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Perifacon 2022 | Concurso Cosplay

 

Por Victoria Hope

E nesse domingo (31), aconteceu a segunda edição presencial da Perifacon e com ela é claro que o concurso cosplay também não poderia faltar. No concurso cosplay, fãs de diversas mídias puderam interpretar seus personagens ou desfilar mostrando os detalhes de cada visual. 

Vale lembrar que num concurso cosplay, são válidos personagens originários de qualquer tipo de mídia impressa ou visual (animes, mangás, HQ, filmes, animações ocidentais, videogames, seriados orientais e ocidentais e live-actions), desde que estes fizessem parte de mídias oficiais.

Jurados à postos para o concurso cosplay, da esq para dir. Patti Maionese, Moo Chan e Iago

No concurso da Perifacon, entre todos os indicados, apenas 10 participantes foram escolhidos por votação virtual pelo público, para que tivessem a chance de participar da final ao vivo no evento nesse domingo e a bancada de jurados contou com nomes como o Patti Maionese, influencer e cosplayer conhecida por seus cosplays de Star Wars, Moo Chan, cosplayer, dubladora e apresentadora do Omelete e Iago Garcez, cosplayer de Will Smith há mais anos. 

Os vencedores foram Wesley Stark, com seu cosplay incrível de Kratos do jogo God of War, em segundo lugar João Riddle (Soldier Zombie Las Plagas), levando o prêmio de R$2.000 e uma estatueta da Tempestade dos X-Men da Iron Studios) e Mel (Mulher-Maravilha), que levou pra casa R$1.000 e uma peça da Iron Studios em homenagem ao Stan Lee. Confira as imagens abaixo: 













'Queer Coding' e a verdade sobre vilões LGBT no entretenimento



Por Victoria Hope

Já se perguntou o motivo pelo qual você ama vilões e muitas vezes consegue se identificar mais com eles do que com os heróis das tramas? Se você for LGBT, com certeza se identifica ainda mais, porém existe um motivo real por trás disso e vamos falar dele por aqui.

Existem centenas de artigos, matérias e editoriais inteiros falando sobre o problema de tantos vilões, principalmente de mídias infantis como animações, serem sempre retratados com 'traços gays', numa tradução livre do termo. 

Por um lado, é triste pensar que muitas crianças LGBT se veem nesses vilões que foram escritos justamente como chacota, como formas de 'envergonhar' todo o grupo, afinal, os vilões representam o mal e muitas vezes isso pode acabar associando a imagem de LGBTs com um desejo pelo perigo ou por burlar a lei. 

Isso tudo é verdade, mas tem um lado que talvez muitos não saibam. Grande parte dos vilões 'queer coded' de estúdios como a Disney, por exemplo, eram desenhados e escritos por artistas LGBT dentro da indústria, que achavam no vilão, a única forma de inserir uma pequena 'representatividade' ali. 

Úrsula de 'Pequena Sereia' / Disney

Foi o caso de vilões como a icônica Úrsula de 'A Pequena Sereia'. A personagem foi desenhada em homenagem à drag queen Divine, que muito antes do filme, era uma grande amiga de Howard Ashman, que fazia parte da equipe de produção do filme e escreveu as músicas de toda a animação, além de Rob Minkoff, que também conhecia a performer da cena noturna LGBT.

Essa foi uma forma de ambos inserirem uma figura divertida e muito importante para o grupo, sem que isso ficasse nítido para a audiência leiga. Naquela época, quem era adulto e LGBT com certeza reconheceu a figura, mas as crianças e seus pais provavelmente não reconheceram.

Muitos sabem que os estúdios queriam o efeito contrário. Na trama, personagens como Scar, Úrsula, Hades entre muitos outros, estavam ali para representar o mal, a traição, 'coisas' que deveríamos 'abominar', mas o 'problema' é que não foi isso o que aconteceu.


Equipe Rocket de Pokemon / Cartoon Network
O que era pra ser um ataque à indivíduos da comunidade LGBT, teve efeito contrário, pois rapidamente esses vilões se tornaram um 'espelho'. Toda estética e estilo de vida desses personagens evocava uma aura de poder, unido à roupas espalhafatosas e personalidades fortes, onde esses antagonistas ignoravam as regras ditadas pela sociedade.

Ser um vilão, significava rejeitar completamente todos os dogmas e conceitos daquela sociedade para viver à sua maneira e isso é algo que todos os vilões pregavam, logo, o público marginalizado, desde a infância, passou a se identificar com esse conceito.

Em um dos nossos artigos, já comentamos a importância de crianças se verem na mídia e mesmo que vilões LGBT não sejam a representatividade ideal, é impossível dizer que essas crianças não se sentem representadas e 'empoderadas' por esses personagens.


Catra e Adora de 'She-Ra' / Netflix 
Ao invés do público rejeitar esses vilões, eles os abraçaram, se sentiram acolhidos por essa representatividade, por mais 'negativa' que ela fosse. A maioria dos vilões de animação e filmes não possuem características que possa os redimir, mas esse é o ponto, um vilão não precisa ter um arco de redenção e é nessa hora que surge a importância da separação entre vida real e ficção. 

Catra, por exemplo, na nova versão de She-Ra, continua sendo a vilã e mesmo que nós tenhamos certa 'empatia' por ela, em nenhum momento a animação protege a personagem das coisas erradas que ela faz, muito pelo contrário. 

Claro que temos um primeiro momento onde ainda vemos que ambas Catra e She-Ra nutriam uma amizade a conforme a trama engrossa, notamos que Catra sente algo além de amizade pela protagonista, mas esse amor logo se torna 'raiva' e por ser rejeitada desde nova, a vilã tenta de todas as formas agradar os vilões para 'ter um lugar ao sol'. 


Loki, Ozymandias e Mística / Marvel | DC Comics | Marvel

Nem sempre vilões queer-coded eram LGBTs, mas alguns eram abertamente não-héteros nos quadrinhos, por exemplo, e muita gente cresceu lendo e se identificando com esses personagens, como Loki de Thor, o Ozymandias de Watchmen e a própria Mistica de X-Men (além de uma série de outros personagens da saga). 

É importante lembrar que nem todos amavam esses personagens e grande parte desses antagonstas possuía requintes de crueldade e é aqui onde mora o perigo de colocar todos os vilões ou os principais vilões e anti-heróis como LBGTS. 

Quando essa 'demonização' se torna um padrão para a representatividade na mídia, sem que haja uma representação LGBT positiva e genuinamente 'heróica', a tarefa de fazer com que pessoas não LGBTs simpatizem mais com os personagens e pessoas assim, se torna bem mais difícil. 

Coringas / DC Comics 
Quando falamos em queer-coding e quadrinhos, é impossível não falar dele, o Coringa, um dos vilões mais amados e simultaneamente odiados pelos fãs de HQs e cinema. Um dos personagens mais complicados e assustadores na história da DC, tem uma origem que é um mistério, mas isso não faz dele menos 'icônico'.

Vale lembrar que icônico aqui é usado como forma de dizer que ele se tornou um ícone para a mídia, o que não deixa de ser verdade. Assim como seu arqui-inimigo, Batman, Coringa teve diversas interpretações no cinema e na televisão, ganhando até seu próprio filme de origem ano passado.

O primeiro ator a interpretar o Coringa, foi Cesar Romero, um ator cubano e gay, que em sua juventude foi considerado um verdadeiro galã. A risada icônica que conhecemos partiu dele, assim como a atitude do personagem.

Cezar Romero  na juventude / Cezar na série clássica de Batman em 1966

Em um trecho de uma rara e antiga entrevista, há uma fala do ator (Cesar) dizendo que interpretar Joker na primeira adaptação dos quadrinhos em 1966 foi algo muito importante, pois ele finalmente poderia agir de forma mais livre e 'raunchy' (termo usado para dizer atrevido (a). Confira o vídeo.

O Coringa dos quadrinhos sempre foi representado como uma figura espalhafatosa, dramática e exagerada; um vilão sempre era visto como apaixonado pelo arqui-inimigo Batman, porém essa paixão era doentia. 

Em nenhum momento dos quadrinhos ou das adaptações do personagem, as ações do Coringa foram redimidas, muito pelo contrário. Somos levados a amar e odiar o personagem ao mesmo tempo, assim como temê-lo por ser uma figura completamente imprevisível e fascinante. 

Joker / Warner Bros.

Para fechar essa análise, não poderia deixar de falar sobre o Coringa vencedor do Oscar em 2019, interpretado por Joaquin Phoenix. 'Mas Vicky, esse Coringa era hétero, ele perseguiu a menina'. Sim, ele fez todas essas coisas, mas se lembra do comecinho desse texto, onde comentamos que nem sempre vilões queer-coded eram LGBTs?

Em uma conversa com Charles Pullman, editor do I9 Gizmodo, falamos sobre o Coringa e sobre Cesar Romero, Heath Ledger e por fim, Joaquin Phoenix. Enquanto conversávamos, surgiu algo como 'Você também sentiu queer codes no novo filme do Coringa?'

Rimos inicialmente, mas depois paramos para analisar todo o filme. Olhando pelo lado de fora, Arthur era um stalker, ele tinha 'fantasias' com aquela mulher desconhecida, mas ao mesmo tempo, de forma extremamente subjetiva, a trama (ou o próprio Joaquin), uniram a questão de saúde mental do personagem, junto com a seu comportamento violento e por fim, sua inabilidade em performar a masculinidade tradicional para criar essa 'persona'.

Joker / Warner Bros. 
Queer coding não é apenas sobre a sexualidade dos personagens, aliás, muitas vezes não é sobre isso, é sobre a performance, os gestos, trejeitos estereotipados que a sociedade heteronormativa vê dentro da comunidade LGBT (sem conhecê-la, vale ressaltar).

Em 'Coringa', acompanhamos a evolução de um rapaz fisicamente e emocionalmente fragilizado para um vilão que se empodera através das roupas e da maquiagem. Uma figura espalhafatosa que quer destruir as figuras de poder em questão (leia-se, pessoas ricas de Gotham). 

Notamos em algumas cenas do filme que Arthur se pegava admirando no espelho diversas vezes enquanto aplicava maquiagem; ele era delicado com a arte de se maquiar, diferente de seus colegas de trabalho que só passavam borrões na cara e e mal faziam a barba. 

Cenas deletadas de 'Coringa' / Warner Bros

Arthur tinha uma relação muito próxima à mãe, o que a mídia sempre representou como um sinal de queer-coding, assim como era mostrada a relação entre Norman Bates e sua mãe em 'Psycho'. Em um momento de 'Coringa' quando Arthur finalmente se despe da máscara convencional e se sente seguro, ele dança graciosamente, tal qual um bailarino.

Por fim, quando ele finalmente se 'empodera', Arthur passa a usar roupas berrantes, coloridas, que contrastam completamente com o visual cinza dos patriarcas Murray e Thomas Wayne. Ele se distancia visualmente de ambos os personagens, rejeitando aquele conceito ou 'dogma' da masculinidade e durante sua primeira entrevista, em um momento sua voz falha e ele passa a mostrar seu verdadeiro 'eu'. 

Joker não é gay ou bi, ou melhor dizendo, sua sexualidade é um enigma assim como sua origem desde sua primeira aparição nos quadrinhos, mas pensando em esteriótipos péssimos que sempre foram perpetuados pela mídia, temos uma figura com um pesado queer-code na mídia. 

É impossível se identificar com Joker... Agora, com Arthur Fleck? Talvez, principalmente por ele ser uma figura marginalizada.  Sim, nós podemos nos sentir assim também, mas já está mais do que na hora da indústria incluir representatividade positiva ao invés de adicionar apenas vilões nesse grupo.

15 Filmes com finais de cair o queixo


Por Victoria Hope

Quem não adora ser surpreendido ao final de um filme? Ao longo dos anos, diversos filmes e séries incríveis com os plot twists mais chocantes nos deixaram de queixo caído! Pensando nisso, resolvemos criar uma lista dos maiores filmes com finais surpreendendes que você pode encontrar na lista da Netflix e em outras plataformas também!


#1 - Se7en | Os Sete Crimes Capitais 


Ainda considerado um dos maiores plot twists da história do cinema e com um elenco de peso, Se7en conta a história do detetive William Somerset, que prestes a se aposentar, aborda um último caso com a ajuda do recém-transferido David Mills e juntos eles descobrem uma série de assassinatos. Logo percebem que estão lidando com um assassino que tem como alvo pessoas que ele acredita representar os sete pecados capitais. 

#2 - Corra!(Indisponível na Netflix)


Ganhador do Oscar de melhor roteiro, Corra!, o primeiro filme de terror dirigido pelo comediante Jordan Peele, conta a história de um fotógrafo negro chamado Chris (Daniel Kaluuya) que viaja com sua namorada branca para outra cidade a fim de conhecer seus sogros. O que parecia ser um verdadeiro sonho, se torna um pesadelo quando o protagonista começa a perceber comportamentos estranhos vindos dos funcionários negros da casa. 

#3 - A Ilha do Medo


Na década de 50, a fuga de uma assassina leva o detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e seu parceiro (Mark Ruffalo) a investigarem o desaparecimento da mulher de um quarto trancado num hospital psiquiátrico. Lá, uma rebelião se inicia e o agente terá que enfrentar seus próprios medos e seu conturbado passado a fim de descobrir a verdade. 

#4 - Gone Girl (Garota Exemplar) 


No dia de seu quinto aniversário de casamento, Amy desaparece completamente. Quando as aparências de uma união feliz começam a desmoronar, Nick, seu marido, torna-se o principal suspeito. Com a ajuda de sua irmã gêmea, ele tenta provar sua inocência, ao mesmo tempo em que investiga o que realmente aconteceu com sua mulher.

#5 - O Show de Truman


Um dos filmes mais emocionantes e surpreendentes de Jim Carrey, conta a história de um rapaz que tem a vida perfeita. Ele tem a esposa perfeita, o emprego perfeito, todos da cidade o amam, ele nunca ficou doente em sua vida e não possui nenhuma preocupação, mas tudo muda quando nosso protagonista começa a se sentir vigiado e pouco a pouco descobre que nada em sua vida é o que parece ser. 

#6 - Inside Man | O Plano Perfeito (Indisponível na Netflix)



Nesse suspense protagonizado por Denzel Washington, assaltantes invadem um banco em Nova York e fazem diversos reféns. A polícia chega ao local esperando resolver a situação rapidamente, mas os detetives Frazier e Mitchell são surpreendidos com a inteligência e a frieza do líder dos bandidos, Dalton Russell. Quando a capacidade do detetive Frazier começa a ser questionada, surge uma enigmática jogadora de pôquer que solicita um encontro a sós com o vilão Russell. O filme parece ser algo simples, mas apenas nos quinze últimos minutos, descobrimos o verdadeiro plot twist! 

#7 - CAM 


Premiado em diversos festivais de cinema internacionais, o terror CAM, conta a história de uma cam girl com a popularidade em alta, que tem sua conta roubada por uma sósia e precisa identificar a farsante para reaver sua identidade. O filme realmente poderia ser um episódio de Black Mirror e quando você acredita que entendeu o plot twist, BAM! Nada é o que parece! 

#8 - Dirk Gently's Holistic Detective Agency  (Série)   


Quem adora ficção científica e os livros de Douglas Addams, conhecido por 'O Guia dos Mochileiro Das Galáxias' com certeza irá amar essa adaptação do mesmo autor. Tudo ia mal na vida de Todd Brotzman (Elijah Wood), até que uma excêntrica figura chamada Dirk Gently, que se auto intitula detetive 'holístico', entra em sua vida e promove um verdadeiro caos. O que era para ser apenas uma simples investigação de assassinato, se torna um verdadeiro turbilhão de reviravoltas na vida do protagonista.  

#9 - A Nona Vida de Louis Drax


Nesta adaptação do livro de fantasia e suspense de Liz Jensen, o astro Jamie Dornan (50 Tons de Cinza), interpreta um psiquiatra que decide tomar conta de um caso no mínimo peculiar de um  garoto chamado Louis Drax, que já sobreviveu a sete acidentes e encontra-se em coma no hospital depois de cair de um penhasco. O pai da criança é apontado como o principal suspeito de tentar matar o menino, mas será que é esta é a verdade?

#10 - Aniquilação


Uma bióloga com treinamento militar (Nathalie Portman), embarca em uma perigosa missão para descobrir o que aconteceu com seu marido dentro da chamada “Área X” - um fenômeno sinistro e misterioso que está se alastrando pela região costeira dos Estados Unidos. Será que esse fenômeno é o verdadeiro culpado por trás do desaparecimento de seu esposo?

#11 - Mãe! (Indísponível na Netflix)


Nesse thriller art house de Darren Aronofsky, Jennifer Lawrence interpreta a personagem Mãe, uma jovem casada com um homem mais velho, que vive isolada em uma cidade do interior. O filme todo é uma grande metáfora de vida e o final é de fazer o coração pular da boca!

#12 - Versões de Um Crime


No filme, Keanu Reeves interpreta um advogado que é contratado para defender um jovem que confessou ter matado o próprio pai. A primeira vista, o filme parece ser apenas um suspense comum daqueles relacionados ao universo jurídico, onde somos apresentados a um crime, um advogado pretensioso, um réu e o desenvolvimento de todo um julgamento com provas concretas e pistas que parecem reais, mas conforme o filme se desenvolve, descobrimos que nada é o que parece e a reviravolta final vêm para sabotar todas as suposições do público. 

#13 - Millenium: Os Homens que não Amavam Mulheres


Outra ótima adaptação de livro, Millenium (USA), apresenta a história do rico Henrik Vanger (Christopher Plummer), que contrata um jornalista renomado Mikael Blomkvist (Daniel Craig) para desvendar o assassinato de sua sobrinha, acontecido há 40 anos atrás. Mas é claro que nada é tão fácil e por ser um homem desconfiado, Henrik contrata também uma excêntrica e poderosa hacker 
(Rooney Mara) para investigar quem realmente é esse jornalista investigativo. 

#14 - Gerald's Game (Jogo Perigoso) 


Nessa aclamada adaptação de um dos best sellers de Stephen King, conhecemos a história de Jessie (Carla Gucino), uma mulher de 40 anos, que afim de apimentar a relação com o esposo, é algemada na cama de um hotel durante um jogo sexual e se vê em um labirinto sem fim quando esposo morre  repentinamente durante a 'brincadeira'. A partir daí, a mulher começa a ter alucinações e conforme a história se desenvolve, o plot twist se torna cada vez maior até o ápice final. 

#15 - Contato (Indisponível na Netflix)


Sem dúvida um dos maiores plot twists da história do cinema durante os anos 90, Contato traz a história de uma cientista chamada Dr. Eleanor Arroway (Jodie Foster), que no meio científico de astrofísica, sempre foi desacreditada e motivo de chacota pela comunidade científica por ser mulher, porém estava determinada a comprovar que existe vida fora da Terra. Apesar do filme ter sido filmado em 1997, a história se encaixaria muito bem em algum episódio de Black Mirror e ao final, a reviravolta não apenas nos faz questionar tudo o que vimos e conhecemos sobre o nosso mundo como seres humanos, como também deixa todos com uma enorme pulga atrás da orelha. 

[Review ] Mulher Maravilha



Por Victoria Hope


Algumas oportunidades ficam para sempre em nossas memórias e nossa equipe ganhou uma das melhores! Assistimos ao filme em Março, mas não poderíamos divulgar quaisquer informações relacionadas à trama, mas agora novas críticas vieram à tona apenas para confirmar o que já acreditávamos!

Mulher Maravilha sem dúvida é o melhor filme de super herói do ANO! Podemos dizer sem receios que a opinião foi unânime na equipe. Não irei contar muitos detalhes sobre a trama, pois este é um filme que merece ser visto no cinema e de preferência em tela IMAX.

Há anos, fãs de todo o mundo, principalmente o público geek feminino tem pedido por representatividade na industria e após anos de luta e insistência, finalmente recebemos esse grande prêmio.

Na trama, vemos uma jovem Diana confusa com suas origens e que ainda não entende muito sobre seus poderes. Sua mãe fará de tudo para que ela não descubra seu verdadeiro potencial, enquanto, sua tia Antíope, será a grande Amazona que irá treinar a pequena Diana até sua fase adulta.

Uma das sequências mais belas do filme conta a história da origem das Amazonas, com direito a explanação sobre lendas gregas antigas de Deuses do Olimpo.

Outro ponto importante sobre a trama é o tom de comédia, muito equilibrado com a dose de drama e ação. Uma das cenas mais hilárias do filme fica por conta das mulheres antigas, chocadas com a atitude da Diana perante os homens, Nossa Amazona  não entende o motivo por trás do receio das mulheres em levantar a voz e dizer o que pensam aos homens. Ver essas mulheres clássicas tentando fazer Diana se tornar uma "mulher apropriada" rendeu boas gargalhadas.



Não poderia deixar de falar do romance, também presente na trama entre o soldado Steve (Chris Pine) e Diana. Vale ressaltar que nada é muito exagerado ou pesado entre os dois.

Falando sobre a trama principal, Diana já adulta, segue em missão para encontrar o paradeiro do Deus Ares (amamos a escolha do ator), pois ela está convencida de que a  1ª Guerra está acontecendo por influência desse deus.

Além do assunto bélico, o filme traz pautas muito pertinentes relacionadas a igualdade de gêneros, a luta por direitos iguais e outros problemas sociais responsáveis por dificultar a vida das mulheres na sociedade.

Mulher Maravilha, para mim, foi um dos melhores títulos lançados pelo universo cinemático da DC até hoje. O filme não desaponta, é leve, tem um ótimo timing e é perfeito para que novos fãs entendam a origem da Princesa Amazona.

Sobre Gal Gadot, restam apenas elogios. A atriz definitivamente trouxe a poderosa Mulher Maravilha à vida, com seu ótimo humor, capacidade física e uma boa dose de ironia e sarcasmo.


O filme tem estreia marcada para 1º de Junho em todos os cinemas do Brasil!

Comic Con Experience 2015 - Day 1


Hello :) Durante essa semana aconteceu a maior feira geek do Brasil, conhecida como Comic Con Experience na cidade de São Paulo, e nós da Amélie, é claro, não poderíamos ficar de fora desse grande evento!

Com a promessa de um ano épico, a equipe da CCXP trouxe diversos nomes da indústria internacional da televisão e dos quadrinhos. Frank Miller e Jim Lee, realezas do mundo das HQ's marcaram presença em dois painéis incríveis: Um oficial da DC Comics, comandado por nomes de peso como Dan DiDio e Jim Lee,  na quinta feira e na na sexta-feira, um painel mais do que especial em homenagem à Frank Miller, conhecido por seus trabalhos em Sin City, Batman e o clássico Demolidor (Marvel - 79)

Foto: Lenda dos quadrinhos, Frank Miller durante o painel em sua homenagem/ Torre dos Gurus
Uma enorme quantidade de conteúdos inéditos trazidos por grandes emissoras e uma multidão de fãs, fizeram o sucesso do evento, que aconteceu de 3 a 6 de Dezembro, empolgando centenas de pessoas que coloriam os corredores do pavilhão e lotavam o gigantesco Auditório Cinemark.

Foto: Painel de John Rhys-Davis, ator britânico conhecido por seu personagem 'Gimli' de LOTR
Os estandes, é claro, foram um show a parte, pois estavam todos muito bem decorados,trazendo temas que variavam da Marvel à Warner Bros, além de que as opções de diversão em cada estande eram infinitas!

Foto: Estande da Companhia das Letras, inspirado em Star Wars                    
Foto: Estande concorrido da editora Leya, responsável por Game Of Thrones no Brasil




Durante a coletiva de imprensa, Erico Borgo ainda salientou que um dos grandes diferenciais do evento nacional é a mudança incrível da decoração dos estandes, ressaltando que a cada ano, um tema totalmente novo será explorado pelos expositores e prometendo que nas próximas edições, todos irão se surpreender ainda mais com todas as novidades que ainda estão por vir.

Foto: Toy Arts  de 'The Walking Dead' da Funko, no estande super concorrido da Legião Nerd
A piscina de bolinhas para a divulgação do filme Procurando Dory foi o maior sucesso, era impossível não passar por lá para dar um mergulho rápido antes de aguardar as filas dos painéis e das atrações!

Foto: Estande 'Procurando Dory' por Geek Publicitário 
Os cosplayers, como sempre, não poderiam faltar pelos corredores, fazendi um show a parte, sempre muito simpáticos, parando por todos os cantos para tirar fotos com fãs e entusiastas! Dos quadrinhos, aos filmes e séries, as opções de cosplays eram infititas! 

Foto: Grupo de cosplayers da DC Comics, 'NightWing', Mulher Gato, Poison Ivy e Harley Qhuinn
E adivinhem qual foi o personagem mais concorrido de todos os dias? Deadpool! O mercenário tagarela dos quadrinhos está prestes a também ganhou um painel da Fox, entre diversas novidades sobre novos títulos da label!

Foto: Cosplayers de Homem Aranha & Deadpool, ou spideypool, como fangirls gostam de chamar
É claro que não poderíamos deixar de falar das atrações que marcaram presença no evento,principalmente o super aguardado painel da Netflix, que trouxe nomes como Kristen Ritter, protagonista da incrível nova série original 'Jessica Jones', acompanhada por David Tennant, ator britânico conhecido por seu trabalho em Doctor Who, além do elenco de Sense 8, aposta dos irmãos Watchowski de Matrix, contando com a presença de Alfonso Herrera, Jamie Clayton e Aml Ameen!

Foto: Alfonso Herrera, Jamie Clayton e Aml Ameenm durante a coletiva de imprensa
Já o final de semana foi tomado pela belíssima Evangeline Lilly, conhecida por sua personagem original ''Tauriel' em 'O Hobbit' e a 'Vespa'  em Homem Formiga (Ant Man).  A atriz  trouxe seu primeiro livro ao painel, 'Os Molambolengos', e Gerard Way, ex-vocal da banda My Chemical Romance, trouxe uma sessão de autógrafos e um painel sobre sua série quadrinhos 'Umbrella Academy'. Por fim, o queridinho das fangirls Misha Collins, conhecido por seu papel de Anjo Castiel na série 'Supernatural', esbanjou simpatia durante a sessão de autógrafos e em seu painel no início da manhã de sábado!
Foto: Painel do Misha Collins no sábado por Space High Tech 
Mas um dos painéis mais aguardados do final de semana foi definitivamente o da Disney, que aconteceu no sábado e trouxe novidades sobre os próximos títulos a serem lançados pela casa, além da exibição de cenas exclusivas do aguardadíssimo 'Star Wars - O Despertar da Força' e uma pré-estreia incrível da nova animação da Pixar, 'O Bom Dinossauro'.

Foto: Estande incrível de 'Star Wars - O Despertar da Força' 
O evento foi fechado com chave de ouro, trazendo um último painel da Netflix, que contou com a presença do elenco do novo filme de Adam Sandler, 'Ridiculous 6'.  O painel trouxe a paixão das adolescentes, Taylor Lautner (Saga Crepúsculo), Terry Crews, conhecido como Julius de 'Todo Mundo Odeia o Chris', que arrancou gritos de uma multidão animada, Adam Sandler e por fim, Jorge Garcia, mundialmente conhecido por seu personagem Hugo Reyes, da série 'LOST'.

Foto: Elenco de 'Ridiculous 6' do Netflix/ Diário Gaúcho