Steven Rales e Jeremy Dawson são os produtores do longa.



Assista o trailer oficial:


[Review] Destacamento Blood é uma obra prima de Spike Lee


Por Victoria Hope

Começo essa crítica dizendo que o filme veio como um soco no peito, mas um soco necessário para lembrar de toda a luta que a nossa comunidade negra passou nos últimos anos e ainda passa até hoje, principalmente nos últimos meses.

Destacamento Blood (Da 5 Bloods), da Netflix, veio na hora certa, com uma mensagem mais do que necessária de Spike Lee sobre política, empatia e fantasmas da guerra. Nesse novo longa, que pessoalmente acredito ser um dos melhores filmes da carreira do diretor, acompanhamos a saga de quatro amigos veteranos da guerra do Vietnã.

O filme dispensa qualquer resumo, pois precisa ser assistido com muita atenção. Em "Destacamento Blood", temos a confirmação, por meio de fotos, vídeos e relatos da vida real, de que a guerra, seja nos Estados Unidos ou em qualquer outro país, sempre teve apenas uma intenção por trás.

Começamos a história acompanhando a divertida viagem desses soldados aposentados que decidem se unir para uma última aventura, a fim de encontrar um tesouro que haviam perdido no vietnã e os restos mortais de seu líder.

Chadwick Boseman / Netflix 
Ao longo do filme, é possível rir, se emocionar, sentir raiva de tudo o que aconteceu, principalmente quando os personagens mostram que poucas coisas mudaram para a comunidade negra desde a época da guerra.

Em meio à discursos ácidos, que a todo momento tocam em diversas feridas, na participação curta, porém essencial de Chadwick Boseman, que é visto tanto como um Malcom X quando um Martin Kuther King Jr e na atuação de Delroy Lindo que merece pelo menos 5 indicações, temos essa obra de arte que em 2h30 de filme, encanta e ao mesmo tempo, assombra.

O filme algumas vezes peca por mostrar apenas uma versão única dos fatos, principalmente ao reforçar esteriótipos relacionados ao Vietnã e vietnamitas pela visão americanizada, porém, a mensagem principal do filme não se perde.

Delroy Lindo / Netflix

Em um momento onde movimentos como Black Lives Matter voltam à tona devido a brutalidade policial nos Estados Unidos, filmes como Destacamento Blood, chegam para escancarar essa ferida do racismo estrutural e institucional que ainda assola o país.

Spike Lee nunca é subjetivo em seus projetos e essa é a melhor parte de acompanhar projetos do diretor, que entrega um de seus melhores filmes desde "Faça a Coisa Certa" e o mais recente. "Infiltrado na Klan". Mais uma vez, o diretor mostra que fez sua lição de casa, apresentando sempre fatos históricos da vida real para reforçar a temática.

Não é um filme para toda a família, pois em alguns momentos é sangrento e grotesco devido a violência, porém, é uma trama extremamente necessária para esse momento e precisa ser não apenas assistida, mas sim, muito bem absorvida. Espera-se pelo menos uma indicação ao Oscar 2021.

Nota: 10 / 10

Festival de Cannes 2020: Confira a seleção oficial



Por Victoria Hope

E mais uma vez, o cinema nacional faz tudo. O Festival de Cannes 2020 revelou hoje a seleção de 56 filmes que receberão o "selo de aprovação" dos organizadores. O festival desistiu de ter uma edição física este ano, por causa da pandemia do novo coronavírus, e não haverá premiação — mas alguns dos filmes devem ser exibidos em outros eventos. 

O Brasil é representado na lista por "Casa de Antiguidades", longa de João Paulo Miranda estrelado por Antônio Pitanga, que retrata a vida de um operário negro em uma cidade fictícia de colonização austríaca no Brasil. O filme aborda temas como racismo, classicismo entre outras desigualdades que assolam a vida de todos os negros no Brasil.

Entre os filmes escolhidos, destaque para "The French Dispatch", nova obra de Wes Anderson que conta com um elenco estrelado: Timothée Chalamet, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Edward Norton, Christoph Waltz, Bill Murray e mais. Outro título aguardado é "Soul", animação da Pixar que leva o diretor Pete Docter ("Divertida Mente") para o mundo das almas humanas. Jamie Foxx dá voz ao personagem principal da trama. 

Novos filmes de diretores aclamados, como Steve McQueen (de "12 Anos de Escravidão"), François Ozon, Naomi Kawase e Thomas Vinterberg, também estão na lista, assim como "Falling", estreia do ator Viggo Mortensen ("O Senhor dos Anéis") na direção.

Casa de Antiguidades / Divulgação

CONFIRA A LISTA COMPLETA

*"The French Dispatch", de Wes Anderson (EUA) 
*"Soul", de Pete Docter (EUA) 
*"Summer 85", de Francois Ozon (França) 
*"Asa Ga Kuru", de Naomi Kawase (Japão) 
*"Lover's Rock", de Steve McQueen (Reino Unido) 
*"Mangrove", de Steve McQueen (Reino Unido) 
*"Druk", de Thomas Vinterberg (Dinamarca) 
*"DNA", de Maïwenn (Algéria/França) 
*"Falling", de Viggo Mortensen (EUA) 
*"Ammonite", de Francis Lee (Reino Unido) 
*"Sweat", de Magnus von Horn (Suécia) 
*"Nadia, Butterfly", de Pascal Plante (Canadá) 
*"Limbo", de Ben Sharrock (Reino Unido) 
*"Peninsula", de Sang-ho Yeon (Coreia do Sul) 
*"Broken Keys", de Jimmy Keyrouz (Líbano) 
*"Truffle Hunters", de Gregory Kershaw & Michael Dweck (EUA) 
*"Aya To Maj", de Goro Miyazaki (Japão) 
*"Heaven: To the Land of Happiness", de Im Sang-soo (Coreia do Sul) 
*"Last Words", de Jonathan Nossiter (EUA) 
*"Des Hommes", de Lucas Belvaux (Bélgica) 
*"Passion Simple", de Danielle Arbid (Líbano) 
*"A Good Man", de Marie-Castille Mention-Schaar (França) 
*"The Things We Say, The Things We Do", de Emmanuel Mouret (França) 
*"John and the Hole", de Pascual Sisto (EUA) 
*"Here We Are", de Nir Bergman (Israel) 
*"Rouge", de Farid Bentoumi (França) 
*"Teddy", de Ludovic e Zoran Boukherma (França) 
*"Une Medicine De Nuit", de Elie Wajeman (França) 
*"Enfant Terrible", de Oskar Roehler (França) 
*"Pleasure" de Ninja Thyberg (Suécia) 
*"Slalom", de Charléne Flavier (França) 
*"Casa de Antiguidades", de João Paulo (Brasil) 
*"Ibrahim", de Samuel Gueismi (França) 
*"Gagarine", de Fanny Liatard & Jérémy Trouilh (Geórgia) 
*"16 Printemps", de Suzanne Lindon (França) 
*"Vaurien", de Peter Dourountzis (França) 
*"Garçon Chiffon", de Nicolas Maury (França) 
*"Si Le Vent Tombe", de Nora Martirosyan (Armênia) 
*"On the Route for the Billion", de Dieudo Hamadi (Congo) 
*"9 Days at Raqqa", de Xavier de Lauzanne (França) 
*"Antoinette in the Cévènnes", de Caroline Vignal (França) 
*"Les Deux Alfred", de Bruno Podalydès (França) 
*"Un Triomphe", de Emmanuel Courcol (França) 
*"Les Discours", de Laurent Tirard (França) 
*"L'Origine du Monde", de Laurent Lafitte (França) 
*"Flee", de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca)