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Fear Fest 2021 | AMC apresenta nova edição do especial de horror

Por Victoria Hope

Quem já está se preparando para o Halloween, não pode deixar de conferir a programação especial promovida pela AMC nessa semana. A partir de amanhã (18), você vai poder conferir todos os seus medos em um só lugar.

O AMC apresenta a terceira edição da Fear Fest para os amantes do gênero de terror. De segunda a domingo, entre os dias 18 e 24 de outubro, você poderá conferir grandes sucessos cheios de emoções de arrepiar nas noites de programação.

Repleta de estreias, a Fear Fest 2021 também traz a estreia da sétima temporada da série “Fear The Walking Dead” e um episódio inédito da temporada final de “The Walking Dead: World Beyond”, na segunda-feira, 18/10.

Confira os destaques da edição:

Segunda-feira, 18 de outubro

Estreia: The Walking Dead: World Beyond, Segunda Temporada, episódio 3, às 22h

Após sua traição, Huck (Annet Mahendru) chega a uma situação precária. Enquanto se readapta à sua antiga vida, ela recebe um ultimato.

Estreia: Fear The Walking Dead, Sétima Temporada, episódio 1, às 23h

Após a destruição nuclear, Strand (Colman Domingo) prospera no novo mundo.

Terça-feira, 19 de outubro

Carrie, A Estranha, às 22h

Quando uma tímida adolescente passa a ser perseguida por um grupo de colegas e professores, e é impedida pela mãe de levar uma vida comum, poderes telecinéticos vem à tona, mudando a história da cidade.

Apocalipse, às 23h55

O thriller dirigido por Miguel Ángel Vivas (“Horas de Medo”), e nomeado a três prêmios, vencendo na categoria Melhor Performance em longa-metragem, do Young Artist Award, pela atuação de Quinn McColgan, no papel da jovem Lu, acompanha dois homens sobreviventes separados pelo ódio e uma criança, esquecidos por todos quando o mundo para.

Quarta-feira, 20 de outubro

Sobrenatural: Capítulo 2, às 22h

Quando Renai (Rose Byrne) e Josh Lambert (Patrick Wilson) estão prontos para retornar a suas, não suspeitam que Josh está possuído. A fim de derrotar as forças sobrenaturais que o cercam, Lorraine Lambert (Barbara Hershey) e seus amigos investigam o passado para salvar o futuro da família.

Quinta-feira, 21 de outubro

Legião, às 22h

Um grupo de estranhos em um restaurante empoeirado à beira da estrada é atacado por forças demoníacas, sua única chance de sobrevivência reside com um arcanjo chamado Michael (Paul Battany).

Os 13 Pecados, às 23h50

Quando um telefonema enigmático desencadeia um jogo perigoso de riscos para o jovem apostador, Elliot (Mark Webber), recompensas crescentes por completar 13 tarefas sinistras vão aparecendo.

Sexta-feira, 22 de outubro

Livrai-nos do Mal, às 22h

O filme acompanha um policial que lida com casos extremos e perigosos até se deparar com eventos sobrenaturais.

Sábado, 23 de outubro

O Massacre da Serra Elétrica 3D: A Lenda Continua, às 22h

Em 1974, numa pequena cidade no interior do Texas, uma criança escapa de um massacre sem nunca descobrir a verdade sobre seu passado. Já adulta, Heather Mills (Alexandra Daddario) é informada de que receberá uma herança de uma avó desconhecida. Para isso, ela precisa seguir à risca as instruções deixadas pela avó em uma carta, sem saber que um encontro com um assassino faz parte da recompensa.

Orgulho e Preconceito e Zumbis, às 23h45

A trama acompanha uma série de acontecimentos pitorescos na Inglaterra do século XIX. Adaptando o clássico de Jane Austen para um cenário onde uma misteriosa praga de zumbis assola o mundo, Elizabeth Bennet (Lily James), especialista em artes marciais e no manuseio de armas, está preparada para enfrentar os piores mortos-vivos. Mas o que a incomoda é saber que terá que lutar ao lado do arrogante Sr. Darcy (Sam Riley).

Domingo, 24 de outubro

Piranha 3D, às 22h

Quando as férias de primavera se tornam um rio de sangue após um tremor subterrâneo libertar centenas de peixes pre-históricos e carnívoros no lago Victoria, uma policial local, Julie Forester (Elisabeth Shue), une forças ao lado de um grupo de desconhecidos para destruir as criaturas vorazes.

[Review] Midnight Mass

Por Victoria Hope

Mais uma vez Mike Flanagan dilacera corações e entrega um dos melhores projetos de terror dramáticos do ano em sua terceira produção com a Netflix. A minissérie Missa da Meia-Noite (Midnight Mass) é de longe a maior obra prima do diretor, que sem medo, mergulhou em aspectos mais sombrios de sua vida para contar uma história que subverte e renova totalmente o gênero.

Para recordar, o diretor e roteirista Mike Flanagan, é criador de outras duas produções aclamadas do streaming, como A Maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House) e A Maldição da Mansão Bly (The Haunting of Bly Manor).

Em Missa da Meia-Noite, acompanhamos a história dos habitantes de uma pequena ilha isolada e falida, que ao receberem uma visita inesperada de um jovem padre, passam a testemunhar milagres repentinos e aparições quase que 'divinas' nos arredores da ilha. 

Missa da Meia-Noite / Netflix 

Recheada de monólogos poderosos e momentos de introspecção, a série tem uma propõe uma análise sobre fé, morte, vida e outras questões filosóficas que nos fazem questionar, como humanos, qual é o nosso verdadeiro propósito. 

Talvez parte do público não consiga acompanhar esses diálogos, pois todos são muito longos e carregam um peso enorme, mas acredito que Missa da Meia-Noite é uma série que precisa ser assistida no momento certo na vida de quem está assistindo. É preciso estar no 'clima' para embarcar. 

Momentos de angústia, são postos à mesa em monólogos que fazem o público refletir, tudo isso graças ao trunfo do excelente roteiro de Mike Flanagan. Em momentos, a dor do criador da série é palpável., já que próprio comentou em entrevista ao Bloody Disgusting, que Missa da Meia-Noite, foi quase como uma terapia, que ele estava escrevendo há mais de 10 anos enquanto lutava para estar sóbrio.

Xerife Hassan e Joe / Netflix 

A minissérie toca em muitas feridas, principalmente relacionadas a religião e política, que nesse exato momento, também se cruzam na vida real. Flanagan aponta sem medo para a influência que valores retrógados tem em pessoas não informadas e como muitos estão dispostos a acreditar em mentiras, para dormir 'bem' a noite ou acreditar que são melhores que os outros. 

Joe, um dos personagens mais trágicos da trama, é um dos grandes exemplos das pessoas que a sociedade não quer enxergar e que mesmo que de forma indireta, desejam seu extermínio. Riley Flynn também apresenta ameaça, pois antes é tido como um exemplo da comunidade religiosa da ilha, mas após causar uma morte acidental de uma adolescente, passa a ser visto como mais um pária.

É incrível como Missa da Meia-Noite trabalha esses personagens renegados pela sociedade religiosa, como por exemplo, o xerife Hassan, que deixou da cidade grande para fugir do racismo e islamofobia, para ao final, acabar passando pelo mesmo na pequena ilha, assim como também a Dra. Sarah, que não é bem vinda na igreja por lésbica e Erin, por ser uma mãe viúva. Curiosamente, são esses personagens 'excluídos' pela sociedade, que ao final, são os verdadeiros heróis na trama. 

Leeza, filha do Prefeito e Ali, filho do Xerife / Netflix

Falar mais sobre o enredo seria um spoiler enorme e com certeza estragaria a experiência de quem ainda vai assistir a minissérie, mas um dos principais trunfos de Missa da Meia Noite, é a subversão total de temas explorados incansavelmente no cinema de terror e ouso dizer que a série é definitivamente um dos trabalhos mais 'Stephen King', sem ser obra do autor, que já vi. 

Vale dizer que é uma produção bem slowburn, ou seja, leva tempo para a trama engatar, mas todos esses momentos, todos os diálogos, fazem o ápice valer a pena, com um plot twist que ninguém esperava e que quando começa, com certeza fará você perder o fôlego.

Não existem performances fracas na série, aliás, todo o elenco está impecável, com destaques para Hamish Linklater, que interpreta brilhantemente o Padre Paul Hill e Samantha Sloyan, que entrega absolutamente tudo com a detestável carola Bev Keane. Sem dúvidas ambos mereciam indicação ao Emmy por esses papéis. 

Missa da Meia-Noite está disponível na Netfflix 

Film&Arts | Novos episódios de Father Brown e Wallander iniciam clima investigativo na tela


Por Victoria Hope

Hora de preparar sua lupa e suas melhores vestes de detetive, porque chegam à programação do canal, novos episódios das séries investigativas “Father Brown” e “Wallander”. Confira as trapalhadas do carismático padre de Cotswold, e o cotidiano do melancólico policial que desvenda casos complicados de assassinato no sul da Suécia, nas noites de segunda e terça-feira, na faixa das 22h.

No episódio inédito de ‘Father Brown’, exibido na próxima segunda-feira, 18/10, e intitulado como “O dia mais escuro”, a morte inexplicada de um homem não identificado no cemitério de St. Mary exige uma investigação, mas tanto o padre Brown (Mark Williams) quanto o inspetor Mallory (Jack Deam) desapareceram sem deixar vestígios.

Wallander / Film&Arts

Já na terça-feira, 19/10, o Film&Arts reexibe o episódio “O Rei Negro”, da produção sueca “Wallander”. Na trama, um assassinato de uma mulher levanta suspeitas, mas Linda (Johanna Sällström), filha de Kurt Wallander (Krister Henriksson), não está convencida da culpa do suspeito. Para provar que está certa ela deve resolver este caso sozinha.

Father Brown” tem reprises todas as segundas-feiras, às 21h. Os episódios de “Wallander” são reexibidos todos os sábados, na faixa das 20h. As séries também podem ser vistas por meio das operadoras de VoD que oferecem o Film&Arts em sua programação.

[Review] Venom: Tempo de Carnificina

Por Victoria Hope

Os cinemas retornam nesse final de semana  com grandes lançamentos para o grande público em São Paulo, mas nós aproveitamos o feriado anterior para assistir "Venom: Tempo de Carnificina", sequência do longa de 2018.

O primeiro filme não recebeu boas críticas devido ao humor mediano e visual inacabado, mas o segundo, apesar de não ser também uma obra prima, consegue superar o anterior em alguns motivos. Mesmo para quem estava com expectativas baixas, "Venom: Tempo de Carnificina", conseguiu divertir, pelo menos um pouco.

Na nova trama, o jornalista Eddie Brock (Tom Hardy) tenta seguir em frente após o término com a namorada e os eventos que o tornaram em um dos jornalistas mais famosos da cidade, porém, sem perspectiva de futuro e correndo para não ser pego pelas estranhas mortes que acontecem na cidade, Eddie se isola no apartamento, enquanto tenta ensinar seu simbionte, Venom, a não se alimentar de humanos.

Eddie e Venom / Sony Pictures

A dinâmica de casal de Eddie e Venom funciona muito bem e é ainda mais hilária do que no filme anterior, apesar de que grande parte dos momentos cômicos ficam por conta do simbionte, que aliás, carrega muito da personalidade hilária do vilão nos quadrinhos.

Mas em termos de enredo, apesar da comédia leve, o filme não consegue encontrar o meio termo e deixa a desejar em diversos aspectos. A história em alguns momentos soa até mesmo bobinha e não vai a lugar nenhum, apesar da clara evolução de Eddie, que aos poucos, passa a aceitar quem é.

Um dos grandes problemas do filme cai nos braços justamente do pouco tempo de tela dos protagonistas, com uma trama que se perde no meio do romance entre os vilões Cletus (Woody Harreson) e Shriek, que dominam as cenas e cortam espaço até mesmo do próprio Carnage 

Shriek / Sony Pictures

As poucas coisas que salvam o filme, além dos momentos cômicos de Venom, incluindo uma cena incrível numa boate, é a participação da vilã Shriek, que pode muito bem ter sido a personagem a introduzir o conceito de mutantes no MCU através desse filme.

Outra coisa que valeu a pena foi a cena pós-créditos que precisa ser assistida, então nem pense em sair da sala antes de conferir. Apesar de ser um momento legal, ele apenas fecha um filme que foi bem morno e que não mudou muita coisa na trama principal de Venom, a não ser pelos últimos segundos.

Nem mesmo a direção visionária de Andy Serkis conseguiu salvar a trama, o que é uma pena, mas esse filme com certeza vai agradar alguns fãs e desagaradar outros. Venom: Tempo de Carnificina já está disponível em todos os cinemas do Brasil.

NOTA: 7/10

Darkside Books revela capa de Porco de Raça, livro de Bruno Ribeiro, vencedor do Prêmio Machado

 

Por Victoria Hope

A DarkSide, editora especializada em livros de terror e suspense, anunciou nessa semana, a pré-venda de "Porco de Raça", nova obra de Bruno Ribeiro, autor vencedor do Prêmio Machado Darkside de Literatura em 2020. Ao todo, foram mais de cinco mil inscrições e na categoria Romance/ Conto, o vencedor foi Bruno. (Foto de capa por Marcinha Lima)

Quão significativa foi essa vitória de um autor negro, em um Prêmio que leva em seu nome, uma das figuras mais importantes da literatura nacional, Machado de Assis? "Porco de Raça" da DarkSide® Books, é uma distopia humana visceral e repleta de horror e coloca o dedo na ferida e entrega uma narrativa transgressora que distorce e expande gêneros, unindo entretenimento a uma dura crítica social. 

No enredo, acompanhamos um professor negro, falido, preso a uma cadeia de acontecimentos inescapáveis que acabam por levar a uma jornada rumo a própria degradação física e psicológica. Um personagem kafkiano, com suas motivações, conflitos e traumas, vivendo em um país em transe. 

Porco de Raça / Darkside Books

Ao ser capturado e confinado, ele se vê obrigado a fazer parte de um ringue de lutadores formado por párias sociais, lutando com uma máscara de porco para deleite de espectadores da alta sociedade. Como define o autor, o romance é “um Esaú e Jacó da deep web”, em referência ao clássico de Machado de Assis em que irmãos com ideologias diferentes e visões de mundo contrárias encontram-se em eterno conflito.

Porco de Raça chega em uma edição ensanguentada para os leitores brasileiros, com capa dura, acabamento especial e ilustrações macabras de Wagner Willian, renomado artista e ganhador do Prêmio Jabuti com Silvestre (DarkSide® Books, 2019), uma parceria natural para artistas tão viscerais.

Porco de Raça / Darkside Books

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Sobre o autor: Bruno Ribeiro é escritor, tradutor e roteirista nascido em 1989, em Pouso Alegre, Minas Gerais, e que atualmente vive em Campina Grande, Paraíba. Autor de “Arranhando Paredes” (2014), traduzido para o espanhol pela editora argentina Outsider, “Febre de Enxofre” (2016), “Glitter” (2018), finalista da 1° edição do Prêmio Kindle e Menção Honrosa do 1° Prêmio Mix Literário, “Bartolomeu” (2019) e “Como Usar um Pesadelo” (2020). Mestre em Escrita Criativa pela Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), venceu em 2020 o Prêmio Machado DarkSide com o romance “Porco de Raça” e também o Prêmio Todavia de Não Ficçã

[Review] 007: No Time To Die

 

Por Victoria Hope

Chorar em um filme de James Bond nunca foi algo esperado tantos anos que acompanho essa franquia, mas "No Time To Die" recebeu o posto e conseguiu emocionar logo nos primeiros minutos de crédito embalados ao som de Billie Eilish, afinal, essa é mais uma Era que se acaba.

Após tantos adiamentos, devido a pandemia do Covid-19, "007: No Time to Die" finalmente recebe sua estreia mundial, marcando a despedida do espião mais amado de Londres, James Bond (Daniel Craig) e muitos outros personagens que marcaram a fase mais moderna da saga. 

O filme começa em clima romântico, com o casal James e Madeleine (Léa Seydoux), passando as férias de suas vidas na belíssima Riviera italiana, mas como era de se esperar, a vida do espião logo é posta em risco quando ele descobre que sua namorada esconde um segredo.

Madeleine e James / 20th Century Fox

Apesar da trama recheada de ação, o longa não deixa de passar a sensação que a trama poderia muito bem ser apenas um episódio de uma série e não uma despedida do personagem, mas apesar do ritmo frenético e alguns mistérios que acabam em conclusão, "No Time to Die", tem seus trunfos.

Duas personagens que ganharam destaque e em alguns momentos até mesmo dominaram as cenas ao lado de Craig foram as estreantes poderosas, Lashana Lynch, que no longa interpreta Nomi, a nova Agente 007 e Ana de Armas, que entrega uma hilária e habilidosa espiã cubana.

Muitos fãs antigos da saga, torceram o nariz para a escolha de Lashana, mas o filme, a todo momento demonstra que os tempos mudaram e que com Bond aposentado, surgiu a oportunidade da inclusão de uma agente tão excelente quanto o veterano. A interação entre ambos 007's durante as missões são um show a parte, afinal, ambos atores britânicos tem bom humor e carisma na medida certa. 

Nomi, AKA 007 / 20th Century Fox

Apesar do ritmo frenético e muita ação, diversas subtramas ficaram sem resposta ou sem solução, por exemplo, como a vingança do vilão Safin (Rami Malek), que ao final, não fez sentido algum, nem mesmo com o contexto apresentado constantemente em cena, fora perdas que acontecem sem nenhuma resolução definitiva e cenas que aconteceram rápido demais.

De longe, o filme não chega ao nível de seus antecessores, Cassino Royale e Skyfall, mas definitivamente é uma evolução de Spectre, que não foi muito bem recebido nem por fãs nem pela crítica especializada. 

Mesmo com esses detalhes, o filme não deixou de emocionar, afinal, Daniel Craig foi o Bonde de toda uma nova geração e seus momentos finais da série resumem completamente toda a essência do personagem e resumem que todas suas escolhas até então o levaram até ali. Impossível deixar os lencinhos de lado ao rolar dos letreiros, afinal, por mais de oito anos, estivemos ao lado desse personagem tão querido, hilário, poderoso e ao mesmo tempo, muito humano; Adeus, Bond. 

NOTA: 8.5/10