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[Review] Venom: Tempo de Carnificina

Por Victoria Hope

Os cinemas retornam nesse final de semana  com grandes lançamentos para o grande público em São Paulo, mas nós aproveitamos o feriado anterior para assistir "Venom: Tempo de Carnificina", sequência do longa de 2018.

O primeiro filme não recebeu boas críticas devido ao humor mediano e visual inacabado, mas o segundo, apesar de não ser também uma obra prima, consegue superar o anterior em alguns motivos. Mesmo para quem estava com expectativas baixas, "Venom: Tempo de Carnificina", conseguiu divertir, pelo menos um pouco.

Na nova trama, o jornalista Eddie Brock (Tom Hardy) tenta seguir em frente após o término com a namorada e os eventos que o tornaram em um dos jornalistas mais famosos da cidade, porém, sem perspectiva de futuro e correndo para não ser pego pelas estranhas mortes que acontecem na cidade, Eddie se isola no apartamento, enquanto tenta ensinar seu simbionte, Venom, a não se alimentar de humanos.

Eddie e Venom / Sony Pictures

A dinâmica de casal de Eddie e Venom funciona muito bem e é ainda mais hilária do que no filme anterior, apesar de que grande parte dos momentos cômicos ficam por conta do simbionte, que aliás, carrega muito da personalidade hilária do vilão nos quadrinhos.

Mas em termos de enredo, apesar da comédia leve, o filme não consegue encontrar o meio termo e deixa a desejar em diversos aspectos. A história em alguns momentos soa até mesmo bobinha e não vai a lugar nenhum, apesar da clara evolução de Eddie, que aos poucos, passa a aceitar quem é.

Um dos grandes problemas do filme cai nos braços justamente do pouco tempo de tela dos protagonistas, com uma trama que se perde no meio do romance entre os vilões Cletus (Woody Harreson) e Shriek, que dominam as cenas e cortam espaço até mesmo do próprio Carnage 

Shriek / Sony Pictures

As poucas coisas que salvam o filme, além dos momentos cômicos de Venom, incluindo uma cena incrível numa boate, é a participação da vilã Shriek, que pode muito bem ter sido a personagem a introduzir o conceito de mutantes no MCU através desse filme.

Outra coisa que valeu a pena foi a cena pós-créditos que precisa ser assistida, então nem pense em sair da sala antes de conferir. Apesar de ser um momento legal, ele apenas fecha um filme que foi bem morno e que não mudou muita coisa na trama principal de Venom, a não ser pelos últimos segundos.

Nem mesmo a direção visionária de Andy Serkis conseguiu salvar a trama, o que é uma pena, mas esse filme com certeza vai agradar alguns fãs e desagaradar outros. Venom: Tempo de Carnificina já está disponível em todos os cinemas do Brasil.

NOTA: 7/10

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