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Camp Fashion: Conheça um dos estilos mais extravagantes e irreverentes da moda


Por Victoria Hope

Nessa semana, a moda camp voltou com força total durante o MET Gala, evento considerado o "Oscar da Moda" que acontece anualmente no museu MET de Arte em Nova York, onde celebridades de Hollywood são convidadas para uma noite com muita música, desfiles e exposições de arte.

Esse ano, diversas convidados apostaram em looks divertidos, chocantes e irreverentes, mas muitos fãs que não possuem tanta vivência do meio da moda se sentiram confusos com o tema Camp: Notes of Fashion, então pensando nisso, criamos um guia completo sobre tudo o que você precisa saber sobre esse estilo!

CAMP pode significar muitas coisas em diversas línguas, mas quando falamos em moda, o termo surgiu em duas vertentes: Na França, CAMP significa posar de uma forma exagerada, enquanto na Inglaterra, o termo é uma gíria usada para descrever homens gays que são afeminados e usam visuais espalhafatosos.

A moda Camp surgiu dentro do meio LGBT marginalizado da época, entre os anos 80 aos 90, onde muitos jovens negros, incluindo gays, lésbicas, trans e drag queens apostavam em uma moda de vanguarda espalhafatosa, cheia de atitude e extravagância. 

Divine, a drag queen que inspirou a bruxa 'Ursula' de Pequena Sereia, era um claro exemplo de Camp / Divulgação

Dentro desse estilo, prezava-se a artificialidade ao natural, a comédia acima da sobriedade e tudo deveria ser bem "over the top"(exagerado). A cultura Drag é o epitome de uma performance
camp, por exemplo, porque Drag é a arte do exagero e performances artísticas.

O Camp é bem poderoso, pois dentro dele, a extravagância e aspecto teatral são obrigatórios e devem sempre estar acima do subjetivo; afinal, de subjetivo, Camp não tem NADA.

Ele também tem o poder de desafiar e destruir convenções impostas pela sociedade sobre o que
é aceitável ou não para cada gênero. Por empoderar a massa LGBT naquela época, ele serviu como uma válvula de escape que renegava todos os padrões adotados pela sociedade.

Falando de forma mais geral, Camp Fashion é a desconstrução de conceitos pré estabelecidos, como papéis de gênero impostos pela sociedade, por exemplo, então o que vale aqui é brincar com o genderbend, passando pelo feminino, masculino e não-binário, brincando com silhuetas, cores e acessórios.


Não poderíamos deixar de falar dos ícones do Ballroom Scene negro, onde aconteciam as performances e batalhas de Voguing nas periferias da cidade. Uma das mais antigas tradições do público LGBT negro, a cena surgiu nos anos 70, trazendo extravagância, muita música e cultura queer às ruas de Paris e simultaneamente, Nova Iorque.

Para quem se interessar mais em buscar pelas origens do ballroom e das batalhas de voguing, recomendamos o documentário Paris Is burning (Disponível na Netflix), que conta a história de como aconteciam essas festas e a importância dela para que o público LGBT ganhasse espaço no mercado e uma forma de se expressar.

Dentro do ballroom, havia todo o tipo de público LGBT, mas um dos principais destaques eram as mulheres trans, conhecidas como as rainhas do voguing, que dentro da cena, eram rainhas absolutas e promoviam noites onde o visual extravagante, opulente e exagerado bem ao estilo realeza da moda eram o dresscode principal.

A série POSE do FX, dirigida por Ryan Murphy (Glee / AHS) também está disponível na Netflix e foi inspirada pelo documentário, explorando a fundo a cultura do ballroom scene.


No cinema, a moda camp também tomou conta em filmes negros como o clássico dos anos 90 "Ricas e Poderosas (BAPS), que trouxe a queridinha Halle Berry para as telas do cinema pela primeira vez.

BAPS celebra a cultura negra da extravagância e opulência, onde duas personagens nada em comum que trabalham como garçonetes viajam juntas até Los Angeles para melhorar de vida, quando encontram um milionário da cidade que transforma completamente suas vidas.

Agora riquíssimas, elas realizamo sonho de se vestir de forma espalhafatosa, opulente e exagerada, um sonho comum entre jovens negras norte americanas periféricas.

O filme é hilário e mostra como a cultura negra norte americana influencia até hoje o mundo da moda, design e cinema, principalmente porque apesar de no filme as BAPS serem vistas como chacota na cidade, aos poucos lançam tendências que em breve seriam copiadas por todas as mulheres da alta sociedade e na vida real, o filme também serviu de inspiração para criação de marcas de vanguarda como Moschino entre outras.


Um dos maiores ícones da moda Camp que conhecemos é o cantor britânico Elton John, ícone do rock nos anos 70, que até hoje é conhecido por sua irreverência e looks espalhafatosos.

Aliás, é maravilhoso ver que sua história será contada esse ano no cinema, em "Rocketman" (estreia dia 30 de maio), principalmente por conta da indústria estar em seu melhor momento para biopics, sem contar também que Elton ainda está vivo até hoje para poder acompanhar a produção do filme inspirado em sua vida.

Elton foi um grande amigo de Freddie Mercury e tanto ele quanto os outros membros do Queen, além de personalidades LGBT da época participavam de famosas festas onde CAMP era a regra, então é interessante ver como essa moda fez parte não apenas do universo fashion, como também inspirou o universo da música.


Falando em música, uma das grandes sucessoras de vanguarda camp na música foi sem dúvidas a cantora Bjork. Com seus looks espalhafatosos e chocantes, além de estilo sonoro experimental, a islandesa sempre foi uma mulher a frente de seu tempo, chegando até mesmo a ganhar um Oscar por sua performance em "Dançando no Escuro".

O mais curioso é que Bjork não chocava apenas artisticamente, mas sua vida também foi palco de inúmeras polêmicas, sendo estas, segundo a artista, uma de suas maiores munições para criar arte e música.


O terceiro lugar de ícones modernos do camp fashion na música pode ser dividido entre Lady Gaga e Katy Perry. As duas artistas são verdadeiras performers quando se fala em looks, porém, entre as duas da nova geração, Gaga é ainda mais focada no aspecto de glamour chocante e hilário de vanguarda, acompanhado não apenas de looks, mas também em performances cômicas, extravagantes e ultra elaboradas.

Katy por outro lado começou a apostar mais no estilo de vanguarda em seus clipes a partir da fase "Bon Appetit' e a partir daí não parou, seguindo o estilo de vanguarda até mesmo no seu dia a dia, além do cenário de shows e eventos públicos.


Para fechar com chave de ouro,  no mundo da moda, várias marcas apostam até hoje no camp fashion, principalmente para as semanas de moda mais badaladas do mundo. Algumas das principais marcas que seguem o estilo avant gardesão: Moschino (após Jeremy Scott ter assumido a marca),  Commes Des Garçons de Rei Kawakubo, Viktor e Rolf, Thierry Mugler, Elsa Schiaparelli, Jean-Paul Gaultier e Thom Browne.

Se lembra aqueles looks super elaborados de passarela que parecem ter saído diretamente do Capitol de Jogos Vorazes? Esses sim são chamados de camp fashion e hoje tomam forma até mesmo de protesto nas mãos de estilistas como o brasileiro Ronaldo Fraga ou a grife Amapô.

O adeus à Chester Bennington | Precisamos falar sobre depressão e saúde mental

20/07/2017

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  Por Victoria Hope


Começo esse texto com um certo peso no coração. Não irei falar aqui apenas como editora da Revista Amélie, mas também como fã da banda Linkin Park por mais de 14 anos. Muitos que não acompanhavam a trajetória da banda devem ter se perguntado sobre o que levou o vocalista à tal ato.

Antes de falar um pouco mais sobre o assunto, é importante ressaltar que a sociedade não menciona, nem discute questões de saúde mental e apesar de estarmos em 2017, o assunto ainda é considerado um grande tabu pela sociedade. Pessoas não tratam doenças da mente como um problema real, apesar de ele ser muito presente e afetar suas vítimas tanto fisicamente quanto psicologicamente.

É impossível não lembrar que a cada vez que uma celebridade falece, milhões de matérias, mensagens e posts inundam a internet, nem sempre entendendo de fato a gravidade desse problema.

Muitas pessoas estão condicionadas à pensar que depressão não é algo sério, que é só uma 'tristeza passageira' e é aí que começa o verdadeiro problema: a banalização de algo que pode ser tão fatal quanto doenças físicas e visíveis.

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Há quem diga que a depressão é um inimigo invisível e de certo modo, para a sociedade ele é completamente inexistente, porém, a complexidade da patologia vai muito além do que nos foi ensinado. Não há um modo ou outro de sofrer com a depressão, pois cada indivíduo lida com os sintomas de forma diferente.

Você provavelmente já ouviu essas frases toda vez que uma celebridade ou uma pessoa tira a própria vida:

"Ele(a) tinha dinheiro, família, carros, casas, fama, ! Não tinha motivos pra estar depressivo(a)" 

"Bom, ele (a) estava pedindo por isso. Esse é o preço da fama!"

"Claramente estava querendo chamar atenção! Isso é ridículo!"

"Isso é falta de religião! Se pessoa x acreditasse em algo, não passaria por isso!"


Neste momento percebemos o quanto o mundo errou e como pessoas desconhecem o que chamamos de empatia. A sociedade coloca não apenas celebridades, mas pessoas comuns também, em enormes pedestais, sendo que ao cometer um pequeno deslize, de ovelha, você se torna o lobo mais malvado da história.

Em algum momento, a sociedade regrediu e com ela, os pensamentos se tornaram cada vez mais obscuros e a humanidade foi sendo cada vez mais debilitada. Essas celebridades e pessoas comuns, vítimas da depressão se tornam objetos aos olhos da sociedade, que não podem sentir, nem demonstrar o que sentem, caso contrário, serão ignorados socialmente. Se a pessoa tem dinheiro então? Pior ainda, pois aparentemente, dinheiro compra saúde mental também. (no way).

Não se fala sobre saúde mental principalmente por conta de um dos maiores tabus que giram em torno do universo da depressão: o suicídio. Enquanto pessoas, familiares, namorados e amigos insistirem que a saúde mental das pessoas não é importante, menos vontade de tratamento as vítimas terão e consequentemente, isso pode levá-las a um final que de feliz não tem absolutamente nada.

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Pode parecer algo besta de se dizer, mas compreensão é a chave. A depressão é uma doença grave, que afeta áreas específicas do cérebro, áreas estas que auxiliam na motivação, no funcionamento correto dos órgãos, na intensidade ou falta da mesma nos batimentos cardíacos. Se não for tratada corretamente, com ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, ela tende a piorar e isso traz consequências físicas e reais ao corpo dos indivíduos que sofrem da doença.

Compreensão e amor são as palavras-chave , mas se você acha que apenas isso já vai ajudar, está bem errado. Mencionando o caso de Chester novamente, recebemos a comprovação de que nem sempre o amor e compreensão serão suficientes para que haja uma cura, mas isso apenas reforça a importância do apoio da família na hora de encaminhar a pessoa depressiva à um tratamento adequado.Esse incentivo é extremamente importante. Ouvir pessoas com depressão também é importante, pois os sinais sempre estarão lá, para quem está de olhos abertos e ouvidos preparados.

Vale lembrar que não sou médica, nem psicóloga, porém, como alguém que sofre com isso há anos, é importante dizer que existem vários sinais de que uma pessoa está prestes a entrar em depressão e é essencial  notá-los para poder auxiliar.

Dizer que a depressão é só algo passageiro, não ajuda e dizer que é uma frescura é pior ainda e apenas contribui para que estado do individuo piore consideravelmente.

Volto a dizer, compreensão é a chave. Está na hora de entender que a depressão é uma doença séria e que precisa ser tratada com médicos especializados na saúde da mente e com medicamentos, caso o médico prescreva-os.

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Também é importante lembrar que ter um familiar,  um amigo, um filho, irmão, marido ou esposa depressivos não será fácil, pois terão dias em que a pessoa vai estar bem e em outros, vai estar mal, mas o importante é apoiá-los e nunca abandoná-los para o que der e vier, principalmente apoiá-los na busca por tratamento profissional.

É importante dizer que terminei esse artigo há uma semana atrás, mas ontem, lançaram uma entrevista onde o Chester disse exatamente sobre a depressão que estava passando e mencionou as mesmas coisas que eu havia mencionado anteriormente por aqui. A banda também escreveu uma belíssima carta ao cantor, relembrando que ele sempre cantou sobre seus demônios e que eles sabiam que a depressão dele viria com o pacote quando o chamaram. Isso demonstra que eles nunca o abandonaram de fato e que entenderam sua dor.


Vamos voltar a falar do Chester, que é na verdade o foco principal desse texto. Chester Bennington só tinha 41 anos de idade, porém sofria com a depressão há muitos anos. Para quem acompanhou a carreira do cantor junto à banda Linkin Park, sabe o quanto ele lutou para se estabilizar física e mentalmente.

O que irei demonstrar a seguir são alguns sinais muito importantes que ele tem enviado ao longo dos anos. Isso poderá ajudar até mesmo você a identificar caso algum conhecido ou familiar esteja passando por esse mesmo problema.

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Chester teve uma infância um tanto quanto conturbada por ter sido abusado sexualmente durante sua infância. O cantor sempre foi muito aberto quanto ao caso, ressaltando que esse foi um dos gatilhos que o fizeram entrar em depressão logo no início. Nem sempre a depressão surge a partir de um trauma, mas vários traumas podem desenvolver uma futura depressão no indivíduo.

Junte esse caso horrível com a tristeza de não se encaixar, pois ele pintava as unhas e o cabelo, o fato gostar de cantar música clássica, tudo isso em um corpo adolescente. Na época, isso serviu de pretexto para que as crianças praticassem bullying com ele. Provavelmente sua família não notou os sinais disso antes.

Prestem atenção em suas crianças, pais. Se elas relatam casos de bullying na escola ou se estão muito quietas, isso pode ser um sinal de que algo errado está acontecendo, seja compreensivo e tente ajudá-los.

Ao longo de toda sua carreira no Linkin Park, Chester sempre demonstrou uma enorme melancolia ao cantar suas músicas, principalmente na Era de Hybrid Theory, um dos primeiros álbuns da banda. Os clipes também não deixavam dúvidas de que as letras na verdade eram pequenos relatos da depressão de Chester, mas o mais triste é que muitos escutavam suas músicas, mas poucos o ouviram de fato, além dos fãs e amigos que se identificavam com os temas abordados.

Pessoalmente, fui uma das fãs que ligava Linkin Park no último volume quando estava me sentindo mal e a música deles amparava, me animava. Era como se alguém realmente me entendesse e é preciso dizer que Chester e Mike fizeram um ótimo trabalho na composição, pois se o vocalista transmitia seus sentimentos com sua voz, o rapper traduzia esses sentimentos em letras, arranjos e nos videoclipes.

Vamos analisar todos os clipes para tentar entender a real mensagem por trás de cada música. Garanto que vai haver uma explicação do porque de tudo isso lá no final. Vale lembrar que essas são minhas interpretações pessoais e que não estou as colocando como verdades absolutas.

[TW] Caso possua diversos gatilhos relacionados à s*icidio, drogas, abuso infantil entre outros, peço que pare der ler o texto a partir de agora.

One Step Closer



No primeiro clipe da banda, notamos uma raiva guardada nas letras. Chester dizia que estava à um passo de quebrar, ou seja, soltar sua raiva e dizer verdades para quem o machucou e que as vezes queria poder desaparecer. Na música ele grita um sonoro 'Cale a boca!' para quem quer que esteja tentando proibi-lo de dizer a verdade.

Crawling



Um dos clipes mais pesados visualmente, mostra uma garota ferida, que representa o próprio Chester e o abuso que ele sofreu, reforçando na letra que 'aquelas feridas ( do passado) dificilmente vão se curar. Ele diz que vê seu reflexo no espelho e que é assustador descobrir que está se fechando em seu mundinho mais uma vez (dentro de sua cabeça e se isolando do mundo exterior).


Papercut



Neste clipe assustador, temos uma amostra de como é estar dentro da mente do Chester, um lugar sombrio e bagunçado. Na letra ele diz que não sabe se foi o stress, mas ele está cansado de ouvir uma voz na mente dele e sentir a mente bagunçada o tempo todo (depressão).

In The End


Outra música auto explicativa. Na letra, Chester diz que perdeu a noção das horas e vê seu tempo se esvaindo pela janela. Ele tentou por muito tempo, mas tudo estava desmoronando na vida dele.

Somewhere I Belong



Passamos por várias Eras do Linkin Park, porém em Somewhere I Belong, as mesmas dúvidas antigas ressurgem. O medo de não ser aceito, de não pertencer a algum lugar. Na letra ele diz que está cansado de sentir um vazio por dentro, mas diz que quer se curar e quer sentir, qualquer coisa real (porque ele está apático por conta da depressão, o que ele gostava antes, não mais o satisfaz ou alegra).

Numb



Outra música que trata de um assunto tabu: conflitos familiares. Na letra ele fala de uma figura de autoridade (provavelmente seus pais) que querem obrigá-lo a tomar os passos que eles querem. Ele diz que sente que os decepciona a cada passo que dá, mas diz que quer ser muito diferente de seus pais ou figuras de autoridade. Ele diz que já foi tão humilhado, que agora está anestesiado à críticas desses familiares (pelo menos finge que não ouve).

Breaking The Habit


Muitas pessoas tentam lidar com a dor utilizando entorpecentes, esse foi o caso de Chester, mas a música Breaking the Habit é um marco onde Chester diz estar livre do vício, porque está cansado. Na letra, ele diz que percebe que ele estava confuso e que sente por ter dito o que não queria (quando estava sobre o efeito das drogas). O clipe também mostra o vocalista em versão anime, se atirando contra uma janela. Essa sempre foi uma música muito difícil pro Chester cantar ao vivo, ele sempre se emocionava antes de terminar, pois ela o fazia lembrar de coisas ruins e hábitos ruins de seu passado.

Faint



Chester está bem melhor aqui do que em suas últimas fases. Nessa música vemos um Chester confiante que diz que não será ignorado e que não irá se render. Na letra ele diz que é um pouco de tudo, solidão, cicatrizes, que a depressão o deixou um pouco inseguro e cheio de incertezas,  mas que ele está lá pra ficar e que as pessoas terão que ouvi-lo, porque ele não vai embora. Isso demonstra que ele queria se recuperar e que de alguma forma ele ganhou forças. (com tratamento adequado)

From The Inside



Novamente, Chester sente que está voltando a estaca zero, porque toda vez que acha que melhorou, algo ainda não está resolvido. Ele não sabe em quem confiar, porque toda vez que dizia o que sentia, as pessoas tratavam seu problema como supérfluo (depressão), mas na letra ele reforça que ele não vai mais guardar nada dentro de si e que não vai se deixar ser vencido.

Shadow Of The Day



Esse clipe não poderia ter sido mais literal. A todo o momento, o vídeo mostra Chester apático, acordando muito tarde (porque a depressão faz com que pessoas não queiram sair da cama), mas ele se motiva, acorda, tenta lavar o rosto, toma um café da manhã meia boca (porque é o que ele está disposto a fazer) e vai para rua. Na letra ele diz que abriu as cortinas, diz que a sombra das nuvens pode fazer o dia parecer cinza, mas o sol vai nascer e se por para todos uma hora ou outra, ou seja, há salvação. Assim como o sol retorna após a grande nuvem, as pessoas podem voltar a ser felizes (com ajuda e motivação para continuar).

Leave Out All the Rest



Chester diz estar em paz com si mesmo e envia uma mensagem à sua família e amigos: ele quer ser lembrado pelas coisas boas que ele fez. Se um dia ele se partisse, queria ser lembrado pelas pessoas que o amavam. Na letra ele diz que tem medo de saber para onde ele vai, quando sua missão na Terra acabar. Ele também diz que não quer que as pessoas sintam raiva dele e que sigam suas vidas. Ele também conta que sua casca se fortaleceu por fora, mas por dentro ainda falta um pouco. Em um dos trechos ele também diz que as pessoas não podem salvá-lo de si mesmo (sua mente e sua depressão).

Iridescent



Agora sim temos a segunda tentativa de melhora do Chester. A música traz uma mensagem de esperança, dizendo para todos que já se sentiram impotentes, depressivos, solitários, que há uma forma de se recuperar. Na letra, Chester diz para elas lembrarem de toda a tristeza e frustração e soltar essas emoções, não guardá-las para si e para contar para quem quisesse ouvir. (tratamento).

Heavy



Agora vamos dar um enorme pulo no tempo entre as transições dos novos álbuns. Chegamos a 2017 e os fãs de Linkin Park não parecem muitos satisfeitos com os novos materiais. Chester estava um pouco mais arredio e parece mais abatido que o normal. (pequenos sinais que não podemos deixar passar)

Heavy já começa com Chester dizendo 'Eu não gosto da minha mente agora, eu queria poder desacelerar. Em outro trecho ele diz que está tentando segurar firme, mas não entendi porque tudo está tão pesado. No mesmo clipe, vemos Chester em uma terapia em grupo, novamente reforçando que há esperança e a importância da busca por ajuda profissional. Isso demonstra que ele estava tentando se recuperar, tentando aguentar firme, como ele diz na letra.Na verdade, todo o álbum de One More Light foi uma extensa carta sobre a luta do vocalista ao longo dos anos.


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Paramos com a sessão de clipes por aqui, mas querem saber por qual motivo coloquei quase toda a discografia do Linkin Park aqui? Porque muitos se perguntaram o que aconteceu com o Chester e porque ele fez isso. A resposta está aqui. a luta contra a depressão é muito difícil, ela leva anos, mas é preciso lutar e continuar lutando, por muitos anos se necessário, mas o essencial é sempre buscar por ajuda. O Chester foi muito amado pela família e amigos, nunca devemos nos esquecer disso. O amor e tratamento adequado são essenciais.

Sentiremos saudades do Chester e de sua maravilhosa voz. Sabemos que seu legado estará pra sempre em nossos corações, mas vamos continuar lutando, vamos lutar para conscientizar as pessoas de que falar sobre depressão e suicídio é uma necessidade social.