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Não Existe Almoço Grátis estreia comercialmente nos cinemas nesta quinta-feira, 3 de setembro

 

Por Victoria Hope

Dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, o documentário "Não Existe Almoço Grátis" chega ao circuito comercial nesta quinta-feira, 3 de setembro. Com distribuição da Descoloniza Filmes e classificação indicativa de 10 anos, a produção contará com sessões em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Penedo, Poços de Caldas, Porto Alegre e Salvador.

Além das sessões tradicionais, “Não Existe Almoço Grátis” ganha uma exibição especial acompanhada de debate no Rio de Janeiro, também no dia 3 de setembro, às 21h, no Cine Estação Claro Rio (Rua Voluntários da Pátria, 35 - Botafogo). Os participantes são Marcos Nepomuceno (diretor), Pedro Charbel (diretor), Socorro Rodrigues (protagonista), Caio Prado (cantor e compositor) e Gizele Martins (jornalista e diretora, que fará a mediação). Os ingressos podem ser comprados online clicando aqui. Uma sessão seguida de debate em Salvador também é planejada, com detalhes a serem divulgados mais adiante.

O filme reflete sobre os profundos danos que durante a gestão da pandemia de Covid-19 foram acompanhados por outro vírus terrível: a fome. A falta de políticas públicas para enfrentar essa situação levou o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) a organizar dezenas de Cozinhas Solidárias, distribuindo almoços grátis por todo o país.

Em Brasília, três mulheres negras, Bizza, Jurailde e Socorro, lideram uma dessas Cozinhas Solidárias, localizada na maior favela do país, Sol Nascente, a apenas 30 km do centro da capital. No contexto da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, elas estão encarregadas de cozinhar para as centenas de militantes do movimento que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia no dia 1º de janeiro.

Documentário premiado pelo Júri Popular no Festival de Brasília / Foto: Reprodução

As três protagonistas possuem arcos narrativos singulares, apresentados de modo não linear ao longo do filme. Bizza sonha em construir sua casa e abrir seu próprio negócio no lote que conquistou através da luta no MTST. Jurailde, evangélica, vincula sua conexão com a terra à sua ancestralidade indígena e seu passado de trabalho infantil. Socorro, por sua vez, descobre o orgulho de si ao formar sua própria família depois de ter sido abandonada pelo pai na infância.

"Costurando relatos íntimos ao registro vivo e em movimento da força da organização coletiva, o filme é um manifesto contra as máximas neoliberais da meritocracia, do individualismo e do lucro. Sua linguagem visual e sonora marca o contraste da desigualdade social no Distrito Federal, fazendo de Brasília uma personagem símbolo de injustiças a serem superadas. É nesta cidade partida que Socorro, Jurailde e Bizza se conhecem e se tornam coordenadoras de uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, distribuindo almoços grátis diariamente", refletem os diretores Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.

Em meio a ameaças de golpe e crescente violência política, "Não Existe Almoço Grátis" acompanha esta saga de preparação logística e culinária massiva no contexto da posse presidencial mais paradigmática desde a redemocratização. Ao mesmo tempo, o filme traz entrevistas profundas com Bizza, Jurailde e Socorro, cujas vidas têm sido cheias de dificuldades, mas de muita resistência.

Michael | Universal Pictures celebra aniversário do Rei do Pop com reexibição do filme neste sábado

 

Por Victoria Hope

Última chance de conferir um dos maiores biopics da década! Maior lançamento de todos os tempos da Universal Pictures no Brasil, “Michael” (Michael) voltará aos cinemas pela última vez neste sábado, 29 de agosto, data do nascimento de Michael Jackson. Em sessões especiais para comemorar o aniversário do Rei do Pop, fãs poderão reassistir à história do astro nas telonas. Ingressos estão disponíveis em sua rede exibidora de preferência. 

O longa, que levou 7,5 milhões pessoas aos cinemas brasileiros e arrecadou mais de R$169 milhões localmente, superou grandes sucessos do próprio estúdio, como “Meu Malvado Favorito 4” (R$152,2 milhões), "Velozes e Furiosos 7” (R$141,8 milhões) e “Velozes e Furiosos 10” (R$135,6 milhões). O desempenho também garantiu ao filme um lugar entre as maiores bilheterias da história do mercado nacional, consolidando-se como o 12º maior lançamento de todos os tempos no Brasil, segundo dados de agosto, da Rentrak, além de ter 97% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e 7,4/10 no IMDb. 

O filme conta a história de Michael Jackson além da música, traçando sua jornada desde a descoberta de seu talento extraordinário como líder do Jackson Five até o artista visionário cuja ambição criativa impulsionou uma busca incessante para se tornar o maior artista do mundo. Destacando tanto sua vida fora dos palcos quanto algumas de suas performances mais icônicas de sua carreira solo inicial, a produção oferece ao público uma visão do astro como nunca se viu antes.  

Estrelado por Juliano Valdi e Jaafar Jackson, que se revezam entre as fases criança e adulta de Michael, o longa conta com direção assinada por Antoine Fuqua, conhecido por sucessos como “Dia de Treinamento” e “Invasão à Casa Branca”, enquanto a produção fica a cargo de Graham King, vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”. O elenco ainda traz outras estrelas como Colman Domingo, ator duas vezes indicado ao Oscar, Nia Long, de “Empire”, Laura Harrier, de “Infiltrado na Klan”, e Miles Teller, de “Top Gun: Maverick”.  

O filme, distribuído pela Universal Pictures, voltará aos cinemas brasileiros exclusivamente em 29 de agosto, também em versões acessíveis. 

FILMICCA | Streaming reúne quatro décadas de cinema feminista e queer com 10 obras de Su Friedrich

 

Por Victoria Hope

Ao longo de agosto, a FILMICCA celebrou a obra da cineasta, produtora, roteirista e diretora de fotografia norte-americana Su Friedrich, figura central do cinema experimental americano. Ao todo, 10 produções da diretora chegam ao catálogo, reunindo trabalhos realizados entre os anos 1970 e 1990, incluindo os aclamados Os Laços Que Unem (1984), Nade ou Afunde (1990) e Esconde-esconde (1996)

Nascida em New Haven, Connecticut, a cineasta formada em Arte e História da Arte se tornou uma força fundamental do Cinema Queer com suas obras que combinam elementos de narrativa, documentário e estilos experimentais, focando principalmente em histórias de mulheres e de grupos marginalizados. Friedrich radicalizou forma e conteúdo ao incorporar a perspectiva feminista e questões de identidade lésbica, criando uma síntese entre gêneros que se move entre o pessoal e o político, do relato autobiográfico à investigação das noções sociais de identidade sexual.

As obras de Su Friedrich na FILMICCA

Nade ou Afunde (1990), de Su Friedrich

Na próxima sexta-feira (28), chega à plataforma Esconde-esconde (1996), filme vencedor de diferentes prêmios que explora um território selvagem e inexplorado: a adolescência lésbica na década de 1960, que conta a história de Lou, uma garota de 12 anos que vê a infância mudar de rumo quando a melhor amiga começa a se interessar por brincos e rapazes. 

Em diálogo com relatos de mulheres lésbicas adultas e imagens de arquivo, o filme constrói um retrato sensível da juventude e da descoberta. Juntamente, estreia Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo (1993), documentário codirigido com Janet Baus e filmado por integrantes do Lesbian Avengers, que acompanha o primeiro ano do coletivo ativista queer fundado em Nova York.

Entre as obras que já chegaram à plataforma está Nade ou Afunde (1990), seu trabalho mais celebrado e incluído em 2015 no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Em vinte e seis pequenas histórias, uma menina revisita os episódios da infância que moldaram suas ideias sobre paternidade, família, trabalho e brincadeira. Enquanto a narração constrói o retrato de um pai mais dedicado à carreira do que à vida doméstica, imagens em preto e branco evocam tanto os acontecimentos extraordinários quanto os gestos mais ordinários do cotidiano.

LISTA COMPLETA DE ESTREIAS DE SU FRIEDRICH NA FILMICCA EM AGOSTO:

Esconde-Esconde (1996), de Su Friedrich

Já disponíveis:

Mãos Frias, Coração Quente (1979) 

Cicatriz (1979)

Pelo Rio Abaixo (1981)

Ninguém (1982)

Os Laços Que Unem (1984)

Para Sempre Condenadas (1987)

Nade ou Afunde (1990)

Primeiro Vem o Amor (1991)

Estreia na próxima sexta-feira (28):

Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo (1993), codireção com Janet Baus

Esconde-esconde (1996)

[Review] Acampamento Miasma de Jane Schoenbrun subverte gênero slasher

 

Por Victoria Hope

Há anos, fãs de terror pedem por filmes que subvertam a temática slasher e "Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte" entrega absolutamente tudo o que entusiastas do gênero esperavam e vai ainda mais além. Após filmes marcantes como o excelente "Eu Vi o Brilho da TV" e "Vamos Todos à Exposição Mundial", Jane Schoebrun retorna com mais um terror queer que vai marcar toda uma geração.

Na trama, Kris (Hannah Einbinder) uma jovem diretora recebe a chance única de revitalizar e produzir um reboot de sua saga slasher favorita dos anos 80, mas tudo muda quando ela descobre que terá oportunidade de passar um fim de semana com Billy Preston (Gillian Anderson), a grande protagonista do filme. 

Inicialmente, o que parecia ser apenas um filme de terror sobre a nostalgia, reboots e remakes, na verdade aos poucos se revela um grande estudo sobre a sexualidade e sobre a liberdade corporal que só pode ser sentida uma vez que as pessoas finalmente entendem seu lugar no mundo.

Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte" / Foto: MUBI

"É tudo sobre pele e fluidos", basicamente é um resumo do próprio filme, segundo Billy, porque essencialmente, essa é a raiz da história. Enquanto públicos tentam dissecar cada mensagem dos filmes clássicos de terror, às vezes a mensagem é mais simples do que parece ser e nem tudo é uma grande análise sobre comportamentos sociais, mas é claro que isso não quer dizer que não existe política por trás da mensagem, afinal, a emancipação e o prazer feminino, que ainda é tema tabu até mesmo hoje, é uma mensagem tão relevante quanto foi nos anos 80.

Acampamento Miasma acerta em subverter o gênero slasher em diversos aspectos, não apenas pela representatividade explicitamente queer, que (felizmente) não deixa espaço apenas para mensagens subjectivas, como também traz uma nova visão ao vilão, trazendo uma perspectiva diferente sobre o verdadeiro papel.

Little Death, que é um termo que faz alusão ao orgasmo, deixa a mensagem do longa nítida logo no início, mas ainda assim, de forma brilhante, Jane consegue trazer um ar novo ao gênero do terror, trazendo ângulos de camera slowmotion hora ponto de vista das vítimas, hora do ponto de vista do assassino, com técnicas de direção e técnicas de efeitos práticos que fariam qualquer diretor da velha guarda salivar de excitação.

Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte" / Foto: MUBI

O grande destaque do filme é sem dúvida Gillian Anderson (Sex Education), que parece uma versão queer da diva Dolly Parton, apresentando um timing cômico impecável em sintonia com a genial Hannah Einbinder (Hacks) e apesar da temática slasher parecer sombria, o longa é tudo menos assustador, na verdade é o completo oposto porque esse é o tipo de filme com o final mais feliz possível.

Schoebrun traz diversas referências à clássicos de terror, mas principalmente Acampamento Sinistro (Sleepaway Camp), um dos filmes de terror mais marcantes justamente pela trama que apesar de ser vista como transfóbica nos dias de hoje, ainda assim apresentava a vilã da história com compaixão e empatia, na medida do possível. 

Não é exagero dizer que Acampamento Miasma, não é apenas um dos melhores filmes de terror do ano, mas sim um dos melhores filmes do ano em geral, consagrando Jane Schoebrun como mais um dos expoentes do cinema contemporâneo! Que venham mais projetos diferentes que tragam reflexões sobre gênero, sexualidade e a destruição do status quo!

NOTA: 9.5/10

[Review] Insaciável, mais uma pérola do horror indie

 

Por Victoria Hope

Insaciável (Saccharine), novo body horror da diretora e roteirista Natalie Erika James, conhecida por Relíquia Macabra, teve sua estreia oficial durante o Festival Sundance 2026. O longa, que foi destaque no Festival de Sundance, estreia nos cinemas brasileiros em 6 de agosto.

O filme aborda uma temática pesada, porém muito relevante em tempos de procedimentos "milagrosos' em tempos de culto à magreza. A trama acompanha Hana, personagem interpretada por Midori Francis (Grey's Anatomy), uma estudante de medicina com leve sobrepeso que desenvolve uma obsessão pelo emagrecimento. 

Sua vida muda quando uma antiga amiga reaparece completamente transformada e lhe apresenta uma suposta solução milagrosa para perder peso, uma pílula que aparentemente é quase que milagrosa e supostamente ajuda suas consumidoras a perderem peso toda vez que consomem alimento.

Insaciável / Foto: Diamond Films
O longa não poupa detalhes sobre o distúrbio alimentar que Hana sofre, com cenas extremamente gráficas, então vale um aviso de gatilho para pessoas que potencialmente podem sentir sensibilidade ao assunto, mas da mesma forma, em tempos onde polêmicas à cerca da cultura da magreza voltam à tona, como no recente caso da cantora e atriz Ariana Grande, filmes como "Insaciável" se complemostram necessários.

Aqui a excelente Midori Francis entrega uma performance forte e recheada de nuances, trazendo uma Hana que não necessariamente é a melhor pessoa do mundo, mas sim uma personagem extremamente humana, com medos, traumas e desejos.

Ao longo da história, acompanhamos essa jovem que tenta se tornar mais saudável, não apenas por ela mesma, mas também para ficar mais perto de sua mais nova 'crush', uma personal trainer de academia local, mas ao passo em que a história se aprofunda, o público começa a perceber, pouco a pouco, que as motivações da personagem são muito mais obscuras do que a superfície permite mostrar.


Insaciável / Foto: Diamond Films
A diretora consegue mostrar muito bem o sentimento de dor e culpa da personagem e aqui, em nenhum momento a comida é tratada como um conforto, mas sim, associada com momentos de tristeza e auto-ódio da personagem. É como se comer fosse apenas uma punição de Hana e é brilhante em como aos poucos, a trama revela o motivo por traz desse comportamento da garota. 

"Insaciável" acerta no tom do terror, com algumas cenas de sustos que fazem o coração acelerar, mas ao mesmo tempo, é bem-sucedido no drama e na carga emocional, mesmo que derrapando ao tentar passar muitas mensagens que ao mesmo tempo, se contradizem.

Em um ano onde ótimos filmes indie de terror como "Obsessão", "Iron Lung","Backrooms", entre outros estão ganhando cada vez mais holofotes, "Insaciável" é uma das grandes surpresas do ano. Um horror corporal sem grande pretensões, mas que toca em um assunto que tem se tornado cada vez mais relevante. 

Nota: 8/10

6 filmes com temática queer para assistir nesta edição do Olhar de Cinema

 

Por Victoria Hope

Até o dia 13 de junho, Curitiba se torna o epicentro do cinema com a 15ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba. Considerado um dos mais importantes festivais dedicados à sétima arte no Brasil, o evento conta com 80 filmes na programação. 

Além de ser o mês do Olhar de Cinema, junho também é o mês do orgulho LGBTQIAP+, uma vez que a data do dia 28 ficou como um marco na luta por direitos, justiça social e políticas públicas para a comunidade. 

A programação do evento, que sempre promoveu incentivar diferentes olhares e abordagens cinematográficas e de direção, conta com vários filmes com a temática queer. 

Um deles é o clássico do cinema lésbico, “Corações Desertos” (“Desert Hearts” | Dir. Donna Deitch | Estados Unidos | 1986 | 91’) , com nova cópia restaurada em comemoração aos 40 anos do lançamento comercial. Esse, que foi o longa-metragem ficcional de estreia que consagrou a cineasta, traz uma reprimida professora de literatura que, enquanto aguarda os papeis do divórcio, é seduzida por uma jovem despreocupada e cheia de vida. 

Destaque também para a estreia mundial de “Olhe Para Mim”, do diretor alagoano Rafhael Barbosa, que faz parte da Mostra Competitiva Brasileira de Longas. Com Rejane Faria (“Marte Um”, “Yellow Cake”), Luciano Pedro Jr. (“Carro Rei”, “Cangaço Novo”) e o estreante Ulisses Arthur no elenco principal, a produção é uma fantasia alegórica inspirada no imaginário popular que margeia o Rio São Francisco. A produção também é a primeira ficção realizada no estado de Alagoas com um edital público a chegar ao circuito, representando um marco para a produção local, que vem se destacando nos últimos anos com curtas-metragens nos principais festivais de cinema do Brasil. 


Confira a seguir seis longa-metragens com temática queer na edição deste ano do Olhar de Cinema.

- “Marimbã está acontecendo” (Dir. Maryn Marynho | Brasil | 2026 | 15’) | Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens

Sinopse: O pensamento de Marimbã percorre diversos sonhos através das águas, tecendo relações de afeto para corpos dissidentes, em um vislumbre de futuro possível. Transparentalidade, rede de apoio, infância, envelhecimento, espiritualidade… como nós, pessoas trans, imaginamos estar daqui 20, 40, 60 anos?Formado em Design (UFC) e Cinema de Animação (Vila das Artes), é percussionista, ilustrador, animador, produtor cultural, designer e tatuador.

Sessões: 10 de junho, às 13h45 - Cinemateca  (Sessão com acessibilidade na tela, libras e legenda descritiva)

 12 de junho, às 19h45 - Cinemateca

 13 de junho, às 13h15 - Cinemateca

- “A Paixão Segundo GHB” (Dir. Gustavo Vinagre, Vinicius Couto | Brasil | 2026 | 82’) | Mostra Novos Olhares

Sinopse: Um encontro casual vira um ménage à trois; o ménage à trois vira uma orgia. Nesta odisseia de realismo mágico em um quarto gay, Matias rememora seus encontros passados e considera seu futuro, enquanto conversa com uma figura fictícia da literatura brasileira. 

Sessões: 11 de junho, às 17h30 - Cinemateca 

12 de junho, às 13h45 - Cine Passeio (Ritz)

- “Corações Desertos” (“Desert Hearts” | Dir. Donna Deitch | Estados Unidos | 1986 | 91’) | Mostra Olhares Clássicos Cine Passeio

Sinopse: Enquanto aguarda os papéis do divórcio, uma reprimida professora de literatura é inesperadamente seduzida por uma jovem lésbica despreocupada e cheia de vida. 

Sessões: 6 de junho, às 19h45 - Cine Passeio (Luz)

8 de junho, às 16h - Cine Passeio (Ritz)

-“Tornar-se Ciborgue no Interior” (Dir. Louisa Savignon | Brasil | 2026 | 20’) | Mostra Mirada Paranaense Sanepar

Sinopse: Leo e Julia, proprietários de um sítio, querem filhos, mas estão com problemas de fertilidade. Ava e Mia, um casal lésbico, acabaram de se mudar para o sítio vizinho. A vinda das duas mulheres criará tensão com os vizinhos. 

Sessões: 7 de junho, às 14h30 - Cinemateca  (Sessão com acessibilidade na tela, libras e legenda descritiva)

7 de junho, às 16h - Cinemateca

9 de junho, às 16h30 - Cinemateca

- “Barbara Para Sempre” (“Barbara Forever” | Dir. Brydie O’Connor | Estados Unidos | 2026 | 102’) | Mostra Exibições Especiais

Sinopse: Uma exploração orientada por arquivos da vida, obra e legado da icônica e pioneira cineasta lésbica Barbara Hammer. 

Sessões:13 de junho, às 10h30 - Cine Passeio (Ritz)

As sessões deste ano são em espaços culturais importantes da capital paranaense, como o MON - Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca, e o Teatro da Vila.

Os ingressos estão à venda com valores que vão de R$8 (meia-entrada) a R$18, disponíveis pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br. O Olhar de Cinema ainda contará com sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e algumas sessões no MON.

Mais informações sobre o 15º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br, assim como pela rede sociais Instagram - @olhardecinema; Facebook/Olhar de Cinema; Tik Tok: @olhardecinema; X/Twitter: @Olhardecinema_.

[Review] Eu, Você e a Toscana, novo romance estrelado por Halle Bailey e Rege Jean-Page

 

Por Victoria Hope

Há anos fãs de romance pedem por uma comédia romântica bem ao estilo anos 2000, leve, despretensioso e com muito humor, e "Eu, Você e a Toscana" acaba de chegar para realizar esse desejo! Estrelado por Halle Baile (A Pequena Sereia) e Regé-Jean Page (Bridgerton), com direção de Kat Coiro (Case Comigo), 

Eu, Você e a Toscana, é o tipo de filme que leva o público à tempos mais simples, onde todos os sonhos da protagonista se realizam e ela precisa lidar com o maior dilema entre dois galãs, enquanto ela aprecia a beleza da Itália, sem muitos conflitos complicados e com personagens de apoio que complementam muito bem a protagonista.

Quase todos os anos há uma discussão sobre o renascimento da comédia romântica, um gênero que dominou todas as décadas do cinema até os anos 2010. Desde então, rom-coms estranhamente receberam menos apoio de Hollywood e lutou para encontrar seu espaço, principalmente quando se fala em representatividade negra dentro do gênero, que aliás, é algo bem raro de se ver.

Eu, Você e a Toscana / Foto: Imagem Filmes

Na trama, o público acompanha Anna (Bailey), uma jovem carismática, que não consegue manter um emprego sequer e sonha por uma vida melhor. Ela tem muitos sonhos, mas poucas habilidades e está prestes a ser despejada quando uma noite irá mudar sua vida para sempre.

Sem saber o que fazer da vida, Anna conhece um charmoso italiano chamado Matteo (Lorenzo de Moor) em um bar e ele irá mostrar para a garota que a vida dela pode ser muito melhor se ela sair daquele lugar e seguir seus sonhos.

Antes de sua mãe falecer, Anna havia comprado passagens para ir até a Toscana e conhecer a gastronomia do local, mas após o falecimento da matriarca, nada mais foi a mesma coisa e a garota pareceu perder sua paixão pela vida, mas a chegada do Matteo e a possibilidade de mudar de vida, chegam num passe de mágica e agora ela está prestes a viver um verdadeiro conto de fadas.

Eu, Você e a Toscana / Foto: Imagem Filmes

Na belíssima cidade da Toscana, na Itália, Anna vê seus sonhos se realizarem pouco a pouco, mesmo com um desencontro pra lá de desagradável com o enigmático Michael (Jean-Page), irmão de Matteo, que não parece ser muito fã da garota de início, mas pouco a pouco, uma nova amizade se inicia.

O mais interessante de "Eu, Você e a Toscana" é o fato de que apesar de o filme se passar na Itália, em nenhum momento situações de preconceito racial ou xenofobia acontecem com a personagem que é a turista no local. Por muitos anos, fãs negros tem pedido por filmes mais leves onde temas como o racismo não são a pauta e esse filme atende justamente essa expectativa.

Aqui, a única preocupação da protagonista é viver entre dois amores e perder seu medo de se tornar uma grande chef de cozinha, afinal, todas as protagonistas de romances tem a chance de passar por conflitos simples, que não atacam suas existências e dignidade, então nada mais justo do que Anna passar pelas mesmas situações que todas as centenas e milhares de protagonistas já passaram sem ter que passar por momentos de tensão racial.

Tanto o romance com a comédia funcionam muito bem, nessa história que tem uma ótima trilha sonora, uma direção de fotografia belíssima e tem tudo para se tornar a nova comédia romântica favorita entre fãs do gênero.

NOTA: 8.5/10 




Formação internacional em foco | MiradaMundi_SP abre vagas para imersão no cinema argentino




Por Victoria Hope

O MiradaMundi_SP, programa de rotas internacionais para formação audiovisual, está com nova convocatória aberta até 26 de abril, desta vez voltada ao cinema argentino. A iniciativa oferece oportunidades de qualificação por meio de cursos realizados pela Punto Cine, escola reconhecida pela formação prática e conexão direta com o mercado audiovisual.

Os participantes selecionados para esta convocatória, que será realizada em Buenos Aires, terão acesso a uma experiência completa de formação internacional, com participação gratuita nos cursos da Punto Cine, passagem aérea em classe econômica com saída de São Paulo, hospedagem em hotel indicado pela organização, seguro-viagem, além de alimentação e transporte durante toda a programação. Os selecionados também contarão com suporte para emissão dos documentos necessários, garantindo uma jornada estruturada e acessível do início ao fim.

Os cursos são oferecidos em nível intermediário, com aulas presenciais no período noturno e carga horária que varia entre 9, 16 ou 18 horas, conforme a formação escolhida. Cada participante poderá realizar até dois cursos entre seis áreas disponíveis:  continuísta, figurino, roteiro, direção de arte, coordenação de pós-produção e práticas de foco. 

Com um corpo docente formado por profissionais que atuam há mais de 20 anos na indústria, a Punto Cine se destaca por aliar experiência prática e transmissão de conhecimento, proporcionando uma imersão consistente para quem busca ampliar sua atuação no setor.


Cinema Argentino/ Foto: Acervo

Participar do MiradaMundi_SP em 2025 teve um impacto muito direto na minha carreira no audiovisual, foi uma oportunidade concreta de formação fora do país, como uma participante indígena, o programa ampliou meu olhar e fortaleceu minha prática tanto na crítica, quanto na criação. Esse tipo de experiência internacional é muito importante porque na atualização e conexão com redes maiores, fortalecendo nossas trajetórias e ampliando  oportunidades”, ressalta Bárbara Rehkayie, representante indígena no Ficalli - Festival Internacional de Cine de Cali.

A ação é realizada pela APAN – Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo e a SPCine.

O programa é uma estratégia concreta de inserção internacional, é sobre acesso e circulação. Ao conectar profissionais com diferentes mercados e realidades, o MiradaMundi_SP contribui para o desenvolvimento de carreiras mais sólidas e para a construção de pontes entre o Brasil e outros polos do audiovisual”, explica Ana Julia Travia, coordenadora de produção internacional da APAN.

[Review] Eles Vão Te Matar, novo thriller estrelado por Zazie Beetz

 

Por Daniel Lima

Se gosta de filmes no estilo de Kill Bill e Casamento Sangrento, este com certeza é um filme pra você. Trazendo de volta essa combinação de ação, gore, e uma leve pitada de comédia, “Eles vão te matar” é um longa sensacional, que sabe mesclar esses fatores com maestria e traz uma experiência final excepcional ao público.

Dirigido por Andy Muschietti (It: A Coisa), o longa acompanha a trajetória de Asia Reeves (Zazie Beetz - Deadpool 2), uma jovem que precisa cuidar e proteger sua irmã. Mas devido a um conflito, acaba sendo presa. 

Enquanto presa, Asia aprende diversas técnicas de sobrevivência, sem nem saber que as usaria no futuro para ir atrás da irmã. Ao sair, sua busca a leva ao misterioso Hotel Virgil, um edifício de luxo, frequentado pela alta elite, e lá ela descobre que ela precisa lutar pela sobrevivência, pois, todos no hotel querem a matar.

A trilha sonora é um espetáculo à parte. Ela faz com que as cenas de luta, que já são incríveis, se tornem ainda mais épicas. As cenas de luta são muito bem coreografadas, e fazem questão de explorar o gore, com muito sangue jorrando para todo o lado. 


Eles vão te Matar / Foto: Warner Bros. Pictures

O enredo, no entanto, parece simples. É aquele velho roteiro de lugares fechados, fugas desesperadas e o instinto de sobrevivência, ligados a um culto satânico, com muitas pitadas de humor, muito semelhante ao recém lançado Casamento Sangrento 2. O “plot” final é facilmente deduzível, o que acaba não trazendo um bom fechamento do filme. 

Mas, ainda assim, o filme é divertido e vale com certeza sua ida ao cinema, seja pelo gore, pelas cenas de ação, pela atuação da protagonista e, com certeza, pelo elenco.

Nomes como Patricia Arquette, Myha'la, Heather Graham e Tom Felton completam o elenco e entregam tudo e mais um pouco, com cenas incríveis e divertidas e atuações sensacionais.

Eles vão te matar estreia nesta quinta feira, dia 26, e com certeza é uma das melhores opções do final de semana.

NOTA: 7,5 / 10

[Review] O Som da Morte

 

Por Victoria Hope

Há quem diga que o básico bem feito vale muito, porém, "O Som da Morte" (Whistle),  novo longa de Coring Hardy ("A Freira") em parceria com os roteiristas de Longlegs, mesmo que com uma trama bem criativa, deixa muito a desejar por conta de um roteiro frágil e repleto de furos.

A premissa de "O Som da Morte" já foi repetida inúmeras vezes no gênero, com a mesma trama de estudantes desajustados que encontram um objeto misterioso e ao invés de ignorarem tal objeto, passam a usá-lo sem saber que estão assinando suas próprias sentenças ao mesmo tempo.  

Alguns dos personagens são bem carismáticos, mas o roteiro novamente se torna o inimigo quando tenta desenvolver esses mesmos personagens. As novas idéias que a trama apresenta, desde a história do apito que é capaz de "chamar a morte" de seus usuários até mesmo o protagonismo queer são muito bem-vindos, mas o desenvolvimento da história deixa um pouco a desejar.

Dafne Keen (Logan) interpreta a protagonista Chrysanthemum “Chrys” Willet, uma jovem atormentada e traumatizada pela perda do pai, além de ter também acabado de sair da reabilitação por conta de uma overdose. Ela luta para se encaixar na nova escola ao lado de seu primo, o carismático nerd Rel (Sky Yang), que funciona muito bem como alívio cômico vez ou outra e também protagoniza uma cena digna de "O Corvo", claramente outra inspiração do diretor, que curiosamente estava por trás da adaptação nova do personagem que infelizmente foi cancelada.


O Som da Morte / Foto: Paris Filmes

Na trama o público também é apresentado à Ellie Gains (Sophie Nélisse), que além de enfermeira, também se torna interesse amoroso da protagonista e isso tudo acontece muito rapidamente, sem que o casal tenha tempo suficiente de se conhecer melhor, o que causa um certo estranhamento, pois as personagens mal se conhecem e no dia seguinte já estão dispostas a se sacrificar uma pela outra.

Todo o elenco entrega o que roteiro pede, sem acrescentar grandes momentos, mas apesar dos pontos fracos e a falta de cenas verdadeiramente assustadoras, o longa entrega algumas cenas de morte mais incríveism que parecem ter saído diretamente da saga de "Premonição" e é nesses momentos onde o filme realmente brilha.

Há problemas também no CGI e nos efeitos especiais, que vez ou outra se assemelham à "Mutantes: Caminhos do Coração", fora a maquiagem exagerada de alguns personagens, que fazem parecer que idosos com acima de oitenta anos pareçam criaturas de outro mundo e não apenas idosos. O lado positivo do filme continua sendo a trama muito criativa, que sai fora da curva costumeira de terror, já que aqui, os personagens tem a oportunidade de ver como será o fim de suas vidas e ainda descobrem uma forma de reverter isso. 

Apesar dos altos e baixos, o saldo final do filme é positivo e vale lembrar também que existe uma cena pós-créditos bem interessante, que amarra muito bem a história e dá margem para possíveis sequências no futuro. 

NOTA: 7.5/10

Marvel Television apresenta novo trailer e imagens da série Magnum, estrelada por Yahya Abdul-Mateen II

 

Por Victoria Hope

A Marvel Television apresenta um novo trailer e imagens de sua próxima série Magnum. A série de oito episódios foi criada por Destin Daniel Cretton (Shang-Chi e A Lenda dos Dez Anéis, Homem-Aranha: Um Novo Dia) e Andrew Guest (Community, Gavião Arqueiro) e é estrelada pelo vencedor do Emmy® Yahya Abdul-Mateen II como Simon Williams e o vencedor do Oscar® Ben Kingsley, que retorna ao papel de Trevor Slattery após aparecer em Homem de Ferro 3, Shang-Chi e a lenda dos dez anéis e Todos Saúdem o Rei.

A série acompanha Simon Williams, um aspirante a ator de Hollywood, que luta para alavancar sua carreira. Em um encontro casual com Trevor Slattery, um ator cujos melhores papéis parecem ter ficado no passado, Simon descobre que o lendário diretor Von Kovak está fazendo uma nova versão do filme de super-herói Magnum. Esses dois atores, em extremos opostos de suas carreiras, buscam com determinação papéis que podem mudar suas vidas, enquanto o público tem acesso aos bastidores da indústria do entretenimento.

Os oito episódios estreiam exclusivamente no Disney+ no dia 27 de janeiro às 23h. Confira o trailer abaixo: 





O Amor é Estranho | Obra LGBTQ+ protagonizada por Alfred Molina e John Lithgow chega ao Filmicca nessa sexta

 

Por Victoria Hope

Dirigido pelo premiado cineasta Ira Sachs, ‘O Amor é Estranho’ (2014) estreia nesta sexta-feira (09) na FILMICCA, trazendo à plataforma a delicada e comovente história de um casal LGBTIAPN+ protagonizado por Alfred Molina e John Lithgow, com Marisa Tomei completando o elenco.

Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Sundance, em 2014, o drama acompanha George Garea (Alfred Molina) e Ben Hull (John Lithgow), que vivem juntos há quatro décadas. Quando finalmente decidem se casar, a cerimônia é celebrada por amigos e familiares, mas desencadeia uma série de desafios inesperados, incluindo a perda do emprego de George.

Sem recursos financeiros, o casal é obrigado a viver separado temporariamente enquanto tenta vender a casa e encontrar uma opção mais acessível. A nova rotina em lares provisórios revela-se cada vez mais desgastante, afetando não apenas a relação entre Ben e George, mas também os vínculos com os amigos que os acolhem.

Mais do que um romance, ‘O Amor é Estranho’ é um retrato sensível sobre o tempo, a permanência e as fragilidades da vida a dois. O filme aborda temas como envelhecimento, afeto na maturidade, pertencimento e as pressões sociais e institucionais que atravessam relações LGBTIAPN+.

E mais!

Além de ‘O Amor é Estranho’, a FILMICCA amplia seu catálogo nesta sexta-feira (09) com estreias que atravessam diferentes tempos, territórios e formas cinematográficas. ‘Praia Formosa’ (2024), de Julia de Simone, propõe um encontro entre passado e presente ao acompanhar a jornada de uma mulher africana no Rio de Janeiro contemporâneo; ‘Mundo Invisível’ (2011) reúne cineastas de diferentes países em um filme antológico sobre as múltiplas faces da invisibilidade no mundo moderno; e ‘A Hora da Libertação Chegou’ (1974), de Heiny Srour, resgata um registro histórico raro da luta guerrilheira em Omã, oferecendo um potente testemunho político e cinematográfico.

7 Dias da Semana | Disponível no Youtube, série de minidocumentários debate oportunidades oferecidas para pessoas trans

 

Por Victoria Hope

A série documental “7 Dias da Semana”, já pode ser assistida gratuitamente no YouTube, por meio do canal @7dias.dasemana. O projeto reúne sete minidocumentários que mostram diferentes realidades de pessoas trans, abrindo a reflexão sobre a presença e a contribuição delas na arte, na economia e na cultura das comunidades onde vivem. 

Idealizada pela artista visual Guigo Dedecek, a produção retrata fragmentos do cotidiano de Bernardo Dal Pubel (tatuador e fotógrafo), Cleo Araujo (bacharel em direito, primeira vereadora trans de Caxias do Sul), Maria Lilith (bailarina e arte-educadora), Marina Luisa (artista visual), Meri Moreira (profissional da beleza e cuidados pessoais), Naomi (DJ e cantora) e Ayan Femme Scherer (atriz, comediante e passista de samba). Guigo conta que o título da série veio a partir da observação. “Onde estão esses corpos trans nos sete dias da semana? Quem são eles nesses sete dias? A ideia foi mostrar justamente isso: que pessoas trans estão em todos os lugares, em todos os dias”, explica.

Cada episódio tem duração entre três e cinco minutos e foi gravado no ambiente escolhido pelos próprios entrevistados, evidenciando suas realidades e trajetórias. “Mesmo sendo histórias bem diferentes entre si, há muito em comum nas vivências trans. Pensamentos, desafios e formas de ver o mundo que se cruzam, e isso é muito bonito de perceber”, comenta Guigo.


Além de registro audiovisual, a série nasce do desejo de ampliar referências e representatividade. “Esse projeto vem para somar com o que já está sendo feito por tantas pessoas da comunidade, para conquistar nossos direitos e o nosso espaço. A minha vontade foi criar referências que encorajem quem está se descobrindo ou passando por um processo de transição, seja um adolescente prestes a entrar no mercado de trabalho ou alguém que começou a transição mais tarde e está se reinserindo. O objetivo é que a gente possa se enxergar em lugares diversos e ver que isso é possível”, afirma.

Com esse mesmo propósito, Guigo também incentiva que o conteúdo circule e seja usado como ferramenta de diálogo. “Quero que esses episódios sejam utilizados livremente para fomentar debates e rodas de conversa em escolas, universidades, órgãos públicos, prefeituras e também em empresas — chegando, por exemplo, aos departamentos de gestão de pessoas para ajudar a introduzir o assunto e ampliar o debate sobre diversidade”, destaca.

Com audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos, o projeto busca ampliar o alcance e a acessibilidade. Financiado pela Secretaria Municipal da Cultura e pela Prefeitura de Caxias do Sul, por meio do Financiarte, “7 Dias da Semana marca a estreia de Guigo Dedecek no audiovisual. “Meu desejo é que esse projeto gere frutos, novas ideias e novos caminhos. Que ele floresça e inspire outras produções e descobertas”, conclui.

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Como assistir

O acesso aos vídeos é gratuito, por meio do canal do YouTube @7dias.dasemana.

Para acessar os documentários: vá na barra de pesquisa do YouTube e busque por @7dias.dasemana (assim mesmo, com @, numeral 7, e ponto antes da expressão “da semana”). O canal de comunicação com a autora é por meio do instagram @7dias.dasemana

Eles Vão Te Matar | Warner Bros. Pictures lança primeiro trailer do novo longa de terror estrelado por Zazie Beetz

 

Por Victoria Hope 

Com uma mistura de horror, ação e comédia, a Warner Bros. Pictures acaba de divulgar o trailer inédito de Eles Vão Te Matar, novo filme do gênero de terror dirigido por Kirill Sokolov e conta com a assinatura da Nocturna, nova produtora de Andy e Barbara Muschietti (IT: Bem-Vindos a Derry), especializada em filmes de horror. O longa promete adrenalina sem fim e ritmo brutal, repleto de reviravoltas. 

O trailer revela Zazie Beetz (Coringa) no papel de uma jovem que não tem nada a perder e precisa sobreviver a uma noite dentro do Virgil, o perigoso covil de um culto demoníaco. O material apresenta ao público um clima de tensão constante e a sensação de que algo pode dar errado a qualquer segundo, uma combinação perfeita para entusiastas de filmes ao estilo slasher. Já marque na agenda, o filme chega aos cinemas brasileiros em 26 março de 2026. 

Confira o trailer abaixo:


A Miss | Filme de Daniel Porto estreia dia 26 de fevereiro nos cinemas após exibições em festivais europeus

 

Por Victoria Hope

Após circular por diferentes festivais europeus, ‘A Miss’, escrito e dirigido por Daniel Porto, chega aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro, com distribuição da Olhar Filmes. O longa apresenta ao público uma história inspiradora que questiona ideias de gênero e sexualidade a partir da ótica das relações familiares e concursos de beleza, protagonizada por Helga Nemetik, Maitê Padilha, Pedro David e Alexandre Lino.

Antes de chegar ao Brasil, a obra, que acompanha a trajetória dos irmãos Martha (Maitê Padilha) e Alan (Pedro David) em sua tentativa de dar continuidade ao legado da mãe, Iêda (Helga Nemetik), vencedora de um concurso de beleza na juventude, foi exibida no Actrum International Film Festival (AIFF), na Espanha; no 18º OMOVIES - Festival Internacional de Cinema LGBTQIA+, na Itália; e será projetado no 39º Queergestreift Film Festival Konstanz, na Alemanha.

No centro da história está IÊDA, uma mulher que, ao ser confrontada com a descoberta da sexualidade do filho Alan, vê-se obrigada a passar por um profundo processo de reconstrução pessoal. É a partir desse conflito íntimo e familiar que ‘A MISS‘ desenvolve seu eixo dramático, revelando tensões, afetos e contradições que sustentam a força emocional do longa.

Segundo o diretor Daniel Porto, ‘A Miss’ se define como uma dramédia: uma comédia atravessada por fortes elementos dramáticos ao longo de seus 90 minutos de duração. Para ele, a originalidade do longa está na construção de personagens complexos e contraditórios, onde ninguém é “moeda de um lado só”. Essa dualidade, marcada por acidez e nuances emocionais, é fundamental para criar empatia com o público e envolver o espectador em uma narrativa que foge dos modelos de comédias tradicionais.

Com produção de Alexandre Lino, Daniel Porto, Angélica Coutinho e Paulo Fontenelle, o filme conta em seu elenco com outros nomes como Eduardo Martini, Andrea Veiga, Ava Simões e Francisco Salgado. Participações especiais da apresentadora Gardênia Cavalcanti e da cantora  Ellen De Lima.

Sinopse

Iêda (Helga Nemetik), ex-vencedora de concurso de beleza na juventude, sonha que sua filha, Martha (Maitê Padilha), siga a tradição da família e vença um concurso de Miss. No entanto, Martha não tem aptidão nem interesse para isso. Por outro lado, seu filho, Alan (Pedro David), parece ter mais talento para reivindicar a faixa e a coroa. Com a ajuda do "tio Athena" (Alexandre Lino), os irmãos bolam um plano para que Alan realize o sonho da mãe sem que ela saiba.

Mostra de SP 2025 | A Sombra do Meu Pai

 

Por Victoria Hope

"A Sombra de Meu Pai", que fez história ao ser lo primeiro filme nigeriano a competir em Cannes, é um conto semi autobiográfico do estreante Akinola Davies Jr, ambientado em um único dia na metrópole nigeriana de Lagos, durante a crise eleitoral de 1993. 

A história acompanha um pai, afastado dos dois filhos pequenos, durante uma jornada por essa enorme cidade enquanto a agitação política ameaça sua volta para casa e o filme recebeu a menção honrosa do júri da Caméra d’Or no Festival de Cannes.

Enquanto acompanhamos dois gêmeos,  Aki (Godwin Egbo) e Olaremi (Chibuike Marvellous Egbo) que vivem seus dias entre brincadeiras e estudos, percebemos que há ausência de alguém na cena até sermos introduzidos a Folarin, pai dos garotos, interpretado de forma brilhante por Sope Dirisu (His House). 

As crianças reclamam da ausência do pai no dia a dia, enquanto o adulto tenta justificar dizendo que precisa trabalhar em outra cidade todos os dias para manter o bem-estar dos garotos, mas e quantas pessoas cresceram com pais que trabalhavam o dia inteiro e mal podiam ver seus filhos? Essa não é uma história tão incomum, alíás, é tão usual e verdadeira que é quase impossível o público, principalmente das gerações millenal e Z, não se identificarem com a trama.

Nesse meio tempo, em alguns dos raros dias onde a mãe dos meninos está fora de casa, Folarin precisa ir para Lagos trabalhar e decide levar os filhos para trabalharem um dia com ele e aí se inicia uma jornada eletrizante (e ao mesmo tempo perigosa), enquanto a Nigéria passa por um de seus momentos mais complicados da história, em meioo a ascenção do fascismo e a destruição da democracia no ano de 1993.

A Sombra de Meu Pai, é uma belíssima carta de amor à ausência paterna, inclusive, em muitos momentos, o realismo mágico toma conta da trama, afinal, não sabemos se o que eastá acontecendo é real ou se a imaginação fértil das crianças está criando aqueles momentos especiais com o pai que talvez nunca esteve ali.

Repleto de poesia, uma das melhores direções de fotografia do ano e momentos que vão arrancar lágrimas, o longa é sem dúvida um dos projetos mais belos da temporada e que merece ser reconhecido nas premiações do próximo ano, incluindo com indicações de Melhor Ator para Sope Dirisu, Melhor Direção para Akinola Davies Jr Melhor Filme em Lingua Estrangeira. Estaremos aqui na torcida.

Nota: 9.5/10

[Entrevista] Visa e Team Liquid fortalecem parceria com foco na inclusão feminina e trazem experiências inéditas à BGS 2025

Por Victoria Hope

E hoje começa mais uma edição da Brasil Game Show, dessa vez no Distrito Anhembi, com muitas novidades e a prssença de diversas marcas que fazem parte da história do evento. A espera acabou e o evento abre oficialmente suas portas nesta quinta-feira (9), dando início a uma maratona de quatro dias de pura imersão no universo dos games.

Como tradição, o primeiro dia, considerado um pré-show e data oficial de imprensa, marcou o pontapé inicial do evento com uma programação especial voltada a convidados e credenciados. Nesse dia, nossa equipe teve a oportunidade de conversar com Mariana Dinis, Diretora de Marketing da Visa, que esse ano firma a paceria da marca com a Team Liquid para uma experiência para lá de imersiva no estande da gigante dos games.

Nesse ano, durante os quatro dias de evento, o estande da Team Liquid receberá nomes de peso como Kami, Revolta, FRTTT e a recém-chegada Babi, em uma ação chamada "Jogue com um Pro", onde visitantes terão oportunidade de enfrentar os campeões convidados em partidas 5x5 e além disso, a Visa, que também é patrocinadora do time VALORANT, oferece pela primeira vez um espaço VIP mais do que especial, com comes e bebes e uma área para descanso, além de máquinas para que os visitantes possam jogar partidas com o squad da Team Liquid.


Espaço exclusivo da Visa no estande da Team Liquid

Amélie Magazine: Com a renovação da parceria entre a Visa e a Team Liquid, quais são os planos em termos de patrocício na área de eSports, principalmente nessa nova edição da BGS?

Mariana Dinis: A Visa já está há um ano com a Team Liquid e esse é o segundo ano que a gente participa da BGS com eles, então é uma forma de entrar nesses eventos e nos conectarmos com essa nova geração. A nossa parceria com a Team Liquid, tem foco principalmente no patrocínio do time feminino de Valorant, que tem tudo a ver com essa frente de inclusão que a Visa trabalha. 

É assim que nossa equipe fomenta essas oportunidades para as pessoas prosperarem no universo dos eSports, então tem tudo a ver com o que a Visas faz. E além dessa associação com o time, temos também esse ano uma série de ativações, que temos tanto no centro de treinamento da Team Liquid em eventos como Resenha das Minas, Tapa Cavalo, como participação em eventos como a BGS também.


Amélie Magazine: E o quais atividades a Visa vai promover por aqui durante esses 4 dias de evento?

Mariana Dinis: Aqui estamos com bastante coisa legal esse ano! Temos uma loja da Team Liquid com itens bem bacanas e vale lembrar que quem paga com Visa tem 20% de desconto e também, para quem fizer compras acima de R$600, terá acesso ao espoaço exclusivo da Visa aqui no estande, onde as pessoas vão poder descansar, carregar o celular, comer algumas comidinhas e além disso, também vão poder tirar foto com o troféu do Game Changer, que é o troféu que as meninas do Valorant venceram e até ter oportunidades de fotos com os convidados e jogar uma partida de X1 com os times.

São 50 acessos por dia ao espaço exclusivo, então serão cinquenta pessoas por dia e além disso, os dez primeiros ainda recebem um kit super legal de itens da Team Liquid, então claro, em todo evento onde entramos em parcerias, não temos apenas o benefício de dar o desconto, mas também oferecer experiências bacanas para os fãs, para que a gente possa fomentar cada vez mais ações como essa. 

Amélie Magazine: Você comentou sobre a representatividade feminina nos eSports com o incentivo da Visa, então, como a Visa se vê no futuro com essas parcerias? Mais patrocínios para times femininos em vista ou até mesmo patrocínio de campeonatos dedicados?

Mariana Dinis: A gente sabe que nesse universo dos games, cerca de 50% do público é feminino, mas ainda existe um certo preconceito com a inclusão das meninas nesse universo, com aquela frase típica de que "games são coisas de meninos", mas nós sabemos que no universo gamer, tem muitas meninas jogando sim e a gente quer cada vez mais ver as mulheres participando desse espaço.

Por enquanto, aqui no Brasil estamos focados na Team Liquid e a gente também tem diversas atuações da Visa também em outros mercados na América Latina, como por exemplo, a gente patrocina outros times de eSports e também participa de vários eventos. Campeonatos por enquanto não são o foco, mas com a Team Liquid, a gente consegue passar essa mensagem de mais mulheres nos eSports, de que o universo gamer pode sim ser um universo inclusivo, todos podem ter acesso e todo mundo pode prosperar nesse ambiente.


Troféu que o time feminino de Valorant em exposição no Espaço Visa 

Amélie Magazine: Qual a importância da Visa estar presente em mais um ano da BGS com a Team Liquid e de estar cada vez mais inserida no meio gamer?

Mariana Dinis: O mundo gamer, é uma oportunidade gigantesca de negócios para a Visa. A gente sabe que na América Latina movimenta certa de 9 milhões de dólares, então, é um mundo de diversas formas de pagamento que são possibilidades pela Visa, para estarmos cada vez mais inseridos.

Sabemos que o público gamer adora coisas mais fluídas, rápidas, experiências mais fáceis e convenientes, que é tudo o que a Visa oferece nesse mundo de pagamentos, então, para a gente, nossa missão é ser a melhor forma de pagamentos, então faz todo sentido estarmos aqui nesse cenário, trazendo soluções cada vez mais convenientes para os gamers. 

Estar nesses eventos nos conectando com esse público e com as parcerias entre os times, também vai de encontro com outro objetivo que temos em mente, que e conversar e se conectar com a galera mais jovem, com a geração Z e com as gerações mais jovens. Essa é forma de nos conectarmos de uma forma mais aprofundada, proporcionando experiências que realmente acolham esse público e sejam realmente relevantes para suas experiências aqui na BGS e em outros eventos.

Amélie Magazine: Se você pudesse escolher trrês paralvras para definir a parceria entre a Visa e a Team Liquid na BGS desse ano, quais seriam?

Mariana Dinis:  Acho que tem uma questão de Relevância e como é que somos relevantes para esse público, Fandom, porque assim, existe uma fanbase super leal à Team Liquid, então é muito legal a Visa fazer parte dessa base de fãs e entrar nesse mundo onde os fãs tem essa conexão super especial com os gamers e Conectividade, por estarmos sempre vendo as soluções mais novas, dinâmicas e convenientes para esse público que está sempre conectado. 

Amélie Magazine: Uma mensagem para todos que visitarem o estande da Team  Liquid aqui na BGS!

Mariana Dinis: Gente, venham aqui no estande! Tem muita coisa legal. desade descontos na loja utiizando cartão Visa como pagamento à experiências diferentes e interativas. Tem a Sala Visa para que vocês possam descansar, tem a roleta que você pode participar para ganhar brindes, tem jogos com o pessoal da Team Liquid! Venham para cá para aproveitar porque está muito bacana! 


GOAT | Produzido por Jordan Peele, novo terror ganha vídeo com destaque nos bastidores das filmagens

 

Por Victoria Hope

A Universal Pictures divulgou um vídeo inédito dos bastidores de “GOAT” (Him), novo thriller psicológico que chega aos cinemas brasileiros em 2 de outubro. O material exclusivo, traz depoimentos do produtor e vencedor do Oscar Jordan Peele, do diretor Justin Tipping, além dos protagonistas Tyriq Withers (Cameron Cade) e Marlon Wayans (Isaiah White).  

No making of, eles compartilharam suas impressões sobre a intensa e aterrorizante jornada narrada no longa, que levará o público a uma verdadeira imersão no santuário íntimo da fama, da idolatria e do desejo de alcançar a excelência a qualquer custo. 

Este filme é sobre o relacionamento entre um estudante e seu herói. ‘GOAT’ significa o melhor, uma pessoa que merece respeito entre todos os outros. O filme levanta a questão de ser uma estrela, e ele vai a alguns lugares realmente aterrorizantes”, afirma Jordan Peele.  

GOAT”, termo esportivo para indicar O Melhor de Todos os Tempos (The Greatest of All Times), acompanha Cameron Cade (Tyriq Withers), um quarterback em ascensão que dedicou sua vida e sua identidade ao futebol americano. Na véspera do Combine, o mais importante evento anual de avaliação e seleção de atletas para o futebol profissional, Cam é atacado por um fã desequilibrado e sofre um trauma cerebral com potencial de destruir sua promissora carreira.  

Justamente quando tudo parece perdido, Cam se apega a um tênue fio de esperança: seu ídolo, Isaiah White (Marlon Wayans), lendário quarterback octacampeão e ícone cultural, se oferece para treiná-lo em seu ginásio isolado — um enorme complexo que divide com sua esposa, a famosa influencer Elsie White (Julia Fox). 

Mas, à medida que o treinamento de Cam se intensifica, o carisma de Isaiah começa a se transformar em algo mais sombrio, levando seu protegido a uma espiral de confusão e perplexidade que pode lhe custar muito mais do que ele imaginava. O elenco também conta com Tim Heidecker e o comediante australiano Jim Jefferies, além do lutador peso-pesado de MMA Maurice Greene e os fenômenos do hip hop Guapdad 4000 e a indicada ao Grammy Tierra Whack, os três em seus papeis de estreia no cinema.  

Confira o vídeo dos bastidores:




[Coletiva] Gloria Groove faz história ao se tornar primeira drag a interpretar Madame Morrible em montagem brasileira de Wicked

 

Por Natalia Porto

Durante coletiva nessa quina (21), Daniel Garcia, mais conhecido como Gloria Groove, compartilhou com jornalistas sua alegria em estar nos palcos de Wicked


Um novo nome trilha o caminho de tijolos amarelos rumo à cidade das Esmeraldas! A cantora Gloria Groove acaba de fazer história se tornando a primeira drag queen a interpretar Madame Morrible, a poderosa diretora da Universidade Shiz na montagem brasileira de Wicked

Na trama, Morrible (que no filme é interpretada pela icônica Michelle Yeoh), é a diretora com punhos de ferro que comanda a Universidade onde Elphaba e Glinda estudam e sua personagem está por trás de diversas reviravoltas na trama.

Não apenas a chegada de Gloria, como a primeira drag a interpretar a personagem desde a criação do musical em 2003, significa mais um passo rumo a diversidade, como também representa a realização do sonho de uma das grandes estrelas brasileiras do entretenimento.

Myra Ruiz, Gloria Groove e Karin Hills durante a coletiva 

Durante a coletiva, Gloria enfatizou a importância desse papel e relembrou de mais nomes representativos que passaram pelo papel "Eu acredito que o que estou vivendo aqui em cima é muito importante. Estou tendo a chance de fazer história como a primeira vez em que essa personagem, Madame Morrible, será vivida por uma artista drag em cima do palco. Lembrande que a gente já teve atrizes trans fazendo esse papel na Broadway, Alexandra Billings, Diva Menner aqui no Brasil em 2023. Mas essa é a primeira vez que a cultura drag vai ser a ferramenta para comunicar a vida e os objetivos de Madame Morrible". 

Myra Ruiz, que interpreta Elphaba, a 'Bruxa Má do Leste',revelou que o musical é um marco em sua carreira e na vida de todos que fazem parte dessa montagem: "Wicked sem dúvidas vai ser um marco na vida de todos nós, desde a galera da produção até todos os atores que estão em cena porque é muito especial fazer parte disso."

E também, durante o papo com o elenco, Karin Hills, que interpreta Morrible ao lado de Fabi Bang (Glinda) e Elphaba de Myra, disse amar fazer parte do musical e também comentou sobre sua carreira: "Eu amo a minha irmã Fabiana! Eu amo o que eu faço e é impressionante como é gostoso ver essas descobertas, mas até complementando a pergunta anterior, acho que ver esse teatro e pessoas lembrando da Irmã Fabiana de Carinha de Anjo e de uma maneira inspirando e incentivando outras facetas do nosso trabalho, ainda mais o meu público) que é tão diverso. São crianças e pessoas idosas, então sou muito privilegiada." 

Dois figurinos inéditos de Madame Morrible / Foto: Divulgação

Agora falando sobre o lado mais técnico, todo o figurino de Madame Morrible passou por uma atualização! O novo figurino é assinado por Ligia Rocha com assistência de Alan Cecato, trazendo uma nova paleta de cores que compõe o visual inédito construído exclusivamente para Gloria e acima você pode conferir em primeira mão as imagens exclusivas.

Gloria entra em cartaz na montagem brasileira de Wicked entre 23 e 27 de agosto e 30 de agosto e 3 de setembro no Teatro Renault, localizado na Paulista em apresentações que prometem marcar época. Os ingressos já estão disponíveis, mas vale lembrar que quase todos os ingressos populares já estão esgotados para esse fim de semana de estreia.