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6 filmes com temática queer para assistir nesta edição do Olhar de Cinema

 

Por Victoria Hope

Até o dia 13 de junho, Curitiba se torna o epicentro do cinema com a 15ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba. Considerado um dos mais importantes festivais dedicados à sétima arte no Brasil, o evento conta com 80 filmes na programação. 

Além de ser o mês do Olhar de Cinema, junho também é o mês do orgulho LGBTQIAP+, uma vez que a data do dia 28 ficou como um marco na luta por direitos, justiça social e políticas públicas para a comunidade. 

A programação do evento, que sempre promoveu incentivar diferentes olhares e abordagens cinematográficas e de direção, conta com vários filmes com a temática queer. 

Um deles é o clássico do cinema lésbico, “Corações Desertos” (“Desert Hearts” | Dir. Donna Deitch | Estados Unidos | 1986 | 91’) , com nova cópia restaurada em comemoração aos 40 anos do lançamento comercial. Esse, que foi o longa-metragem ficcional de estreia que consagrou a cineasta, traz uma reprimida professora de literatura que, enquanto aguarda os papeis do divórcio, é seduzida por uma jovem despreocupada e cheia de vida. 

Destaque também para a estreia mundial de “Olhe Para Mim”, do diretor alagoano Rafhael Barbosa, que faz parte da Mostra Competitiva Brasileira de Longas. Com Rejane Faria (“Marte Um”, “Yellow Cake”), Luciano Pedro Jr. (“Carro Rei”, “Cangaço Novo”) e o estreante Ulisses Arthur no elenco principal, a produção é uma fantasia alegórica inspirada no imaginário popular que margeia o Rio São Francisco. A produção também é a primeira ficção realizada no estado de Alagoas com um edital público a chegar ao circuito, representando um marco para a produção local, que vem se destacando nos últimos anos com curtas-metragens nos principais festivais de cinema do Brasil. 


Confira a seguir seis longa-metragens com temática queer na edição deste ano do Olhar de Cinema.

- “Marimbã está acontecendo” (Dir. Maryn Marynho | Brasil | 2026 | 15’) | Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens

Sinopse: O pensamento de Marimbã percorre diversos sonhos através das águas, tecendo relações de afeto para corpos dissidentes, em um vislumbre de futuro possível. Transparentalidade, rede de apoio, infância, envelhecimento, espiritualidade… como nós, pessoas trans, imaginamos estar daqui 20, 40, 60 anos?Formado em Design (UFC) e Cinema de Animação (Vila das Artes), é percussionista, ilustrador, animador, produtor cultural, designer e tatuador.

Sessões: 10 de junho, às 13h45 - Cinemateca  (Sessão com acessibilidade na tela, libras e legenda descritiva)

 12 de junho, às 19h45 - Cinemateca

 13 de junho, às 13h15 - Cinemateca

- “A Paixão Segundo GHB” (Dir. Gustavo Vinagre, Vinicius Couto | Brasil | 2026 | 82’) | Mostra Novos Olhares

Sinopse: Um encontro casual vira um ménage à trois; o ménage à trois vira uma orgia. Nesta odisseia de realismo mágico em um quarto gay, Matias rememora seus encontros passados e considera seu futuro, enquanto conversa com uma figura fictícia da literatura brasileira. 

Sessões: 11 de junho, às 17h30 - Cinemateca 

12 de junho, às 13h45 - Cine Passeio (Ritz)

- “Corações Desertos” (“Desert Hearts” | Dir. Donna Deitch | Estados Unidos | 1986 | 91’) | Mostra Olhares Clássicos Cine Passeio

Sinopse: Enquanto aguarda os papéis do divórcio, uma reprimida professora de literatura é inesperadamente seduzida por uma jovem lésbica despreocupada e cheia de vida. 

Sessões: 6 de junho, às 19h45 - Cine Passeio (Luz)

8 de junho, às 16h - Cine Passeio (Ritz)

-“Tornar-se Ciborgue no Interior” (Dir. Louisa Savignon | Brasil | 2026 | 20’) | Mostra Mirada Paranaense Sanepar

Sinopse: Leo e Julia, proprietários de um sítio, querem filhos, mas estão com problemas de fertilidade. Ava e Mia, um casal lésbico, acabaram de se mudar para o sítio vizinho. A vinda das duas mulheres criará tensão com os vizinhos. 

Sessões: 7 de junho, às 14h30 - Cinemateca  (Sessão com acessibilidade na tela, libras e legenda descritiva)

7 de junho, às 16h - Cinemateca

9 de junho, às 16h30 - Cinemateca

- “Barbara Para Sempre” (“Barbara Forever” | Dir. Brydie O’Connor | Estados Unidos | 2026 | 102’) | Mostra Exibições Especiais

Sinopse: Uma exploração orientada por arquivos da vida, obra e legado da icônica e pioneira cineasta lésbica Barbara Hammer. 

Sessões:13 de junho, às 10h30 - Cine Passeio (Ritz)

As sessões deste ano são em espaços culturais importantes da capital paranaense, como o MON - Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca, e o Teatro da Vila.

Os ingressos estão à venda com valores que vão de R$8 (meia-entrada) a R$18, disponíveis pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br. O Olhar de Cinema ainda contará com sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e algumas sessões no MON.

Mais informações sobre o 15º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br, assim como pela rede sociais Instagram - @olhardecinema; Facebook/Olhar de Cinema; Tik Tok: @olhardecinema; X/Twitter: @Olhardecinema_.

A Lenda de Ochi | Nova fantasia da A24 ganha novos cartazes

 

Por Victoria Hope

A Paris Filmes acaba de lançar dois novos cartazes de “A Lenda de Ochi” (The Legend of Ochi), fantasia dramática da A24 que chega aos cinemas brasileiros em 29 de maio. O elenco principal conta com Willem Dafoe, Helena Zengel, Finn Wolfhard e Emily Watson. Baixe os cartazes aqui e aqui e assista ao trailer neste link.

Em uma vila remota na ilha de Carpathia, uma tímida garota de fazenda chamada Yuri foi criada para temer uma espécie animal conhecida como Ochi. Mas, quando ela descobre que um bebê Ochi ferido foi abandonado, ela parte em uma aventura para levá-lo para casa. “A Lenda de Ochi” estreou no Festival de Sundance de 2025.

A distribuição nacional é da Paris Filmes e a produção é da A24, Neighborhood Watch e AGBO, com direção e roteiro de Isaiah Saxon.

Os Filmes Que Eu Não Vi | Festival exibe e premia filmes independentes brasileiros

Por Victoria Hope

De 15 a 19 de janeiro de 2025, a Sala Walter da Silveira, em Salvador, será a casa da primeira edição do Festival Os Filmes Que Eu Não Vi, idealizado por Sol Moraes e que tem produção da Água Doce Produções. O evento busca dar visibilidade a filmes brasileiros independentes que enfrentam desafios na distribuição, permanecendo desconhecidos do grande público.

Durante os cinco dias de programação, o festival exibirá e premiará produções de todas as regiões do Brasil, oferecendo um panorama diversificado do cinema nacional. Além das sessões de filmes, o público poderá participar de mesas de debate que abordarão questões fundamentais como produção, distribuição e exibição cinematográfica no Brasil. 

A proposta central do evento é criar pontes entre criadores e espectadores, promovendo uma conexão mais profunda com a cultura brasileira e explorando formas de aproximar essas obras do público e é possível conferir a programação completa no site oficial do festival.

Revitalização das Salas de Cinema - A primeira edição do Festival Os Filmes Que Eu Não Vi marca um momento significativo para a cena cultural de Salvador. O evento é parte do projeto Os Filmes Que Eu Não Vi, financiado pela Lei Paulo Gustavo por meio de edital da SECULT/FUNCEB/DIMAS, e representa um esforço coletivo para ampliar o acesso ao cinema brasileiro independente.

Sol Moraes, idealizadora do festival / Foto: Juliana Buos


Como parte das iniciativas do projeto, foram revitalizados dois importantes espaços de exibição da capital baiana: a Sala Walter da Silveira e a Sala Alexandre Robatto. As melhorias incluem a aquisição de novos equipamentos de projeção e som, além da instalação de piso tátil, garantindo acessibilidade e modernização para melhor atender ao público.

A reabertura da Sala Walter da Silveira simboliza o início de um novo ciclo, transformando o espaço em um polo cultural que abrigará não apenas exibições, mas também cursos, seminários e palestras. A partir de fevereiro de 2025, a Sala Alexandre Robatto sediará o cineclube Cine GeraSol, com exibições mensais seguidas de debates, enriquecendo o diálogo sobre o cinema nacional.

O projeto também consolida uma parceria com a plataforma digital CINEBRASILJÁ, que funciona como uma cinemateca virtual, permitindo acesso contínuo a filmes brasileiros fora do circuito comercial. Essa integração entre espaços físicos e digitais fortalece a disseminação da produção cinematográfica nacional.

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Serviço:

O quê: Festival Os Filmes Que Eu Não Vi

Quando: 15 a 19 de janeiro de 2025

Onde: Sala Walter da Silveira, Salvador

Realização: Água Doce Produções

Para mais detalhes sobre o festival, siga o perfil oficial no Instagram: @osfilmesqueeunaovi


Confira a programação completa do Festival de Cinema Italiano no Brasil

 

Por Victoria Allen Hope

O FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL começa nesta quinta-feira, dia 7 de novembro, e segue até o dia 8 de dezembro, chegando à sua 19ª edição e contando com programação diversificada e gratuita para a cidade de São Paulo.

O festival traz filmes inéditos e também uma retrospectiva sobre o humor do cinema italiano, abrangendo mais de 70 cidades brasileiras, além de disponibilizar as obras pelo streaming. Em São Paulo, o público poderá ver os filmes de forma gratuita e presencial no Cinema Reag Belas Artes e no Centro Cultural Banco do Brasil. 

Entre os destaques do Festival estão os filmes Adeus, Garoto, com direção de Edgar Pistone e selecionado para o Festival de Cinema de Roma 2024, o clássico O Ouro de Nápoles dirigido por Vittorio De Sica e que integra a retrospectiva do festival, o filme Eu, Capitão, de Matteo Garrone, indicado ao Oscar®️ de Melhor Filme Internacional, O Pequeno Diabo, dirigido e protagonizado por Roberto Benigni que traz à tona o humor italiano, e Toquinho: Encontros e um Violão dirigido por Erica Bernardini e escolhido pela Embaixada da Itália para celebrar os 150 anos da Imigração Italiana no Brasil.

Programação completa

Eravamo Bambini / Foto

07/11

20h40 - ERAVAMO BAMBINI (ÉRAMOS CRIANÇAS)

08/11

16h00 - MISERIA E NOBILTÀ (CONFUSÕES À ITALIANA)

20h40 - ROMEO È GIULIETTA (ROMEU É JULIETA)

09/11

16h00   - UN MONDO A PARTE (UM MUNDO À PARTE)

20h40 - IL PICCOLO DIAVOLO (O PEQUENO DIABO) 

10/11

16h00   - L’ORO DI NAPOLI (O OURO DE NÁPOLES) 

20h40 - TOQUINHO, ENCONTROS E UM VIOLÃO

11/11

16h00 - CARACAS

20h40 - TOTÒ A COLORI 

12/12

16h00   - GUARDIE E LADRI (GUARDAS E LADRÕES) 

20h40 - NATA PER TE (NASCIDA PARA VOCÊ)

13/11

16h00   - L'ANIMA IN PACE (A ALMA EM PAZ)

20h40 - ALTRIMENTI CI ARRABBIAMO (A DUPLA EXPLOSIVA) 

14/11

16h00 - LO SCEICCO BIANCO (ABISMO DE UM SONHO)

20h40 - CIAO BAMBINO (ADEUS, GAROTO)

15/11

16h00 - 47 MORTO CHE PARLA (O HOMEM DA CAIXINHA)

20h40 - UN ALTRO FERRAGOSTO (MAIS UM VERÃO EM FAMÍLIA)

16/11

16h00   - E SE MIO PADRE (E SE O MEU PAI)

20h40 - I SOLITI IGNOTI (OS ETERNOS DESCONHECIDOS)

17/11  

16h00   - UN AMERICANO A ROMA (UM AMERICANO EM ROMA)

20h40 - PARE PARECCHIO PARIGI (PARECE BASTANTE PARIS)


Palazzina Laf / Foito: Festival de Cinema Italiano

18/11  

16h00 - IL VIAGGIO DI CAPITAN FRACASSA (A VIAGEM DE CAPITÃO TORNADO)

20h40 - PALAZZINA LAF (LAF)

19/11 

16h00   - IL COMUNE SENSO DEL PUDORE (O VALOR DO PUDOR)

20h40 - THE PENITENT

20/11

16h00 - DOVE VAI IN VACANZA (ONDE PASSAREMOS AS FÉRIAS?)

20h40 - MIA

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL - SP

07/11

17h30 - L'ORO Dl NAPOLI (O OURO DE NÁPOLES)

08/11

19h -  47 MORTO CHE PARLA (O HOMEM DA CAIXINHA)

09/11

13h - UN MONDO A PARTE (UM MUNDO À PARTE)

17h - ROMEO È GIULIETTA (ROMEU É JULIETA)

10/11

15h - TOQUINHO: ENCONTROS E UM VIOLÃO

17h - L'ANIMA IN PACE (A ALMA EM PAZ)

14/11

17h - IL VIAGGIO DI CAPITAN FRACASSA (A VIAGEM DO CAPITÃO TORNADO)

15/11

15h - THE PENITENT (O PENITENTE)

16/11

13h30 - LO SCEICCO BIANCO (ABISMO DE UM SONHO)

17h30 - NATA PER TE (NASCIDA PARA VOCÊ)

Mia / Foto: Festival de Cinema Italiano

17/11

14h - MIA

16h30 - E SE MIO PADRE (E SE O MEU PAI)

21/11

18h - DOVE VAI IN VACANZA? (ONDE PASSAREMOS AS FÉRIAS?)

22/11

18h30 - GUARDIE E LADRI (GUARDAS E LADRÕES)

23/11

13h - ERAVAMO BAMBINI (ÉRAMOS CRIANÇAS)

18h - CIAO BAMBINO (ADEUS, GAROTO)

24/11

14h15 - CARACAS

16h30 - PALAZZINA LAF (LAF)

28/11

18h30 - NAPOLI MILIONARIA (NÁPOLES MILIONÁRIA)

29/11

18h30 - TOTÒ A COLORI

30/11

17h30 - IO CAPITANO (EU, CAPITÃO)

01/12

14h - PARE PARECCHIO PARIGI (PARECE BASTANTE PARIS)

16h - IL VIAGGIO DI CAPITAN FRACASSA (A VIAGEM DO CAPITÃO TORNADO)

05/12

18h - MISERIA E NOBILTÀ (CONFUSÕES À ITALIANA)

06/12

16h - IL COMUNE SENSO DEL PUDORE (O COMUM SENTIDO DO PUDOR)

18h - UN ALTRO FERRAGOSTO (MAIS UM VERÃO EM FAMÍLIA)

07/12

14h30 - ... ALTRIMENTI CI ARRABBIAMO! (A DUPLA EXPLOSIVA)

17h - IL PICCOLO DIAVOLO (O PEQUENO DIABO)

08/12

14h30 - TOQUINHO: ENCONTROS E UM VIOLÃO

16h30 - CIAO BAMBINO (ADEUS, GAROTO)

2ª edição do Korean Film Festival movimenta São Paulo de 3 a 9 de outubro no Reserva Cultural

 

Por Victoria Hope

A 2ª edição do Koff - Korean Film Festival movimenta São Paulo de 3 a 9 de outubro de 2024, no Reserva Cultural  (Av. Paulista, 900 - Bela Vista, São Paulo, SP), onde conta com conta com duas excelentes salas de cinema exclusivas  durante a realização do festival, equipadas com sistema de projeção digital (DCP) e áudio Dolby Digital.

O evento tem a curadoria de Rubens Rewald e co-curadoria de Márcia Kling, diretora e idealizadora do evento! Serão mais de 60 filmes exibidos durante o KOFF. Entre eles, produções com passagens nos mais importantes festivais internacionais de cinema. Na Mostra Não-Competitiva estão 20 filmes, como os sucessos Past Lives, Mimang, Exhuma, Road to Boston, Sleep, Spring in Seoul, Soulmate, Ditto, Concrete Utopia e Dog Days.

O curta-metragem Night Fishing, inédito no Brasil, será exibido na abertura de cada dia do KOFF - thriller inovador produzido pela Hyundai,  faz fusão de arte e tecnologia! Entrada gratuita em todas as sessões. 


Exhuma, um dos filmes de maior bilheteria da Coréia nesse ano / Foto: MUBI

Os vencedores são escolhidos por voto popular e a premiação especial de R$ 5 mil para estudantes de cinema criarem curtas-metragens de 3 a 5 minutos sobre a Coreia do Sul. 

Prêmios entre R$ 3 mil e R$ 10 mil na Mostra Competitiva. Foram 325 inscritos da Coreia do Sul e Brasil. A programação reúne longas e curtas metragens de todos os gêneros e exalta a cultura da Coreia do Sul.

O festival é composto por duas mostras, a Mostra Não Competitiva exibe 12 longas e 13 curtas, além da Mostra Competitiva exibe mais 10 longas e 27 curtas, e premia tanto filmes produzidos na Coreia do Sul quanto no Brasil.

Entre os destaques está Exhuma, o filme de maior bilheteria na Coreia do Sul em 2024. Com arrecadação local de cerca de US$ 84 milhões (fonte: Variety), o longa dirigido  por Kim Yong-hwa, mistura suspense, mitologia e drama familiar, e já foi exibido em festivais internacionai, como o Berlin International Film Festival e o Hong Kong International  Film Festival.

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Serviço

KOFF – 2º Korean Film Festival

Data: 03 a 09 de outubro de 2024

Local: Reserva Cultural (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, SP)

Entrada gratuita

Ingressos: retirar on-line em www.koffko.com.br ou na bilheteria do Reserva Cultural (Av. Paulista, 900, Bela Vista)

Mais informações: https://www.instagram.com/koffko_

Confira a programação do Festival Filmes Incríveis apresentado por Reag Belas Artes

 


Por Victoria Hope

De 1 a 14 de agosto, o REAG Belas Artes (SP) apresenta uma jornada cinematográfica global com produções de 20 países, compondo a seleção do FESTIVAL FILMES INCRÍVEIS. Nesta semana, de 05 a 11 de agosto, serão exibidos 18 filmes inéditos no circuito brasileiro. A programação destaca novas obras de cineastas renomados, como o cambojano Rithy Pan e o polonês Krzysztof Kieslowski, além do mais recente longa da produtora A24. 

Além da programação escolhida a dedo, os ingressos têm valores acessíveis: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Também estão disponíveis passaportes que dão direito a 5 ingressos por R$ 45,00. O festival é patrocinado pelo Desenvolve São Paulo, Secretaria do Estado de São Paulo e o Ministério da Cultura.

Abaixo, você encontra a programação desta semana:

Segunda 5/8

13h40 – Caminho da Vida (Nepal, 2024, cor,  150min., drama, idioma: tibetano e nepali)

16h30 – Café Teerã (Irã, 2023, 1h36min., cor, drama, idioma: persa)

18h30 – Linguagem Universal (Canadá, 2024, cor, 1h29min., comédia, idioma: persa/francês)

20h30 – O Homem na Caixa (Japão, 2024, 120min., cor e p/b, drama, idioma: japonês)

Terça 6/8

13h40 – A Calma (Polônia, 1976, cor, 1h21min, drama, idioma: polonês)

15h30 – Trilha Sonora para um Golpe de Estado (Bélgica/França, 2024, 2h30min., cor e p/b, documentário, idiomas: francês/inglês/holandês)

18h40 – A Nuvem e o Homem (Índia, 2021, 1h37min., cor e p/b, drama/fantasia, idioma: bengali)

20h00 – Linguagem Universal (Canadá, 2024, cor, 1h29min., comédia, idioma: persa/francês)

20h40 – Todas as estradas de terra tem gosto de sal (EUA, 2023, cor, 92 min., drama, idioma: inglês)

Quarta 7/8

13h40 – O Homem na Caixa (Japão, 2024, 120min., cor e p/b, drama, idioma: japonês)

16h00 – A quem Eu Pertenço (Tunísia, 2024, cor, 2h, drama, idioma: árabe)

18h30 – Uma Família Normal (Coréia do Sul, 2023, cor, 116 min, drama, idioma: coreano)

20h50 – O Retrato de Norah (Arábia Saudita, 2023, cor, 114 min., drama, idioma: árabe)

Quinta 8/8

13h20 - A nuvem e o homem (Índia, 2021, 1h37min., cor e p/b, drama/fantasia, idioma: bengali)

15h20 - Caminho da vida (Nepal, 2024, cor,  150min., drama, idioma: tibetano e nepali)

18h10 - POV: ponto de vista (Espanha/Costa Rica, 2024, 1h30min., cor, drama, idioma: espanhol)

20h30 - Trilha sonora para um golpe de Estado (Bélgica/França, 2024, 2h30min., cor e p/b, documentário, idiomas: francês/inglês/holandês)

Sexta 9/8

13h20 - Encontro com o ditador (Camboja/França/Turquia/Taiwan/Catar, 2024, 1h52min, cor, drama, idioma: francês)

15h20 - O caso do escritor Padilla (Cuba, 2022, 78 min, p/b, documentário, idioma: espanhol)

17h00 - O homem mais feliz do mundo (Macedônia do Norte, 2022, 100 min, drama, idioma: bósnio)

19h00 - Memórias de um corpo ardente (Espanha/Costa Rica, 2024, 1h30min., cor, drama, idioma: espanhol)

20h50 - Rainhas (Peru/Suíça, 2024, 1h44min, cor, drama, idioma: espanhol)

Sábado 10/8

13h20 - A Calma (Polônia, 1976, cor, 1h21min, drama, idioma: polonês)

15h00 - Metronom: a rádio pirata (Romênia, 2022, cor, 1h42min., drama, idioma: romeno)

17h00 - Rainhas (Peru/Suíça, 2024, 1h44min, cor, drama, idioma: espanhol)

19h00 - Linguagem Universal (Canadá, 2024, cor, 1h29min., comédia, idioma: persa/francês)

20h50 - POV: ponto de vista (Espanha/Costa Rica, 2024, 1h30min., cor, drama, idioma: espanhol)

Domingo 11/8

13h10 - Memórias de um corpo ardente (Espanha/Costa Rica, 2024, 1h30min., cor, drama, idioma: espanhol)

15h00 - Trilha sonora para um golpe de Estado (Bélgica/França, 2024, 2h30min., cor e p/b, documentário, idiomas: francês/inglês/holandês)

18h00 - A quem eu pertenço (Tunísia, 2024, cor, 2h, drama, idioma: árabe)

20h30 - O homem mais feliz do mundo (Macedônia do Norte, 2022, 100 min, drama, idioma: bósnio)

SXSW 2024 | Bettendorf Talks (Piloto)

 

Por Victoria Hope

Um show dentro de um show afiado e inteligente, Bettendorf Talks é ao mesmo tempo uma comédia espirituosa no local de trabalho e o mais novo (e mais improvável) talk show local lançado no centro-oeste Quad City. Apresentado pela dupla de comédia T.J. Jagodowski e David Pasquesi (que estrelam como caricaturas hilariantes de si mesmos), os dois tentam montar um show de sucesso em busca de um pedaço de sua antiga glória.

Cada episódio segue nosso conjunto durante um dia de escrita, produção e exibição de nosso programa como T.J. e Dave lutam para saber como viver nessas novas funções menores, a equipe ao seu redor lida com T.J. & Dave e Margaret lutam para manter o show porque está sempre a um dia de ser cancelado.

O humor da série é bem diferente do que estamos acostumados a ver em séries do mesmo gênero, mas enquanto assistia, os personagens não pareciam ser familiares, tampouco interessantes ao ponto de me fazer pessoalmente querer assistir mais de uma temporada e o agravante vem quando nenhuma das piadas ou humor atingem o objetivo principal, que é ser engraçado, mesmo com um humor mais seco.

Apesar da trama criativa, acho que se a audiência pudesse passar um pouco mais de tempo com cada um dos personagens no piloto, provavelmente a audiência iria se relacionar melhor com esses personagens, porém acho que o humor, que é o principal foco, deveria ser mais trabalhado. Alguns personagens se destacam na trama, mas os principais, não e foi isso que me tirou da imersão da série. 

NOTA:  7/10

SXSW 2024 | Neo Dome (Piloto)

 

Por Victoria Hope

Numa América pós-colapso económico, uma mulher (Anna Camp) viaja sozinha em direção à promessa de uma cúpula utópica no horizonte. Quando ela negocia uma carona com estranhos, aprendemos... não confiar em ninguém no caminho para o Neo-Dome.

Nesse piloto de série que teve seu lançamento no festival SXSW, podemos acompanhar uma história extremamente intrigante que merece ganhar um longa metragem. Logo na cena de abertura, o público se depara com uma protagonista enigmática, que parece esconder algo que não sabemos.

O elenco tem excelente química e a dinâmica de jogo do 'gato e rato' funciona muito bem. Nos deparamos com diversas dúvidas sobre o que é o Neo-Dome, o motivo pelo qual nossa protagonista quer tanto chegar lá e porque ela tem acesso à armas. Seria ela a heroína daquele futuro não tão distante ou será ela o verdadeiro algoz por trás de tudo.

Anna Camp é enigmática e demanda atenção do público com olhares, fazendo com que a audiência imediatamente torça por ela, sem mesmo saber quais são suas verdadeiras intenções, o que realmente reforça a ideia de que o filme realmente se torne um longa metragem, pois é impossível terminar esse curta sem querer saber o que vem a seguir.

O protagonismo feminino em histórias nesse cenário precisava de um revival e Neo-Dome demonstrou que tem um grande potencial para expandir esse universo, seja no formato de filme ou série televisiva, mas independente da proposta, a audiência estará com olhos fixados na tela. 

NOTA: 9/10

SXSW 2024 | Roleplay (DOC)

Por Victoria Hope

No documentário 'Roleplay', que acabou de ter sua estreia no festival SXSW 2024, enfrentando a violência sexual desenfreada em seu campus universitário, um grupo de estudantes da Universidade de Tulane passa um ano criando uma peça envolvente a partir de suas experiências da vida real. 

Construindo personagens e cenas baseadas na política sexual de seu campus, os estudantes atores enfrentam duras verdades. O filme segue esse processo com lentes líricas, confundindo os limites entre realidade e performance, movendo-se entre a realidade da vida no campus e a vulnerabilidade confessional da sala de ensaio.

Colocando questões urgentes sobre os legados tóxicos transmitidos à próxima geração, "Roleplay" explora os papéis que desempenhamos à medida que crescemos e nos tornamos quem somos: como eles nos machucam, nos curam e moldam quem nos tornamos.

O filme faz um excelente trabalho em tocar nessa temática tão complexa relacionada a realidade da vida não apenas de universitários, mas uma realidade que também assola alunos desde as escolas primárias até o colegial e principalmente na chegada da vida acadêmica. Em uma realidade onde aulas de educação sexual estão sendo cada vez mais demonizadas e famílias seguem tratando o tema como tabu, invariavelmente muitos casos se multiplicam e infelizmente não ganham muita repercussão já que muitas vezes, até mesmo as universidades acobertam e escondem os ataques sofridos por alunos, para não associar seus nomes à violência. 

Justamente por esse motivo, filmes como 'Roleplay' se tornam necessários, para mostrar que a juventude, à sua maneira, está tentando se educar e se curar do estigma e da dor da violência que sofreram, por meio da arte e da expressão verbal e física. Mais importante do que desestigmatizar a educação sexual, é dar espaço para que as vítimas possam se expressar e tenham um lugar seguro para que possam contar o que lhes aconteceu.

Seria muito interessante que mais universidades como a representada do documentário oferecem o mesmo programa e a oportunidade para que os alunos tenham esse espaço aberto para desabafar e expressar suas dores e angústias através de espetáculos. Isso não apenas traz atenção para a violência que acontece no meio acadêmico, como também pode ser um instrumento para o fortalecimento e empoderamento das vítimas que não mais querem se calar. 

NOTA: 8.5/10

SXSW 2024 | Can (Short)

 

Por Victoria Hope

O mundo da cineasta Kailee McGee vira de cabeça para baixo após um diagnóstico de câncer de mama em estágio avançado. Ela está no meio do tratamento, mas apenas começando a reavaliar a realidade, o amor e a identidade enquanto está doente. 

Kailee perde a noção de onde termina sua jornada contra o câncer e onde começa sua vida. Enquanto a voz dentro de sua cabeça alterna entre crise existencial e autoatualização, Kailee recorre à única maneira que ela conhece de cura: descobrir uma maneira de assistir a uma versão de sua jornada se desenrolar em uma tela.

Can é um daqueles tipos de curta metragens que faz o público se identificar com a protagonista mesmo que a audiência não tenha passado pelo que ela passou. O formato funciona e facilmente poderia ser um longa metragem, já que representatividade feminina sobre a temática é tão rara de encontrar no cinema.

Temos vários exemplos de filmes que contam a história de pessoas que estão lutando ou que sobreviveram o câncer, mas raramente as protagonistas femininas tem a chance de contar seu lado da história, então esse formato, semi biográfico, semi documentário é excelente para esse estilo de narrativa. 

Em Can, vemos a relação conturbada de Kailee e acompanhamos seus diálogos internos, suas dores e pequenas alegrias enquanto ela tenta retomar sua vida e seguir em frente após o tratamento, através da arte e do amor. Essencialmente, essa é uma história sobre como não estar sozinho nos momentos mais difíceis da vida, é o que mais importa, mas também, lidar com sentimentos e entender que seguir em frente é preciso no processo da cura.

NOTA: 9/10 

SXSW 2024 | We Strangers

 

Por Victoria Hope

Em 'We Strangers', Rayelle Martin trabalha como faxineira comercial em Gary, Indiana. Ela é travessa, brincalhona e hábil em se adaptar ao ambiente. Um dia, enquanto estava no trabalho, Ray é abordado pelo Dr. Neeraj Patel, um terapeuta que a contrata para trabalhar como governanta. Quem vai dizer não ao dinheiro extra? Não, Ray.

Patel então lhe apresenta outra oferta que ela não pode recusar: um segundo emprego limpando a casa de sua amante. No início, Ray é apenas uma observadora, mas depois, depois de se cansar de ser uma testemunha, ela impulsivamente conta uma pequena mentira: que pode falar com os mortos. Enquanto Ray tenta assumir o controle de sua própria identidade, ela se encontra em uma estranha nova posição de poder.

O primeiro filme de de Anu Valia estreia no SXSW, trazendo uma visão distinta sobre identidade, assimilação e pertencimento de uma década com um olhar único sobre como encontrar o seu lugar no mundo e ao mesmo tempo, ganhar coragem de ser você mesmo em um mundo onde viver de aparências geralmente é celebrado ao invés de abraçar seu verdadeiro 'eu', principalmente onde questões de classe, raça e assimilação entram na trama. 

No filme, o público não necessariamente segue uma história linear e sim tem uma experiência sensorial e se tornam observadores, assim como a própria protagonista, que vê a vida passando, observa as relações entre as pessoas ao seu redor e tenta se assimilar de alguma forma.

Muitas pessoas já passaram por esse momentos de assimilação com certeza vão se identificar com diversas das escolhas da personagem. Pode levar um tempo, porém a personagem vai aos poucos descobrir que não existe nada melhor do que ser ela mesma e que mesmo que ela ganhe alguma compensação financeira em viver uma farsa, no fim das contas, é a família e os amigos dela que vão estar com ela até o fim, nas alegrias e tristezas.

Tem uma belíssima sequência durante 'We Strangers', onde acompanhamos um jogo de sombras na parede, que pessoalmente vi como um dos pontos altos do longa, já que ali, mesmo sem mostrar as duas personagens, da mesma forma conseguimos sentir a intimidade que aquele diálogo passa. Kirby está absolutamente intrigante no filme e passa muita verdade em seus gestos, em seu olhar e suas falas, o que torna esse projeto ainda mais especial. Talvez a quebra de ritmo e falta de linearidade dos eventos desconcentre alguns expectadores, mas essa é uma pequena gema que vai ser apreciada por quem adora um bom slowburn. 

NOTA: 8.5/10

SXSW 2024 | Natatorium

 

Por Victoria Hope

No drama familiar 'Natatorium', uma jovem fica com os avós afastados na cidade enquanto espera pelos resultados de sua audição para um grupo internacional. Os avós a acolhem, encantados com a oportunidade de conhecer melhor a neta. 

Enquanto fica na casa, a menina conhece seu tio, que sofre de uma misteriosa doença pulmonar de longa duração e fica principalmente confinado à cama. Ela também observa os estranhos rituais religiosos de sua avó, alguns envolvendo uma piscina no porão. 

Quando o pai da menina descobre que ela está hospedada com os pais dele, ele convence a irmã a visitar a casa para tirá-la de lá antes que uma terrível tragédia tome conta do local. O ar soturno do longa toma conta desde os primeiros segundos do filme, onde a audiência observa uma cena caleidoscópica do que parece ser uma casa abandonada.

A jovem de 18 anos, Lilja, é extremamente criativa e talentosa e atualmente está tentando a chance de entrar para a companhia de arte da cidade, Ela ainda não sabe, mas existe um motivo pelo qual sua tia, Vala, não confia na avó e matriarca religiosa da família, mas aos poucos, as coisas começam a fazer sentido para a garota, talvez um pouco tarde demais para ela e para o restante da família. 


Natatorium / Foto: SXSW

O tempo todo a audiência é levada a questionar os verdadeiros motivos por trás da morte de uma de suas tias e o motivo pelo qual Vala quer tirar sua sobrinha daquela casa a qualquer custo. O mistério e o horror pairam no ar, enquanto a adolescente se vê obrigada a engajar com as crenças religiosas de sua avó Áróra.

Aos poucos, o que parece ser uma família comum, começa a se provar que nada é o que parece ser e o pânico se instaura quando a audiência é apresentada à uma suspeita piscina ao 'ar livre'. O nome 'Natatorium' em si, já qualifica uma junção ou um complexo de piscinas, mas o que exatamente é esse local e qual é a significância dele?

O filme pouco fala sobre o verdadeiro significado da piscina, tampouco justifica os motivos por trás das cerimônias orquestradas por Árora devido ao seu fanatismo religioso. Aquela casa e aquela família estão se corroendo, mas Lilja não percebe isso, afinal, os mais jovens da casa não sabem sobre o passado sombrio daquela casa. 

Apesar do ritmo demasiadamente arrastado do filme, os plot twists pegam o público de surpresa e chegam em forma de um slowburn que aos poucos vai crescendo e crescendo até culminar na explosão das cenas finais. Toda essa construção da atmosfera faz a história valer a pena, principalmente por não entregar exatamente um final fechado, deixando para a imaginação do público, o que aconteceu após a tragédia. Essa é uma história que vai ressonar em todos que já se afastaram da família ou que são fadados a viver em um ambiente tóxico movido a crença das pessoas mais velhas da casa. 

NOTA: 8.5/10

SXSW 2024 | Backspot

Por Victoria Hope

Em 'Backspot', Riley é o formidável backspot em sua equipe de líderes de torcida de nível médio até que a treinadora profissional Eileen McNamara lhe dá a oportunidade de se juntar aos Thunderhawks, um time All Star de alto desempenho. 

Jovem, ambiciosa e apaixonada por sua namorada Amanda, Riley estaria no topo do mundo se conseguisse controlar sua ansiedade paralisante. Desesperada para ser ouvida e apreciada, duas qualidades que faltam em sua vida doméstica, Riley fará de tudo para agradar seu novo treinador.

Oprimida, obsessiva e com uma competição iminente, esta jovem atleta queer deve decifrar a própria voz das mulheres ao seu redor e formar uma relação mais saudável com o esporte que ela ama. O filme é uma singela história coming of age de esportes com todo o drama esperado do gênero, porém, com representatividade queer, o que é mais raro de se ver em cenários de filmes relacionados à temática esportiva.

O público acompanha o dia a dia dessas atletas que dão literalmente o sangue para se tornar não apenas boas, mas as melhores de toda a equipe e nesse meio tempo, sem grandes surpresas e sem reinventar a roda, pois afinal, não há muito como sair de todos os temas abordados.

As cenas onde Riley tem ataques de pânico são absolutamente viscerais e literalmente de tirar o fôlego, pois isso é algo que é pouco mostrado em filmes esportivos e aqui em 'Backspot', é abordado com seriedade. Como dito antes, esse não é um filme inovador no gênero, mas faz um excelente trabalho em mostrar o turbilhão de emoções da vida de uma jovem que não apenas busca seguir seus sonhos no esporte, mas que também busca entender seu papel e seu lugar no mundo, 

NOTA: 8/10 

SXSW | My Idea (Curta)

 Por Victoria Hope

'My Ideia', curta do grupo Yatch, mostra um processo doloroso ser uma ideia esperando para ser concretizada, esperando para se tornar real. Muitas ideias nunca dão certo. My Idea mostra um ator de captura de movimento que fica preso como ator de captura de movimento 24 horas por dia, 7 dias por semana - comendo, vivendo, trabalhando - imaginando quando seus criadores o libertarão.

O curta traz uma importante mensagem sobre um trabalho que é tão pouco celebrado na indústria do cinema. Nomes como Andy Serkis já abordaram a temática, relembrando à audiência em como a academia geralmente ignora a importância do trabalho dos atores de motion capture.

Tudo o que o protagonista faz é sonhar acordado, se imaginando em um palco do TED Talks com dezenas e centenas de ouvintes admirando seu trabalho e finalmente valorizando o que ele tem a oferecer, mas novamente, o curta traz a audiência para a realidade; realidade essa onde ele apenas faz um trabalho bem feito, ou até mesmo mediano, sem a perspectiva de que um dia irá sair daquela realidade. Será que um dia ele vai conseguir seu lugar ao sol?

NOTA: 8/10

SXSW 2024 | Entrevista com Helena Stefansdottir, diretora do intenso thriller familiar Natatorium

 

Por Victoria Hope

Natatorium de Helena Stefánsdottir é um thriller psicológico que acompanha a visita de Lilja, de 18 anos, à casa dos avós, os quais não vê há muito tempo, para audições que acontecem na cidade. Durante sua estadia, ela começa a descobrir mistérios obscuros que residem na casa. 

Apesar dos misteriosos segredos de família e de seu pai ser contra a ideia, Lilja se sente em casa no lar dos avós, sem saber que corre risco naquele local. O filme se passa dentro das paredes de uma casa em Reykjavík ao longo de cinco dias, onde aos poucos, a audiência percebe que está lidando com uma família para lá de disfuncional. 

O filme terá sua estreia no SXSW (South by Southwest) 2024, que começa na semana que vem no Texas e nós tivemos a oportunidade de conversar com a diretora islandesa Helena sobre o filme e explorar um pouco mais sobre o universo desse intenso thriller. 


Natatorium / Foto: SXSW

Amélie: Qual foi a sua inspiração para a contar a história de Natatatorium? 

Helena: Foram tantas coisas, porque levei tanto tempo escrevendo esse roteiro, mas no começo eu tinha uma ideia de meio irmãos que gostavam um do outro e tinham uma relação sexual entre eles, mas eles são irmãos então obviamente, nunca poderiam ser um casal. 

Então enquanto eu estava escrevendo o roteiro final, sempre senti que teria uma grande história sobre família disfuncional por trás disso. Eu visualizei esse grande jantar familiar, onde todos deveriam estar celebrando, mas na verdade todos em volta da mesa estão sofrendo e você, que está assistindo, sente essa tensão no ar. A cena é linda, mas você pode sentir a tensão no ar.

Foi assim que aconteceu, coloquei os irmãos lá e a assim a trama fluiu. Uma vez li uma história sobre um homem que tinha fetiche por ser afogado, ou seja, asfixia, e isso me inspirou, me deixou muito interessada sobre o assunto e aí peguei essa trama e coloquei na história. Aí pensei: 'Uma pessoa sozinha não pode fazer isso, alguém tem que fazer por ela', então foi aí que surgiu a ideia de colocar a avó para fazer isso e por aí vai.

Amélie: E em que local foram feitas as filmagens. Apenas na Islândia ou em diversas cidades?

Helena: Apenas em Reykjavík, mas tínhamos uma equipe inteira finlandesa por trás da produção do filme e o longa em si foi editado em Helsinki.

Amélie: Como foi o processo de casting da família?

Helena: Tive ajuda de uma agência para escolha de alguns personagens específicos, mas a vó, por exemplo, eu encontrei na internet. Procurei pessoas com traços familiares  e semelhantes para formar o núcleo da família. 

Mas do meu lado, o processo é um pouco diferente, porque eu não vejo audições, para mim, o mais importante era olhar nos olhos de cada um dos atores e ver se eles eram generosos, humildes e aí um laço era criado entre nós, foi assim que escolhi o elenco, mas também, é claro que o lado físico era importante, porque eles precisavam parecer fazer parte da mesma família, então ficamos um pouco restritos. 

Amélie: Todos nós sabemos de histórias de famílias tóxicas e avós tóxicas. Para você, falar sobre famílias disfuncionais era um ponto importante pelo que vimos. Com isso em mente, o que poderia falar sobre a personagem Árora, avó e matriarca da família.

Helena: Quando eu percebi que ela precisava ter Munchaüsen, que é uma síndrome que faz com que as mães mantenham os filhos, principalmente crianças, doentes para receber reconhecimento e respeito dos outros. Obviamente comecei a ler mais sobre isso e hoje sei praticamente tudo sobre a síndrome.

E aí quando comecei a trabalhar com os atores, nós começamos a pesquisar juntos, porque para mim é extremamente importante não dizer ao ator algo do tipo 'agora você tem Munchaüsen, então você agora irá atuar como alguém que tem essa síndrome.' Por que nós vemos as pessoas de forma diferente do que elas mesmas se veem.

Nos aprofundamos para saber o que essa pessoa sentiria e descobrimos em nossas pesquisas que claramente quase todas foram vítimas de abuso e são todas são muito traumatizadas, que as afeta no futuro e a forma que elas encontram para sobreviver, é fazendo justamente isso, escolhendo alguém para cuidar. É claro que visto de fora, é um comportamento vil e violento com as crianças, mas se você enxerga o que fez a pessoa fazer isso, você até cria uma certa empatia e percebe que todos nós somos humanos, independente de tudo.


Natatorium / Foto: SXSW

Amélie: Tem uma memória durante o processo de filmagem que você vai levar para a vida?

Helena: Meus dias favoritos foram as filmagens da cena do jantar, porque essa era a minha intenção desde o começo e a cena se saiu exatamente como eu imaginava e isso me deixou muito feliz e satisfeita e eu também tinha quase todo o elenco nessas cenas e eu amo tanto todo o elenco, então era tão bom estar e trabalhar com eles.

Depois foi a cena da mãe banhando o filho, porque essa cena é tão reminiscente e me lembra Maria lavando Jesus, dava pra sentir uma aura divina, como se eu estava fazendo uma pintura religiosa e com o movimento das paredes, não sabíamos que era possível fazer e aquele reflexo não tem CGI, foi uma iluminação que surgiu naturalmente com a luz refletida, foi incrível.

Amélie: E como é fazer parte do lineup do SXSW desse ano? Você já esteve no festival?

Helena: Estou muito animada" Essa é a minha primeira vez lá, eu nunca fui para o Texas antes e o lineup de filmes é muito incrível! Eu queria poder ficar mais tempo lá para poder assistir todos os filmes em cartaz (risos). 

Amélie: Três palavras que definem Natatorium? 

Helena: A primeira seria 'Belo', em seguida, denso e depois... Sombrio. Mas também tem uma quarta palavra, impressionante, eu diria! 

Amélie: Como diretora, você tem algum projeto dos sonhos que adoraria trabalhar no futuro?

Helena: Sim, claro! Eu adoraria trabalhar com o roteiro de outra pessoa. Eu quero muito me desafiar, então no próximo projeto, dirigir o roteiro de alguém criativo, seja de qualquer lugar do mundo. Será que tem alguém aí no mundo com um roteiro legal para eu adaptar, apareça por favor (risos). 


SXSW Film & TV Festival | Janet Pierson se torna diretora emérita

 

Por Victoria Hope

Além do novo cargo de Pierson, Claudette Godfrey é promovida a VP, diretora de Filme & TV

O South by Southwest® (SXSW®) anunciou hoje (5) que Janet Pierson, venerada VP, Diretora do SXSW Film & TV Festival se tornará Diretora Emérita e sua vice de longa data, Claudette Godfrey, Diretora de Programação do Festival de Cinema, assumirá a liderança do SXSW Film & TV Festival.

2022 marcou o 15º ano de Pierson como chefe da SXSW Film & TV, encerrando uma carreira de quarenta e cinco anos defendendo filmes e cineastas independentes em uma variedade de papéis, incluindo expositora, representante do produtor, produtora executiva e produtora de segmento e diretora de segmento da tela dividida da IFC-Criterion.

Durante seu mandato como chefe do SXSW Film & TV, Pierson garantiu que o evento fosse vital e abrangente, defendendo inúmeras carreiras na Conferência e no Festival, lançando uma seção dedicada para programas episódicos anos antes de outros festivais e apresentando uma renomada seção de exposições XR , tudo isso contribuindo para a estratégia e direção do evento mais amplo. Muitos dos filmes e carreiras com os quais Pierson teve o privilégio de se envolver são destacados nas iniciativas SXSW Film at 25 e Alumni Stories. Seu novo papel incluirá servir como programadora para o evento de 2023, onde ela será celebrada por suas contribuições excepcionais ao SXSW e à esfera do entretenimento.

“Liderar o SXSW Film (agora SXSW Film & TV) começando em 2008 aos 50 anos foi uma aventura maravilhosa e bastante inesperada. Foi glorioso apresentar tantos trabalhos excelentes em nosso evento único, gerando tantas experiências transformadoras para criadores e público ”, disse Pierson.

“Estou muito orgulhosa do trabalho que nossa pequena e poderosa equipe realizou. Agora, 15 anos e 14 eventos depois, parece certo entregar as rédeas à nova Diretora de Cinema e TV, Claudette Godfrey. Claudette e eu começamos a trabalhar juntas em 2008 e ela tem sido uma importante colaboradora e líder a cada passo do caminho. Estou animada para permanecer na equipe de programação para continuar apoiando e elevando os criadores nesta nova capacidade como Diretora Emérita. Foi um verdadeiro privilégio e estou cheio de gratidão.”

Claudette Godfrey é amplamente considerada como curadora de novas vozes no cinema. Ela defendeu vários cineastas de curtas e videoclipes que seguiram carreiras ilustres e premiadas, incluindo Daniels (Everything Everywhere All At Once), Janicza Bravo (Lemon, Zola) Trey Shults (Krisha), Jim Cummings (Thunder Road) e muitos outros. Nativa de Austin, ela possui uma compreensão singular de todas as facetas do SXSW, atuando em uma variedade de funções durante seus 17 anos no evento, abrangendo voluntários, operações e programação, e muitas vezes várias disciplinas ao mesmo tempo e no próximo ano, m sua nova função, Godfrey liderará a equipe e será responsável pela visão, programação e execução do SXSW Film & TV Festival, e pelo conteúdo focado em filmes e TV dentro da SXSW Conference.

Tudo sobre o Sundance 2023 | Confira novidades sobre datas, ingressos e a plataforma

 

Por Victoria Hope

Após duas edições virtuais, Sundance finalmente retorna a programação presencial em janeiro do próximo ano, mas dessa vez trazendo também a opção virtual, a fim de manter a acessibilidade a todos os amantes de cinema dos EUA e do mundo.

O Sundance Institute, sem fins lucrativos, anunciou hoje (20) vários aspectos importantes do Sundance Film Festival 2023 que acontece de 19 a 29 de janeiro de 2023, incluindo o lançamento dos vários detalhes de ingressos deste ano, datas de venda, locais e a plataforma online do Festival. Nunca foi tão fácil participar do Sundance Film Festival. 

Com uma gama maior de opções de ingressos, teatros expandidos em Park City, Salt Lake City e Sundance Mountain Resort e uma oferta online inspiradora disponível nos EUA, este próximo Festival continuará a fornecer ao público acesso significativo a histórias que mudam a cultura.

Os ingressos e pacotes estarão à venda ao público a partir de 17 de outubro. Os pacotes de ingressos online estarão à venda a partir de 13 de dezembro. Os ingressos individuais para o público estarão à venda a partir de 12 de janeiro de 2023, já o acesso especial de pré-venda para passes e pacotes estará  disponível em 13 de outubro para membros do Sundance Institute nos níveis de Narrador e Apoiador, bem como o Pacote de Ingressos para moradores de Utah. 

Para acesso ainda mais antecipado, os doadores do Sundance Circle poderão comprar ingressos e pacotes do Festival a partir de 4 de outubro. Todos os membros podem comprar ingressos individuais a partir de 11 de janeiro de 2023.

Seguindo com a lista, os ingressos e pacotes estarão à venda ao público geral a partir de 17 de outubro e os pacotes de ingressos online estarão à venda a partir de 13 de dezembro. Os ingressos individuais para o público estarão à venda a partir de 12 de janeiro de 2023. Acesso especial de pré-venda para passes e pacotes é disponível em 13 de outubro para membros do Sundance Institute nos níveis de Narrador e Apoiador, bem como o Pacote de Ingressos para Locais de Utah. 

Para acesso ainda mais antecipado, os doadores do Sundance Circle poderão comprar passes e pacotes do Festival a partir de 4 de outubro. narrativa. Para obter mais informações sobre os benefícios para os membros, visite sundance.org/membership.

Uma novidade para o próximo Festival é o World Cinema Package, disponível tanto pessoalmente quanto online. Esses pacotes de ingressos oferecem aos fãs 10 ingressos para filmes internacionais de documentário e ficção no programa. Sundance também está lançando o SLC Youth Pass, que oferecerá aos participantes de 18 a 25 anos uma tarifa com desconto de US$ 200 para experimentar o Festival em Salt Lake City. De volta à demanda popular está o Pacote Locals – uma oferta especial para todos os residentes de Utah, este pacote inclui 10 ingressos para exibições presenciais para todo o Festival com acesso antecipado à seleção de ingressos antes que as vendas de ingressos de um único filme sejam divulgadas.

“Estamos trazendo o próximo Festival para um público apaixonado em Utah e em todo o país online, reafirmando nossa ênfase em descobrir novos talentos, capacitar artistas e projetos independentes e garantir que as comunidades tenham acesso a histórias impactantes”, disse Joana Vicente, CEO do Instituto Sundance. “Com novas ofertas e opções abrangentes de engajamento, convidamos você a se juntar a nós para celebrar a experiência do Festival e a programação que impulsiona conversas oportunas que influenciam mudanças.” 


Marte 1 / Filme que estreiou no Sundance 2022 e agora está no shortlist do Oscar 2023

INGRESSOS, PACOTES E TICKETS INDIVIDUAIS

A experiência do Festival de Cinema de Sundance de 2023 é sua. Veja filmes na pitoresca Utah e/ou assista em casa com visualização on-line sob demanda - a escolha é sua. A lista completa começa pessoalmente em Utah de 19 a 29 de janeiro. Em 24 de janeiro, o Festival se expande para o público on-line, que terá acesso a uma seleção sob demanda e com curadoria de todos os títulos da competição (Drama dos EUA, Documentário dos EUA , World Cinema Dramatic, World Cinema Documentary e NEXT), bem como um trabalho emocionante em outras seções do programa de longas-metragens, juntamente com trabalhos episódicos e curtas-metragens.

Tickets, Ingressos e Pacotes presenciais

Single Film Ticket

Garanta um lugar no seu filme imperdível. Esta oferta inclui um bilhete para a exibição de longa-metragem, exibição de award winners, curta-metragem ou programa Indie Episódico de sua escolha durante a duração do Festival.

Preço: $25

Datas Válidas: Dia e horário do filme escolhido (19–29 de janeiro)

Pacote World Cinema 

Celebre a narrativas internacionais com este pacote com preço especial e aproveite 10 ingressos presenciais para filmes do World Cinema, incluindo os vencedores do World Cinema, de 19 a 29 de janeiro.

Preço: $200 

Datas válidas: 19–29 de janeiro

Ignite Package Presented by Adobe

Uma oferta exclusiva para participantes de 18 a 25 anos, o Pacote Ignite — apresentado pela Adobe — inclui 10 ingressos para filmes presenciais, acesso antecipado à seleção de ingressos, cinco vouchers gratuitos para filmes online, entrada especial para eventos Ignite e benefícios do Explorer Pass de 22 a 27 de janeiro. Será necessária a comprovação de idade.

Preço: $250

Datas Válidas: 22–27 de janeiro

Pacote Award-Winners 

Celebre o Fim de Semana de Premiação pessoalmente de 28 a 29 de janeiro com acesso a oito exibições de filmes premiados. Os vencedores serão anunciados na sexta-feira, 27 de janeiro. Aproveite também dois dias inteiros de benefícios do Explorer Pass.

Preço: $250

Datas válidas: 28–29 de janeiro


A Love Song estreou no Sundance 2022 / Foto: A24

Salt Lake City Pass

Desfrute de acesso prioritário a todas as exibições presenciais em Salt Lake City com apenas um passe para todo o Festival. Os benefícios do Explorer Pass estão incluídos. Preços com desconto adicional do SLC Youth Pass disponíveis para participantes de 18 a 25 anos.

Preço: $500

Datas válidas: 19–29 de janeiro

Pacote para locais

Uma oferta especial para todos os residentes de Utah - este pacote inclui 10 ingressos para exibições presenciais de todo o Festival com acesso antecipado à seleção de ingressos antes que as vendas de ingressos de um único filme sejam divulgados aos residentes. Os benefícios do Explorer Pass estão incluídos. A prova de residência será uma identificação de Utah no momento da compra.

Preço: $650

Datas válidas: 19–29 de janeiro

Pacote do Festival 

De longe, uma das maneiras mais populares de aproveitar o Festival completo - obtenha 10 ingressos para exibições presenciais e pegue um assento no seu filme favorito com acesso antecipado a seleções de ingressos antes que as vendas de ingressos de um único filme sejam divulgadas. Benefícios do passe Explorer incluídos.

Preço: $750

Datas válidas: 19–29 de janeiro

*Para mais informações sobre ingressos e pacotes, visite o site oficial festival.sundance.org

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Fresh, filme que estreou no Sundance de 2022 / Foto: Divulgação

Tickets, Ingressos e Pacotes Online

Single Film Ticket

Garanta um ingresso online para o seu filme imperdível. Esta oferta inclui um ingresso para a exibição de longa-metragem on-line, exibição do premiado, programa de curtas-metragens ou exibição de episódios independentes de sua escolha de 24 a 29 de janeiro.

Preço: $20

Datas Válidas: 24–29 de janeiro

Explorer Pass 

Este passe desbloqueia seis dias de acesso online a exibições de episódios independentes e programas selecionados de curtas-metragens de 24 a 29 de janeiro.

Preço: $25

Datas válidas: 24–29 de janeiro

Pacote World Cinema

Celebre a narrativa internacional com este pacote com preço especial e assista quando quiser. Desfrute de 10 ingressos online durante seis dias de acesso sob demanda aos filmes do World Cinema, incluindo os vencedores do World Cinema, de 24 a 29 de janeiro.

Preço: $150

Datas Válidas: January 24–29

Pacote Award-Winners

Celebre o fim de semana de prêmios online de 28 a 29 de janeiro com acesso a oito exibições de filmes premiados. Os vencedores serão anunciados na sexta-feira, 27 de janeiro. Aproveite também dois dias inteiros de benefícios do Explorer Pass.

Preço: $200

Datas válidas: 28–29 de janeiro

Pacote Festival

Desfrute convenientemente de seis dias de exibições do Festival e assista seus filmes favoritos sob demanda de 24 a 29 de janeiro. Este pacote flexível inclui 10 ingressos e acesso antecipado à seleção de ingressos para filmes online antes que as vendas de ingressos de um único filme sejam divulgadas. Inclui os benefícios do Explorer Pass.

Preço: $300

Datas Válidas: 24–29 de janeiro

Assim Vivemos | Último final de semana para acompanhar a programação online do evento de filmes sobre deficiência

 

Por Victoria Hope

Evento termina nessa segunda feira, 20, com filmes e debates na plataforma do Festival de cinema sobre deficiência

Onze produções, entre curtas, médias e longas-metragens, e quatro debates online: “O artista e a força do pensamento”, “Educação Inclusiva”, “Parceria colaborativa e “Em busca de uma voz”)” ainda podem ser assistidos pelo site do 10º Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência.  A edição paulistana se encerra na segunda-feira, 20, celebrando a qualidade e diversidade dos filmes apresentados, depois do evento passar pelas sedes do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília e Rio de Janeiro em formato híbrido pela primeira vez.

Entre as obras que podem ser vistas até o final do festival, estão: “Incapazes?”, “Deus ama Porkhov”, “Seremos ouvidas”, “Silenciadas: em busca de uma voz”, “Uma parte de mim”, “Minha amiga do sanatório”, “E elas eram colegas de quarto”, “O artista e força do pensamento”, “Não me esqueci de você”, “Eu sou Irina” e “Imbatível Bunina”.

"Estamos em festa em o resultado da 10ª Edição do Assim Vivemos, que mesmo neste momento de incertezas por conta da pandemia, aconteceu de forma plena e linda. Tivemos público presencial, sessões em instituições com a presença de artistas parceiros e encontros incríveis. Unimos o presencial com segurança ao online, permitindo assim que pessoas de todas as partes do Brasil pudessem acessar conteúdos e participar. Nossos debates aprofundaram questões prementes contribuindo para a reflexão. Parte da programação e debates segue no nosso site por mais alguns dias e por isso convido a todos para acessarem este conteúdo único," comemora Graciela Pozzobon, diretora do festival.

A Primeira Lei 3 / Divulgação

Os encontros desta edição – todos mediados pela idealizadora Lara Pozzobon - tiveram interpretação em Libras e contaram com a presença de profissionais ativos nas suas áreas de atuação, sempre com prioridade para a participação de pessoas com deficiência. Aconteceram gratuitamente e foram disponibilizados na plataforma do evento, assim como o catálogo digital do festival, com informações, sinopses dos filmes e programação completa. E, além da interpretação em LIBRAS, todos os filmes contaram com recursos de acessibilidade como a audiodescrição e as legendas LSE (para surdos e ensurdecidos).

Com direção geral de Graciela Pozzobon, realização do Centro Cultural do Banco do Brasil, patrocínio do Banco do Brasil através da Lei de Incentivo à Cultura, e produção da Cinema Falado Produções, o festival anuncia as produções premiadas com o troféu criado pela artista cega Virginia Vendramini. Os membros do júri são pessoas com deficiência, artistas e profissionais ligados ao tema e, em cada edição, o júri cria novas categorias de prêmios, a fim de destacar as qualidades específicas dos filmes premiados.
 
Além das premiações, listadas abaixo, o festival contou também com cinco menções do júri. São elas: Qualidade artística (para Marcos Abranches, retratado no filme “O artista e a força do pensamento), Destaque das políticas públicas (para o filme brasileiro “Não me esqueci de você”, de Rene Lopez), Legado pós-pandemia (para o filme inglês “Minha amiga do sanatório”, direção de Zlata Onufrieva), Protagonismo (“Fale conosco”, produção brasileira de Fábio Costa Prado) e Emocionante regaste através da direção (para o canadense “Mulheres surdas me contaram”, de Marie-Andree Boivin).

Confira a lista de filmes premiados e menções do Juri:

O Artista e a Força do Pensamento / Divulgação

PRÊMIO TRAJETÓRIA

“O artista e a força do pensamento”

Dir. Elder Fraga | Brasil | 94' | 2021


PRÊMIO MOVIMENTO E EQUILÍBRIO

“Sete Léguas”

Dir. Jon Ander Santamaría, Marcia Castillo | Espanha | 65' | 2019

 
PRÊMIO HUMOR INUSITADO

“Volta”

Dir. Johanis Lyons-Reid, Lorcan Hopper | Austrália | 19' | 2019


PRÊMIO FORÇA FEMININA

“Imbatível Bunina”

Dir. Alexander Zinenko | Rússia | 52' | 2019


PRÊMIO ENFRENTAMENTO

“Seremos ouvidas”

Dir. Larissa Nepomuceno | Brasil | 13' | 2020

 
PRÊMIO DO PÚBLICO

“Fale Conosco”

Dir. Fabio Costa Prado | Brasil | 30' | 2021

 

Menções do Juri:

Não me Esqueci de Você/ Divulgação
 

MENÇÃO PELA QUALIDADE ARTÍSTICA

Marcos Abranches

Retratado no filme “O artista e a força do pensamento”

 
MENÇÃO PELO DESTAQUE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

“Não me esqueci de você”

Dir. Rene Lopez | Brasil | 81' | 2018

 
MENÇÃO PELO LEGADO PÓS-PANDEMIA

“Minha amiga do sanatório”

Dir. Zlata Onufrieva | Reino Unido | 40' | 2021

 
MENÇÃO PELO PROTAGONISMO

“Fale conosco”

Dir. Fabio Costa Prado | Brasil | 30' | 2021

 
MENÇÃO PELO EMOCIONANTE RESGATE ATRAVÉS DA DIREÇÃO

“Mulheres surdas me contaram”

Dir. Marie-Andree Boivin | Canadá | 56' | 2015