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Mostra de SP 2025 | Bugonia

Por Victoria Hope

Bugonia, de Yorgos Lanthimos, definitivamente será um dos filmes mais divisivos do diretor grego, que novamente firma sua parceria com Emma Stone nesse remake que satiriza a estupidez humana e nos relembra do momento socio-político atual no mundo inteiro.

Na trama, somos introduzidos à Teddy (Jesse Plemmons), um rapaz viciado em teorias da conspiração, que acredita que alienígenas do planeta Andrômeda invadiram a Terra em busca da destruição total do planeta e cabe a ele, um simples humano comum, parar essa ameaça, nem que para isso ele precise da ajuda de seu primo mais novo, Dom (Aidan Delbis). 

O alvo da dupla atrapalhada é ninguém mais que Michelle (Emma Stone), uma poderosa CEO da indústria farmacéituca, que segundo Teddy, é uma alienígena. Nenhum dos dois rapazes tem provas, porém por um golpe de sortem, conseguem sequestrar a empresária e a partir dai, começam um jogo de torturas físicas e psicológicas com a mulher, afim de arrancarem uma suposta confissão.

Olhos mais atentos com certeza poderão até mesmo notar alfinetadas modernas sobre casos como o de Luigi Mangione, acusado do assassinato do CEO da United Healthcare, Brian Thompson. Não que Bugonia seja o primeiro filme a falar sobre a revolta da classe trabalhadora contra o capital, mas muitos com certeza vão assimilar semelhanças com o caso mais recente na mídia. 


Bugonia / Foto: Universal Pictures


Com um tom de Misery, do Stephen King, o filme é repleto de mensagens extremamente relevantes, desde a crítica ao capitalismo à indústria farmacêutica à um estudo sobre teorias conspiratórias e como a internet, pelo bem ou pelo mal, pode influenciar pessoas a acreditarem em tudo o que leem, por mais caóticas e conspiratórias que sejam as teorias.

Tem momentos no filme onde o personagem Teddy chega a requintes de crueldade contra Michelle e é nesse instante que a audiência começa a se questionar se todo esse ódio de Teddy é pelos supostos alienígenas invasores ou se ele odeia a mulher em si pelo fato dela ser essa CEO que supostamente está ligada à uma tragédia que aconteceu com a mãe do rapaz ou por ela também supostamente ser uma das empresárias que está acabando com a população de abelhas e consequentemente, destruindo o planeta.

Em Bugonia, Emma Stone está mais contida, porém se diverte no papel da inabalável magnata Michelle, sabendo dosar o drama e bom humor com maestria ao lado de Jesse Plemmons, que aqui apresenta um dos melhores trabalhos de sua carreira, mas vale também o destaque para Aidan Delbis, que apesar de novato, faz um excelente trabalho e ainda adiciona uma importante representatividade neurodiversa muito bem vinda às telas. 

Além da brilhante direção de fotografia e uma ótima trilha sonora, o filme faz pensar, mas por trazer tantos plot-twists e caos em tela, pode ser mais um título divisivo para o público geral. É um filme mais simples do que Pobres Criaturas do mesmo diretor, por exemplo, mas não isso não quer dizer que o projeto não tenha seus trunfos.

NOTA: 9/10

Tipos de Gentileza, mais novo filme de Yorgos Lanthimos chega aos cinemas brasileiros em 22 de agosto

 

Por Victoria Hope

Dirigido pelo indicado ao Oscar® Yorgos Lanthimos, o filme Tipos de Gentileza estreia em 22 de agosto nos cinemas brasileiros.

A nova produção da Searchlight Pictures é uma fábula antológica que acompanha um homem sem escolha que tenta assumir o controle de sua própria vida; um policial tentando lidar com o fato de sua esposa, que havia desaparecido no mar, ter retornado e parecer outra pessoa; e uma mulher determinada a encontrar uma pessoa específica com uma habilidade especial, destinada a se tornar uma poderosa líder espiritual.

Tipos de Gentileza é estrelado pela duas vezes vencedora do Oscar® Emma Stone, pelos indicados ao Prêmio da Academia Jesse Plemons (que venceu Cannes por esse papel) e Hong Chau, além de Willem Dafoe, Margaret Qualley, Joe Alwyn, Mamoudou Athie e Hunter Schafer. O roteiro original foi escrito por Lanthimos e Efthimis Filippou, fazendo deste projeto sua quinta colaboração juntos (O Lagosta, O Sacrifício do Cervo Sagrado. Dentes Caninos, Alpes). Já a produção do filme ficou por conta de Ed Guiney, Andrew Lowe, Kasia Malipan e Yorgos.

Review | Cruella é uma das melhores releituras da Disney

 


Por Victoria Hope

Cruella é, sem dúvidas um dos novos live actions mais antecipados por fãs da Disney e podemos confirmar que o hype é real, pois o filme foi uma grande surpresa. Por ter uma das minhas formações em Moda e ter atuado por muitos anos na área, posso dizer que o filme acertou em cheio como a indústria lida com profissionais aspirantes.

Quando os estúdios Disney anunciaram um novo live action, dessa vez com foco na vilã icônica de 101 Dálmatas, sendo grande fã da personagem, imaginei que o filme faria jus à ela, mas claro, com receio de que a história romantizasse a personagem, como fizeram anteriormente com Malévola.

Mas para a alegria de todos, o filme não romantiza a vilã, mas aponta sim o dedo na ferida do mercado da moda, onde estudantes e estagiários não tem seu trabalho reconhecido. Apesar do sotaque extremamente forçado de Emma Stone, a atriz esbanja carisma e filme é, sem dúvida, uma mistura de Diabo Veste Prada, com Coringa e A Morte Lhe Cai Bem. 

Cruella e seus dois capangas Jasper e Horácio / Disney

Um dos trunfos do longa é a sintonia entre Cruella e seus dois capangas, Jasper e Horário, em especial o hilário Horácio, que sempre rouba a cena quando o trio participa de cenas em grupo. A dupla de vilões faz uma ótima referência ao clássico da animação e dos live actions antigos, sem contar que são protagonistas dos momentos mais divertidos do filme.

Ao contrário do que aconteceu em Malévola, que como mencionei acima, tentava justificar a vilania da personagem, Cruella demonstra desde a infância da protagonista que ela era uma menina agressiva, mimada e maldosa e isso é importante demais, porque mesmo com o filme usando eventos traumáticos para construir a futura ícone da moda, em nenhum momento o filme justifica as maldades dela.

Mas o ponto mais forte do filme pode ser dividido em duas categorias, na trilha sonora impecável recheada de hits rock'n'roll que marcaram a era punk-rock britânica dos Anos 70, ano em que o filme se passa e os quase acima de 40 figurinos, que são o ponto alto, se não, talvez até os maiores protagonistas da história. 

A repórter Maya interpretada por KirbyHowell-Baptiste / Disney

Todos os personagens secundários são bem interessantes, mas infelizmente não possuem a mesma presença de Emma Stone e de Emma Thompson em cena, por exemplo, apesar de sempre acrescentar novas nuances para a história da vilã.

Outra questão que merece elogio é a representatividade LGBTQIA+ finalmente de forma aberta em um filme da Disney. Um dos melhores amigos de Cruella, Artie, é abertamente LGBTQIA+ no filme e interpretado por John McCrea, astro da Broadway que também faz parte da comunidade. Mesmo que isso não seja o foco, é importante ver a representatividade mostrada nesse universo da Disney. 

Infelizmente, tirando os personagens, o roteiro apresenta muitos problemas, principalmente em termos de tempo de filme. Cruella é excessivamente longo, sem a necessidade de estender tanto o tempo e muitos atos parecem ser apenas repetições do que já vimos. O voice over as vezes mais atrapalha do que ajuda também, mas fora isso, é um excelente filme de origem que vai divertir toda a família.

Cruella estreia nos cinemas brasileiros e no premiere access do Disney + no dia 27 de maio

Nota: 8.5/ 10 

Cruella | Disney revela primeiras imagens e primeiro trailer do live action

 

Por Victoria Hope

Já é consenso geral que Cruella sempre serviu com os looks mais icônicos, mas o que aconteceu para fazer uma estudante apaixonada por moda, se tornar uma das vilãs mais assustadoras da Disney? Essa é a premissa de 'Cruella', o novo live action da Disney estrelado por Emma Stone. 

O trailer do live-action foi lançado nesta quarta-feira (17), e mostra pela primeira vez Emma Stone na pele da vilã de "101 Dálmatas". Ambientado na revolução punk rock dos anos 70 em Londres, o filme conta a história da emblemática personagem da Disney. A direção é de Craig Gillespie ("Eu, Tonya").

No elenco, além de Emma Stone, o filme conta com Emma Thompson, Walter Hauser e Joel Fry, mas resta torcer por um cameo da Glen Close. O longa que estreia nos Estados Unidos no final de maio. A data de lançamento no Brasil não foi divulgada.

Confira os stills do filme:

Cruella / Walt Disney Studios

Cruella / Walt Disney Studios

Cruella / Walt Disney Studios

Cruella / Walt Disney Studios




Assista o trailer oficial: