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Amazônia Live - O Documentário | Rock in Rio e The Town lançam e revelam bastidores do grande movimento realizado pelos festivais em prol da floresta

 

Por Victoria Hope

O público já pode anotar na agenda: no dia 6 de junho, às 18h, em meio à Semana do Meio Ambiente, o Rock in Rio e o The Town levam ao Multishow o documentário "Amazônia Live - O Documentário". A produção inédita revisita a trajetória da iniciativa criada pelos festivais para virar os holofotes do mundo para a Amazônia em um chamado pela necessidade de manter a floresta em pé, proteger seus povos originários e contribuir para o desafio global de reduzir as emissões de carbono. O conteúdo reúne depoimentos exclusivos de Mariah Carey e as divas paraenses - Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara, que participaram do especial de TV no Rio Guamá -, assim como Ivete Sangalo e os artistas do Grande Encontro Por Um Mundo Melhor, no Mangueirão, revelando os bastidores dessa jornada. 

O documentário também evidencia os desdobramentos concretos da iniciativa, como o edital de 2 milhões que no ano passado beneficiou seis projetos na região metropolitana de Belém. Depois da exibição no Multishow, o especial ficará disponível por um ano no Globoplay. 

O Amazônia Live é um movimento de legado que faz parte do pilar Por Um Mundo Melhor, bandeira que o Rock in Rio levanta desde sua primeira edição, em 1985. O projeto na região Amazônica teve início em 2016 e, em quase 10 anos, já registrou mais de quatro milhões de árvores plantadas no território nacional. Houve também a promoção de renda para o povo indígena do Xingu e a recuperação das margens do rio de mesmo nome, revitalizando terrenos desmatados e mobilizando trabalhadores coletores da Rede de Sementes do Xingu.  

Muito além dos palcos, o documentário mergulha na dimensão humana, ambiental e cultural do movimento, revelando os bastidores do projeto que conectou artistas, comunidades locais, institutos, organizações e milhares de pessoas em torno de uma mesma causa. A produção percorre diferentes frentes do projeto, como o especial de TV protagonizado por Mariah Carey e as divas paraenses – que se apresentaram em um palco flutuante em forma de vitória-régia no Rio Guamá – e o “Grande Encontro Por Um Mundo Melhor”, mobilização popular realizada gratuitamente no Mangueirão, em Belém. 

Amazônia Live / Foto: Divulgação

O público também pode conhecer um pouco mais sobre as seis iniciativas beneficiadas pelo edital de R$ 2 milhões, que atuam com temáticas como promoção dos direitos das mulheres, geração de renda, conservação da natureza, turismo de base comunitária, agroecologia, reciclagem e valorização da cultura tradicional. O documentário mostra como música, cultura e impacto social se transformaram em ferramentas para dar visibilidade global à floresta e fortalecer o debate ambiental para as próximas gerações.  

Para Roberto Medina, criador e presidente da Rock World, o projeto nasce da necessidade de usar a potência da música para provocar reflexão e mobilização coletiva em torno de um tema urgente para o planeta. “A gente é um instrumento de união. É um pouco de luz em um momento muito obscuro da sociedade. Você emocionar as pessoas e conquistá-las pelo movimento é único. A gente não vive sem a floresta, não é uma questão de opção. Eu fiquei pensando que contribuição eu poderia dar para essa discussão no ano que o Brasil receberia a COP e aí fazia todo o sentido realizar um espetáculo no meio da floresta.com imagens que ganhassem o mundo”, revelou.  

Ao longo do documentário, o público acompanha histórias e iniciativas que mostram o impacto direto do projeto na Amazônia e nas comunidades da região, reforçando a importância de ampliar o debate ambiental por meio da cultura e da música. Para Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, a trajetória do Amazônia Live representa também a evolução do próprio compromisso socioambiental da marca ao longo dos anos. 

“Toda a jornada do Por um Mundo Melhor é um aprendizado que cresce junto com a sociedade. Aquilo que a comunidade mostra que é relevante a gente abraça e traz para as nossas mensagens. O Amazônia Live teve a primeira edição em 2016, quando plantamos quatro milhões de árvores da região do Xingu. Ali, começamos olhando para o social e depois aprendemos sobre o olhar ambiental, que foi acolhido dentro dos nossos compromissos. Com a chegada da COP30 a Belém, pareceu o momento perfeito para a gente convocar o grande público. A gente quis falar com o mundo, por isso trazer a Mariah para poder reverberar internacionalmente juntar com as divas paraenses para mostrar a cultura local. Uma das coisas que a gente aprendeu nessa jornada é que a floresta é mais forte quando tem pessoas vivendo dela”, acredita. 

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