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Confira a lista completa de indicados ao Golden Globe Awards 2020



Por Victoria Hope

Chegou o grande dia de saber quais foram as melhores performances e direções do ano de 2018 no cinema e na televisão. A 77ª Edição anual do Golden Globe Awards vai ao ar hoje (5) e será transmitida ao vivo pelos canais TNT e E!

Já sabe quem são seus candidatos favoritos para vencer esta noite? Então acompanhe nossa cobertura completa nas redes sociais. Estaremos em live ao vivo no instagram e no Facebook para comentar as premiações em tempo real. 

Abaixo você confere a lista completa de indicados desse ano: 

CINEMA

Melhor filme de drama



“1917”

“O irlandês”

“Coringa”

“História de um casamento”

“Dois papas”

Melhor filme de comédia



“Meu nome é Dolemite”

“Jojo Rabbit”

“Entre facas e segredos”

“Era uma vez em Hollywood”

“Rocketman”

Melhor direção

Bong Joon Ho, “Parasita”

Sam Mendes, “1917”

Quentin Tarantino, “Era uma vez em Hollywood”

Martin Scorsese, “O irlandês”

Todd Phillips, “Coringa”

Melhor atriz de drama




Cynthia Erivo, “Harriet”

Scarlett Johansson, “História de um casamento”

Soarise Ronan, “Adoráveis mulheres”

Charlize Theron, “O escândalo”

Renee Zellweger, “Judy”

Melhor ator de drama



Christian Bale, “Ford v. Ferrari”

Antonio Banderas, “Dor e glória”

Adam Driver, “História de um casamento”

Joaquin Phoenix, “Coringa”

Jonathan Pryce, “Dois papas”

Melhor atriz de comédia



Awkwafina, “The Farewell”

Ana de Armas, “Entre facas e segredos”

Beanie Feldstein, “Fora de série”

Emma Thompson, “Late Night”

Cate Blanchett, “Cadê você, Bernadette?”

Melhor ator de comédia


Daniel Craig (“Entre facas e segredos”)

Roman Griffin Davis (“Jojo Rabbit”)

Leonardo DiCaprio (“Era uma vez em Hollywood”)

Taron Egerton (“Rocketman”)

Eddie Murphy (“Meu nome é Dolemite”)

Melhor atriz coadjuvante


Annette Benning, “O relatório”

Margot Robbie, “O escândalo”

Jennifer Lopez, “As golpistas”

Kathy Bates, “O caso Richard Jewell”

Laura Dern, “História de um casamento”

Melhor ator coadjuvante


Tom Hanks, “Um lindo dia na vizinhança”

Al Pacino, “O irlandês”

Joe Pesci, “O irlandês”

Brad Pitt, “Era uma vez em Hollywood”

Anthony Hopkins, “Dois papas”

Melhor trilha sonora




“Brooklyn — Sem pai nem mãe”

“Adoráveis mulheres”

“Coringa”

“1917”

“História de um casamento”

Melhor canção


“Beautiful Ghosts” – CATS

“I’m Gonna Love Me Again” – Rocketman

“Into the Unknown” – Frozen 2

“Spirit” – O rei leão

“Stand Up” – Harriet

Melhor roteiro




"História de um casamento"

"Parasita"

"Dois papas"

"Era uma vez em Hollywood"

"O irlandês"

Melhor filme estrangeiro


“The Farewell” (China)

“Les Misérables” (França)

“Dor e glória” (Espanha)

“Parasita” (Coreia do Sul)

“Portrait of a Lady on Fire” (França)

Melhor animação




“Frozen 2”

“O rei leão”

“Link perdido”

“Toy Story 4”

“Como treinar o seu dragão 3”

TELEVISÃO

Melhor série de drama



“Big Little Lies”

“The Crown”

“Killing Eve”

“Morning Show”

“Succession”

Melhor atriz em série de drama


Jennifer Aniston, “The Morning Show”

Jodi Comer, “Killing Eve”

Nicole Kidman, “Big Little Lies”

Reese Witherspoon, “The Morning Show”

Olivia Colman, “The Crown”

Melhor ator em série de drama




Brian Cox, “Succession”

Kit Harington, “Game of Thrones”

Rami Malek, “Mr. Robot”

Tobias Menzies, “The Crown”

Billy Porter, “Pose”

Melhor série de comédia ou musical


“Barry”

“Fleabag”

“O método Kominsky”

"The Marvelous Mrs. Maisel”

“The Politician”

Melhor atriz em série de comédia




Christina Applegate (“Dead to Me”)

Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”)

Natasha Lyonne (“Boneca russa”)

Kirsten Dunst (“On Becoming a God in Central Florida”)

Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Melhor ator em série de comédia



Ben Platt, “The Politician”

Paul Rudd, “Living With Yourself”

Rami Yousef, “Rami”

Bill Hader, “Barry”

Michael Douglas, “O método Kominsky”

Melhor minissérie ou telefilme




"Catch-22"

"Chernobyl"

"Fosse/Verdon"

"The Loudest Voice"

"Inacreditável"

Melhor atriz em minissérie ou telefilme


Kaitlyn Dever (“Inacreditável”)

Joey King (“The Act”)

Helen Mirren (“Catherine the Great”)

Merritt Wever (“Inacreditável”)

Michelle Williams (“Fosse/Verdon”)

Melhor ator em minissérie ou telefilme


Chris Abbott (“Catch 22”)

Sacha Baron Cohen (“The Spy”)

Russell Crowe (“The Loudest Voice”)

Jared Harris (“Chernobyl”)

Sam Rockwell (“Fosse/Verdon”)

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme



Alan Arkin, “O método Kominsky”

Kieran Culkin, “Succession”

Andrew Scott, “Fleabag”

Stellan Skarsgård, “Chernobyl”

Henry Winkler, “Barry”


Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme



Meryl Streep, “Big Little Lies”

Helena Bonham Carter, “The Crown”

Emily Watson, “Chernobyl”

Patricia Arquette, “The Act”

Toni Collette, “Unbelievable”

[Review] Dois Papas



Por Victoria Hope

O que acontece quando um diretor humaniza duas das figuras religiosas mais importantes da última década? Dois Papas é um drama fictício de 2019, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles e escrito por Anthony McCarten, com base na obra de McCarten, "O Papa". Estrelado  por Anthony Hopkins (Hannibal) e Jonathan Pryce (Game Of Thrones), o filme tem tudo para ser um dos grandes candidatos ao Oscar do ano que vem.

Começo essa crítica dizendo que não sou católica e pouco conheço da religião, mas mesmo assim, o assunto é extremamente importante para todos nós jornalistas, principalmente após a divulgação de casos históricos como o retratado no premiado 'Spotlight'. 

A história fictícia dos dois papas, mostra uma suposta amizade e rivalidade entre os papas Bento XVI e Franscisco, o atual papa. Em duas horas de filme que não são sentidas de forma alguma, vemos o embate entre conservadorismo ortodoxo e uma visão mais humanizada e democrática.

Two Popes / Netflix
Com uma fotografia e montagem belíssimas, acompanhamos as conversas acaloradas entre os dois personagens, com diálogos impecáveis que se destacam pela sua carga emocional. Há momentos em que vemos uma câmera trêmula, focando apenas nos rostos dos atores e o resultado é incrível.

Tirando a parte da ficção de lado, a trama aborda diversos temas que aconteceram na vida real de ambos papas, desde a ditadura ao escândalo de abusos sexuais infantis dentro do Vaticano, mas tudo apenas 'pincelado' para que a carga do filme não ficasse tão pesada.

Com atuações de tirar o fôlego, Dois Papas é uma obra simples, positiva e otimista sobre os novos rumos da igreja católica, principalmente do Vaticano, com a chegada do argentino Francisco, apaixonado por futebol, tango e sua amada Argentina.

Two Popes / Netflix 
Além das diversas piadas extremamente pontuais e hilárias entre as farpas trocadas, existe na trama uma boa quantidade de comentários sociais não apenas sobre questões LGBT, divórcio, além da necessidade de voltar às raízes da religião.

Vários temas políticos também são abordados no filme de forma leve e despretensiosa, apesar de que o filme não poupa detalhes ao mostrar os horrores da ditadura que aconteceu na Argentina e que perdurou por muitos anos até que a democracia chegasse.

Esse é um dos filmes que faz você se sentir leve ao final, mas também faz questão de mostrar que há um lado muito obscuro dentro do Vaticano que precisa ser escancarado. Além das atuações brilhantes, o filme conta com uma trilha sonora impecável e cenas dignas de quadros.

NOTA: 10 / 10

[Review] Knives Out



Por Victoria Hope


Uma das grandes surpresas do ano, o aguardado Knives Out (Entre Facas e Segredos) é um grande ode aos clássicos de Agatha Christie com toques do jogo Clue, conhecido como Detetive aqui no Brasil.  

A autora dos livros best seller de investigação certamente estaria orgulhosa desse filme que conta com uma investigação e as soluções inteligentes por trás da trama do filme. Quando um patriarca milionário aparece morto logo após seu aniversário, dois detetives passam a investigar a causa da morte.

Pai de cinco filhos, Harlan Thrombey é dado como morto por suicídio após seu aniversário, mas seria essa a verdade? É a partir desse ponto que o mistério começa na trama. Será que um bem sucedido e poderoso patriarca tiraria a própria vida? E por qual motivo ele faria isso?



Interpretado de forma genial e hilária por Daniel Craig, o detetive Benoit Blanc passa a investigar o caso com seus dois colegas detetives que não creem muito em seus métodos. Começa aqui uma série de investigações para descobrir se a morte de Harlan não é na verdade um assassinato.

Todos os membros da família, incluindo a babá latina, se tornam grandes suspeitos e ao longo do filme Benoit interroga cada um deles tentando encontrar pistas para a solução desse grande mistério, que ele já desconfia ter solucionado antes mesmo de achar a resposta.

Com atuações incríveis de Jamie Lee Curtis, Toni Colette e Chris Evans, o filme toca em diversas feridas que assolam a América e o mundo hoje, com direito à alfinetadas contra o presidente norte americano, como também faz uma crítica forte contra a indústria armamemntista.


Esse é um dos filmes que precisa ser assistido, pois são tantas mensagens importantes para os momentos que estamos passando, que chega a ser impossível não identificar problemas universais que assolam a sociedade.

A crítica social do filme foi uma das grandes reviravoltas, mas nada vai superar a solução desse crime, com uma revolução de cair o queixo. O filme vem sendo aclamado desde os festivais internacionais de cinema em Veneza e no Canadá e é um dos fortes candidatos ao Oscar e Globo de Ouro do ano que vem.

NOTA: 9.0/ 10

[Review] Marriage Story


Por Victoria Hope


A Netflix definitivamente presenteou a todos com pelo menos cinco produções dignas de Oscar nesse ano e Marriage Story é uma delas. Com uma trama relativamente simples, A História de um Casamento surpreende pelo desenrolar da trama e pelas atuações impecáveis de Scarlett Johansson e Adam Driver.

No filme, conhecemos a bela e ao mesmo tempo trágica história de amor entre Nicole, uma atriz bem sucedida e Charlie, um bem sucedido e premiado diretor de cinema e teatro. O casal tem o relacionamento perfeito, onde ambos se entendem, apoiam e existe muito amor e respeito envolvidos, só que o que parece primoroso de início, na a realidade é muito diferente do que aparenta. 

A História de um Casamento, mostra o que acontece em uma família quando os pais decidem se separar, mas mantém a amizade por conta da criação de um filho, no caso Henry. Inicialmente o processo de separação foi gradual, mas aos poucos, as máscaras vão caindo e a verdade começa a vir a tona na aparente relação 'amigável' entre os dois.


Marriage Story / Netflix 

Sem escolher lados, o diretor faz um trabalho incrível em demonstrar ambos os lados do casal enquanto seu relacionamento se transforma gradativamente em ruínas. Pouco a pouco vemos a animosidade crescer dentro do marido e esposa que lutam a todo o custo para se manter juntos. 

O que começa como uma discussão amigável, cresce de uma forma ao ponto de que em um dado momento do filme, um dos parceiros  chega a desejar a morte de um dos personagens, em um dos diálogos mais fortes  e doloridos de todo o longa.

Não há grandes pretensões aqui, todo o processo da separação é mostrado da forma mais humana possível e de forma didática, desde o primeiro bate papo, a negação ao pedido de divórcio até mesmo o processo de escolha dos advogados.

Marriage Story / Netflix
Ainda sobre a trama, por mais que o diretor não demonstre estar de nenhum dos dois lados, muitas questões sociais vem à tona, como por exemplo, como a criança no processo de separação dos pais, acaba servindo de 'brinquedo' nos jogos de poder entre a mãe e o pai. 

Muitos veem o personagem Charlie como um bom pai por ser apenas mediano e levar seu filho para passear, cozinhar de vez em quando ou contar histórias de dormir, enquanto aos olhos da sociedade, Nicole que modifica sua vida inteira, seu cronograma, seus hábitos e até mesmo sua casa para acomodar os hábitos de seu filho, tem seu papel visto como 'nada menos do que a obrigação de uma mãe'.

É nítido o peso da criação de Henry, que invariavelmente cai nas mãos de Nicole, ainda que os expectadores possam sentir empatia por Charlie, que acaba se tornando ainda mais vilanizado aos olhos do filho, que não o vê como um protetor, mas sim como alguém que 'não está lá' em L.A. 


Marriage Story / Netflix

Outro grande destaque do filme fica por conta de Laura Dern, que interpreta a hilária e impassível advogada de separação contratada por Nicole para ajudar em todo o processo. Com alguns comentários pontuais sobre a inequalidade entre homens e mulheres em uma separação, ela é quem convence Nicole a finalmente entregar o papel de divórcio. 

Ao longo da relação, vemos o quanto Charlie é egocêntrico e liga apenas para sua carreira, não apenas deixando a esposa de lado, o que foi um dos estopins para o pedido de divórcio. 

Você termina o filme com uma sensação de que aquele casal tinha tudo para dar certo, mas não deu e está tudo bem. Seus caminhos se separam, mas eles não precisam se separar de seu filho também e essa é a verdadeira lição. 

NOTA: 8.0/ 10