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[Review] Super Mario Galaxy

Por Daniel Lima

Super Mario Galaxy finalmente está entre nós e o filme está incrível. O longa adapta um dos maiores (e melhores, opinião pessoal rs) jogos da franquia de Mário de uma maneira totalmente orgânica, com maestria e o carinho que merece. O longa é mais rico em detalhes, carisma e beleza que o anterior, se consolidando como uma das melhores adaptações já feitas.

A premissa, é a mesma do game, a dupla Mário e Luigi, juntamente com Peach, Toad e Yoshi passam por diversos planetas e reinos, para resgatar Rosalina, uma princesa conhecida como a Mãe das Estrelas. Agora, a forma de contar essa história, é totalmente original e sem dúvidas, mostra que eles sabem exatamente o que estão fazendo.

O longa começa com uma pequena apresentação ao reino da Rosalina e ao grande vilão do longa, Bowser Jr, cortando diretamente para a sequência da cena pós-créditos do primeiro, apresentando o Yoshi à trama. Yoshi, por sua vez, rouba a cena, sendo um grande apoio e alívio cômico para a dupla, e mostrando que funciona infinitamente bem com o Luigi. 

Bowser, por sua vez, que ainda está encolhido pelo resultado da luta no primeiro filme, continua sendo o maior destaque do longa.


Princesa Rosalina / Foto: Universal Pictures

O filme explora mais do passado de Peach, revelando sua origem ao público, enquanto ela e Toad, passam de galáxia a galáxia, tentando chegar na Rosalina, que fora capturada. Há uma galáxia central geral que nos apresenta inúmeros easter eggs e personagens icônicos da franquia de Mário e da própria Nintendo, com destaques a Birdo e ao rei Wart. A grande adição e destaque vai para Fox McCloud, da franquia Star Fox. 

O grande “defeito” (se é que podemos chamar de defeito), é o excesso de personagens. Talvez, a gente tenha visto referência e personagens demais, e assim, alguns como a própria Rosalina, ficaram com pouco destaque na trama. 

A dublagem é um show a parte. O trio Raphael Rossatto, Carina Eiras e Manolo Reis retornam aos papéis de Mario, Peach e Luigi, e nomes como Charles Emmanuel como Bowser Jr agregam o elenco de forma estupenda. 

Como de praxe, o filme conta com duas cenas pós-créditos, sendo uma delas, diretamente conectada com um possível terceiro filme (assim como foi a cena do Yoshi no anterior).

Super Mario Galaxy estreia nos cinemas em 01/04 e com certeza vale a passagem pelo cinema.

Nota: 9/10


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[Review] Eles Vão Te Matar, novo thriller estrelado por Zazie Beetz

 

Por Daniel Lima

Se gosta de filmes no estilo de Kill Bill e Casamento Sangrento, este com certeza é um filme pra você. Trazendo de volta essa combinação de ação, gore, e uma leve pitada de comédia, “Eles vão te matar” é um longa sensacional, que sabe mesclar esses fatores com maestria e traz uma experiência final excepcional ao público.

Dirigido por Andy Muschietti (It: A Coisa), o longa acompanha a trajetória de Asia Reeves (Zazie Beetz - Deadpool 2), uma jovem que precisa cuidar e proteger sua irmã. Mas devido a um conflito, acaba sendo presa. 

Enquanto presa, Asia aprende diversas técnicas de sobrevivência, sem nem saber que as usaria no futuro para ir atrás da irmã. Ao sair, sua busca a leva ao misterioso Hotel Virgil, um edifício de luxo, frequentado pela alta elite, e lá ela descobre que ela precisa lutar pela sobrevivência, pois, todos no hotel querem a matar.

A trilha sonora é um espetáculo à parte. Ela faz com que as cenas de luta, que já são incríveis, se tornem ainda mais épicas. As cenas de luta são muito bem coreografadas, e fazem questão de explorar o gore, com muito sangue jorrando para todo o lado. 


Eles vão te Matar / Foto: Warner Bros. Pictures

O enredo, no entanto, parece simples. É aquele velho roteiro de lugares fechados, fugas desesperadas e o instinto de sobrevivência, ligados a um culto satânico, com muitas pitadas de humor, muito semelhante ao recém lançado Casamento Sangrento 2. O “plot” final é facilmente deduzível, o que acaba não trazendo um bom fechamento do filme. 

Mas, ainda assim, o filme é divertido e vale com certeza sua ida ao cinema, seja pelo gore, pelas cenas de ação, pela atuação da protagonista e, com certeza, pelo elenco.

Nomes como Patricia Arquette, Myha'la, Heather Graham e Tom Felton completam o elenco e entregam tudo e mais um pouco, com cenas incríveis e divertidas e atuações sensacionais.

Eles vão te matar estreia nesta quinta feira, dia 26, e com certeza é uma das melhores opções do final de semana.

NOTA: 7,5 / 10

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Zootopia 2 | Filme chega ao catálogo do Disney+ em março! Conheça 5 curiosidades sobre a animação

 

Por Victoria Hope

Zootopia 2 trouxe Judy Hopps e Nick Wilde de volta para uma nova aventura nesta cidade que é o bicho. A animação do Walt Disney Animation Studios, que acompanha a coelha e o raposa unindo forças para solucionar o mistério em torno da cobra Gary, já tem data para chegar ao Disney+. 

A partir do dia 11 de março, você poderá ver (ou rever) o filme no conforto de casa e para comemorar essa novidade animal, abaixo você confere cinco curiosidades sobre a animação!

Zootopia 2 foi pensado durante a produção do primeiro filme

Zootopia 2 / Foto: Disney Plus

Não deixe o intervalo entre os filmes de Zootopia te enganar. Apesar de estrear quase 10 anos depois, Zootopia 2 começou a ser planejado ainda durante a produção do primeiro longa. Atual diretor de criação da Disney Animation e codiretor dos dois longas, Jared Bush afirma que ele e o parceiro de direção, Byron Howard, ficaram empolgados com a ideia de descobrir novas partes da cidade quase uma década atrás:

Acho que realmente sentimos que esse mundo era muito divertido para se explorar, e nos pareceu um lugar real. No primeiro filme, vimos apenas uma parte da cidade, mas existem outras áreas, além de um continente maior com outras cidades. A ideia de que há muitas outras histórias para contar é algo que realmente nos importava.”

A ligação entre Gary e o passado da Disney

Zootopia 2 / Foto: Disney Plus

Zootopia 2 finalmente traz as cobras para a cidade e, para isso, a produção contou com uma base forte: a história da Disney nas animações. O visual de Gary, a víbora que vira Zootopia de cabeça para baixo, foi inspirado em cobras famosas do estúdio, como Kaa, de Mogli: O Menino Lobo (1967), Sr. Chio, de Robin Hood (1973), e Juju, de A Princesa e o Sapo (2009).

Além disso, os primeiros testes de animação de Gary foram desenhados à mão por Eric Goldberg, lendário animador do estúdio, que trabalhou anteriormente em personagens como o Gênio, de Aladdin (1992), Fil, de Hércules (1997), e Louis, de A Princesa e o Sapo.

Inspiração em animais reais

Zootopia 2 / Foto: Disney Plus

Para dar vida ao fantástico mundo de Zootopia 2, os animadores observaram os hábitos dos bichos no mundo real. Além de receber coelhos, porcos-espinhos, cobras e tartarugas no estúdio, membros foram a aquários locais para estudar mamíferos marinhos e semiaquáticos.

Benson Shum, que trabalhou como animador supervisor para a castora Nibbles Castanheira explica que estudar os animais reais foi útil até mesmo para encontrar comportamentos e maneirismos próximos dos humanos. “Por exemplo, eles tendem a manter os braços e as mãos bem perto do peito, então tentamos incluir isso na personagem para torná-la mais verossímil. Além disso, quando ela está nadando, seus movimentos ficam mais fluidos porque ela se sente muito confortável na água. Os castores tendem a andar como patos em terra porque não se sentem confortáveis ​​sobre duas patas”, explicou.

Feira do Brejo: natureza + parques aquáticos

Zootopia 2 / Foto: Disney Plus

Um dos locais mais importantes que Zootopia 2 apresentou foi a Feira do Brejo. Assim como os animais, a primeira inspiração para ele veio da natureza, com artistas de storyboard usando fotos de pântanos e de bichos que moram nessas áreas. Porém, o local também bebe de uma fonte mais inusitada: os parques aquáticos.

Uma das diretoras de arte dos ambientes do filme é Limei Z. Hshieh, que foi incentivada a usar a experiência que adquiriu ao trabalhar em uma empresa responsável pelo design de parques temáticos: “Me disseram para pensar na Feira do Brejo como um parque aquático, e como minha formação é em design de parques temáticos, fiquei muito animada para trabalhar nisso. Há muita agitação nessa área, e tentamos criar um lugar onde esses animais marinhos possam viver, mas também se divertir”, disse.

Quantos animais têm em Zootopia 2?

Zootopia 2 / Foto: Disney Plus

Você sabe quantos animais aparecem em Zootopia 2?. Ao todo, o filme traz aproximadamente 1.850 bichos diferentes. Para atingir esse número, a equipe criou 178 personagens que serviram de base e ganharam variações em figurino, pelos e etc. Ao todo, 67 espécies dão o ar da graça no longa.

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O Drama | Zendaya e Robert Pattinson, estrelas no novo filme da A24, se divertem em ensaio inédito

 

Por Victoria Hope

Prestes a lançar O Drama nos cinemas do mundo todo, inclusive no Brasil, os astros Zendaya (“Rivais” e “Duna”) e Robert Pattinson (“Batman” e “Morra, Amor”) protagonizaram um ensaio fotográfico inédito, dando início à contagem regressiva até a estreia. Com distribuição da Diamond Films, o longa chega aos cinemas de todo o país em 9 de abril, narrando a história de um casal apaixonado que, às vésperas do seu casamento, se vêem diante de uma crise de confiança inesperada!

Escrito e dirigido por Kristoffer Borgli (“Doente de Mim Mesma” e “O Homem dos Sonhos”), O DRAMA faz uma irreverente e ousada reflexão sobre a complexidade dos relacionamentos amorosos a partir dos protagonistas Emma e Charlie. O casal está se preparando para o momento mais feliz de suas vidas quando uma brincadeira traz à tona uma revelação sobre o passado de Emma que faz Charlie se questionar o quanto ele realmente conhece a pessoa com quem vai se casar.

Entre momentos felizes do relacionamento e tensões desencadeadas pelo segredo, o filme propõe a discussão sobre até onde as pessoas conhecem quem está ao seu lado e o que pode – ou não – ser superado.

Além da dupla de astros, o elenco de O Drama conta com Alana Haim (“Licorice Pizza”), Mamoudou Athie (“Tipos de Gentileza”) e Hailey Gates (“Marty Supreme”).

Com distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, O DRAMA estreia nacionalmente em 9 de abril.

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Harry Potter | HBO anuncia novos nomes para o elenco da série original

 

Por Victoria Hope

Para celebrar o Dia Mundial do Livro no Reino Unido, a HBO anunciou novos nomes que passam a integrar o elenco de sua próxima série original 'HARRY POTTER'. A revelação reforça o avanço da produção e destaca o compromisso em reunir um elenco talentoso para dar vida a nova série.  

Os atores formam o núcleo de estudantes das quatro casas de Hogwarts e se juntam a Dominic McLaughlin (Harry Potter), Arabella Stanton (Hermione Granger) e Alastair Stout (Rony Weasley), entre outros nomes já confirmados. Entram para o elenco da série: 

GRIFINÓRIA: 

Asha Soetan como Angelina Johnson 

Eire Farrell como Cátia Bell 

Serrana Su-Ling Bliss como Alicia Spinnet 

Orson Matthews como Olívio Wood 

Ethan Smith como Lino Jordan 

SONSERINA: 

D’Angelou Osei-Kissiedu como Graham Montague 

Laila Barwick como Pansy Parkinson 

Oliver Croft como Marcos Flint 

James Dowell como Lucian Bole 

Cornelius Brandreth como Terêncio Higgs 

Henry Medhurst como Peregrine Derrick 

Dylan Heath como Adriano Pucey 

Eddison Burch como Miles Bletchley 

LUFA-LUFA: 

India Moon como Ana Abbott 

James Trevelyan Buckle como Justino Finch-Fletchley 

Cian Eagle-Service como Ernesto MacMillan 

Jazmyn Lewin como Susana Bones 

CORVINAL: 

Anjula Murali como Padma Patil 

Eve Walls como Lisa Turpin 

Aaron Zhao como Terêncio Boot 

Scarlett Archer como Penélope Clearwater 

A produção será uma adaptação fiel da consagrada saga de livros Harry Potter, escrita por J.K. Rowling, que também atua como produtora executiva da série. A série, gravada nos Warner Bros. Studios Leavesden, é escrita e produzida por Francesca Gardiner, com Mark Mylod como produtor executivo e diretor de múltiplos episódios para a HBO, em associação com Brontë Film and TV e Warner Bros. Television. Também integram a equipe de produção executiva J.K. Rowling, Neil Blair e Ruth Kenley-Letts, da Brontë Film and TV, além de David Heyman, da Heyday Films. 

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MUBI e IMOVISION apresentam trailer e pôster oficiais de Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch

Por Victoria Hope

A MUBI e a IMOVISION divulgam o trailer e o pôster oficiais de Pai Mãe Irmã Irmão, o novo e muito aguardado filme de Jim Jarmusch (Paterson, Amantes Eternos, Flores Partidas). A produção, que teve sua première mundial na competição do 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza, onde venceu o Leão de Ouro, prêmio máximo do festival, chega aos cinemas brasileiros no dia 9 de abril. 

Estrelado por Tom Waits, Adam Driver e Mayim Bialik, Charlotte Rampling, Cate Blanchett e Vicky Krieps, Indya Moore e Luka Sabbat, Pai Mãe Irmã Irmão é uma exploração íntima das complexidades universais da dinâmica familiar, divertida, doce e sagazmente observadora.

Cuidadosamente construído em forma de tríptico, o filme tem três capítulos situados cada um numa cidade diferente: Nordeste dos Estados Unidos (Pai), Dublin, Irlanda (Mãe) e Paris, França (Irmã Irmão). As histórias tratam das relações entre filhos adultos, entre seus pais um tanto distantes e entre eles próprios. Ao combinar atuações notáveis e as observações irônicas e características de Jarmusch sobre a vida cotidiana, a obra mais recente deste icônico diretor independente serve como um lembrete oportuno: podemos escolher nossos amigos e amantes, mas não podemos escolher nossa família.

Confira o trailer oficial abaixo:


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Anime Friends 2026 | Wendel Bezerra e Guilherme Briggs são confirmados

 

Por Victoria Hope

O Anime Friends 2026 anuncia a participação de dois dos maiores nomes da dublagem brasileira: Wendel Bezerra e Guilherme Briggs. Ambos estão confirmados na edição que acontece de 2 a 5 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Reconhecidos por darem voz a personagens que atravessam gerações, os artistas carregam uma forte memória afetiva junto ao público e ampliam a presença de talentos nacionais na programação do evento. Os ingressos já estão disponíveis.

Com carreira consolidada na dublagem, Wendel Bezerra, que estará sábado no AF, é conhecido por interpretar personagens icônicos como Son Goku, da franquia Dragon Ball; Sanji, de One Piece; Pain, de Naruto Shippuden; além do inesquecível Bob Esponja. Sua trajetória acompanha a expansão dos animes no Brasil e ajudou a aproximar diferentes gerações da cultura pop japonesa.

Guilherme Briggs também integra o seleto grupo de vozes que marcaram o imaginário dos fãs. Entre seus trabalhos estão Brook, de One Piece; Joseph Joestar, de JoJo’s Bizarre Adventure; além de personagens como Superman e participações em produções como Padrinhos Mágicos e As Meninas Superpoderosas. Com versatilidade e forte presença junto ao público, Briggs se tornou um dos profissionais mais reconhecidos do setor, e marcará presença no AF no domingo.

Durante o Anime Friends 2026, os dubladores participarão de painéis e encontros com os fãs, celebrando o papel da dublagem brasileira na consolidação dos animes e produções asiáticas no país.

A dublagem nacional tem um papel fundamental na construção da relação do público brasileiro com os animes e o tokusatsu. Trazer artistas como Wendel Bezerra e Guilherme Briggs é reconhecer essa importância e valorizar profissionais que fazem parte da história afetiva de milhões de fãs”, afirma Juliano Aniteli, CEO da Maru Division, organizadora do evento.

Line-up em expansão

O Anime Friends 2026 já anunciou outras atrações de destaque para esta edição. Entre elas estão as bandas MUCC e ASIAN KUNG-FU GENERATION. Também participam do evento os atores Mika Chiba, Ryoma Sasaki, Tomonori Yoshida e Tom Saeba, reunindo o elenco da clássica série Dennou Keisatsu Cybercop (Cybercop – Os Policiais do Futuro), além do consagrado dublador Ryusei Nakao, conhecido mundialmente por dar voz a personagens como Freeza, em Dragon Ball, e Mayuri Kurotsuchi, em Bleach.

Com uma programação que reúne música, dublagem e produções que marcaram diferentes gerações, o Anime Friends 2026 segue ampliando seu elenco e consolidando sua posição como o maior festival de cultura pop asiática da América Latina.

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Pillion ganha pôster e data de estreia no Brasil

 

Por Victoria Hope

A Diamond Films acaba de revelar o pôster e o trailer do aguardado Pillion, filme estrelado por Alexander Skarsgård ("Big Little Lies", "O Homem do Norte") e Harry Melling ("Harry Potter", "A Tragédia de Macbeth"). 

Com direção do estreante em longas Harry Lighton, a produção chega aos cinemas brasileiros em 16 de abril, narrando uma história de amor apaixonante, intimamente ligada ao BDSM. Confira aqui o pôster e aqui o trailer legendado: 

Indicado a três prêmios no BAFTA, o longa acompanha Colin (Melling), um jovem tímido habituado a levar a vida no automático. Tudo muda no instante em que conhece o magnético Ray (Skarsgård), um motociclista que o toma como seu submisso. Conforme mergulha de cabeça nesse relacionamento e é acolhido pela comunidade do BDSM, Colin embarca em uma jornada eletrizante sobre identidade, controle e busca por pertencimento, que o colocará para se questionar se encontrou seu lugar ou apenas uma nova maneira de ser omisso.

Além da dupla de protagonistas, o elenco de Pillion ainda conta com Douglas Hodge ("Coringa") e Lesley Sharp ("Catherine Called Birdy").



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[Review] Morro dos Ventos Uivantes de Emerald Fennel

 

Por Victoria Hope

Quando a notícia de que uma nova adaptação de "Morro dos Ventos Uivantes" pelas mãos de Emerald Fennel, fãs da obra estavam cautelosos, mas com esperança, pois a diretora já havia entregado obras como "Saltburn" e "Bela Vingança", ambos filmes aclamados pela crítica em anos anteriores. 

Mas infelizmente, o que a diretora entrega é uma adaptação belíssima visualmente, porém completamente esvaziada de propósito e de relevância social, muito diferente da obra atemporal de Emily Brontë.

Na trama, o público é introduzido a Catherine Earnshaw (Margot Robbie) e Heathcliff (Jacob Elordi), dois jovens que se conhecem na infãncia, crescem juntos, se apaixonam, mas o amor deles, por pertencerem a diferentes classes sociais, está fadado à tragédia, já que aos olhos da sociedade, eles nunca poderão ficar juntos. 

Ainda na infância, Heathcliff é "capturado" pelo pai de Catherine e tratado como brinquedo humano, nunca entendendo a origem da crueldade de todos a seu redor. Os anos passam, Catherine cresce cada vez mais mimada e Heathcliff cada vez mais bruto e eventualmente, seus caminhos se separam quando uma nova família bem abastada, comandada por Edgar Linton (Shazad Latif), chega e monta um rancho ao lado de Wuthering Heights. 

Morro dos Ventos Uivantes / Foto: Warner Bros

Enquanto livro, Morro dos Ventos Uivantes é uma obra muito à frente de seu tempo, que critica o sistema patriarcal, as leis de classe, o preconceito racial e a xenofobia, além de sempre carregar uma visão anti autoritária e anti supremacista.

Mas quando esses elementos cruciais são retirados, a obra se torna algo totalmente diferente e é isso o que acontece no novo longa de Fennel. Mesmo que a origem da historia seja ignorada pela adaptação, ainda assim o filme falha em encantar por conta do ritmo  demasiadamente lento.

É um longa que tenta parecer dramático e intenso a todo o momento, mas que na realidade mal consegue segurar a profundidade emocional que a própria adaptação pede. As atuações do elenco, principalmente de Margot Robbie e Jacob Elordi deixam muito a desejar, deixando nas mãos de Hong Chau, no papel de Nelly, o peso maior de carregar a narrativa. 

Apesar de ser um banquete aos olhos, isso não é suficiente para tornar essa adaptação um clássico, o que é uma pena e apenas mostra a superficialidade da visão de mundo da diretora, que prefere se auto-inserir em suas histórias, ao invés de tocar em assuntos realmente culturalmente relevantes. 

NOTA: 7/10

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Minions & Monstros | Universal Pictures lança primeiro trailer oficial da animação queridinha da Illumination

 

Por Victoria Hope

A Universal Pictures aproveitou o momento do Superbowl 2026 para revelar o título e lançar o primeiro trailer e cartaz de “Minions & Monstros” (Minions & Monsters) - terceiro capítulo da aclamada franquia “Minions”, derivada de “Meu Malvado Favorito”, que juntas somam 5 bilhões de dólares em bilheteria global. No Brasil, “Minions” (2015) e “Minions 2: A Origem de Gru” (2022) levaram mais de 15 milhões de espectadores aos cinemas.

Dirigido e narrado por Pierre Coffin, "Minions & Monstros” se passa na Era de Ouro do cinema e traz James no papel central. Diferente dos outros Minions, ele é solitário, criativo e insatisfeito em ser apenas mais um membro da tribo a serviço de outra pessoa. James quer fazer filmes e, ao fazer isso, sem querer libertará uma gangue de criaturas que têm a intenção de destruir o mundo. O longa revelará ao público como os Minions foram fundamentais para a criação do cinema de Hollywood.

Minions & Monstros”, da Illumination, tem distribuição da Universal Pictures e estreia nos cinemas brasileiros em 2 de julho, também em versões acessíveis. Veja o trailer abaixo:


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Kill Bill – The Whole Bloody Affair | Paris Filmes anuncia pré-venda de ingressos

 

Por Victoria Hope

A Paris Filmes abrirá pré-venda de ingressos para “Kill Bill – The Whole Bloody Affair”, a versão completa e mais sangrenta dos filmes com cenas inéditas, em 12 de fevereiro. O longa, dirigido e escrito por Quentin Tarantino, reúne os Volumes 1 e 2 e é apresentado exatamente como foi idealizado, incluindo uma nova sequência de animação nunca antes vista. A produção estreia nos cinemas em 05 de março. Assista ao trailer aqui e baixe os cartazes neste link. 

Uma Thurman estrela como A Noiva, dada como morta após seu ex-chefe e amante, Bill, emboscar seu ensaio de casamento, atirar em sua cabeça e roubar seu filho ainda não nascido. Para se vingar, ela precisa primeiro caçar os quatro membros restantes do Esquadrão antes de confrontar o próprio Bill. Com sua grandiosidade, ação implacável e estilo icônico, o filme se consagra como uma das sagas de vingança definitivas do cinema, raramente exibida em sua forma completa e agora apresentada com um intervalo clássico.

O elenco ainda conta com Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael Madsen, Daryl Hannah, Gordon Liu, Michael Parks, e David Carradine. A produção é de Lawrence Bender.


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[Review] O Som da Morte

 

Por Victoria Hope

Há quem diga que o básico bem feito vale muito, porém, "O Som da Morte" (Whistle),  novo longa de Coring Hardy ("A Freira") em parceria com os roteiristas de Longlegs, mesmo que com uma trama bem criativa, deixa muito a desejar por conta de um roteiro frágil e repleto de furos.

A premissa de "O Som da Morte" já foi repetida inúmeras vezes no gênero, com a mesma trama de estudantes desajustados que encontram um objeto misterioso e ao invés de ignorarem tal objeto, passam a usá-lo sem saber que estão assinando suas próprias sentenças ao mesmo tempo.  

Alguns dos personagens são bem carismáticos, mas o roteiro novamente se torna o inimigo quando tenta desenvolver esses mesmos personagens. As novas idéias que a trama apresenta, desde a história do apito que é capaz de "chamar a morte" de seus usuários até mesmo o protagonismo queer são muito bem-vindos, mas o desenvolvimento da história deixa um pouco a desejar.

Dafne Keen (Logan) interpreta a protagonista Chrysanthemum “Chrys” Willet, uma jovem atormentada e traumatizada pela perda do pai, além de ter também acabado de sair da reabilitação por conta de uma overdose. Ela luta para se encaixar na nova escola ao lado de seu primo, o carismático nerd Rel (Sky Yang), que funciona muito bem como alívio cômico vez ou outra e também protagoniza uma cena digna de "O Corvo", claramente outra inspiração do diretor, que curiosamente estava por trás da adaptação nova do personagem que infelizmente foi cancelada.


O Som da Morte / Foto: Paris Filmes

Na trama o público também é apresentado à Ellie Gains (Sophie Nélisse), que além de enfermeira, também se torna interesse amoroso da protagonista e isso tudo acontece muito rapidamente, sem que o casal tenha tempo suficiente de se conhecer melhor, o que causa um certo estranhamento, pois as personagens mal se conhecem e no dia seguinte já estão dispostas a se sacrificar uma pela outra.

Todo o elenco entrega o que roteiro pede, sem acrescentar grandes momentos, mas apesar dos pontos fracos e a falta de cenas verdadeiramente assustadoras, o longa entrega algumas cenas de morte mais incríveism que parecem ter saído diretamente da saga de "Premonição" e é nesses momentos onde o filme realmente brilha.

Há problemas também no CGI e nos efeitos especiais, que vez ou outra se assemelham à "Mutantes: Caminhos do Coração", fora a maquiagem exagerada de alguns personagens, que fazem parecer que idosos com acima de oitenta anos pareçam criaturas de outro mundo e não apenas idosos. O lado positivo do filme continua sendo a trama muito criativa, que sai fora da curva costumeira de terror, já que aqui, os personagens tem a oportunidade de ver como será o fim de suas vidas e ainda descobrem uma forma de reverter isso. 

Apesar dos altos e baixos, o saldo final do filme é positivo e vale lembrar também que existe uma cena pós-créditos bem interessante, que amarra muito bem a história e dá margem para possíveis sequências no futuro. 

NOTA: 7.5/10

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Yoshi está na área! Universal Pictures lança novo trailer de Super Mario Galaxy, O Filme!

 

Por Victoria Hope

A Universal Pictures acaba de lançar o segundo trailer e um novo cartaz de “Super Mario Galaxy: O Filme” (The Super Mario Galaxy Movie), sequência do aclamado sucesso mundial “Super Mario Bros: O Filme”, que levou mais de 6.6 milhões de brasileiros aos cinemas em 2023. A nova animação, uma produção da Illumination e Nintendo, estreia no Brasil, na quarta-feira, 1º de abril. Dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic, o filme promete levar fãs de todas as idades a uma jornada épica e inesquecível na galáxia. 

O novo trailer apresenta pela primeira vez o icônico personagem Yoshi, que terá um papel central nesta grandiosa aventura intergaláctica. Além disso, o vídeo entrega cenas inéditas de ação, comédia e emoção que destacam o retorno de personagens já amados e introduzem novos desafios nesta jornada épica. 

Com roteiro assinado por Matthew Fogel e trilha sonora composta por Brian Tyler, “Super Mario Galaxy: O Filme” mantém a equipe criativa do primeiro filme para trazer uma narrativa ainda mais emocionante. No elenco de vozes, retornam Chris Pratt como Mario, Anya Taylor-Joy como Princesa Peach, Charlie Day como Luigi, Jack Black como Bowser, Keegan-Michael Key como Toad e Kevin Michael Richardson como Kamek. 

“Super Mario Galaxy: O Filme” leva o público a uma missão de tirar o fôlego. Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos enfrentam uma nova ameaça cósmica que coloca toda a galáxia em perigo. O filme promete momentos divertidos, cenas repletas de ação e, claro, a estreia triunfante de Yoshi em sua jornada cinematográfica. 

A animação é produzida por Chris Meledandri, da Illumination, e Shigeru Miyamoto, da Nintendo, firmando mais uma vez a colaboração de sucesso entre os dois estúdios. A estreia está marcada para 1º de abril, exclusivamente nos cinemas.  Veja o trailer abaixo:





Super Mario Galaxy / Foto: Universal Pictures

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[Entrevista] Lovisa Sirén, Diretora do curta premiado Without Kelly, fala sobre o maternidade na juventude, encontros e desencontros

 


Por Victoria Hope

"Without Kelly", um curta-metragem sueco de autoria e direção de Lovisa Sirén, traz uma bela e delicada representação da maternidade jovem, temaque não importa o ano ou a era, ressona com diversas jovens mães ao redor do mundo. 

O curta, que teve sua estreia no Festival de Veneza e esse ano integra a programação do Festival Sundance, narra a história de Esther (Medea Strid), uma mãe jovem que enfrenta a difícil experiência de se separar de sua filha bebê, Kelly (Teodora Sundström Latev), pela primeira vez, ao confiar a criança ao pai da menina, Anton (Truls Carlberg).

Não apenas o longa teve sua estreia em um dos maiores festivais de cinema, como também conquistou o Prêmio Orizzonti de "Melhor Curta-Metragem" no Festival de Veneza e foi nomeado para o Prêmio Guldbagge, a versão sueca do Oscar.  Durante o Sundance, nossa equipe teve a chance de conversar com a brilhante Lovisa Síren sobre maternidade, solidão e todos os temas que permeiam o universo de "Without Kelly" e você pode conferir essa conversa na íntegra abaixo:


Without Kelly/ Foto: Sundance Film Festival

Amélie Magazine: Parabéns pelo sucesso em Veneza! Como é fazer parte da seleção oficial do Sundance 2026? 

Lovisa: É incrível! Estive no Sundance em 2016 para o lançamento de outro curta e foi uma experiência muito especial naquela vila cheia de neve. A atmosfera estava incrível e todos estavam tão felizes! 

Amélie Magazine: E o Festival de Veneza, como foi? 

Lovisa: Foi incrível também! Aquela foi minha primeira vez na Itália e Veneza é um lugar tão lindo.

Amélie Magazine: Without Kelly nos confronta sobre o sentimento de solidão que as vezes jovens pais podem sentir

Lovisa: Não sei quanto do filme mostra o lado da solidão, mas eu acredito que sim ele mostra sim boa parte desse sentimento e isso é algo que você passa quando tem um bebê e ainda é muito jovem. Eu passei por isso pessoalmente, então eu entendo bem esse sentimento, porque você se sente solitário quando tem uma criança e não está perto dela. 

Especialmente, é importante lembrar que você pode se sentir solitário com ou sem a criança. Até mesmo quando está com o bebê ainda em seu ventre, mas não em seus braços, traz um sentimento de espera que pode causar certa angústia e isso também parte da solidão.

Esther sente muita falta da filha e quando ela não está com a bebê, ela sente como se tivessem dividido o corpo dela em dois. Ela não quer estar longe da filha, então para ela, essa separação é muito difícil de lidar. É como se algo nela estivesse faltando, sabe?

Amélie Magazine: O curta também toca no assunto da identidade da mãe sem a criança, no sentidodo de quem é a jovem Esther sem sua filha. Ela sabe quem é ou está em busca de uma resposta? 

Lovisa: Exatamente, eu acredito que ela não sabe quem ela é ou quem ela ainda vai ser. Ela só sabe que é mãe dessa criança e eu acredito que ela vive muito o momento. No filme, ela é confrontada por essa questão existencial de quem é ela para além da maternidade. Porque enquanto ela tem a filha nos braços, ela sabe que é mãe, mas e a outra parte da identidade dela? 

O que vai além? Para onde ela vai ao rolar dos créditos? De alguma forma, essa é uma história Coming Of Age, ou seja, de amadurecimento da personagem.

Without Kelly / Foto: Sundance Film Festival

Amélie Magazine: Por um acaso a peruca rosa de Esther tem a ver com o longa "Lost in Translation" ou é apenas uma peruca rosa mesmo?

Lovisa: É engraçado você mencionar, porque é só uma peruca rosa mesmo *risos*

Amélie Magazine: Como diretora, conseguiria pontuar três diretores que te inspiram?

Lovisa: Eu acredito que mudo muito rápido de opinião *risos*, mas acredito que posso falar de diretores que me inspiraram no começo da carreira até os que me inspiram hoje. Quem me inspirou logo no comecinho foi Cassavetes (John) e logo em seguida, os Irmãos Safdie (John e Benny Safdie) e recentemente, assisti um filme chamado La Chimera de Alice Rohrwacher.

Amélie Magazine: Agora vamos voltar no tempo. Se você pudesse deixar uma mensagem para a jovem Lovisa, qual seria?

Lovisa: Que pergunta interessante! Eu diria, acredite em você mesma, tenha coragem e faça o que deve fazer, porque demorei muitos anos para entender que além de escrever, eu poderia ser uma diretora, sabe? Antes eu não acreditava em mim mesma, mas eu sabia que eu queria trabalhar com cinema, apesar de não ter antes a ambição de ser diretora e dirigir meus próprios filmes. Isso mudou, então eu diria: Apenas faça! *risos*

Amélie Magazine: Quais foram os maiores desafios durante as filmagens de "Without Kelly"?

Lovisa: O bebê *risos*. Levamos muito tempo para filmar, porque nós precisávamos esperar até ela ter seu momento. Porque às vezes ela estava dormindo ou às vezes não queria filmar. A mãe e a bebê dormiram no apaertamento onde filmamos, que aliás, curiosamente é meu apartamento. Então nós organizávamos todo o equipamento logo cedo pela manhã e ela acordava bem quando estávamos começando.

Nossa equipe começava a filmar desde cedo, às 6h da manhã, tentando não fazer nenhum barulho e mesmo assim, quando ligávamos o equipamento, ela acordava e ficava observando *risos* E aí tínhamos que começar novamente. Foi bem desafiador.

Amélie Magazine: E para seus próximos projetos. Existe algum tema que você gostaria de explorar?

Lovisa: Eu realmente não sei, porque estava tão feliz com esse curta! Foi minha primeira colaboração com a minha diretora de fotografia Christine Leuhusen e foi incrível trabalhar com ela, ebntão eu adoraria colaborar mais uma vez com ela se possível.

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Sundance 2026 | Without Kelly | Short Film

 

Por Victoria Hope

E começa mais um ano do Festival Sundance, com diversos curtas completamente únicos, incluindo "Without Kelly", dirigido e escrito por Lovisa Sirén, Na trama, obrigada a deixar sua filha recém-nascida com o pai da criança, a jovem mãe Esther se vê tomada pelo desespero e pela saudade. Durante a noite, ela busca contato físico e conforto, procurando maneiras de se agarrar a quem mais ama.

O curta começa com Esther, uma mãe de olhar distante, parecendo um tanto quanto perdida por estar sozinha, até o momento em que ela se desespera e começa a buscar por sua filha, Kelly. Logo o público já entende que se trata de uma mãe jovem, talvez até jovem demais. 

Logo somos introduzidos ao pai da criança, Anton, que parece ser tão jovem quanto Esther e logo percebemos que a mãe tem grande dificuldade em estar longe da filha. Nitidamente esse é um casal que não está mais em um relacionamento amoroso, porém ainda compartilham a guarda da criança, mas essa divisão realmente parece ainda mais pesada na concepção da mãe.

A todo custo, Esther tenta ganhar atenção do ex-namorado, mas claramente ele ainda a vê como alguém que não tem maturidade ou responsabilidade suficiente. Enquanto público, não sabemos porque a relação terminou ou se é que houve antes um relacionamento anterior até a concepção da filha, mas nitidamente, algo marcou aqueles pais para sempre. 

Enquanto a protagonista sai por aí sem rumo, buscando por amores em estranhos, ela para para refletir o que é sua vida sem Kelly, ou na verdade, sobre o peso que é ser uma mãe agora, enquanto todo o universo dela gira em torno da filha.

O curta é carregado por performances simples, mas completamente cativantes de Medea Strid e Truls Carlberg, com a temática da solidão e da necessidade de conexão que personagens como Esther sentem após a maternidade enquanto ainda são tão jovens, tão voláteis e ainda assim, tão complexos. 

NOTA: 8/10

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[Review] Extermínio, Templo de Ossos

 

Por Victoria Hope

Expandindo o mundo criado por Danny Boyle e Alex Garland em “28 Anos Depois”, mas numa perspetiva totalmente oposta, Nia DaCosta (Candyman) realiza “28 Anos Depois: O Templo dos Ossos”. Numa continuação da história épica, Dr. Kelson (Ralph Fiennes) vê-se numa nova e chocante relação, com consequências que podem mudar o mundo tal como o conhecem, e o encontro de Spike (Alfie Williams) com Jimmy Crystal (Jack O Connell) torna-se num pesadelo do qual não consegue escapar. No mundo de “O Templo dos Ossos”, os infetados já não são a maior ameaça à sobrevivência, a desumanidade dos sobreviventes pode ser mais estranha e mais aterradora.

O clima de 28 Anos Depois: O Templo dos Ossos já começa turbulento com a reintrodução da gangue do Jimmy Crystal e o conflito com Spike, que agora fará de tudo para sobreviver, nem que para isso tenha que entrar para o grupo infame.

Sendo o quarto filme da franquia, as expectativas já estavam nas alturas, principalmente porque cada diretor trouxe suas visões e técnicas diferentes para a obra. Enquanto Garland, que ainda assina o roteiro, foca no aspecto mais relacionado entre a relação homem x natureza, Nia DaCosta vai para um caminho completamente oposto, passando a estudar à fundo os aspectos psicológicos dos humanos e até mesmo dos infectados, entregando um dos melhores filmes da franquia até então. 


Extermínio: Templo de Ossos / Foto: Sony Pictures

Um dos grandes destaques do filme é Jack O'Connel no papel do tirano Jimmy Crystal, que aqui consegue a proeza de ser ainda mais assustador que os infectados devido à sua crueldade. Diferente de Spike, que cresceu em um ambiente hostil, mas ainda assim se manteve uma boa pessoa, Crystal é o completo oposto, distorcendo a realidade ao bel prazer e se divertindo com a dor dos outros humanos junto com sua família de Jimmies ao melhor estilo "Laranja Mecânica".

Mas quem realmente eleva o longa é Ralph Fiennes, entregando mais uma performance geracional com o Doutor Ian Kelson, que aqui consegue ser mais hilário que nunca, proporcionando momentos hora contemplativos hora para lá de engraçados, principalmente em interações com o brilhante Chi Lewis-Parry, que interpreta o alfa Sansão

Apesar do humor, Extermínio: Templo de Ossos, consegue ser um dos longas mais brutais da saga, com cenas de arrepiar e requintes de crueldade, principalmente proporcionadas pelas mãos dos humanos, o que torna a experiência ainda mais atteradora, afinal, é esperado que eles sejam mais humanos que os infectados e é nesse momento que o filme apresenta uma de suas maiores reviravoltas. 


Extermínio: Templo de Ossos / Foto: Sony Pictures

É incrível como o quarto filme da saga consegue subverter a ideia dos infectados e trazer uma nova perspectiva, lembrando que esses seres, já foram humanos alguma vez e essa é a grande batalha que Doutor Kelson está disposto a lutar, se for possível trazer nem que seja um pouquinho da humanidade de infectados como Sansão.

A trilha sonora é um show a parte, com músicas que trilham entre a melancolia de Radiohead, em uma cena que vai marcar a franquia para sempre, com o também o rock pesado de Iron Maden ao clima suave de Duran Duran e apesar do ritmo mais lento e contemplativo em alguns momentos, é a trilha quem sustenta as cenas mais emocionantes. 

Já a direção de Nia DaCosta é um grande destaque. A diretora, conhecida pela excelente sequência de Candyman, apresenta aqui o equilíbrio  perfeito entre a adesão de escolhas narrativas e estilísticas dos filmes anteriores, ao mesmo tempo em que respeita e imprime seu próprio coração nele, focando em olhares, detalhes pequenos, respirações, longas pausas, tudo para humanizar ainda mais aquela obra, que nos filmes anteriores, apresentou mais foco no aspecto "monstruoso" da infecção. Essa nova visão é muito bem-vinda e reforça ainda mais a importância de mais diretoras negras no horror mainstream. 

NOTA: 9/10

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Marvel Television apresenta novo trailer e imagens da série Magnum, estrelada por Yahya Abdul-Mateen II

 

Por Victoria Hope

A Marvel Television apresenta um novo trailer e imagens de sua próxima série Magnum. A série de oito episódios foi criada por Destin Daniel Cretton (Shang-Chi e A Lenda dos Dez Anéis, Homem-Aranha: Um Novo Dia) e Andrew Guest (Community, Gavião Arqueiro) e é estrelada pelo vencedor do Emmy® Yahya Abdul-Mateen II como Simon Williams e o vencedor do Oscar® Ben Kingsley, que retorna ao papel de Trevor Slattery após aparecer em Homem de Ferro 3, Shang-Chi e a lenda dos dez anéis e Todos Saúdem o Rei.

A série acompanha Simon Williams, um aspirante a ator de Hollywood, que luta para alavancar sua carreira. Em um encontro casual com Trevor Slattery, um ator cujos melhores papéis parecem ter ficado no passado, Simon descobre que o lendário diretor Von Kovak está fazendo uma nova versão do filme de super-herói Magnum. Esses dois atores, em extremos opostos de suas carreiras, buscam com determinação papéis que podem mudar suas vidas, enquanto o público tem acesso aos bastidores da indústria do entretenimento.

Os oito episódios estreiam exclusivamente no Disney+ no dia 27 de janeiro às 23h. Confira o trailer abaixo: 





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Crunchyroll anuncia maratona de Trigun Stampede em seu canal no YouTube, em celebração à estreia de Trigun Stargaze

 

Por Victoria Hope

Passaram-se dois anos e meio desde a tragédia de Lost JuLai e a caça a Vash the Stampede, com uma recompensa de $60.000.000.000, ainda continua em andamento! Antes de embarcarmos em nossa próxima e última jornada para encontrar o Tufão Humanóide em TRIGUN STARGAZE, a Crunchyroll organizará uma maratona global para assistir a TRIGUN STAMPEDE, revisitando os eventos emocionantes que levaram os fãs até este momento.

A maratona contará com os 12 episódios de TRIGUN STAMPEDE, do estúdio Orange, seguidos por uma entrevista exclusiva com o criador original, Yasuhiro Nightow, no podcast The Anime Effect da Crunchyroll, onde ele falará sobre a próxima estreia de TRIGUN STARGAZE e o legado de Trigun.

O aguardado retorno de TRIGUN STARGAZE estreará no sábado, 10 de janeiro de 2026, apenas na Crunchyroll.

Detalhes da continuação:

Terça-feira, 6 de janeiro no Canal da Crunchyroll Brasil no YouTube às 15:00 (Horário de Brasília)

*No sábado, 3 de janeiro, será publicado um link público com a contagem regressiva para o evento. A transmissão estará disponível no canal do YouTube da Crunchyroll até 13 de janeiro às 10:00 a.m. (Horário do Pacífico). *Inscreva-se no canal do YouTube da Crunchyroll e ative as notificações para receber atualizações ao vivo sobre este evento.

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O Amor é Estranho | Obra LGBTQ+ protagonizada por Alfred Molina e John Lithgow chega ao Filmicca nessa sexta

 

Por Victoria Hope

Dirigido pelo premiado cineasta Ira Sachs, ‘O Amor é Estranho’ (2014) estreia nesta sexta-feira (09) na FILMICCA, trazendo à plataforma a delicada e comovente história de um casal LGBTIAPN+ protagonizado por Alfred Molina e John Lithgow, com Marisa Tomei completando o elenco.

Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Sundance, em 2014, o drama acompanha George Garea (Alfred Molina) e Ben Hull (John Lithgow), que vivem juntos há quatro décadas. Quando finalmente decidem se casar, a cerimônia é celebrada por amigos e familiares, mas desencadeia uma série de desafios inesperados, incluindo a perda do emprego de George.

Sem recursos financeiros, o casal é obrigado a viver separado temporariamente enquanto tenta vender a casa e encontrar uma opção mais acessível. A nova rotina em lares provisórios revela-se cada vez mais desgastante, afetando não apenas a relação entre Ben e George, mas também os vínculos com os amigos que os acolhem.

Mais do que um romance, ‘O Amor é Estranho’ é um retrato sensível sobre o tempo, a permanência e as fragilidades da vida a dois. O filme aborda temas como envelhecimento, afeto na maturidade, pertencimento e as pressões sociais e institucionais que atravessam relações LGBTIAPN+.

E mais!

Além de ‘O Amor é Estranho’, a FILMICCA amplia seu catálogo nesta sexta-feira (09) com estreias que atravessam diferentes tempos, territórios e formas cinematográficas. ‘Praia Formosa’ (2024), de Julia de Simone, propõe um encontro entre passado e presente ao acompanhar a jornada de uma mulher africana no Rio de Janeiro contemporâneo; ‘Mundo Invisível’ (2011) reúne cineastas de diferentes países em um filme antológico sobre as múltiplas faces da invisibilidade no mundo moderno; e ‘A Hora da Libertação Chegou’ (1974), de Heiny Srour, resgata um registro histórico raro da luta guerrilheira em Omã, oferecendo um potente testemunho político e cinematográfico.

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Tron Ares já disponível no Disney+

 

Por Victoria Hope

A partir de hoje, o público já pode assistir no Disney+ TRON: ARES, o mais recente filme que expande a icônica e inovadora saga TRON com uma nova e explosiva história que explora o que significa ser humano quando o mundo digital colide com o mundo real.

Estrelada por Jared Leto, Greta Lee, Evan Peters e Jodie Turner-Smith, entre outros, a terceira entrega da franquia, criada em 1982, é uma jornada vertiginosa por um universo que, sob a direção do cineasta norueguês Joachim Rønning, combina referências inconfundíveis ao seu legado icônico com elementos de tecnologia de última geração.

Confira cinco curiosidades sobre o filme abaixo:

AS MOTOS DE LUZ CONTAVAM COM ILUMINAÇÃO INTERNA COM 10 MIL LEDs CONTROLADOS REMOTAMENTE


Tron: Ares / Foto: Disney+

As motos de luz são a joia mais preciosa do legado de design de TRON. Elas conquistaram um lugar na história dos veículos cinematográficos, quase como objetos sagrados. Syd Mead criou o design original e, quando comecei a atualizá-lo, senti que estava trabalhando em um artefato religioso”, revela o designer de produção Darren Gilford.

Durante as filmagens de TRON: ARES, as motos de luz seriam conduzidas a velocidades de até 200 km/h e rebocadas por um caminhão sob chuva, o que levou a equipe de Gilford a desenvolver veículos extremamente resistentes. No interior das motos, foram soldadas 10 mil luzes LED personalizadas, e o acabamento recebeu um tratamento automotivo de alto brilho para evitar lascas e danos. Além disso, cada painel de LED podia ser controlado individualmente pelo departamento de iluminação por meio de uma mesa de controle. O sistema de iluminação remota permitia que a equipe ajustasse as luzes de acordo com as necessidades de cada cena ou até as desligasse completamente entre uma tomada e outra, garantindo economia de bateria.

A INCONFUNDÍVEL TÚNICA DE KEVIN FLYNN HOMENAGEIA O LOOK DE 1982

Tron: Ares / Foto: Disney+

O novo filme marca o retorno às telas do icônico Kevin Flynn, personagem interpretado por Jeff Bridges, que fez sua estreia no filme original de 1982 e conquistou imediatamente o público com um visual inconfundível: uma vestimenta inspirada em quimonos, com influências budistas e japonesas, que contrastava fortemente com a aparência dos demais personagens.

No novo longa, Flynn surge com uma versão atualizada da túnica. A figurinista Alix Friedberg explica: “Nos inspiramos nessa silhueta e no conceito original de iluminação do filme de 1982, no qual os personagens pareciam se iluminar de dentro para fora. O formato de coração na parte frontal da túnica é uma réplica exata do que ele usava no filme original, e nas costas mantivemos o mesmo padrão de circuitos em cascata”.

AS RUAS DO CENTRO DE VANCOUVER FORAM FECHADAS POR SEIS SEMANAS PARA AS FILMAGENS DAS PERSEGUIÇÕES COM MOTOS DE LUZ

Tron: Ares / Foto: Disney+

Após a excelente experiência durante as filmagens de TRON: O LEGADO (2010), Rønning e sua equipe decidiram retornar à cidade canadense para rodar TRON: Ares.

Como as cenas de perseguição com motos de luz aconteciam à noite, a produção organizou o fechamento das ruas do centro de Vancouver por seis semanas, com gravações diárias das sete da noite às seis da manhã. Ainda assim, o intenso fluxo de pedestres na região exigiu um grande esquema de segurança por parte da equipe de locações. “Estávamos muito preocupados com a velocidade das motos. Em cenas desse tipo, é fundamental garantir que cada canto esteja protegido, porque alguém poderia simplesmente sair por uma porta bem no caminho das motos. Tivemos 70 assistentes de produção, 17 policiais e dois sargentos. Era como ter um pequeno exército todas as noites”, conta a diretora de locações Anne Goobie.

FORAM PRODUZIDOS 18 TRAJES DE LUZ COMPLETOS PARA JARED LETO

Tron: Ares / Foto: Disney+
Os trajes de luz do longa são extremamente sofisticados e foram confeccionados por uma equipe de 75 profissionais no renomado estúdio Wētā Workshop, na Nova Zelândia. Cada traje possuía sua própria fonte de luz, instalada em um disco acoplado à mochila, e podia ser operado remotamente por meio de uma mesa de controle. Cada capacete também contava com uma fonte de energia independente.

O traje de Ares (Jared Leto) era composto por cerca de 110 peças moldadas em silicone. Ao todo, foram produzidos 18 trajes, entre versões parciais e completas, destinados a Leto e a seus dublês de ação e fotografia, totalizando mais de 700 peças.

AS IDENTIDADES VISUAIS DAS TRÊS REDES ESTÃO ASSOCIADAS ÀS CORES PRIMÁRIAS E TÊM INSPIRAÇÕES ÉPICAS

Tron: Ares / Foto: Disney+

Em TRON: ARES, os personagens não transitam por um único mundo virtual, ou Rede, mas por três Redes distintas: a Rede da empresa de tecnologia ENCOM, a Rede da corporação Dillinger e a Rede de Flynn.

Para que fossem facilmente reconhecidas pelo público, a identidade visual de cada Rede foi associada a uma das três cores primárias, que também evocam universos icônicos do cinema e da literatura. A Rede de Dillinger foi representada pelo vermelho, com referências ao Inferno de Dante Alighieri. “Para criar um contraste, a ENCOM ficou com o verde, inspirado na Cidade das Esmeraldas de O Mágico de Oz. Já a Rede de Flynn mantém o azul clássico, imediatamente reconhecível pelos fãs”, completa Gilford.

Além disso, a equipe utilizou metáforas visuais para traduzir conceitos da informática dentro do filme. Assim, a segurança do sistema da ENCOM é retratada como um castelo medieval; o firewall se materializa como um gigantesco muro de fogo; e os dados são representados como gotas de luz que caem em uma estrutura que remete a uma catedral.

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7 Dias da Semana | Disponível no Youtube, série de minidocumentários debate oportunidades oferecidas para pessoas trans

 

Por Victoria Hope

A série documental “7 Dias da Semana”, já pode ser assistida gratuitamente no YouTube, por meio do canal @7dias.dasemana. O projeto reúne sete minidocumentários que mostram diferentes realidades de pessoas trans, abrindo a reflexão sobre a presença e a contribuição delas na arte, na economia e na cultura das comunidades onde vivem. 

Idealizada pela artista visual Guigo Dedecek, a produção retrata fragmentos do cotidiano de Bernardo Dal Pubel (tatuador e fotógrafo), Cleo Araujo (bacharel em direito, primeira vereadora trans de Caxias do Sul), Maria Lilith (bailarina e arte-educadora), Marina Luisa (artista visual), Meri Moreira (profissional da beleza e cuidados pessoais), Naomi (DJ e cantora) e Ayan Femme Scherer (atriz, comediante e passista de samba). Guigo conta que o título da série veio a partir da observação. “Onde estão esses corpos trans nos sete dias da semana? Quem são eles nesses sete dias? A ideia foi mostrar justamente isso: que pessoas trans estão em todos os lugares, em todos os dias”, explica.

Cada episódio tem duração entre três e cinco minutos e foi gravado no ambiente escolhido pelos próprios entrevistados, evidenciando suas realidades e trajetórias. “Mesmo sendo histórias bem diferentes entre si, há muito em comum nas vivências trans. Pensamentos, desafios e formas de ver o mundo que se cruzam, e isso é muito bonito de perceber”, comenta Guigo.


Além de registro audiovisual, a série nasce do desejo de ampliar referências e representatividade. “Esse projeto vem para somar com o que já está sendo feito por tantas pessoas da comunidade, para conquistar nossos direitos e o nosso espaço. A minha vontade foi criar referências que encorajem quem está se descobrindo ou passando por um processo de transição, seja um adolescente prestes a entrar no mercado de trabalho ou alguém que começou a transição mais tarde e está se reinserindo. O objetivo é que a gente possa se enxergar em lugares diversos e ver que isso é possível”, afirma.

Com esse mesmo propósito, Guigo também incentiva que o conteúdo circule e seja usado como ferramenta de diálogo. “Quero que esses episódios sejam utilizados livremente para fomentar debates e rodas de conversa em escolas, universidades, órgãos públicos, prefeituras e também em empresas — chegando, por exemplo, aos departamentos de gestão de pessoas para ajudar a introduzir o assunto e ampliar o debate sobre diversidade”, destaca.

Com audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos, o projeto busca ampliar o alcance e a acessibilidade. Financiado pela Secretaria Municipal da Cultura e pela Prefeitura de Caxias do Sul, por meio do Financiarte, “7 Dias da Semana marca a estreia de Guigo Dedecek no audiovisual. “Meu desejo é que esse projeto gere frutos, novas ideias e novos caminhos. Que ele floresça e inspire outras produções e descobertas”, conclui.

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Como assistir

O acesso aos vídeos é gratuito, por meio do canal do YouTube @7dias.dasemana.

Para acessar os documentários: vá na barra de pesquisa do YouTube e busque por @7dias.dasemana (assim mesmo, com @, numeral 7, e ponto antes da expressão “da semana”). O canal de comunicação com a autora é por meio do instagram @7dias.dasemana

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