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O Drama | Zendaya e Robert Pattinson, estrelas no novo filme da A24, se divertem em ensaio inédito

 

Por Victoria Hope

Prestes a lançar O Drama nos cinemas do mundo todo, inclusive no Brasil, os astros Zendaya (“Rivais” e “Duna”) e Robert Pattinson (“Batman” e “Morra, Amor”) protagonizaram um ensaio fotográfico inédito, dando início à contagem regressiva até a estreia. Com distribuição da Diamond Films, o longa chega aos cinemas de todo o país em 9 de abril, narrando a história de um casal apaixonado que, às vésperas do seu casamento, se vêem diante de uma crise de confiança inesperada!

Escrito e dirigido por Kristoffer Borgli (“Doente de Mim Mesma” e “O Homem dos Sonhos”), O DRAMA faz uma irreverente e ousada reflexão sobre a complexidade dos relacionamentos amorosos a partir dos protagonistas Emma e Charlie. O casal está se preparando para o momento mais feliz de suas vidas quando uma brincadeira traz à tona uma revelação sobre o passado de Emma que faz Charlie se questionar o quanto ele realmente conhece a pessoa com quem vai se casar.

Entre momentos felizes do relacionamento e tensões desencadeadas pelo segredo, o filme propõe a discussão sobre até onde as pessoas conhecem quem está ao seu lado e o que pode – ou não – ser superado.

Além da dupla de astros, o elenco de O Drama conta com Alana Haim (“Licorice Pizza”), Mamoudou Athie (“Tipos de Gentileza”) e Hailey Gates (“Marty Supreme”).

Com distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, O DRAMA estreia nacionalmente em 9 de abril.

Pillion ganha pôster e data de estreia no Brasil

 

Por Victoria Hope

A Diamond Films acaba de revelar o pôster e o trailer do aguardado Pillion, filme estrelado por Alexander Skarsgård ("Big Little Lies", "O Homem do Norte") e Harry Melling ("Harry Potter", "A Tragédia de Macbeth"). 

Com direção do estreante em longas Harry Lighton, a produção chega aos cinemas brasileiros em 16 de abril, narrando uma história de amor apaixonante, intimamente ligada ao BDSM. Confira aqui o pôster e aqui o trailer legendado: 

Indicado a três prêmios no BAFTA, o longa acompanha Colin (Melling), um jovem tímido habituado a levar a vida no automático. Tudo muda no instante em que conhece o magnético Ray (Skarsgård), um motociclista que o toma como seu submisso. Conforme mergulha de cabeça nesse relacionamento e é acolhido pela comunidade do BDSM, Colin embarca em uma jornada eletrizante sobre identidade, controle e busca por pertencimento, que o colocará para se questionar se encontrou seu lugar ou apenas uma nova maneira de ser omisso.

Além da dupla de protagonistas, o elenco de Pillion ainda conta com Douglas Hodge ("Coringa") e Lesley Sharp ("Catherine Called Birdy").



Marty Supreme | Filme premiado no Critic's Choice estrelado por Timotheé Chalamet já pode ser assistido a partir de 8 de janeiro nos cinemas

 

Por Victoria Hope

Marty Supreme, que recebeu oito indicações ao Critics Choice Awards e venceu uma das categorias mais importantes da noite, a de Melhor Ator para Timothée Chalamet, pode ser assistido nos cinemas a partir desta quinta-feira, 8 de janeiro. O longa conta com distribuição da Diamond Films e tem sessões antecipadas a partir dessa semana. 

A vitória de Chalamet na categoria de Melhor Ator do Critics Choice Awards não é surpreendente. Muitos jornalistas e críticos de cinema classificam sua atuação sendo a “a melhor performance da sua carreira”, como David Canfield, do Hollywood Reporter, escreveu após a exibição do longa no New York Film Festival. 

O filme é ambientado em Nova York, na década de 1950, e é uma experiência intensa e inesquecível do cinema conduzida pela atuação de Chalamet e a famosa direção de Josh Safdie. A trama apresenta Marty, um prodígio do tênis de mesa que arrisca tudo em uma jornada eletrizante, de Nova York a Tóquio, em uma jornada que coloca seu talento e ambição no limite.  


Marty Supreme / Foto: A24

Para interpretar Marty, Chalamet teve um nível de dedicação intenso, e treinou, em segredo, tênis de mesa desde 2018. Para o The Hollywood Reporter, o ator disse que durante outros trabalhos, “tudo em que eu estava trabalhando tinha esse segredo: eu tinha uma mesa em Londres enquanto filmava ‘Wonka’. Em ‘Duna 2’, eu tinha uma mesa em Budapeste, na Jordânia. Tinha uma mesa em Abu Dhabi. Tinha uma mesa no Festival de Cannes, durante ‘A Crônica Francesa’. Depois aluguei um Airbnb em uma cidade próxima a Saint-Tropez, de frente para o mar, e estava tendo aulas lá.” 

Além de Chalamet, Marty Supreme conta com um elenco estrelado: Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Tyler Okonma, o Tyler, The Creator, que faz sua estreia como ator e interpreta o melhor amigo de Marty, Fran Drescher e o cineasta Abel Ferrara encabeçam a lista. Josh Safdie, além de dirigir, escreveu o roteiro do filme junto de Ronald Bronstein, uma parceria de longa data, com os dois tendo trabalhado 

Coração de Lutador - The Smashing Machine | Dwayne Johnson se transforma em lenda do MMA em novo trailer

 

Por Victoria Hope

A Diamond Films acaba de revelar um trailer inédito de Coração de Lutador - The Smashing Machine, aguardado longa estrelado por Dwayne “The Rock” Johnson (“Adão Negro”) e Emily Blunt (“Oppenheimer”) que chega aos cinemas de todo o país em 2 de outubro. Com direção de Benny Safdie (“Joias Brutas”, “Bom Comportamento”), cujo trabalho levou o Leão de Prata na última edição do Festival de Veneza, o longa narra a história da lenda do MMA Mark Kerr, cuja carreira promissora foi atravessada por dilemas pessoais intensos. 

Ícone do esporte especialmente nos anos 1990 e 2000, quando ganhou o apelido “The Smashing Machine”, Kerr é parte integral do filme, assinando o roteiro ao lado de Safdie. Juntos, eles mergulham na dualidade do atleta, que publicamente coleciona vitórias e prêmios, mas no íntimo lida com dilemas intensos.  

Deste modo, Coração de Lutador - The Smashing Machine é uma verdadeira jornada física e emocional de um homem, que está conquistando público e críticos pelos festivais pelos quais passa. A performance de Johnson, inclusive, é apontada como uma forte candidata para o Oscar 2026. 

Além do astro, o elenco do filme conta com lutadores profissionais, como o brasileiro Roberto Cyborg Abreu, Ryan Bader e Igor Vovchanchyn, interpretando adversários que Kerr encarou entre 1997 e o início dos anos 2000.  Confira o trailer abaixo:


A Morte de um Unicórnio | Universal Pictures divulga trailer de novo longa estrelado por Paul Rudd e Jenna Ortega

 

Por Victoria Hope

O queridinho da A24 finalmente vai chegar por aqui no Brasil! A Universal Pictures lançou hoje (17) o trailer e o cartaz do filme “A Morte De Um Unicórnio” (Death Of A Unicorn) - longa que teve sua primeira exibição no South by Southwest (SXSW) em março deste ano. A produção tem roteiro e direção de Alex Scharfman e apresenta um elenco de peso, com os indicados ao Emmy Paul Rudd, Jenna Ortega, Will Poulter, Téa Leoni e Richard E. Grant

Produzido pela A24, o filme acompanha um pai e sua filha que, a caminho de um retiro de fim de semana, atropelam acidentalmente uma criatura mística, um unicórnio. O acidente se transforma em algo muito maior quando o chefe bilionário do pai decide explorar as misteriosas e milagrosas propriedades de cura do animal. 

O longa tem distribuição da Universal Pictures e estará disponível nos cinemas a partir de 31 de julho também em versões acessíveis. Confira o trailer e o cartaz oficial abaixo: 






A Lenda de Ochi | Nova fantasia da A24 ganha novos cartazes

 

Por Victoria Hope

A Paris Filmes acaba de lançar dois novos cartazes de “A Lenda de Ochi” (The Legend of Ochi), fantasia dramática da A24 que chega aos cinemas brasileiros em 29 de maio. O elenco principal conta com Willem Dafoe, Helena Zengel, Finn Wolfhard e Emily Watson. Baixe os cartazes aqui e aqui e assista ao trailer neste link.

Em uma vila remota na ilha de Carpathia, uma tímida garota de fazenda chamada Yuri foi criada para temer uma espécie animal conhecida como Ochi. Mas, quando ela descobre que um bebê Ochi ferido foi abandonado, ela parte em uma aventura para levá-lo para casa. “A Lenda de Ochi” estreou no Festival de Sundance de 2025.

A distribuição nacional é da Paris Filmes e a produção é da A24, Neighborhood Watch e AGBO, com direção e roteiro de Isaiah Saxon.

Tempo de Guerra, novo filme da A24, ganha data de estreia no Brasil

 

Por Victoria Hope

Tempo de Guerra” (“Warfare”), novo filme da A24 escrito e dirigido pelo veterano de guerra Ray Mendoza e por Alex Garland (“Guerra Civil”, “Extermínio”) estreia nos cinemas do Brasil no dia 17 de abril.

Baseada em uma história real, a produção se destaca pela abordagem imersiva e realista da guerra, conduzida por um jovem elenco promissor de Hollywood formado por Charles Melton (“Segredos de um Escândalo”, “Riverdale”), Will Poulter (“O Urso” e “Guardiões da Galáxia Vol. 3”), D'Pharaoh Woon-A-Tai (“Reservation Dogs”), Cosmo Jarvis (“Xógum: A Gloriosa Saga do Japão”,“Peaky Blinders”), Joseph Quinn (“Stranger Things”, “Gladiador 2”) e Kit Connor (“Heartstopper”, “Robô Selvagem”).

Escrito e dirigido por Ray Mendoza, veterano da Guerra do Iraque, e Alex Garland (“Guerra Civil”, “Extermínio”), "Tempo de Guerra" envolve o espectador numa missão, do pelotão de SEALs da Marinha Americana, que deu errado em um território de rebeldes. Uma intensa história de guerra contemporânea e fraternidade, contada como nunca antes: em tempo real e segundo as recordações dos que vivenciaram o drama.

Tempo de Guerra" também destaca a forte união que se forma entre os soldados em meio ao conflito, retratando a irmandade que surge em situações extremas.

[Review] Sing Sing

 

Por Victoria Hope

Sing Sing, estrelado por Colman Domingo, é inspirado em um emocionante projeto da vida real que utiliza as artes, principalmente o teatro, como forma de reabilitação para detentos da prisão de Sing Sing nos Estados Unidos.

Na trama, acompanhamos a história de um personagem da vida real, chamado John Divine G (Colman Domingo), que é um dos detentos e também diretor e idealizador do projeto teatral para outros prisioneiros. Além de ser escritor e roteirista das peças, John, também é ator e antes mesmo de ser encarceirado, era advogado. 

Esse é um daqueles filmes inspiradores, que deixam o coração quentinho com otimismo ao lembrar que a arte tem papel fundamental na cura, mas um dos principais destaques definitivamente é a performance de Colman Domingo, que merecidamente, concorre ao Oscar de Melhor Ator por esse mesmo papel.

O longa acerta pela simplicidade, mostrando o dia a dia dos encarceirados e passando, mesmo que de forma bem rápida pela vida de pelo menos dois ou três detentos. Talvez essa falta de profundidade em explorar a vida dos outros detentos seja um dos poucos pontos que deixa a desejar, mas ao menos o público consegue se conectar com todos.

Sing Sing / Foto: Diamond Films & A24

Basicamente todo o elenco, a não ser por Colman Domingo e Paul Raci, é composto por pessoas da vida real, ex-encarceirados de Sing Sing e de outras prisões americanas, que também fizeram parte desse programa social de teatro nos presídios.

Sing Sing acerta ao trazer humanidade aos encarceirados, sem cair em armadilhas fáceis do melodrama, apesar do longa conseguir arrancar uma lágrima aqui e outra ali. Todos os personagens são extremamente cativantes, únicos e fazdem um excelente trabalho em dirigir a produção para um caminho mais otimista, que preza pela mudança através do amor e não através da violência.

Alguns dos momentos mais emocionantes, ficam por conta de toda a desconstrução da masculinidade tóxica que o programa social tenta desmantelar. Muito ali é desconstruído; desde as crenças principais dos encarceirados, mostrando que eles são mais do que seus crimes, bem como também o conceito de que as pessoas não mudam, afinal, todos são capazes de mudar de vida e é isso que o programa de reabilitação promove. Esse é um filme para assistir com a família, se inspirar, refletir e ter a certeza de que dias melhores virão, mesmo que leve tempo para mudanças reais realmente acontecerem. 

NOTA: 8.5/10

O Brutalista | Universal Pictures divulga trailer inédito do filme vencedor do Globo de Ouro

Por Victoria Hope

A Universal Pictures revela trailer oficial de O Brutalista, filme já premiado no Festival de Veneza, em 2024, com o prêmio Leão de Prata, e vencedor do Globo de Ouro em três categorias: Melhor Direção (Brady Corbet), Melhor Ator (Adrien Brody) e Melhor Filme (Drama) – após acumular sete indicações à premiação.

O trailer traz vislumbres sobre a vida do arquiteto visionário László Toth (Adrien Brody), recém-fugido da Europa, que chega aos Estados Unidos em busca de reconstruir sua vida por completo, incluindo seu trabalho e principalmente seu casamento, após uma separação forçada. Sozinho em um novo país, encontrará quem reconheça seu talento para a construção, mas o preço disso pode ser alto.

Já exibido na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, O Brutalista deve chegar aos cinemas brasileiros em 20 de fevereiro.

Sobre o filme:

Em fuga da Europa do pós-guerra, o arquiteto visionário László Toth chega à América para reconstruir sua vida, seu trabalho e o casamento com sua esposa Erzsébet, depois da separação forçada durante a guerra por mudanças de fronteiras e regimes. Sozinho em um novo país estranho, László se estabelece na Pensilvânia, onde o rico e proeminente industrial Harrison Lee Van Buren reconhece seu talento para a construção. Mas poder e legado têm um custo muito alto.

Confira o trailer oficial:



[Review] Herege

 

Por Victoria Hope

O ano de 2024 já pode ser coroado como o ano da renascença do terror, com alguns dos melhores filmes do gênero nos últimos anos e O Herege, da A24, com certeza estará no top 5 filmes de terror favoritos do ano entre os fãs. 

Na trama, uma dupla de jovens missionárias, Sister Barnes (Sophia Tatcher) e Sister Paxton (Chloe East)parte em busca de uma missão para educar e quem sabe, converter um famoso teólogo Sr. Reed(Hugh Grant), mas tudo muda quando as meninas percebem que aquela casa não é o que parece ser e coisas estranhas começam a acontecer, transformando aquela que outrora era uma simples visita, em um verdadeiro jogo de gato e rato. 

A premissa é extremamente simples, pois trás três personagens muito diferentes, que estão aqui para questionar diversas crenças sobre religião; a discussão se faz muito necessária, inclusive, principalmente nesse momento.

Dessa vez, a dupla de diretores Scott Beck e Bryan Woods está de volta com esse que talvez seja o melhor terror dirigido por eles até então, nessa fábula sobre, fé ou a falta dela e sobretudo, sobre poder e o que ele é capaz de fazer.

Herege / Foto: A24

A ambientação e a trilha sonora, principalmente, ambas excelentes, são os responsáveis por conduzir essa história que promete fazer muita gente 'quebrar a caixola' de tanto pensar e refletir, mas um dos grandes destaques do longa é de fato Hugh Grant no papel do teólogo; afinal, é ele quem dá o tom a história e carrega muito do filme, que sem sua presença e a quantidade enorme de diálogos, com certeza não seria um projeto tão agradável.

Algumas cenas realmente fazem a espinha gelar devido ao suspense, mas vale o aviso aos fãs mais ávidos de terror, que esse filme, na verdade é um thriller psicológico, acima de terror, o que com certeza pode frustrar algumas pessoas que esperavam por um slasher ou algo assim.

Essa é a melhor atuação da carreira de Hugh Grant, que assim como Demi Moore e outros atores dos anos 90, estão voltando com tudo e entregando performances de tirar o fôlego em seus novos projetos de terror, comprovando que o gênero mais subversivo é um dos principais a conseguir arrancar os melhores trabalhos de seus elencos, justamente por conta do terror ser mais visceral e ironicamente, tão humano.

Se diálogos densos e filosofias complexas como as vistas em "Missa da Meia-Noite" não te agradam, então esse filme definitivamente não é para você, mas caso goste de histórias complexas, onde personagens questionam sua fé e suas crenças, então Herege vai se tornar um clássico da sua lista pessoal; Não fosse o terceiro ato, que exagera um pouco, destruindo o propósito mais filosófico da história, esse poderia ser o melhor filme de terror do ano.

NOTA: 8.5/10

Mostra de SP 2024 | Entrevista com Kyle Stroud, produtor de O Brutalista, Harvest e Eephus

 

Por Victoria Hope

Kyle Stroud, fundador da Carte Blanche, produtora reconhecida por desenvolver roteiros e combiná-los a elencos e a criadores notáveis, esteve presente na Mostra Internacional de Cinema como parte do Júri, além de trazer três filmes para o festival, sendo eles O Brutalista, da A24, que recentemente foi Vencedor na categoria de Melhor Direção no Festival de Veneza, Harvest  e Eeephus!

O primeiro longa-metragem produzido por Stroud foi “Em Busca da Vitória” (2019), de Reza Ghassemi e Adam VillaSeñor e apesar de ter iniciado a carreira como produtor recentemente, já tem um portfólio repleto de produções de destaque, como “Roving Woman” (2022), dirigido por Michal Chmielewski e com produção executiva de Wim Wenders, “Knight of Fortune” e muitos outros

Durante a cobertura da 48ª edição da mostra, nossa equipe teve a chance de falar sobre cinema com o diretor e conhecer um pouco mais sobre os três projetos que ele trouxe neste ano em que visitou o Brasil pela primeira vez.

Amélie: Como é estar aqui no Brasil para sua primeira Mostra Internacional de Cinema em São Paulo?

Kyle: *Risos* Bem, sabe, eu acabei de chegar na cidade, ainda não tive muito tempo de explorar, então eu mal pousei e já vim diretamente para o Festival assistir aos filmes, principalmente porque esse ano faço parte do júri, então estou bem animado. Vou ficar no Brasil por mais de um mês, então estou curioso para conhecer mais coisas

Amélie: Falando em filmes, quais são três títulos que todos apaixonados por cinema precisam assistir pelo menos uma vez?

Kyle: Boa pergunta! Eu amo "Paris Texas" de Wim Wenders, é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos e é de quebrar o coração. Eu também amo "Stalker" de Andrei Tarkovski, amo muito e talvez, "Werckmeister Harmonies" de Béla Tarr e Agnes Hranitzky.

Amélie: Você trouxe três filmes para a Mostra este ano, sendo eles, O Brutalista, Harvest e Eeephus. Com isso em mente, quais são seus elementos favoritos em cada um desses títulos tão diferentes?

Kyle: Eles são todos tão distintos e projetos de arte bem singulares. "O Brutalista", por exemplo, é um enorme épico, filmado em 70 mm, foi feito de forma independente, impresso em um filme de 70 mm mesmo e essa foi a versão exibida em Veneza e quando ele for lançado oficialmente, terá mais algumas cópias em 70mm, mas além dessa parte técnica, eu acho que é uma baita carta de amor ao cinema, dos tipos de filmes que não temos mais hoje em dia; 

Realmente traz a sensação de um épico, com uma intermissão, cartões de títulos, assim como os grandes clássicos, sabe? Agora, Harvest é um filme de Athina Rachel Tsangari e esse é o primeiro filme não-grego dela. Ele foi filmado na Escócia e tudo aquilo foi criado do zero, toda a vila e todos os cenários foram construídos exclusivamente para o longa e também temos Sean Price Williams como diretor de Fotografia, ele fez Good Time, da A24, o que também foi interessante.

Athina queria criar um personagem que parecesse ter saído diretamente dos anos clássicos e aqui ele foi interpretado pelo Caleb Landry Jones e o personagem dele aqui é meio 'odiável'., quase não tem qualidades que outros admiram. Ele é meio covarde e por incrível que pareça, eu me identifico com ele, não no sentido da covardia, mas esse personagem meio 'estranho', isso eu consigo relacionar *risos*

Mas falando sério, o personagem dele é fascinante e Caleb é um ator tão fantástico e dentre todos os personagens do filme, ele é justamente aquele que não tem características heróicas, assim como os outros, então você meio que acompanha ele e as outras pessoas como se fossem indivíduos em meio ao caos.

E por fim falamos de "Eephus". Esse filme é dirigido pelo Carson Lund e ele faz parte de um coletivo chamado Omnes Films, o que é bem interessante. O orçamento para os filmes é pequeno, mas agora eles estão procurando por novos títulos também para financiar através do coletivo. É algo muito legal, porque todos eles são diretores muito novos de New England, mas alguns também são de Los Angeles, enfim, eles são alguns dos maiores cinéfilos que você irá conhecer, são completamente apaixonados por filmes, ou seja, eles praticamente comem, dormem e respiram cinema *risos*

E com "Eephus", Carson queria criar algo diferente e pra mim me lembra algo bem reminiscente de Linklater, sabe? Da forma em que você não tem um protagonista central, então você meio que se sente como uma mosca na parede, observando tudo o que está acontecendo com esses personagens e mais uma vez, esse é o tipo de história que não vemos tanto mais hoje em dia, onde você não precisa ficar seguindo um único protagonista e sim onde observa o grupo inteiro de personagens muito interessantes, então nos identificamos com suas ansiedades e seus medos e tipo, eu não sou fã de esportes, mas mesmo assim achei muito com o que me identificar em relação a esses personagens e as realidades deles. Nesse filme, você vê muitas pessoas que com certeza já conheceu na vida real!


Harvest / Foto: Mostra de Cinema Internacional

Amélie: Digamos que você tem o poder de viajar no tempo. Se pudesse encontrar o pequeno Kyle, o que diria para ele. E outra coisa, ele acreditaria que você trabalha com filmes hoje?

Kyle: Definitivamente não acreditaria! *risos* Eu abandonei a faculdade de Cinema, duas semanas antes da minha formatura. Eu estava dirigindo meu primeiro curta da minha tese e eu estava já em produção, com elenco completo e já tinha filmado quase tudo. Eu tinha três dias restantes e um amigo meu havia sido financiado completamente, com um filme sobre boxe, então, eu tinha oportunidade de terminar meu filme, mas aí apareceu essa oportunidade incrível de produzir esse projeto  de longa metragem do meu amigo, o que pareceu uma oportunidade incrível.

Acreditei nele e acreditei nesse filme e na direção dele e a na codireção de outro amigo nosso e esse foi o meu salto e dali eu comecei a ser recomendado pra produzir outro filme e depois outro filme e por aí vai, gosto de dizer que fui como um Tarzan de galho em galho *risos* sendo os galhos, os projetos que foram aparecendo. então depois de dizer tudo isso, eu acho que diria para o meu eu mais novo: Não desiste, continue seguindo em frente. Faça as coisas que te dão medo, como por exemplo, uma vez conheci Brady Corbet na festa da A24 e eu fiz contato com ele por lá dizendo diretamente que eu queria trabalhar com ele e que eu queria trabalhar com "O Brutalista"e eu consegui essa oportunidade.

O mesmo aconteceu com "Harvest"; eu gosto de contatar as pessoas com as quais eu adoraria trabalhar nos projetos, esse contato cara a cara é muito importante, por isso é preciso não ter medo, então eu diria isso pra o pequeno eu. 

Amélie: Se pudesse dar um conselho para pessoas aspirantes que sonham em trabalhar na indústria cinematográfica, qual seria?

Kyle: Vou comentar o que disse durante um Festival de Los Angeles na semana passada, você precisa botar a cara no sol. Você precisa aparecer, é importante sim escrever seu roteiro e continuar criativo e botar a mão na massa, mas mais importante do que isso, é ser sociável, conhecer pessoas novas. Você precisa sim ter ambas habilidades, tanto a social quanto a criativa para se encontrar no local certo, na hora certa e colocar sua arte na frente das pessoas certas.

E o básico, é claro, assista filmes, estude cinema, não fique apenas no superficial. Continue trabalhando no seu projeto, mas também não seja muito precioso com seu trabalho. Eu sei que é difícil, mas deixe as pessoas experientes mexerem no seu trabalho, aceite conselhos e não acredite que sabe tudo. Seja humilde, mas também continue fiel a sua ideia, mas saiba dividir com as pessoas certas. 

Eu vou para o Festival de Cannes ou Sundance, por exemplo, mesmo quando não tenho nenhum filme para lançar, porque eu adoro conhecer pessoas novas, projetos novos e me conectar com novas pessoas que podem, mais pra frente render parcerias. Como produtor, isso é muito importante para mim, eu preciso estar onde as mentes criativas estão e preciso conhecê-los. 

Lá nos festivais você pode encontrar diretores para seus projetos, atores, roteiristas ou quem sabe, até mesmo financiadores. Mandar emails frios não leva a lugar algum, agora, criar conexões genuínas com outras pessoas nesse ambiente de festivais, é o que vai fazer seu projeto acontecer de fto.

Mostra de SP 2024 | Jeffrey St. Jules, diretor de O Planeta Silencioso, fala sobre choque geracional, perdão e sonhos

 

Por Victoria Hope

Ainda na nossa cobertura da 48º edição da Mostra de São Paulo, nossa equipe teve a oportunidade de entrevistas Jeffrey St. Jules, diretor de cinema e roteirista canadense, que ganhou o Prêmio Claude Jutra em 2015 por seu longa-metragem de estreia Bang Bang Baby e o filme também ganhou o prêmio de Melhor Primeiro Longa-Metragem Canadense no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2014.

Foi o primeiro cineasta do Canadá selecionado para a residência artística do Festival de Cannes, onde desenvolveu seu longa-metragem de estreia, “Bang Bang Baby” (2014), que, posteriormente, venceu o também o prêmio de melhor filme canadense no Festival de Toronto. Também dirigiu o longa “Cinema of Sleep”, em 2021.

Em seu novo drama sci-fi "O Planeta Silencioso", que fez parte da programação oficial da Mostra desse ano, o diretor explora temas como solidão, a importância do perdão a importância de não esquecer, mas sim ressignificar o passado para seguir em frente no presente.

Amélie: Durante o debate pós-estreia de "O Planeta Silencioso" na Mostra de SP, você falou que já se pegou imaginando como seria morar no espaço isolado. Essa foi sua principal inspiração para o filme?

Jeffrey: Realmente, não foi um sonho, mas foi mais como uma fantasia, sabe? Eu acredito que tem muito a ver com escape, sabe? Acredito que essa seja a principal fantasia, se isolar do mundo quando estiver irritado ou quando quiser paz. Sempre fantasiei com isso de viver sozinho em um outro planeta, parece ser algo muito interessante *risos* Mas é claro que na hora, eu não pensei o quão solitário e devastador isso seria e é exatamente por esse processo que o protagonista do filme está passando, a realização de que a solidão o assola.

Claro que todos nós vez ou outra queremos fugir de tudo e todos e nos isolarmos, então essa fascinação minha por esse tema, foi o que me levou a escrever "O Planeta Silencioso". Quando eu era pequeno, inventei esse planeta diferente e eu inventava histórias dizendo que eu era de lá, era hilário.

Amélie: E o pequeno Jeffrey, que sonhava em viajar para um planeta isolado, o que ele acharia de você hoje?

Jeffrey: *Risos* Minha nossa, eu não seis e o meu eu criança iria querer falar comigo. Mas isso é muito interessante, não é? O que eu gostaria que meu eu mais novo soubesse? Hmmm, acho que eu faria o mesmo que faço com meu filho! Sabe, quando converso com ele, eu sempre faço questão de reforçar para ele que existe um mundo para muito além do que ele imagina; a vida é mais do que escola e lições, então eu costumo dizer pra ele não levar tudo muito a sério, essa era um conselho que eu adoraria ter tido quando mais novo.

E é claro, o meu eu pequenino não acreditaria que eu sou um diretor hoje *risos*. Eu sempre quis trabalhar com filmes, mas isso era algo muito distante, já que eu não cresci com muitas influências assim na vida, então acho que parte de mim até acreditaria um pouquinho, mas para a outra parte, isso seria inimaginável.

Amélie: Quais são os três diretores que o inspiram até hoje?

Jeffrey: Começando desde o meu primeiro filme, minha maior inspiração era o David Lynch, porque foi a primeira vez que notei que não precisava seguir todas as regras para explorar histórias diferentes. eu também sempre gostei  do filme "Os Guarda-Chuvas do Amor", porque toda a emoção que ressoa nele é inspiradora. Jacques Demy trouxe esse musical para a 'vida real' nessa história e isso me tocou porque era uma fábula sobre a vida e enfim, eu tenho muitos diretores que me inspiram e recentemente eu assisti aquele filme fantástico chamado "I Saw the TV Glow" de Jane Schoenbrun e esse filme me encantou muito.

Amélie: Falando em inspiração, em O Planeta Silencioso, vimos dois personagens extremante diferentes tendo que conviver. Essa foi sua ideia inicial?

Jeffrey: Exato, eu queria que eles fossem duas pessoas de ambientes completamente diferentes, pessoas que no mundo real jamais se conectariam porque não tem absolutamente nada em comum, sabe? Eu queria que fosse mesmo mais difícil para eles se conectarem, o choque geracional era necessário.

Amélie: E a personagem Niyya quer a todo custo se distanciar ainda mais de Theodore e isso vai além da diferença de idades, certo?

Jeffrey: Isso! Niyaa foi criada por alienígenas, então ela tem essa espécie de auto ódio da própria raça dela, que é humana, porque por mais que ela tenha sido criada por aliens, ela é essencialmente humana, assim como Theodore. Ela odeia os humanos pelo que eles fizeram com a família dela, mas ela não pode s esquecer que ela também é igualzinha aos humanos que ela tanto despreza, então ela tem essa dificuldade em aceitar a própria humanidade dela, mas aos poucos, bem aos poucos, ela vai aceitando essa parte de si mesma.

Amélie: Qual foi o maior desafio durante as filmagens?

Jeffrey: Tudo o que acontece dentro da mina, porque de última hora, tivemos que mudar o planejamento do que fizemos no primeiro dia e nós tínhamos que filmar muitas coisas ainda, mas não estávamos mais juntos, então essa não foi a melhor forma de começar tudo, mas aí quando fomos para o estúdio gravar o interior, aí foi muito legal, mas o início foi realmente desafiador. 


O Planeta Silencioso / Foto: Mostra Internacional de Cinema

Amélie: Se você pudesse dirigir uma nova história, um projeto com temática que você ainda não explorou, qual seria?

Jeffrey: Em termos do que vou fazer agora, após esse projeto, eu sempre dirijo projetos que vão para o lado da fantasia e que são desconectados da vida real, mas é claro que sempre existe uma conexão emocional ali, assim como na vida real, para mim pessoalmente, porém, o mundo precisa ser algo totalmente descolado da realidade.

Então estou desenvolvendo esse outro projeto agora, baseado no folclore local passado pela minha família e inspirado por histórias que crescemos ouvindo na minha família, que é um povo de cidade pequena lá no Canadá e vai ser um filme de época, mas ainda estou trabalhando nele, então ainda não tenho nada muito concreto ainda, mas sei que quero algo bem voltado ao surrealismo e que explore minhas raízes e origem.

Amélie: Você se identificou com algum dos personagens de O Planeta Silencioso? É mais Theodore ou Niyaa?

Jeffrey: *Risos* Eu sinto que na verdade me identifico com os dois e me vejo em ambos de formas bem distintas. A forma determinada que Niyaa começa sua missão, me lembra muito das atitudes que eu teria se estivesse no lugar dela e ela é meio dura com ela mesma, assim como eu sou e eu me identifico com o Theodore porque as vezes eu gosto de escapar para o mundo da fantasia da minha cabeça e me isolar, então eu me conecto com os dois.  Sou uma amalgama de Theodore e Niyaa!

Amélie: Três palavras definem "O Planeta Silencioso"?

Jeffrey: Eu gosto muito da palavra comunidade, é sobre ter uma conexão e se conectar com o outro. A segunda seria autoaceitação. Se encarar e se aceitar, é importante e não acreditar nas coisa horríveis que sua mente diz sobre você mesmo, é o primeiro passo e talvez Perdão? Se perdoar, mas o perdão não é algo individual, pois a pessoa, para se perdoar, muitas vezes conta com a validação de outra, como no caso de Theodore, porque é assim que nós somos como humanos. Nós buscamos validação do outro o tempo inteiro, então acho que essas são as palavras que definem bem o filme. 

[Review] Stop Making Sense, um show de Talking Heads

 

Por Victoria Hope

Stop Making Sense é mais do que um concerto do Talking Heads, é mais do que um filme, é arte em sua mais pura forma, sem freios e sem pudor, é uma desconstrução do que chamamos de show musical no auge dos anos 80 Uma desconstrução do próprio conceito. 

Filmado por Jonathan Demme, anos antes dele trabalhar em obras consagradas como “O Silêncio dos Inocentes' e 'Philladelphia', o diretor conseguiu capturar a banda de uma forma única, criativa e muito divertida, o que ajudou a tornar esse um dos maiores shows de rock da história. 

A primeira música é tocada apenas uma pessoa, o excêntrico David Byrne, apenas acompanhado de seu violão, enquanto a equipe de produção monta o 'cenário' do palco, incluindo caixas de som e introduzindo instrumentos musicais aos poucos. Já segunda música, conta para duas pessoas, a terceira música conta com três pessoas, e por aí vai até que a banda esteja completa no palco conforme a setlist continua.

É uma experiência única e incrível de presenciar. Mostra como naquela época os microfones estavam ligados de verdade, ou seja, as vozes podem ser ouvidas de forma clara, sem interferência e David Byrne, como o eterno showman e artista visual que é, domina os palcos do início ao fim, comandando a atenção do público, seja com sua voz, hora com seriedade, hora brincando com seu timbre, bem como através de danças completamente lúdicas e livres, como quem dança o que sente no momento, sem regras e como se ninguém estivesse olhando. 


Stop Making Sense / Foto: A24

Ao dançar, Byrne mostra a liberdade que sente cantando e a melhor parte é que toda a banda se une a ele com a mesma energia em todos os momentos; é nítido que aquela foi uma experiência divertida e especial para todos que estavam naquele palco.

Esse show mudou vidas e com certeza irá mudar a vida de quem assistir nas telas grandes do IMAX. energia de Stop Making Sense é completamente inebriante, contagiante e nós podemos apenas imaginar o quão mágico oi para aquele público dos anos 80 poder presenciar esse concerto ao vivo e a cores bem em sua frente. 

Sucessos desde 'Psycho Killer' à 'Once in a Lifetime' não puderam faltar e a experiência de poder assistir esse concerto remasterizado em alta definição, definitivamente ajudou a nos transportar para aquele show, quase como se estivéssemos ali com todos os expectadores, sem telas nas mãos, apenas aproveitando aquele momento que fez  e a ainda faz história.

NOTA: 10/10

Pré-venda IMAX do filme-concerto Stop Making Sense, da banda Talking Heads, começa no dia 22 de agosto

 

Por Victoria Hope

Hora de preparar seu melhor terno oversized! A pré-venda de ingressos da versão remasterizada de Stop Making Sense em IMAX começa no próximo dia 22 de agosto. O filme-concerto chega aos cinemas em 29 de agosto e retrata uma das fases mais criativas da banda indie americana Talking Heads, detentora de hits clássicos como Psycho Killer, Burning Down the House e Once in a Lifetime. Com direção do cineasta vencedor do Oscar, Jonathan Demme (Silêncio dos Inocentes), o filme é distribuído pela O2 Play no Brasil e estreia em salas selecionadas e salas IMAX espalhadas pelo Brasil.

Em uma ação promocional da distribuidora, quem garantir o ingresso durante a pré-venda IMAX ganha de brinde um card colecionável exclusivo do filme. O card faz parte da Carteirinha do Cinéfilo, aplicativo da O2 Play que oferece vantagens para os amantes de cinema como descontos em ingressos, brindes exclusivos para filmes selecionados, informações antecipadas sobre lançamentos e acesso a sessões especiais. Stop Making Sense é o quarto filme selecionado da Carteirinha do Cinéfilo. O card colecionável do filme-concerto também será distribuído para os usuários da Carteirinha do Cinéfilo no momento da compra ou retirada de ingressos, independente da sala escolhida para ver o longa-metragem. É necessário apenas apresentar a carteirinha no momento da compra do ingresso.

Stop Making Sense, vencedor de Melhor Documentário na National Society of Film Critics (1985), foi lançado pela primeira vez em 1984 e é considerado pelos críticos até hoje como o melhor filme-concerto de todos os tempos. Ele acompanha a banda Talking Heads em seu auge, com o lançamento de Speaking in Tongues, quinto álbum de estúdio, em três apresentações em dezembro de 1983 no Pantages Theater em Hollywood. O longa foi recém-restaurado em 4K para celebrar seu 40º aniversário.

Herege, novo terror da A24 estrelado por Hugh Grant, ganha data de estreia pela Diamond Films

 

Por Victoria Hope

A Diamond Films anuncia a aquisição e distribuição de “Heretic”, que no Brasil ganha o título HEREGE. Reconhecida por trazer filmes de terror de sucesso aos cinemas brasileiros, a distribuidora reforça seu line-up de 2024 com o longa estrelado por Hugh Grant e produzido pela renomada A24.

Herege é estrelado por Hugh Grant, como protagonista, e as atrizes Sophie Tatcher (“Boogeyman: Seu Medo é Real”) e Chloe East (“Os Fabelmans”). O filme tem direção e roteiro de Scott Beck e Bryan Woods, mesmos roteiristas da renomada franquia “Um Lugar Silencioso”.

A dupla de diretores Beck e Woods já assinou a direção de “A Casa do Terror” e “65 - Ameaça Pré-Histórica”. Hugh Grant, por sua vez, já participou de filmes renomados, como “Um Lugar Chamado Notting Hill” e “Vestígios do Dia”, além de ter participado de sucessos recentes como "Dungeons & Dragons,  “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”, “Magnatas do Crime”, “As Aventuras de Paddington” e “Wonka”.

A trama de Herege é centrada na figura de duas missionárias que acabam presas dentro da casa de um homem bastante excêntrico (interpretado por Grant), sendo obrigadas a jogar um jogo que questiona a fé.

SXSW 2024 | Coletiva de imprensa com elenco de Sing Sing da A24

 

Por Victoria Megan Garza

Durante o SXSW 2024,  Sing Sing, o mais novo filme da A24, marcou presença no festival, trazendo aos palcos Colman Domingo, Clarence Maclin e Clint Bentley para um papo com o público. Nossa equipe teve a oportunidade de conferir a primeira coletiva de imprensa sobre o filme antes da estreia no festival e entender um pouco mais sobre esse novo tocante projeto da A24

Sing Sing é um novo filme da A24 que explora o poder transformacional do teatro para pessoas encarceradas. Baseado em uma história real, o filme segue um grupo de teatro na prisão de Sing Sing tentando realizar uma produção original por meio do Programa de Reabilitação pelas Artes da instalação. 

O filme é estrelado por atores como Colman Domingo, de Fear the Walking Dead e A Cor Púrpura, e Paul Raci, de Sound of Metal, ao lado de ex-veteranos do programa como Clarence “Divine Eye” Maclin e Sean San José, que ajudaram a inspirar seu enredo.


Abaixo, confira mais vídeos da coletiva



Aclamado terror 'Fale Comigo' estreia nesta quinta nos cinemas

 

Por Victoria Hope

Chegou a hora de ver o terror mais aguardado do ano nas telonas. Com distribuição da Diamond Films, Fale Comigo (Talk To Me) chega aos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira, 17 de agosto. A venda de ingressos está disponível e o público já pode garantir um lugar no cinema na semana de estreia. 

Elogiado pela crítica, público e por diretores renomados, Fale Comigo acompanha um grupo de jovens que ficam obcecados pela adrenalina de invocar espíritos usando uma mão embalsamada. Até que um deles vai longe demais e liberta terríveis forças sobrenaturais. Assistimos a estreia no Sundance desse ano e a nossa crítica completa você confere aqui


Fale Comigo / Foto: Diamond Films

Para os diretores Danny e Michael Philippou, Fale Comigo é um retrato sobre jovens que não conseguem lidar com seus sentimentos e buscam por válvulas de escape. “A Mia (Sophie Wilde) está tentando enfrentar questões comuns da adolescência - e é por isso que ela não está lidando com o fato de ter perdido a mãe há dois anos. Suas emoções reprimidas causam uma ansiedade constante. E, quando surge a oportunidade de escapar disso experimentando a possessão, mesmo que seja assustador, ela se joga - e adora.”.

Fale Comigo será lançado no Brasil nas versões dublada e legendada. O filme contará com apoio de acessibilidade para todos os públicos. Por meio do aplicativo MovieReading, a partir da estreia estarão disponíveis recursos de audiodescrição, legendas descritivas e LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais

[Review] Beau Is Afraid

 


Por Victoria Hope

Estou atrasada, mas finalmente assisti Beau Is Afraid hoje e tenho algumas coisas a dizer sobre esse novo filme do Ari Aster estrelado pelo Joaquin Phoenix. Começo esse texto dizendo que amo Hereditário e Midsommar por motivos diferentes e entendo que alguns deles não são a preferência de todos, mas por ser fã do trabalho do diretor, a expectativa sobre esse novo título já estava no auge. 

Pessoas ansiosas vão se identificar com o protagonista Beau (Phoenix) até certo ponto. Esse filme é basicamente o pesadelo de toda pessoa ansiosa que sente que mundo inteiro está atrás deela, especialmente essa pessoa tem pais narcisistas, mas mesmo com tantas mensagens importantes, Ari poderia ter cortado algumas cenas e encurtado o filme.

Beau is Afraid funciona se você estiver totalmente imerso na fantasia de Beau e investido na trama, porque caso não compre a história, o filme inteiro acaba se tornando arrastando, mas vale ressaltar que duração das cenas é proposital porque a ansiedade é assim: essa sensação de que as horas não passam, tudo continua acontecendo por uma eternidade e de alguma forma Beau não pode fazer nada sobre isso além de continuar experimentando tudo, temendo e esperando pelo pior.

Um excelente videoclipe que representa ansiedade dessa forma, porém mais fácil de entender, aliás é Stronger than Ever do cantor britânico Raleigh Ritchie. Recomendo o vídeo assim que você terminar de assistir Beau. 


Beau Tem Medo / Foto: A24

Quanto à atuação do elenco, Patti Lupone entrega absolutamente tudo e rouba a cena, mas é claro que Joaquin Phoenix está tão excelente quanto! Agora voltando ao filme, essencialmente, Beau is Afraid é o testemunho de uma criança (ou um adulto com uma criança interior não curada), filho de uma mãe narcisista que passa a vida toda seguindo todas essas regras e lentamente vai se perdendo. Em momentos, o filme se assemelha a um longo skit do Eric Andre, ficando cada vez mais caótico com o tempo, com ares de drama e comédia.

Acredito que a própria ideia do título é genial porque no final [SPOILERS] você percebe do que Beau realmente tem medo e seu medo é muito justificado: a mãe dele era um monstro, uma mãe de palco que o usava como ferramenta para ganhar dinheiro. Beau estava se afogando, dissociando-se e precisava desesperadamente de ajuda, então na vida real, quando você vir um amigo que é muito parecido com Beau, ajude-o. Eles precisam disso, de verdade!

Eu não amei Beau Is Afraid e era isso que eu mais temia. Eu queria amar o filme, como grande fã do trabalho criativo de Ari Aster, mas consegui. Também não odiei, gostei da trama em geral, adorei o uso da mistura de mídias e estilos usados e sou defensora ferrenha do cinema enquanto arte abstrata, com estúdios como A24 oferecendo liberdade criativa para seus diretores, mas sinto que Hereditário e Midsommar foram mais sólidos ao meu ver.

NOTA: 7.5/10

Sequência de ‘X- A Marca da Morte’ intitulada ‘MaXXXine’ revela elenco com Elizabeth Debicki, Giancarlo Esposito e mais!

 

Por Victoria Hope

MaXXXine - o terceiro filme da série de terror X- A Marca da Morte da A24, definiu o elenco que se juntará à estrela da franquia Mia Goth no longa Ti West. No elenco completo anunciado, temos Elizabeth Debicki, Moses Sumney, Michelle Monaghan, Bobby Cannavale, Lily Collins, Halsey, Giancarlo Esposito e Kevin Bacon!

MaXXXine acontecerá após os eventos de X, e seguirá a Maxine de Goth como a única sobrevivente do massacre na fazenda, que continua sua jornada rumo à fama enquanto se prepara para se tornar atriz na década de 1980 em Los Angeles.

Vale lembrar que X- A Marca da Morte marca o início da saga, contando a história sobre um grupo de cineastas fazendo um pornô dos anos 1970 em fazenda, seguido por sua prequela Pearl, que conta a história da atriz Pearl em seu passado no ano de 1919 tentando uma carreira no cinema mudo, sem sucesso. Agora em MaXXXine, teremos Mia Goth mais uma vez nos holofotes, para interpretar a atriz Maxine, única sobrevivente do massacre de X. 



[Review] Bodies Bodies Bodies, o novo slasher da A24

 

Por Victoria Hope

E a A24 acerta mais uma vez, trazendo Morte Morte Morte (Bodies Bodies Bodies), seu mais novo terror aos cinemas. Estrelado por Amandla Stenberg, Maria Bakalova, Lee Pace entre outros grandes nomes, o filme é uma sátira slasher à geração Z ou geração tiktok. O filme tem estreia marcada para 6 de outubro nos cinemas nacionais. 

O filme consegue triunfar por trazer uma atmosfera hilária, irritante e ao mesmo tempo, brutal com uma história que apesar de simples, aborda muitas questões profundas que tem como foco, apontar o dedo na ferida de como as relações pessoais entre a nova geração mudaram com as redes sociais e como as vezes falar ou fazer a coisa errada pode ter consequências fatais. 

Na trama, acompanhamos Sophie (Amandla) e sua namorada Bee (Maria Bakalova), que partem para uma viagem juntas pela primeira vez para uma festa na casa do melhor amigo de Sophie, o complicado David (Pete Davidson). As coisas começam complicar quando as convidadas que já estavam na mansão do rapaz, notam a presença inesperada de sua amiga e é partir desse momento que a tensão e o mistério tomam conta. 


Morte Morte Morte / Foto: A24 & Sony Pictures

Tudo vai bem apesar das pequenas brigas na festa regada por bebedeira e drogas, mas quando uma das personagens sugere que os convidados brinquem de um jogo criado por eles mesmos chamado MORTE MORTE MORTE, o suspense domina a cena e passamos a acompanhar uma caçada de gato e rato implacável. 

O trabalho da diretora Halina Reijn em abordar as questões sociais atreladas à interações humanas e como é conviver com diferente pontos de vista é excelente, principalmente no quesito de sátira voltada à banalidades que podem ser encontradas nas redes sociais e a quebra de padrões dos filmes slasher, já que nada nesse filme é o que parece ser e o grande vilão talvez seja justamente isso: a vontade de estar acima, de ser visto como compasso moral acima dos próprios amigos, numa dança onde todos serão engolidos por seus próprios egos. 

Apesar do início mais lento, o filme se torna mais intenso de forma gradual e em alguns momentos a adrenalina é palpável; chega a ser impossível desgrudar da cadeira as reviravoltas na trama não param por um segundo, ou seja, quando o público acha que descobriu a verdade, não poderiam estar mais enganados.

NOTA: 8.5/10