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O que chega em janeiro no Amazon Prime

 

Por Victoria Hope

O Amazon Prime Video revelou nesta terça (29) as novidades que que chegam ao catálogo em janeiro de 2021. Entre alguns dos destaques estão a estreia da 3ª temporada de American Gods e a 15ª e última temporada de Supernatural, mas vale lembrar que, diante da atual situação de pandemia e focados na saúde e segurança daqueles que trabalham com dublagem, algumas opções de áudio não estarão disponíveis.

Títulos já disponíveis no serviço

The Poison Rose


Carson Phillips, um ex-astro do futebol que virou detetive particular, assume um caso de desaparecimento que lentamente se revela uma complexa teia de crimes, suspeitos e cadáveres. Quando descobre que sua filha é a principal suspeita, ele corre contra o relógio para salvá-la, resolver os assassinatos e descobrir os segredos sujos da cidade.

The Secrets We Keep


Tentando reconstruir sua vida após a Segunda Guerra Mundial, Maja vive ao lado de seu marido Lewis em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Ela sequestra seu vizinho em busca de vingança pelos crimes de guerra que ela acredita que ele tenha cometido contra ela.

Séries que chegam ao serviço em janeiro

01 de janeiro

Supernatural (Temporada 15)


Desde que era pequeno, Sam Winchester (Jared Padalecki) tentava escapar do próprio passado. Após a misteriosa morte de Mary (Samantha Smith), o pai de Sam passou a procurar vingança contra as forças do mal que mataram a esposa, destruindo qualquer ser maligno que cruzasse o seu caminho. Ao contrário de Sam, Dean (Jensen Ackles), irmão mais velho, sempre quis seguir os passos do pai. Sam está determinado a se livrar do "negócio da família", mas sua vida está prestes a tomar os rumos que ele não desejava e sua única escolha é unir-se ao irmão.

11 de janeiro

American Gods (Temporada 3)


American Gods é sobre uma história épica de uma guerra inevitável entre os velhos deuses da mitologia e os novos deuses da tecnologia moderna. Ricky Whittle estrela como o ex-presidiário Shadow Moon - um homem a serviço do misterioso Mr. Wednesday, interpretado por Ian McShane -, que descobre que além de seu chefe ser o Deus supremo todo poderoso, pai de Odin, ele também é o pai de Shadow.

Na terceira temporada, Shadow afasta esse destino aparente e se estabelece na idílica cidade de Lakeside, Wisconsin, para fazer seu próprio caminho, guiado pelos deuses de seus ancestrais negros, os Orixás. No entanto, ele logo descobrirá que as águas tranquilas desta cidade são profundas, escuras e sangrentas, e que rejeitar ser um deus não é uma opção. Então, a única escolha possível a fazer é decidir que tipo de deus ele quer ser.

29 de janeiro

La Jauría (Temporada 1)


O thriller psicológico acompanha o sumiço da estudante Blanca Ibarra (Antonia Giesen), que realizava protestos na escola religiosa Santa Inés. O desaparecimento da jovem despertará o centro das atenções da sociedade e também o desejo da polícia em solucionar este misterioso caso que, ao passo das investigações, tudo aponta que haja o envolvimento de uma rede de abuso contra mulheres.

Filmes

07 de janeiro

The Assistant


Jane (Julia Garner) é uma aspirante a produtora de cinema que recentemente conseguiu seu emprego dos sonhos como assistente júnior de um poderoso magnata do entretenimento. Seu dia a dia é muito parecido com o de qualquer outra assistente. Mas, à medida que Jane segue sua rotina diária, ela começa a perceber todos os abusos que envolvem seu ambiente de trabalho e sua posição profissional.

10 Horas para o Natal


Cansados de passar noites de Natal sem graça após a separação dos pais, os irmãos Julia (Giulia Benite), Miguel (Pedro Miranda) e Bia (Lorena Queiroz) bolam um plano para tentar reunir a família novamente e, assim, relembrar os velhos tempos em que esperavam o Papai Noel. Mas, se quiserem colocar sua ideia em prática, os irmãos terão que correr contra o tempo, pois faltam apenas 10 horas para o Natal.

Novidades de janeiro no Prime Video Channels

Starzplay

01 de janeiro

Elizabeth


Elizabeth Tudor (Cate Blanchett) torna-se a rainha de uma dividida e perigosa Inglaterra em 1558. Ela é vista como fraca por ameaças de todo lugar e é altamente aconselhada pelo advogado William Cecil a se casar. Inteligente e cautelosa, ela deve escolher onde colocar a sua confiança: em seu astuto secretário Walsingham (Geoffrey Rush), em um mestre da espionagem ou em seu amante secreto, Sir Robert Dudley.

03 de janeiro

The Stand (Temporada 1)

The Stand é a visão apocalíptica de Stephen King de um mundo dizimado pela peste e envolvido em uma luta elementar entre o bem e o mal. O destino da humanidade recai sobre os ombros frágeis da Mãe Abagail, de 108 anos, e de um punhado de sobreviventes. Seus piores pesadelos estão personificados em um homem com um sorriso letal e poderes indescritíveis: Randall Flagg, o Homem de Preto.

Paramount+

15 de janeiro

Henry Danger (Temporadas 2 e 3)


Henry Hart, de 13 anos, consegue um emprego de meio período como Kid Danger, ajudante do super-herói Capitão Man. As vantagens são fantásticas, mas o garoto precisa manter seu trabalho em segredo de seus melhores amigos e da irmã mais nova.

CCXP Worlds: Neil Gaiman é celebrado durante painel no evento

 

Por Victoria Hope

E hoje começa oficialmente a CCXP Worlds: A Journey of Hope e o primeiro painel do dia ficou por conta do escritor best seller, Neil Gaiman. O britânico abriu o painel relembrando de suas passagens anteriores no Brasil e suas melhores lembranças por aqui.

Com uma bela homenagem à carreira do autor durante a inauguração do Auditório Thunder virtual, Marcelo Forlani recebeu Neil, que riu ao lembrar de sua passagem no Brasil em 1998 quando os fãs ameaçaram destruir a Fnac por conta de uma sessão de autógrafos cancelada em cima da hora. 

"A primeira vez que fui ao Brasil, acho que foi em 1998, fui muito bem recebido. Foi inesquecível, deu autógrafos para cerca de 700 pessoas e ainda tinham 500 na fila. Assinei para todos, mas como eu estava sem voz, não consegui falar com ninguém, o que significa que tive que abraçar MUITAS pessoas na época." 

Ainda no painel do autor, ele falou sobre a produção da série de Sandman, que está em progresso com adaptação da Netflix, mas deixou claro que, diferente da segunda temporada de American Gods, em Sandman, a produção realmente está o ouvindo e o deixando bem a vontade no set, mas o único problema nesse momento é a pandemia, que causou o atraso das filmagens. 


Neil Gaiman disse estar animado para a produção e ainda completou dizendo que não é como se fosse uma série inspirada  ou apenas baseada em Sandman, mas que é sim Sandman de verdade. Essa fala assegura aos fãs que a série com certeza será bem fiel aos quadrinhos.

Gaiman também citou que sua inexperiência com estúdios o faziam aceitar qualquer coisa que os produtores e executivos afirmavam que iria acontecer, ou quando diziam que cortariam cenas pr questões de orçamento, mas foi graças ao conselho de Steven Moffat (Sherlock e Doctor Who), que conseguiu driblar isso. 

Ele (Moffat) me disse que quando precisa cortar uma cena e escrever uma nova por problemas de orçamento, ele tenta escrever uma cena ainda melhor. ‘Tento fazer uma tão boa que agora aparecerá nas coletâneas de YouTube”. Foi esse conselho que acabou ajudando Neil Gaiman em seu primeiro trabalho de showrunner em Good Omens da Amazon Studios. 


Ainda no painel em homenagem às adaptações de Neil Gaiman, a Amazon Prime revelou com exclusividade o primeiro pôster com a arte oficial da 3ª temporada de American Gods, incluindo o primeiro trailer oficial dessa nova fase.

Vale lembrar que a obra, apesar de ser adaptada das obras de Gaiman, não contou com a co-produção dele a partir da segunda temporada e agora, será produzida por Charles H. Eglee e cada um dos 10 episódios serão dirigidos por diferentes diretores.

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Quer saber tudo o que vai rolar nesse final semana da CCXP Worlds? Acompanhe nossa cobertura completa nas redes sociais :D



Neil Gaiman tem presença confirmada na CCXP Worlds

 


Por Victoria Hope

Esse anúncio vai abalar as estruturas dos fãs de um dos maiores gênios dos quadrinhos. A CCXP Worlds, edição virtual da CCXP, a maior Comic Con do mundo, anunciou nessa semana a participação do escritor best seller Neil Gaiman, conhecido pela criação de obras desde SandmanAmerican Gods.

O autor terá um painel na Thunder Arena, para discutir sua vasta carreira e o processo de adaptação das suas obras. Gaiman é um nome bem conhecido por fãs de cultura pop, pois além de seus livros, o britânico também já teve trabalhos adaptados para os cinemas, como a animação sombria Coraline (2009), o romance Stardust - O Mistério da Estrela (2007) e para a televisão, com séries como Deuses Americanos e Belas Maldições

Nos quadrinhos, ele é referência por Sandman, que vai ganhar série na Netflix e por Lúcifer,  série de sucesso da Netflix. Gaiman também tem bastante experiência como roteirista, seja adaptando seu próprio trabalho, ou então com criações inéditas, como Beowulf (2007) ou episódios para Doctor Who.

American Gods / Starz

Good Omens / Amazon Prime

Sandman / Netflix 

Coraline / Laika

Por que a história entre Salim e o Jinn é tão importante em American Gods?



Por Victoria Hope 

American Gods, adaptação da obra de Neil Gaiman (Sandman) é sem dúvida uma das séries mais subversivas da temporada. Com a temática de deuses de diversas mitologias, a série aborda diversos assuntos desde o sistema carcerário norte americano, ao racismo, machismo, o culto à tecnologia, entre outras questões que assolam a América e o Mundo.

Dentro da história, acompanhamos a saga de Shadow Moon, um ex-presidiário que ganha a chance de liberdade ao conhecer Mr. Wednesday, que representa o Deus Nórdico Odin. Logo de início criamos um vínculo com Shadow, pois de longe, ele foge de todos os esteriótipos de um homem negro representado na mídia. Ele foi preso por conta de Jogos de Bilhar (por influência de sua ex- Esposa, Laura Moon), porém é um homem pacífico e passivo, confuso com o 'mundo dos Deuses', mas disposto a mudar de vida.

Poderíamos falar sobre outros diversos aspectos que tornam desta a melhor série do ano, sendo elas a diversidade do elenco, as referências histórico-culturais bem como a questão da sexualidade, muito bem abordada, mas iremos falar agora de dois personagens que trazem o 'coração' da série em sua essência.

Antes de conhecer a história de Salim e Jinn e conhecer sua importância para o enredo, é importante contextualizar os principais pontos da série. Primeiramente, o amor romântico é banalizado no início da série, pois Shadow, nosso protagonista, foi traído por sua ex-esposa, que em nenhum momento se arrepende do ato da traição e que por 'destino' acaba ressuscitando com a ajuda 'involuntária' de seu esposo.

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Shadow Moon / STARZ

Laura Moon, volta a vida e não se mostra arrependida, demonstrando que o amor entre ambos era fraco, apesar de Shadow amá-la incondicionalmente. A partir do momento em que ela retorna, Shadow a deixa ir, sabendo que eles nunca serão um casal novamente.

Outro aspecto sentimental é o '' amor'' em forma de reverência aos Deuses Antigos, estes que clamam por tributos de seus fiéis. A principal premissa da história é de que deuses ancestrais como a africana Bilquis, o nórdico Odin e até mesmo um Leprechaun Irlandês, exigem tributos e sacrifícios de seus fiéis, pois com a chegada da tecnologia , a sociedade parou de acreditar nessas velhas divindades, passando a reverenciar coisas novas como a Internet e a Mídia.

É a partir daqui que mencionamos Salim e sua história com o Jinn. O jovem Salim é um homem muçulmano e representante de vendas tentando a sorte na América. Sua vida é o que podemos chamar de um verdadeiro desastre, pois além de mal conseguir vender suas quinquilharias, ele é quase invisível para a sociedade americana, por ser árabe e por ser um homem gay (ainda no armário).

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STARZ

Todas essas características são extremamente importantes para trama, principalmente em tempos de conflitos entre o Oriente Médio e os Estados Unidos. A história de Salim poderia ser ainda mais triste, mas tudo muda quando ele conhece o Jinn.

Jinns são Ifrits, divindades que fazem parte da lenda do Oriente Médio, que diz que Deus (Alah), criou as pessoas com barro, os anjos e depois, Os Jinn, Pessoas do Fogo. Esses últimos, são como divindades que possuem fogo correndo em suas veias e no lugar de olhos, possuem chamas.

Salim não sabia que sua vida mudaria a partir do dia em que ele encontrasse o Jinn, mas isso aconteceu logo em que ele pegou uma carona em um táxi qualquer. O motorista logo cria empatia com seu passageiro, pois também é mulçumano e logo começa a conversar com Salim em sua língua natal.

Eventualmente, ambos descobrem ser nativos do mesmo local, Oman e quase que imediatamente sentem uma forte ligação. Salim logo se sente atraído pelo motorista, pois ele foi o primeiro contato que Salim teve com sua tão amada cultura após anos, ou seja,  finalmente ele encontrou alguém que o entende e o motorista se sente da mesma forma.

Em algum momento, enquanto seguiam pelo transito, Salim percebe que seu motorista está dormindo e ao tocar seus ombros, nota que o motorista é de fato um Jinn, com fogo vivo em seus olhos.

STARZ

Muitos acreditam que Jinns (Gênios) podem 'realizar' desejos, mas logo que Salim pergunta ao motorista se ele é um Jinn, este mesmo confirma, mas diz que não realiza desejos. Isso é muito importante, pois o Ifrit é uma divindade, mas na América ele vive dirigindo táxis, emprego considerado 'baixo' para pessoas de Oman, mas infelizmente é a única opção que muitos homens do Oriente Médio recebem ao chegar nos Estados Unidos.

Salim fica fascinado com as histórias do Jinn e se sente cada vez mais encantado com a Divindade. Vejam só, aqui a Divindade Jinn se coloca no mesmo patamar de Salim, coisa que já o difere de todos os outros Deuses de American Gods.

Os dois acabam indo para o mesmo hotel e passam uma noite juntos, em uma das cenas mais gráficas entre dois homens já apresentada na televisão até hoje. Novamente, a série poderia ir para o lado caricato aqui, mas o que houve foi completamente o contrário.

Vale lembrar que homossexualidade é crime em Oman, cidade natal dos dois personagens e tanto no livro quanto na série, percebemos que Salim sempre foi um homem gay acostumado a esconder sua sexualidade e que estava fadado a encontros anônimos e rápidos (por ter vergonha se ser quem era).

Em nenhum momento a cena é tida como um 'pecado' ou um segredo terrível. É a primeira vez que vemos uma relação amorosa tão positiva e saudável entre dois homens não brancos e muçulmanos na televisão.

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STARZ

Com o Jinn, pela primeira vez Salim se sente livre para fazer o que sempre quis fazer. Em um momento, ele até mesmo se ajoelha perante o Ifrit, a fim de engajar com uma atividade oral, porém logo ele é parado pelo próprio Jinn, que o faz levantar a altura de seus olhos,  reforçando mais uma vez que ele e Salim estão no mesmo patamar.

Diferente de todos os outros Deuses, o Jinn não quer ser reverenciado, nem exige sacrifícios. O que ele realmente quer é fazer uma troca através do amor. O Jinn não demanda nenhum tributo do seu fiel (Salim) em nenhum momento e isso já o diferencia de todos as outras divindades (como Anancy, por exemplo, que exigiu sacrifício de sangue dos seus fiéis).

Ao que tudo indica, desde a conversa do Jinn com o Salim no táxi, o que essa dividade mais quer é ser respeitada e ter uma vida digna, coisa que Salim também almeja. Aqui a felicidade do Jinn é encontrar alguém que o entende e ele encontra tudo isso no Salim.

É até chocante pensar em quão romântica a cena entre os dois foi, mas isso também se deve à mente extremamente habilidosa de Bryan Fuller, conhecido também por seu trabalho em Hannibal. A cena entre os dois poderia facilmente ter se tornado algo estereotipado e de mau gosto, mas o que foi apresentado foi uma das cenas de amor mais bonitas da TV atual.

A todo momento, o Jinn olha nos olhos do amante e o reverencia como uma divindade; Aqui o Salim é reverenciado com toques, olhares e tudo o que tem direito. Até mesmo a posição em que se encontram demonstra o máximo respeito que o Ifrit tem para com Salim.

Em um momento da cena, somos levados ao cosmos, em meio a um deserto, onde podemos ver a verdadeira forma do Ifrit, novamente demonstrando que o Jinn  vê Salim como algo divino, digno o suficiente para chegar ao Cosmos assim como todas as outras divindades.



Na história Deuses Americanos, nenhum dos Deuses retribui os sacrifícios e reverências de seus seguidores. Ou seja, ele pegam e pegam, mas não dão nada em troca, reforçando mais uma vez a diferença deles para com o Jinn, que não apenas reverencia seu fiel, mas também o dá algo em troca: Liberdade e coragem para ser quem é.

Após o ato entre Salim e Jinn, o Ifrit desaparece completamente, mas não sem deixar um presente ao seu amante: Uma nova vida e uma nova identidade. Descobrimos que o táxi era apenas um disfarce do Jinn e que a partir de agora, Salim tem um pouquinho da Divindade em seu próprio corpo.

A história dos dois poderia terminar por aqui, mas nos últimos episódios de American Gods, encontramos Salim novamente, agora cheio de confiança e mais feliz do que nunca. Ele está numa missão para encontrar seu Jinn e junto de Laura Moon e do leprechaun Mad Sweeney, segue viagem para grande batalha dos Deuses.


American Gods terá o último episódio da 1ª temporada disponibilizado na próxima segunda-feira (19/06) no serviço de streaming Amazon Prime Video.