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Apple TV | Confira as novidades de julho

Por Victoria Hope

O novo mês de julho na Apple TV+ chega com cinco estreias imperdíveis e três finais de temporada, reunindo ficção científica, suspense, comédia, drama e diversão para toda a família.

Os segredos do silo estão longe do fim! Rebecca Ferguson retorna na terceira temporada de “Silo”, fenômeno mundial de ficção científica que amplia seus mistérios e revela novas ameaças capazes de mudar o destino da humanidade.

Uma família, muitos desafios e ainda mais emoção! Esther Smith e Rafe Spall estrelam a quinta temporada de “Trying”, a adorada comédia dramática sobre amor, pertencimento e os laços que nos unem.

Anya Taylor-Joy estrela “Lucky”, eletrizante série dramática sobre uma golpista em fuga que precisa enfrentar criminosos perigosos, o FBI e os fantasmas do próprio passado.

The Dink / Foto: Apple TV+

Humor e competição entram em quadra! Jake Johnson protagoniza o filme “The Dink- A Última Chance”, comédia esportiva sobre redenção, família e o inesperado universo do pickleball.

Para toda a família, Snoopy está de volta! Em “Snoopy Apresenta – Não Há Nada Como a Nossa Casa, Snoopy”, o beagle mais amado do mundo embarca em uma emocionante aventura para recuperar seu lar. E os finais de temporada prometem fortes emoções com séries de sucesso!

A corrida espacial ganha um desfecho eletrizante em “Cidade das Estrelas”, thriller conspiratório ambientado em uma realidade alternativa onde a União Soviética chegou primeiro à Lua. Enquanto isso, Tatiana Maslany conduz o suspense de “Prazer Máximo Garantido”, série que mistura humor ácido, mistério, chantagem e uma investigação cheia de reviravoltas.

Cabo do Medo”, estrelada por Javier Bardem, Amy Adams e Patrick Wilson, encerra sua elogiada temporada com vingança, paranoia e tensão psicológica em seu ponto máximo.

Estreias de Julho: 

Silo / Foto: Apple TV+

Sexta-feira, dia 3 - Temporada 3 - "Silo": Série de ficção científica distópica estrelada por Rebecca Ferguson, que retorna como Juliette Nichols em meio às consequências da rebelião no silo e ao surgimento de uma nova ameaça perigosa. A nova temporada também revela uma história de origem ambientada séculos antes, enquanto personagens tentam desvendar uma conspiração capaz de mudar o destino da humanidade. Criada por Graham Yost, a produção é baseada na trilogia best-seller de Hugh Howey.

Trying / Foto: Apple TV+

Quarta-feira, dia 8 - Temporada 5 - "Trying": Comédia dramática estrelada por Esther Smith e Rafe Spall. Nos novos episódios, o casal Nikki e Jason precisa lidar com a chegada inesperada de Kat, mãe biológica de seus filhos adotados, Princess e Tyler, colocando em risco a rotina tranquila construída pela família. Criada por Andy Wolton, a série segue elogiada pela mistura de humor sensível e histórias emocionantes sobre amor e pertencimento.

Lucky / Foto: Apple TV+

Quarta-feira, dia 15 - "Lucky": Drama estrelado e com produção executiva de Anya Taylor-Joy, baseado no best-seller de Marissa Stapley. Após um assalto milionário dar errado, a golpista Lucky precisa fugir do FBI e de um perigoso chefe do crime enquanto luta para sobreviver. O elenco inclui Annette Bening, Timothy Olyphant e Aunjanue Ellis Taylor.

The Dink / Foto: Apple TV+

Sexta-feira, dia 24 - "The Dink- A Última Chance" ("The Dink"): Comédia esportiva estrelada por Jake Johnson sobre um ex-tenista profissional decadente que entra no competitivo universo do pickleball para tentar salvar um clube esportivo e reconquistar o respeito do pai. Dirigido por Josh Greenbaum, o filme reúne nomes como Mary Steenburgen, Ed Harris  e Ben Stiller

Snoopy Apresenta - Não Há Nada como Nossa Casa, Snoopy / Foto: Apple TV+

Sexta-feira, dia 31 - "Snoopy Apresenta - Não Há Nada Como a Nossa Casa, Snoopy" ("Snoopy Presents: There’s No Place Like Home, Snoopy"): Quando a amada casinha de cachorro de Snoopy é vendida acidentalmente, ele fica arrasado. Afinal, foi lá que sua imaginação ganhou asas pela primeira vez e onde ele guarda todas as suas coisas favoritas.

Finais de temporada: 

Cidade das Estrelas / Foto: Apple TV

Sexta-feira, dia 10 - "Cidade das Estrelas" ("Star City"): Spin-Off  de “For All Mankindque nos transporta ao ponto crucial dessa versão alternativa da corrida espacial: o instante em que a União Soviética tornou-se o primeiro país a levar o homem à Lua. Agora, porém, a narrativa ocorre sob a perspectiva atrás da Cortina de Ferro, revelando a rotina de cosmonautas, engenheiros e agentes de inteligência envolvidos no programa espacial soviético, além dos riscos assumidos por eles em prol do avanço humano. Eletrizante novo drama sobre a corrida espacial, dos mesmos criadores premiados de "For All Mankind": Ben Nedivi, Matt Wolpert e Ronald D. Moore. A série é estrelada por Rhys Ifans, Anna Maxwell Martin, Agnes O’Casey, Alice Englert, Solly McLeod, Adam Nagaitis, Ruby Ashbourne-Serkis, Josef Davies e Priya Kansara.

Prazer Máximo Garantido / Foto: Apple TV

Quarta-feira, dia 15 - "Prazer Máximo Garantido" ("Maximum Pleasure Guaranteed"): Acompanha Paula (Maslany), uma mãe recém-divorciada, enquanto ela se vê envolvida em uma perigosa trama de chantagem e assassinato. Convencida de ter testemunhado um crime e em meio a uma batalha pela guarda da filha e uma crise de identidade, Paula inicia sua própria investigação, que pode desvendar uma conspiração ainda maior e, ao mesmo tempo, encontrar respostas para reconstruir sua família e sua autoestima. A série criada pelo showrunner David J. Rosen.

Cape Fear / Foto: Apple TV

Sexta-feira, dia 31 - "Cabo do Medo" ("Cape Fear"): Minissérie de suspense psicológico. A trama acompanha o retorno do perigoso Max Cady (Javier Bardem), que busca vingança contra o casal de advogados responsável por sua prisão. Anna Bowden (Amy Adams) e Tom Bowden (Patrick Wilson) veem sua vida perfeita desmoronar quando o passado violento ressurge. A minissérie conta ainda com Joe Anders, Lily Collias, Malia Pyles e CCH Pounder no elenco. É comandada por Nick Antosca, que atua como showrunner e produtor executivo. Martin Scorsese, Steven Spielberg, Amy Adams e Javier Bardem são produtores executivos.

CCXP 2024 | Apple TV+ volta ao Palco Thunder com painéis de Ruptura e Entre Montanhas

 

Por Victoria Hope

Para a alegria dos fãs, o Apple TV+ estará na CXP24 com a premiada série "Ruptura" (“Severance”) e o novo filme de ação "Entre Montanhas" (“The Gorge”).  Vale lembrar que a estreia da segunda temporada de "Ruptura", no Apple TV+ será em 17 de janeiro de 2025!  

Pelo segundo ano consecutivo, o Apple TV+ vai subir ao Palco Thunder para apresentar a aguardada segunda temporada do seu premiado thriller, a série “Ruptura”(“Severance”), e o filme inédito "Entre Montanhas” (“The Gorge”,) repleto de ação e gêneros. O maior festival de cultura pop do mundo, sediado na cidade de São Paulo, começa na quinta-feira, 5 de dezembro, com “Ruptura” e "Entre Montanhas” prontos para ocupar o Palco Thunder e parte da exposição, com painéis de debates imperdíveis e experiências inesquecíveis para os fãs durante o sábado, 7 de dezembro.

Ruptura” é a série mundialmente consagrada e vencedora do Prêmio Emmy na categoria de suspense envolvendo o ambiente de trabalho, criada pelo produtor executivo Ben Stiller e estrelado pelo indicado ao Prêmio Emmy Adam Scott, ao lado de Britt Lower, Tramell Tillman, Zach Cherry, Jen Tullock, Michael Chernus, Dichen Lachman, o vencedor do Prêmio Emmy John Turturro, o vencedor Prêmio do Oscar Christopher Walken e a vencedora do Oscar e do Emmy Patricia Arquette. A segunda temporada vai contar com a participação da nova integrante fixa da série, Sarah Bock


Entre Montanhas / Foto: AppleTV+

Em “Ruptura”, Mark Scout (Adam Scott) lidera uma equipe na Lumon Industries, onde os funcionários passam por um procedimento que divide cirurgicamente suas memórias entre o trabalho e a vida pessoal. Este experimento ousado de “equilíbrio entre vida pessoal e profissional” é questionado quando Mark se vê no centro de um mistério que o forçará a confrontar a verdadeira natureza de seu trabalho... e a sua própria. Na segunda temporada, Mark e seus amigos enfrentam as consequências terríveis de subestimar o procedimento de separação, o que os leva a um caminho de sofrimento ainda maior.

Já no novo longa-metragem da Apple Original Films "Entre Montanhas", dois agentes altamente treinados (Miles Teller e Anya Taylor-Joy) são designados para trabalhar em torres de guarda em lados opostos de um grande e supersecreto desfiladeiro, protegendo o mundo de um mal misterioso que se esconde em seu interior. Eles se conectam à distância enquanto tentam permanecer vigilantes na defesa contra um inimigo obscuro. Quando a terrível ameaça à humanidade é revelada, eles precisam trabalhar juntos em um desafio de força física e mental para manter o segredo dentro do desfiladeiro antes que seja tarde demais.

Também estrelado por Sigourney Weaver,Entre Montanhas” é dirigido por Scott Derrickson a partir de um roteiro de Zach Dean. David Ellison, Dana Goldberg e Don Granger, da Skydance Media, são produtores ao lado de Derrickson, C. Robert Cargill, Sherryl Clark, da Crooked Highway, além de Zach Dean, Adam Kolbrenner e Greg Goodman.

Com Leonardo DiCaprio, Lily Gladstone e Robert De Niro, novo trailer de ‘Assassinos da Lua das Flores’ é divulgado

 

Por Victoria Hope

'Assassinos da Lua das Flores”, novo filme de Martin Scorsese, acaba de ganhar um trailer inédito. Com Leonardo DiCaprio, Robert De Niro, Lily Gladstone (aclamada em Cannes), Brendan Fraser e Jesse Plemons no elenco, o longa é uma produção da Apple Studios e chega aos cinemas em parceria com a Paramount Pictures em 19 de outubro.

Baseado em uma história real, a trama conta como, na virada do século 20, o petróleo trouxe uma fortuna para a nação Osage (Oklahoma - EUA), que se tornou um dos grupos mais ricos do mundo da noite para o dia. A riqueza desses nativos norte-americanos imediatamente atraiu intrusos brancos, que manipularam, extorquiram e roubaram tanto dinheiro quanto podiam antes de recorrer ao assassinato.

 Contado por meio do improvável romance de Ernest Burkhart (Leonardo DiCaprio) e Mollie Kyle (Lily Gladstone), "Assassinos da Lua das Flores" é uma saga épica de faroeste, onde o amor verdadeiro se cruza com uma traição indescritível.

Produzido pela Apple em conjunto com Imperative Entertainment, Sikelia Productions e Appian Way, o filme conta com roteiro adaptado pelo próprio Scorsese em parceria com Eric Roth. DiCaprio, além de protagonizar o longa, participa como produtor executivo ao lado de Rick Yorn, Adam Somner, Marianne Bower, Lisa Frechette, John Atwood, Shea Kammer e Niels Juul. “Assassino da Lua das Flores” chega exclusivamente aos cinemas em 19 de outubro.

Confira o trailer abaixo:



[Entrevista] Um papo sobre Emancipation do Apple TV+ com a equipe criativa por trás do filme

 

Por Victoria Hope

Na última semana, a Apple TV+  lançou Emancipation, novo drama estrelado pelo ator Will Smith  e comandado pelo cineasta Antoine Fuqua, conhecido por O Protetor e Dia de Treinamento. O novo longa é baseado em fatos e acompanha um homem que consegue escapar após sofrer com os horrores da escravidão.

Emancipation: Uma História de Liberdade’ conta a história de Peter (Will Smith), um homem em busca da sua liberdade, que escapa da escravidão confiando em sua inteligência, fé inabalável e profundo amor por sua família para se livrar de caçadores com sangue frio nos implacáveis ​​pântanos da Louisiana e vale lembrar que o filme é inspirado nas fotos de 1863 de Peter chicoteado (Whipped Peter), tiradas durante um exame médico do Exército da União, que apareceram, pela primeira vez ,na revista Harper’s Weekly.

Uma destas fotos, conhecida como As Costas Açoitadas (The Scourged Back), mostra as costas nuas de Peter mutiladas pelas chicotadas de seus escravizadores e acabou contribuindo para a crescente oposição pública à escravidão.

Nossa equipe teve a oportunidade de participar de uma coletiva com a equipe completa criativa por trás de Emancipation da Apple TV+, incluindo Francine Jamison-Tanchiuck, a lendária figurinista, Ed Novick, sonoplasta vencedor do Oscar e Bafta de Mixagem e o incrível diretor de VFX (Efeitos Especiais) e vencedor do Bafta, Robert Legato, além de outros grandes nomes que estiveram por trás da produção e direção desse longa emocionante. 


Marcelo Zarvos, da equipe de sonoplastia, comentou durante a coletiva, que no processo, Antoine queria que o time focasse nos aspectos macro e micro, dividindo entre momentos de som baixo e pouca percussão a momentos de orquestra intensa para as cenas. Ele ressaltou que o lado espiritual foi um das partes mais importantes do filme e como o som tem esse papel integral de passar esses sentimentos através da trilha sonora. A voz deveria ressonar como o ancestral de Peter, então na primeira cena que acontece na plantação, a ideia era mostrar como a natureza fazia parte integral dessa história, mas sem tirar também o lado sombrio da cena inicial.

Rob Legato, da equipe de VFX (Efeitos Especiais), comentou sobre a sequência dos crocodilos, comentando como as cenas abaixo d'água foram feitas, incluindo a inclusão de um boneco que reproduzia o animal. Eles construíram um grande aquário próximo a uma tela para ter esse efeito da projeção. 

Além disso, Conrad Buff, Editor do filmeacrescentou que se lembra da primeira vez que viu o Rio Missisipi e que a sua beleza o encantou, principalmente quando ele soube o quão perto estavam dali. Também comentou em como Antoine Fuqua e ele já trabalharam juntos em sete filmes e que adora trabalhar com o ator, pois ele lhe dá liberdade nas escolhas de edição e que sempre se sente confortável porque é uma pessoa muito receptiva e criativa no set, além de ser uma pessoa adorável de se trabalhar lado a lado. 

Robert Richards, Diretor de Fotografia, comentou sobre como foi filmar as cenas e que apesar de este ser um filme sobre escravidão, também é um filme de ação. Ele relembra como filmes como Apocalipto o marcaram e o inspiraram, mas que ele também se perguntou algumas vezes se ele seria a pessoa certa para contar essa história. Após assistir Emancipação, ele disse que se sentiu chocado e feliz com o trabalho de toda a equipe, desde o som aos efeitos. 


Cena emocionante de Emancipação / Foto: Apple TV+

Parafraseando, ele citou que ao terminar, pensou 'Esse filme é bom pra caramba!' e elogiou muito o trabalho do diretor Antoine. Após o papo com toda equipe da produção, tivemos a oportunidade de fazer perguntas exclusivas durante a coletiva e abaixo você confere o papo com Francine e Ed. 

Amélie: O figurino de Emancipação nos conta uma história. Com isso em mente, você poderia contar um pouco sobre como é seu processo criativo na hora da criação do design de peças para esse filme? 

Francine Jamison-Tanchiuck: Tive várias reuniões e discussões com Antoine sobre a precisão histórica de cada personagem, bem como o talento de fundo, e ele se opôs veementemente a qualquer senso de romantismo ao contar essa história com os figurinos. A foto das costas com cicatrizes de Peter conta a história hedionda e brutal da escravidão e o efeito que teve no mundo por gerações!

Eu estava determinada a honrar o legado desses homens, mulheres e crianças, mostrando a terrível verdade com os figurinos. Com a bela cinematografia assombrosa de Bob Richardson, isso me inspirou a ter todos os detalhes sujos e horríveis em todas as roupas, a ponto de me perguntar se estávamos exagerando um pouco, mas Antoine sentiu que poderíamos ir ainda mais longe com o desbotamento , remendando vestidos e calças surradas para mostrar a dureza deste sistema desumano!

Tive uma equipe muito talentosa de figurinistas, um Supervisor de Figurinos fenomenal, Mestres Alfaiates, Envelhecedores Têxteis/Tintureiros e um excelente Assessor Técnico dos vários fardamentos do Norte e do Sul que me acompanharam nesta jornada.

Amélie: Quais foram os maiores desafios em termos de mixagem de som em Emancipação?

Ed Novick: Entre os aspectos mais desafiadores da gravação do som de produção de “Emancipação” estava lidar com as condições climáticas extremas do verão da Louisiana. Começamos a filmar no set do Railroad Work Camp. As temperaturas estavam frequentemente acima de 40º graus, com umidade de 90% ou mais. Para a equipe (inclusive eu), manter-se hidratado e (sempre que possível) na sombra estava entre as metas de segurança pessoal.

Chuvas fortes e trovoadas com raios rolavam com frequência (praticamente todas as tardes), forçando fechamentos imediatos e busca de abrigo. Mas o calor também causou estragos em nossos esquemas de microfonação para os atores, já que os atores suados molhavam suas roupas,  o que impedia o uso apropriado da fita para manter os microfones no lugar. Novos rigs foram criados usando clipes, alfinetes, velcro e/ou fricção. Os pacotes de microfone também costumavam ser mantidos no local com equipamentos personalizados.

Terrenos acidentados em grandes distâncias foram percorridos colocando meus carrinhos de som na parte traseira de um veículo todo-o-terreno 4x4 e criando um dossel para me manter protegido dos elementos. Em antecipação, pesquisei diferentes marcas e modelos, tirei fotos e anotei as dimensões, bem como a capacidade. Munido dessas informações, pude orientar aqueles que ajudaram a fabricar esse equipamento na Louisiana. Eu mencionei insetos, cobras e jacarés? 

Amélie: Você poderia dizer três filmes que foram essenciais para inspirá-lo e inspirar sua carreira em VFX?

Robert Legato: Difícil dizer, mas três filmes que me interessaram pelo cinema como profissão foram “O Poderoso Chefão 1 e 2, Touro Indomável e A Felicidade Não se Compra (1946)”. Já os primeiros filmes de efeitos que capturaram minha imaginação foram “Contatos Imediatos, Tubarão, 2001 e Star Wars. Mas o VFX foi algo que veio depois, o cinema em geral foi e ainda é inspirador e o VFX para mim é apenas um complemento de um interesse já aguçado pelas possibilidades do cinema.

Severance | Entrevista com Andrew Baseman, genial decorador do set

 11/08/2022

Por Victoria Hope

Pessoas são formadas de memórias e experiências adquiridas ao longo da vida, não é mesmo? Essa é a premissa da série Ruptura (Severance), produção original da Apple TV+ que atualmente recebeu 14 indicações ao Emmy Awards em diversas categorias, desde Melhor Roteiro, a Melhor Série, Design de Produção entre outras. 

Criada por Dan Erickson e com direção de Ben Stiller na maioria dos episódios, a série se tornou uma das favoritas as premiações devido a equipe incrível por trás de toda essa produção, incluindo o genial Decorador de set, Andrew Baseman, que junto à equipe, conseguiu trazer à vida, todo o conceito misterioso e até mesmo analógico para os cenários de Severance.

Nossa equipe teve a oportunidade de bater um papo com Andrew e conhecer um pouco mais sobre a área de decoração e sobre a carreira de mais de 20 anos do artista que também já esteve presente em diversos sets de produções que vão desde 'Amor, Sublime Amor' a Gotham, Mindhunter e muito mais.


Amélie: Parabéns à toda equipe pelas indicações ao Emmy! Poderia nos contar como é o dia a dia típico de um decorador de set? 

Andrew: Depende do dia, hoje não estou trabalhando então foi um ótimo dia pra relaxar (risos), mas quando estou no set, varia muito porque quanto estou trabalhando, minha responsabilidade e preencher o set com muitas coisas, então no caso de Severance, por exemplo, se eu estiver decorando a sala de alguém, vou receber um lugar vazio, então eu preciso fazer os carpetes, as obras de arte penduradas, os móveis, os eletrodomésticos, as paredes, o ventilador, basicamente tudo o que você vê em um set.

Então começamos tudo do zero. Trabalho com uma equipe de assistentes, fui muito sortudo com esse time que tenho, então nós trabalhamos com tudo.  Primeiro temos o conceito criado pelo Designer de Produção, nós trabalhamos juntos e começamos a procurar tudo o que precisamos para fazer essa decoração, seja num quarto ou numa igreja e se for igreja, temos que procurar o que vai dentro dela, se for um aeroporto, nós temos que buscar o que seria a representação dos portões e por aí vai.

Tudo o que o roteiro descreve, nós vamos atrás, então é um processo de busca diária e as vezes estamos preparando o set para as filmagens, então eu preciso ir até lá pra ver se tudo está certo e também preciso preparar tudo para o dia seguinte e é assim que é o meu dia a dia (risos).

Amélie: Em Severance, cada mínimo detalhe é absolutamente importante para a trama. Com isso em mente, qual foi a melhor parte de trabalhar no set da série? 

Andrew: Para Severance, a parte mais divertida é criar um universo que nunca vimos antes. À primeira vista ele parece um lugar 'normal', como um escritório contemporâneo ou como a casa das pessoas, mas nós não queríamos que tudo parecesse fácil de reconhecer, então isso foi sobre encontrar elementos que não fossem  surpreendentes, que não fossem reconhecíveis, mas que pudéssemos contar a história através da imprecisão de tudo, por exemplo, você vagamente conhece aquilo. É como se essses fossem espaços liminares (Backrooms).

Busquei por muitas coisas da europa oriental, outras coisas nós tivemos que construir do zero e buscamos por objetos que  tivessem aquela vibe dos anos 50, 60, 80 e 90 também, mas que não fossem tão fáceis de reconhecer e assimilar e coisas que você não conseguiria encontrar facilmente por aí nos dias de hoje. A ideia era parecer que algo estava 'fora' de ordem, algo fora do usual e as pessoas gostaram muito do que fizemos, então acho que acertamos (risos). 

Um dos trabalhos de Andrew em Severance / Foto: Apple TV+

Amélie: E isso funcionou muito bem, porque enquanto assistíamos, era impossível traçar em qual época tudo se passava lá dentro. Anos 60? Anos 70? Tudo realmente ficou bem vago e misterioso, o que ajudou ainda mais na imersão.

Andrew: Sim, exatamente, foi tudo intencional, então as pessoas ficaram super confusas, mas conforme a série vai se construindo, você entra na onda a acaba se acostumando com o quão vago aquilo é. Absolutamente tudo, principalmente nos objetos de cena, tem uma intenção que irá ajudar o público a desvendar os poucos o que é aquele lugar, é como um quebra-cabeças (risos.

Amélie: Como funciona o seu processo criativo a cada vez que inicia um novo projeto? 

Andrew: Eu começo com o script (roteiro) e aí várias conversas acontecem. Eu não trabalho em um vácuo e faço algo do tipo 'Ah, eu vou fazer um quarto roxo', ou 'Ah, vou adicionar Art Decó nesse cenário'. Tudo isso é feito em colaboração com todos os criativos. Parte disso está no roteiro, mas para Severance, não havia nada muito específico sobre o estilo  de decoração que deveríamos fazer (para o cenário), mas nós tínhamos o tom que a série queria passar e só isso, de resto, tínhamos que conversar com o diretor, também com o diretor de fotografia e com o figurinista, porque tudo o que você faz tem que combinar, não pode ser algo separado ou que tenha muitas diferenças. 


Decoração de Severance / Foto: Apple TV+

Amélie: Qual foi o seu episódio favorito de Severance?

Andrew: Eu tenho que dizer o último episódio! Essa season finale explodiu minha mente e a mente de todos. Mesmo sabendo o que ia acontecer, até você ver tudo junto e a produção finalizada, você nem imagina como vai ficar até você ver o resultado final com o cenário que o departamento criou, as atuações incríveis e o roteiro todos juntos. Eu não tinha ideia de que aquilo ia me afetar tanto! Já assisti algumas vezes e realmente, me pegou demais e eu mal posso esperar para ver o que vai acontecer na segunda temporada, porque aquela finale nos deixou ansiosos e querendo mais!

Amélie: Filmes nos inspiram sempre então vamos para uma pergunta mais pessoal. Quais seriam 3 filmes que inspiraram e até hoje ainda inspiram sua carreira? 

Andrew: Uau, isso é muito interessante! O primeiro filme que assisti quando era criança foi Mary Poppins e eu amo musicais e Mary Poppins não poderia estar mais distante de Severance (risos), mas eu amo a fantasia disso e as cores também e isso me inspirou mais tarde quando trabalhei em um filme chamado Diário de uma Babá, que fez uma homenagem a Mary Poppins e nós tivemos oportunidade de fazer isso no set também e esse foi um filme que eu amei.

Logo em seguida, Cidadão Kane, todo escopo dele, todo o filme preto e branco e o quão gigante e enorme tudo era nesse filme (em termos de cenário) e todo o contraste também, aquele filme foi incrível! Agora sobre projetos mais 'recentes', tenho que dizer Gattaca. É um filme de ficção dos anos 90 que eu achei que foi feito belamente e é bem mais próximo de Severance. Ele é futurista e ao mesmo tempo clássico, e ele definiu toda uma geração do cinema, então esses são três filmes muito diferentes que me inspiraram.


John Tuturro e Willem Dafe no set da série / Foto: Apple TV+

Amélie: Existe um projeto dos sonhos em qual você adoraria trabalhar como decorador de set? 

Andrew: Como eu disse antes, eu amo musicais e meu musical favorito é Follies de Stephen Sondheim, um favorito cult que nunca foi filmado e lá para 1971 quando ele foi lançado, ouvia-se uma conversa de adaptação para os cinemas com os grandes de Hollywood como Katherine Hepburn e Dorothy, Debbie Reynolds, mas infelizmente todas elas já se foram e agora há conversas de uma adaptação, então, fazer um grande projeto musical seria incrível, eu também adoro obras de época, então jogue isso no balaio, um musical de época. Eu estou pronto! (risos).

Amélie: Se pudesse dar um conselho para aspirantes que sonham em atuar na área de decoração de sets na indústria, qual seria? 

Andrew: Assistentes me fazem essa pergunta e eu costumo dizer, esteja onde estiver, não importa onde você mora, se tiver museus por lá, vá para museus e se familiarize com diferentes períodos e épocas, diferentes estilos (de decoração), quartos históricos, esses são muito importantes ver de perto para entender a configuração de móveis e se não tiver museus por perto, procure online e realmente mergulhe nesse universo e não apenas em decoração, sabe? 

Mergulhe em filmes, óperas, livros, coisas com bastante descrições, realmente abra sua mente pra tudo isso, porque você pode ser chamado para fazer uma decoração contemporânea ou de época, algo futurista, e todos são muito diferentes um do outro e quanto mais você souber disso e mais notar as diferenças, melhor.  Familiarize-se com artistas, paletas de cores, padronagens, tudo o que pode te inspirar, mas pra isso é preciso sair por aí, viajar se puder e absorver tudo o que você puder. 

Ted Lasso, Season 3 | Um papo com Theo Park, diretora de casting da série

 30/02/2022

Por Victoria Hope

Muitas produções incríveis chegaram nessa nova leva da Apple+ TV e é claro que a comédia Ted Lasso e uma delas. Com um elenco eletrizante e muito humor, a serie chega em sua terceira temporada com muias novidades, incluindo novas adições ao elenco. 

Ted Lasso é uma série de televisão de comédia estadunidense desenvolvida por Bill Lawrence, Jason Sudeikis, Joe Kelly e Brendan Hunt, baseada em um personagem de mesmo nome que Sudeikis interpretou pela primeira vez em uma série de comerciais para a cobertura da NBC Sports da Premier League. 

Nessa quarta, tivemos a oportunidade de entrevistar Theo Park, diretora responsavel pelo casting sensacional da série para falar sobre a terceira temporada, audições de elenco e dicas para quem sonha em ingressar nesse mercado.

CONFIRA A ENTREVISTA

Amélie: O quão animada você está para que o público veja essa terceira temporada?

Theo: Muito animada, porque vamos ter muitos personagens novos, mais personagens do que na segunda e também muitas histórias. Os roteiros estão ótimos, então realmente estou bem animada

Amélie: Quando busca por um elenco pela primeira vez, o que você procura? 

Theo: Para Ted Lasso, o mais importante foram as performances serem bem mais 'pé no chão' e naturais, credíveis, sem fazer 'demais', sabe? Porque não há necessidade de fazer muito, porque a comédia está no roteiro e nas situações, então contanto que eles sejam bons no que eles fazem. Isso é o que buscamos: naturalidade. 

Amélie: Como é trabalhar com Jason Sudeikis e o elenco de Ted Lasso? 

Theo: Jason é um ser humano excepcional, da forma que ele carrega seus prêmios, é exatamente assim que ele é na vida real. Uma pessoa extremamente humilde e uma pessoa muito colaborativa, então adorei trabalhar com ele, agora o elenco todo é incrível, eles são muito fiquei muito feliz em trabalhar com eles quando eles aceitaram as propostas. 

Amélie: Sendo diretora de casting, qual é a forma mais apropriada de aspirantes na área de atuação se preparem para uma audição, seja para filmes ou para a televisão?

Theo: É difícil, porque no meio da pandemia do covid, os atores tiveram que fazer suas próprias filmagens de audição, então foi difícil para eles terem que fazer isso em casa e sem não ter a possibilidade do feedback imediato, sabe? Mas eles sempre devem estar bem preparados, então precisam realmente decorar as falas.

Sempre acho que precisam saber muito bem sobre o projeto, para entender e imaginar a vibe dele e como todos os outros estão atuando nessa série. Como seria se eu estivesse assistindo essa série em casa, ao invés de inventar, focando nisso ao invés de trazer novas ideias? Tente se manter fiel ao material verdadeiro que já está disponível.

Amélie: E como foi o processo da escolha de elencos na pandemia? Foi um desafio?

Theo: Eu acho na verdade trabalhamos muito bem. Atores se acostumaram a fazer suas próprias fitas de atuação nesse período, então agora é mais rápido, temos pessoas que conseguem assistir mais rápido e mandar o material para os responsáveis. Eu particularmente gosto de limitar a quantidade de pessoas por papel para não fazer as pessoas perderem tempo, mas acho que isso (ficar em casa) foi muito útil para a forma que desenvolvemos esse trabalho.

Amélie: Como diretora de casting, qual é a sua parte favorita do trabalho? 

Theo: Acho que fico muito feliz em fazer parte do processo desde o começo, gosto de ter a possibilidade de formar algo com um grupo colaborativo para criar algo novo e estar lá para a adição das ideias.

Amélie: Momentos favoritos no set da terceira temporada de Ted Lasso?

Theo: Não tive a oportunidade de estar no set ainda por conta da pandemia, mas lembrando aqui do fim da segunda temporada, tivemos um momento muito incrível porque era verão, estávamos filmando lá fora e eu tive a possibilidade de visitar. Estávamos com máscara e estávamos filmando uma cena de estádio, fui lá com meu associado e foi fantástico! Agora não podemos ir mesmo como diretores de casting por conta do covid.

Amélie: Qual é o seu sonho na área de escalação de casting? Existe algum projeto dos sonhos que você adoraria trabalhar? 

Theo: Essa pergunta é muito boa! Eu amaria fazer um filme estrelado pela Kristen Wiig, porque eu simplesmente amo ela (risos)

[Review] Pachinko S01E1| Apple TV+

 22/03/2022


Por Victoria Hope

Baseado na obra de Min Ji Lee, Pachinko acompanha a história de um amor proibido que envolveu quatro gerações de uma família de imigrantes coreanos e atravessou continentes, partindo da Coreia, passando pelo Japão e chegando até os Estados Unidos. 

Nascida na cidade de Busan, a jovem Sunja (Youn Yuh-jung) vê sua vida mudar completamente ao deixar seu país de origem para tentar uma vida mais confortável no Japão. Ela luta diariamente para construir um legado sólido para sua família e deixar o melhor possível para seus filhos. 

Mas para conquistar seus sonhos, ela terá de enfrentar um ambiente hostil a sua cultura e enfrentar o racismo e a xenofobia nessa novo lugar. Seus dois filhos, Noa e Mozasu, enfrentam grandes dificuldades durante a infância, especialmente com a ausência do pai. Mas com muita perseverança e o direcionamento de Sunja, a família consegue enfrentar as grandes dificuldades diárias e criar um futuro melhor.

Com uma direção de fotografia impecável e fortes atuações, esse drama lembra muito uma versão mais 'moderna' de Romeu e Julieta, mas dessa vez, com a temática de diferentes gerações de dois países diferentes; uma família japonesa e uma família coreana, o tema em comum do trauma geracional, mais relevante que nunca em diversas produções, é pontual, principalmente para entender os conflitos que ambas famílias carregam ao longo dos anos.

Uma produção que explora como o trauma de uma primeira geração da família pode afetar até a terceira geração e como conflitos, guerras e até mesmo o ato da migração forçada, pode causar traumas irreversíveis na vida de toda uma família. A série acerta ao não 'amaciar' o tema, mostrando com a emoção necessária o sofrimento, mas também as pequenas alegrias de pessoas que atravessam continentes em busca de uma vida melhor. 

NOTA: 9.5/10