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Festival Varilux 2022 | Uma conversa com Régis Roinsard, Diretor de Esperando Bojangles

Por Victoria Hope

No longa 'Esperando Bojangles de Régis Roinsard, Camille e Georges dançam todas as noites ao som de sua música favorita, Mr Bojangles. Em sua casa, só há espaço para diversão, fantasia e amigos. Até que um dia Camille, uma mulher hipnotizante e imprevisível, desce mais fundo em sua própria mente, e Georges e seu filho Gary precisam mantê-la segura.

Os heróis deste filme tocam nossos corações em uma obra que assume a forma de um surpreendente hino ao amor. Por mais excêntricos que sejam, Régis Roinsard sabe aproximá-los de nós, como são, obviamente, próximos dele. 

A meio caminho entre a comédia e o drama, em torno do casal Efira/Duris, Régis Roinsard consegue um filme surpreendente, flertando entre o burlesco ultrajante e o drama mais sombrio. Durante a coletiva, nossa equipe conversou com o diretor sobre suas maiores inspirações e sobre os desafios durante as filmagens. 

Esperando Bojangles / Foto: Festival Varilux

Amélie: Quais foram os maiores desafios durante as filmagens de Esperando Bojangles

Régís: São múltiplos os desafios, mas quando existe essa forma de direção artística, com cenários muito grandes, é um desafio colocar os sentimentos e a vida dentro desse filme. Outro desafio inicial é ter uma criança e fazer ela representar e fazer com que ela represente não como se ela fosse um ator, mas sim como se ela fosse realmente essa criança fazendo parte dessa família.

E o inverso também funciona da mesma forma, que os pais não sejam atores, mas como se fossem realmente os pais dessa criança. Esse é um grande desafio. Vários outros desafios também como filmar animais, os respeito muito e filmar um pássaro é bem complicado. 

Trabalhar com Virginie  também, que tem essa subida e essa descida. A personagem evolui bastante, mas é claro, a dança também foi um grande desafio.

Amélie: Para você, o que é a vida sem música?

Régis: É impossível (risos). Mas vamos lá, gosto muito das músicas da década de 60. Pensando agora é até engraçado que não coloquei no filme, mas gosto muito dessa sonoridade e também gosto muito do Sergio Mendes, Jorge Ben. Fico completamente maluco com essas músicas.

Amélie: Como foi trabalhar com Ramon e Virginie?

Régis: Inicialmente, apesar de ser muito difícil fazer todo o trabalho deles, ao mesmo tempo foi muito simples. Eles trabalharam muito duro, eram os atores que trabalhavam em casa. Trabalharam bastante mesmo e eles não faziam simplesmente ensaios, faziam leituras juntos. 

Nós nunca sabemos como vamos dirigir os atores, a gente descobre muito disso, fazendo o trabalho. Eu não saia muito do que deveria ser feito e eles respondiam sempre muito bem. Como eles aprenderam a dançar (para o filme), havia essa magia e cumplicidade corporal.

Uma vez, um dos atores do elenco estava assistindo as filmagens e todos perguntaram se ele não queria descansar, mas ele disse que não porque estava acompanhando o trabalho dos amigos. Perguntaram então pra ele: 'Você diz a Virginie e o Ramon?" Ele respondeu: "Não, estou vendo a Camille e Georges."

Isso mostra que esse ator havia incorporado esse papel e isso torna as coisas mais simples, porque as pessoas estão bem entregues ao filme. Uma direção não é unidirecional, ela precisa de muitos atores, de como a cena será feita, sabe? Como quando a Virginie deu um grito. Essa cena precisou de trinta tomadas até chegar na final, ou seja, algumas cenas são bem difíceis e precisam ser bem trabalhadas.

Festival Varilux 2022 | Entrevista com Diastème, diretor de O Mundo de Ontem

 

Por Victoria Hope

Em meio a tempos tão sombrios politicamente falando ao redor do mundo, principalmente com notícias que vem assolando o mundo frente ao crescimento de ideais retrógrados, Diastème apresenta 'O Mundo de Ontem', uma pérola mais do que necessária com a mensagem urgente de que a mudança precisa ser feita o quanto antes. 

Elisabeth de Raincy, Presidente da República, optou por se aposentar da vida política. Três dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, ela fica sabendo por seu secretário-geral, Franck L’Herbier, que um escândalo do exterior atrapalhará seu sucessor designado e dará a vitória ao candidato de extrema-direita. Eles têm três dias para mudar o curso da história.

Nesse thriller que poderia ser apenas ficção, mas infelizmente é a realidade do mundo atual, o diretor com maestria, incluindo a atuação primorosa de Léa Drucker, nos apresenta comentários afiados sobre os bastidores políticos nessa tragédia anunciada. 

O Mundo de Ontem / Foto: Festival Varilux

Amélie: Para você, qual seria seu projeto de direção dos sonhos?

Diastème: Essa é uma pergunta difícil porque dirigi quatro filmes e todos eram muito diferentes um do outro e esse era um pouco do tema que eu gostaria de explorar nesse momento. Eu também trabalho com teatro e meu próximo projeto grande será um musical, uma comédia musical. Meu projeto mais recente foi bem sombrio, então para o próximo, quero algo mais alegre e divertido.

Amélie: Duas lições que você aprendeu durante as filmagens de O Mundo de Ontem?

Diastème: A primeira eu sinto que vem mais do teatro, mais do que filmes, é a importância das repetições e dos ensaios. E outra coisa é que quando você faz um filme tão sombrio e desesperador, você precisa rir no set de filmagem, rir do desespero. Na verdade, pensando aqui, isso acaba ficando mais desesperador ainda (risos).

Amélie: Em meio a esses momentos sombrios que vivemos, falando sobre a temática política presente no filme também, o que o mundo poderia aprender com os franceses e seus protestos? 

Diastème: É muito difícil porque a polícia tem se tornado cada vez mais violenta. Nós continuamos a protestar na França, mas a polícia tem ficado cada vez mais violenta. As pessoas não votam mais, metade das pessoas não saem para votar, mas se você não vota, resta protestar. O voto pode mudar algumas coisas, mas bem de vez em quando mesmo.

Sobre o meu filme, acredito que temos que falar mais sobre esse tema, nós não podemos nos esquecer do que é certo e o que é normal. Igualdade deveria ser o normal, respeito deveria ser a normal. Racismo, homofobia, antissemitismo, nada disso é normal. Não é um ponto de vista, é um discurso de ódio e não deveria ter espaço, é um crime. As pessoas precisam reaprender isso.

Festival Varilux 2022 | Um papo com Carine Tardieu sobre Os Jovens Amantes, seu mais novo romance

 

Por Victoria Hope

Em Jovens Amantes, filme que está em cartaz no Festival Varilux de Cinema Francês, dois amantes se reencontram no corredor de um hospital, 15 anos após o primeiro contato. Shauna tem 71 anos, enquanto Pierre tem 45. Opostos, mas hipnotizados um pelo outro, eles se reconectam, enquanto Shauna, que já é mãe, avó e viúva, quer reafirmar que ainda é uma mulher e que a diferença de idade entre eles não importa.

Para dar início ao festival, a imprensa recebeu a delegação francesa do festival, composta por diretores, produtores e parte das equipes criativas dos filmes que vão estar em cartaz no festival até o dia 6 de julho pelo Brasil inteiro, amas vale conferir o site oficial para conferir em quais cinemas da sua cidade vão exibir o circuito.

Nossa equipe teve a oportunidade de entrevistar Carine Tardieu, diretora de 'Os Jovens Amantes', que veio pela primeira vez ao Brasil. Com quatro longas em seu curriculum, sendo este o quarto, ela também teve uma breve experiência como autora de romances young adult. 

Os Jovens Amantes / Foto: Festival Varilux

Amélie: Qual foi sua maior inspiração para 'Os Jovens Amantes?'

Carine: Essa trama na verdade foi inspirada na história da mãe de uma amiga minha, que também era mais madura e teve um romance com alguém mais novo. Essa minha amiga me fez prometer que essa história fosse filmada. Eu já conhecia a roteirista e e produtores e Solveig (quem inspirou a história) e eles me escolheram para filmar essa história. 

Amélie: O que mais a atraiu sobre a história desse casal?

Carine: O que mais me interessou não foi tanto a diferença das idades e sim mais o fato de que uma mulher nessa faixa etária consiga ter os mesmos sentimentos e a mesma paixão que uma jovem de 15 anos e que uma mulher adulta de 30 anos, teriam também. 

Amélie: Como foi a experiência de trabalhar com Fanny Ardant?

Carine: A experiência de trabalhar com Fanny foi realmente outro nível, ela é uma mulher incrível e o que eu queria de Fanny era mostrá-la como uma mulher de 70 anos, então eu não queria que exagerassem na maquiagem ou na luz. Eu queria mostrar as mãos e a idade dela de fato. sem falsidade. 

E a Fanny aceitou logo de cara, ela disse que a questão da velhice, ela já vive todos os dias por conta da idade e não tem esse medo de morrer, porque ela está preparada e ela aceitou o papel. Ela é uma das poucas atrizes, inclusive, que não fez plástica. 

Acho que uma mensagem até para mim mesma e para todas as mulheres é que a gente não precisa ficar retocando nossos rostos, temos que aceitar que tudo isso faz parte da nossa história e que isso conta nossa história e que existe uma beleza nisso. Quando a gente padroniza tudo, todos ficam iguais

Amélie: Já que falamos sobre aprendizado,  quais são as três lições que as pessoas podem aprender com Os Jovens Amantes? 

Carine: Não quero dar muita lição de moral, mas a primeira seria a mensagem de que não existe idade certa para o amor, não devemos pesar muito nessa questão. Manda a sociedade se f**** (risos). Em segundo, essa relação da aceitação da idade e do corpo que vem com a idade, naquela cena onde mostrei as mulheres no vestiário, você realmente tem que encarar isso.  

Já terceira e última seria a questão da escuta, como você se relaciona com as outras pessoas e como você enxerga e lida com as fragilidades delas. Você realmente cria uma relação com a pessoa quando aceita quem ela é sem pesar suas expectativas sobre ela. 

E uma adição extra, recomendem também esse filme para os homens, é importante que homens também assistam. Existe uma certa violência hoje entre essa relação de 'nós contra eles' em debates e eu acredito que um filme como esse pode ensinar sobre a causa feminista e questões feministas, além do próprio conceito do feminino para os homens que não se aprofundam por ignorância. 

Festival Varilux 2022 | Eric Gravel fala sobre Contratempos, filme vencedor Festival de Veneza em duas categorias

 

Por Victoria Hope

Contratempos, filme de Eric Gravel que concorreu ao Festival de Veneza 2022 e levou para casa os prêmios de Melhor Direção para Gravel e de Melhor Atriz por Laura Calamy, conta a história de Julie, uma mulher que luta sozinha para criar seus dois filhos no subúrbio e manter seu emprego em Paris.

Quando ela finalmente consegue uma entrevista para um cargo correspondente às suas aspirações, uma greve geral eclode, paralisando o transporte. Ela então embarcará em uma corrida frenética para salvar seu emprego e sua família.

Assim como em projetos como Crash Test Aglaé, filme anterior de Gravel, Contratempos explora as alegrias e tristezas das pessoas em relação ao mercado de trabalho e tudo que entra em jogo quando nos dedicamos a nossa profissão e deixamos de seguir sonhos. Mas quem disse que é tarde demais para conseguir a carreira dos sonhos? Essa é a grande mensagem do longa. 

Contratempos / Foto: Festival Varilux

Amélie: Como foi a criação da personagem Julie?

Eric: Eu não queria que ela fosse uma personagem comum, então fui criando essa personagem que é mãe, mãe solteira e que precisa ir trabalhar, ou seja, ela não tem muito espaço para se manifestar e pra fazer reinvindicações, como vemos no cenário do filme, porque ela tem obrigações e é por isso que ela leva esse estilo de vida. 

Então ela é uma personagem que vive de modo 'a parte' e de certo modo 'banal', bem comum na verdade.  Aos poucos vamos introduzindo novas informações para essa personagem, mas de forma gradual para que a grande revelação fosse uma surpresa. Ela é uma mulher, ela é camareira em um hotel, só que ela tem um diploma e agora está tentando retomar um status que ela perdeu.

A gente vive numa sociedade que tenta muito guardar o status que está perdendo, mas ela não, ela está tentando voltar pro estilo de vida que ela perdeu.

Amélie: Em filmes como seu projeto anterior Crash Test Aeglé, você também explora a relação dos trabalhadores com seus empregos. Esse é um tema que você gostaria de explorar mais em outros filmes?

Eric: O que me interessa é abordar as relações que nós temos com o trabalho, como isso nos define e como nós vivemos isso. Tanto que Julie, não vemos muito do trabalho dela, mas sim a forma que ela lida com esse trabalho; evidentemente, a vida dela gira em torno do trabalho e isso é uma coisa muito comum.

Fiz um paralelo com meu pai, porque vivi com um pai solteiro, sem minha mãe estar por perto. É um caso meio único, mas parecido com a história de Julie e vi muito meu pai sofrer com essa questão do trabalho, foi muito difícil para mim (como criança). Eu me perguntava se o trabalho também seria jogado nas minhas costas quando eu crescesse ou se eu poderia escolher, acho que é por isso que gosto de ser diretor (risos). 

Amélie: Os últimos minutos do filme foram bem catárticos com uma atuação primorosa de Laure. Poderia falar um pouco mais sobre isso?

Eric: Do começo até o final foi tudo muito similar. A Laura é muito perfeccionista, muito trabalhadora e de uma certa maneira, me identifico muito com ela. É engraçado que voltamos a sua pergunta da relação das pessoas com o trabalho, já que ela também sempre estava trabalhando, trazendo ideias e novas formas de entregar as cenas, ao longo do trabalho, foi um processo muito agradável. 

Ela é muito agradável como pessoa, é muito fácil de trabalhar com ela, então que seja no final ou seja no começo, foi tudo muito fácil de alcançar com ela. Falando mais sobre a personagem, gosto de criar personagens femininas como em Crash Test. Tenho esse prazer em trabalhar com personagens femininas, então tudo fica mais fácil.

Festival Varilux 2022 | Kompromat

 

Por Victoria Hope

Do diretor Jérôme Salle, estrelado por Gilles Lellouche, Michael Gor e Joanna Kulig, Kompromat conta a espetacular fuga de um diretor da Aliança Francesa da Sibéria. Vítima de uma trama orquestrada pelo FSB (Serviço Federal de Segurança da Rússia), esse intelectual terá que se transformar em homem de ação para escapar de seu destino.

Ao longo da história, embora ele não saiba como, o diretor francês da Aliança Francesa localizada na Rússia, Mathieu (Gilles Lellouche), amado por seus alunos, funcionários e por sua família, vive uma vida quase perfeita com sua escola e sua carreira, mas num dia, sua vida muda completamente. Em sua casa de Moscou, poucas horas depois de saber da intenção de sua esposa de retornar à França com sua filha com ou sem ele, Mathieu é preso sem chance de resposta.

Os espectadores já levam esse susto no primeiro ato e são arrebatados pela pergunta: "Por quê isso está acontecendo com ele?" Alvo da polícia secreta da Rússia, o temido Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB),  o professor é acusado de crimes inimagináveis, colocado em prisão domiciliar e avisado que, independentemente do caso sem sentido contra ele, ele será considerado culpado e preso.

Kompromat / Foto: Festival Varilux

Resta então a esse professor uma dura escolha, ou ele sofre por um longo período de prisão em um inferno russo como um homem inocente, ou pode arriscar uma fuga e correr o risco de perder sua vida para sempre. Afinal o que foi que ele fez de tão grave? Foram pequenos atos, como apoiar uma peça LGBTQIA+ dentro da escola? Por quê o diretor está sendo acusado de disseminar pornografia infantil? E a esposa dele, Alice? Por que o denunciou? 

Mais uma vez, Lelouche mostra a que veio carregando cenas emocionantes e apenas com o olhar, consegue passar centenas de sentimentos, enquanto a direção de Salle é frenética, acompanhando justamente o ritmo da adrenalina que o filme pede. Aos poucos novas evidências deixam o resultado da verdadeira faceta do protagonista um verdadeiro mistério, já que enquanto tudo parece apontar o homem como inocente, a declaração de sua esposa, demonstra o contrário. Mas ao mesmo tempo, será que sua esposa realmente o acusaria de algo tão grave? 

Kompromat aumenta a tensão ainda mais durante a fuga de Mathieu, que sozinho e fácil de ser reconhecido, já que agora está aparecendo pelas reportagens da televisão, atravessa a Rússia em direção à fronteira com a Estônia. Com vários oficiais armados e determinados a persegui-lo até o fim, o professor contará apenas com a ajuda de estranhos que possuem muita compaixão. Será que ele vai sobreviver?

NOTA: 8.5/10

Festival Varilux 2022 | Golias

 

Por Victoria Hope

Em Golias, filme aclamado pelo público durante sua estreia, France, professora de esportes durante o dia, trabalhadora à noite, é uma ativista contra o uso de pesticidas. Patrick, um obscuro e solitário advogado parisiense, é especialista em direito ambiental. 

Mathias, lobista brilhante e apressado, defende os interesses de um gigante agroquímico. Seguindo o ato radical de uma pessoa anônima, esses três destinos, que nunca deveriam ter se cruzado, se acotovelam, colidem e se inflamam. Apesar dos fatos serem baseados em um evento real, os personagens mostrados na trama são fictícios, fato que é reforçado logo no início do filme.

Na trama, Patrick (Gilles Lelouche) e Mathias, vão ter seus destinos virados de cabeça para baixo e entrelaçados pelo terrível ato de um fazendeiro desesperado após um caso de morte por câncer que segundo a acusação, foi causado pelo uso dos pesticidas desse fazendeiro. 

Golias / Foto: Festival Varilux

A temática do uso de pesticidas e a infecção que pessoas quer trabalham no campo tem adquirido devido a eles é um tema de extrema relevância, principalmente nesse momento em que os grandes latifundiários e a indústria de agrotóxicos receberam ainda mais apoio de governos ao redor do mundo, isso inclui a França.

O próprio  título do filme anuncia desde início que os expectadores irão testemunhar uma luta desequilibrada, porém, com um herói  pequeno, mas extremamente poderoso. O "Golias" de Frédéric Tellier aqui refere-se claramente à luta de um pequeno Davi contra o herói dos inimigos, praticamente em uma luta bíblica de um pequeno, que seria o advogado, contra um vencedor anunciado, que são os fazendeiros e donos do agronegócio.

É impossível não se envolver emocionalmente na luta dos personagens que clamam por justiça, sabendo que o que está sendo fornecido é extremamente tóxico para todas as famílias e não apenas as que trabalham no campo, já que entra em vigor a mensagem de que a indústria não se importa; para ela, pouco importa que seu produto esteja criando vítimas, já que o mais importante para eles, são os lucros. 

Golias / Foto: Festival Varilux

O simples ato de Tellier mostrar de forma corajosa essa mensagem que aponta o dedo na ferida da indústria de químicos, já mostra que esse é sem dúvida um dos títulos mais importantes desse ano, mas o trunfo vai além da mensagem passada, afinal, a destreza com os takes das filmagens também conduzem o público nesse clima caótico da pequena 'revolução' formada pelas pessoas que pedem justiça.

Golias mostra que aquilo poderia acontecer com qualquer um, com nossas famílias e nossos amigos e que ficar em silêncio não leva a nada. Figuras como o próprio advogado Patrick, são muito importantes na vida real em prol da luta pelo meio ambiente e pela saúde pública, mas as pessoas comuns também tem um enorme papel nessa luta. 

Até mesmo o caso da Pandemia do Covid-19 foi mencionada, quando um empresário falou sem pudores, como essa crise ajudou indústrias a empurrarem diversas leis que protegiam o uso de pesticidas tóxicos, já que todos estavam mais preocupados com a pandemia do que políticas relacionadas ao meio ambiente. 

Em algum momento, um dos personagens revela que lutar contra uma única empresa, seria como comprar uma briga com a indústria química inteira e essa é a uma batalha muito árdua e sem fim. Chega a ser frustrante de ver a forma tão real com a qual os empresários no filme reagem às investigações, com a plena certeza de que sairão ilesos sempre.

NOTA: 10/10

Festival Varilux 2022 | O Destino de Haffman

 

Por Victoria Hope

E seguindo a programação do Festival Varilux de Cinema Francês, somos apresentados a um dos grandes sucessos da bilheteria francesa desse ano. O drama aclamado “Adeus Senhor Haffmann", do cineasta francês Fred Cavayé, chega as salas de cinemas nacionais durante o Festival. 

Escrito por Cavayé e Sarah Kaminsky, baseado na peça teatral de Jean-Philippe Daguerre, o filme é ambientado na cidade de Paris ocupada por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Na trama, em maio de 1941, François Mercier (Gilles Lellouche) é casado com Blanche (Sara Giraudeau) e ambos querem ter um filho, mas apesar de Blanche ser fértil, ela tem dificuldade em engravidar. 

Blanche trabalha numa lavandaria, enquanto François é funcionário de um talentoso joalheiro judeu, Joseph Haffmann (Daniel Auteuil), casado com Hannah (Anne Coesens) e ao contrário dos outros protagonistas, esse casal possui vários filhos. Antecipando a inevitável caça aos judeus com a chegada dos nazistas na França, Haffmann decide se mudar imediatamente com sua família enquanto coloca em prática um plano de sobrevivência de longo prazo do qual François fará parte.

O Destino de Haffman / Foto: Festival Varilux 

O Destino de Haffman traz uma mensagem muito relevante para esse momento, afinal, podemos confiar em todos? O que acontece quando a ganância simplesmente toma conta? Em quem podemos confiar em momentos mais difíceis onde o fascismo e nazismo tomam conta do poder?

Em um momento, o coração de quem está assistindo vai para a boca quando François quase denuncia sem querer a presença de seu chefe para oficiais nazistas. Esse momento de barreira da língua nos traz a reflexão de quantas pessoas naquele período não passaram pelo mesmo. 

Um dos grandes motes do filme é o fato de que pessoas podem ser compradas quando se sentem sem saída; é um conto sobre a ganância humana e como, pessoas que antes eram gentis, por poder, seja financeiro ou de qualquer outra forma, acabam se tornando verdadeiros 'monstros' em face a guerra. As consequências das escolhas de François irão afetar para sempre o destino daquele que um dia já o acolheu e ensinou o que sabe, mas os minutos finais do longa, nos relembram que existem pessoas que também são capazes de ter empatia. 

NOTA: 9.5/10

Festival Varilux 2022 | Os Jovens Amantes

 

Por Victoria Hope

Em 'Os Jovens Amantes' de Carine Tardieu, dois amantes se reencontram no corredor de um hospital, 15 anos após o primeiro contato. Shauna (Fanny Ardant) tem 71 anos, enquanto Pierre (Melvil Poupaud) tem 45. Opostos, mas hipnotizados um pelo outro, eles se reconectam, enquanto Shauna, que já é mãe, avó e viúva, quer reafirmar que ainda é uma mulher e que a diferença de idade entre eles não importa.

A delicadeza em todas as interações do casal Shauna e Pierre são um dos pontos altos do longa que com destreza mostra as alegrias e tristezas de um relacionamento e o que mudou nesses 15 anos de seu envolvimento. O reencontro no hospital é tão simples, mas ao mesmo tempo tão importante, mostrando que mesmo tanto tempo longe, é quase como se nada tivesse mudado entre eles. 

Outro destaque é a atenção de Tardieu aos pequenos detalhes, seja uma mão criando uma bela arte, mexendo em uma mesa, um carro na estrada, absolutamente todos os pequenos gestos apenas enriquecem a trama e reforçam o sentimento do cotidiano entre o casal.

Os Jovens Amantes / Foto: Festival Varilux

Em meio a trilha doce e dramática do filme, testemunhamos os encontros e desencontros de Pierre e Shauna, com o mesmo sentimento de antecipação carregado pelos próprios personagens; nos vemos torcendo para que eles fiquem juntos para sempre.

Durante o primeiro encontro do casal após anos, os toques delicados, as respirações descompassadas e os olhares, levam os espectadores a tempos onde os romances de época como 'orgulho e preconceito' tomavam conta, o que mostra que o filme é uma verdadeira carta de amor ao amor romântico clássico, que não possui idade certa pra chegar, nunca é tarde para se apaixonar verdadeiramente. 

Mesmo com a desaprovação das pessoas ao redor por conta da disparidade das idades entre Shauna e Pierre, eles vão lutar por esse amor, principalmente frente a resistência de Jeanne, ex-esposa de Pierre, mas não ela não é apenas o único obstáculo, afinal, a idade de Shauna também demonstra trazer muitos problemas de saúde para a personagem no futuro. Será que o amor resistirá a tudo?

NOTA: 9/10

Festival Varilux 2022 | Contratempos

 

Por Victoria Hope

Contratempos já começa caótico com uma mãe correndo com seus filhos pelas ruas para levá-los até a escola antes de ir trabalhar. Nossa protagonista Julie, é uma camareira que trabalha em um hotel da cidade e assim como muitos, almeja encontrar uma oportunidade melhor de emprego melhor em meio ao caos.

O longa é um relato e uma carta sobre a classe trabalhadora, que luta, corre no dia a dia, que sofre com salários baixos, com a falta de tempo para cuidar não apenas da família, como também do próprio bem estar, mas vive com a esperança de dias melhores. A câmera frenética de Contratempos em sintonia com a atriz Laure Calamy é um dos pontos altos que faz com que a adrenalina de quem está assistindo entre em uníssono com as reações da protagonista.

Toda a rotina do filme é embalada não apenas pela vida de Julie, mas também por protestos que estão acontecendo por Paris, o que é uma das grandes características da cidade há séculos. A leve quebra da rotina da protagonista é com um completo estranho em um vislumbre do que poderia ser a vida dela caso ela fosse aos protestos o invés de trabalhar.

Contratempos / Foto: Festival Varilux

Uma das mensagens do filme é algo de extrema relevância para esse momento em que todos vivemos, afinal, muitos trabalhadores pensam 'por quê eu deveria ligar para protestos? Preciso ir trabalhar para colocar comida na mesa'. Toda luta por justiça social ou busca por mais direitos trabalhistas é deixada de lado para que a 'máquina' seja abastecida com a força de trabalho, para que no fim, mesmo os funcionários exemplares, sejam simplesmente descartados após anos de dedicação.

Todos que já passaram pelo mercado de trabalho com certeza vão se identificar com as alegrias e tristezas que Julia nos apresenta e o alívio, quando ela consegue, mesmo depois de perder quase tudo, finalmente realizar seu sonho de recolocação no mercado.

Porém, todo o sonho possui uma consequência, sendo essa a escolha difícil da mãe de ter que passar menos tempo com os filhos a fim de conseguir dar conta da nova função. Quantas mães solos não tiveram que passar pela mesma situação? Os momentos finais de Julie são catárticos e só entenderão esses últimos minutos, aqueles que já tiveram que fazer escolhas difíceis em busca do sonho. 

Nota: 8.5/10

Confira a programação completa do Festival Varilux 2022

08/06/2022

Por Victoria Hope

Festival Varilux de Cinema Francês 22 traz programação com 17 filmes inéditos e recentes, dois clássicos e séries francesas

O cinema francês com suas histórias ricas, relevantes e inspiradoras volta à cena com a chegada nas salas dos cinemas da 13ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês 22. Único evento audiovisual realizado nacionalmente e simultâneo em municípios de quase todos os estados brasileiros, o festival ocorre entre 21 de junho e 6 de julho e brinda o público com 17 obras inéditas e recentes da filmografia francesa e dois filmes como homenagem: a um clássico e em comemoração aos 400 anos do dramaturgo francês Molière. Confira a programação no site: https://variluxcinefrances.com/

Na seleção dos inéditos desta edição com temáticas variadas e gêneros como comédia, drama, suspense e romance estão produções de diretores aclamados internacionalmente e já conhecidos do público brasileiro como François Ozon (Peter Von Kant), Cédric Klapisch (O Próximo Passo), Asghar Farhadi (Um Herói) e Louis Garrel (Um Pequeno Grande Plano). 

Confira a lista de filmes e séries do festival:

- FILMES -


Um Pequeno Grande Plano / Foto: Festival Varilux

CONTRATEMPOS (A plein temps)

2022/ 1h28 / Drama
Com: Laure Calamy, Anne Suarez, Geneviève Mnich
Classificação etária: 14 anos

Direção: Eric Gravel

Distribuição no Brasil: Bonfilm

Sinopse: Julie luta sozinha para criar seus dois filhos no subúrbio e manter seu emprego em Paris. Quando ela finalmente consegue uma entrevista para um cargo correspondente às suas aspirações, uma greve geral eclode, paralisando o transporte. Ela então embarcará em uma corrida frenética para salvar seu emprego e sua família.

 

Vencedor dos prêmios de Melhor Diretor e Melhor Atriz (Laure Calamy) no Festival de Veneza. Indicado para a categoria de Melhor Filme.

 

ENTRE ROSAS (La Fine Fleur)
2021 / 1h36 / Comédia
Com: Catherine Frot, Melan Omerta, Fatsah Bouyahmed
Classificação etária: Livre

Direção: Pierre Pinaud

Distribuição no Brasil: California Filmes

Sinopse: Eve Vernet foi a maior criadora de rosas. Hoje, está à beira da falência, prestes a ser comprada por um poderoso concorrente. Véra, sua fiel secretária, acha que encontrou uma solução ao contratar três presidiários que tentam se reinserir na sociedade, mas que não tem nenhum conhecimento de jardinagem. Enquanto quase tudo os separa, eles embarcam juntos em uma aventura singular para salvar a pequena fazenda.

 

Selecionado para o L'Alpe-d'Huez Film Festival.

 

ESPERANDO BOJANGLES (En attendant Bojangles)
2022 / 2h05 / Comédia, Drama
Com: Romain Duris, Virginie Efira, Grégory Gadebois
Classificação etária: 14 anos

Direção: Régis Roinsard

Distribuição no Brasil: California Filmes

Sinopse: Camille e Georges dançam todas as noites ao som de sua música favorita, Mr Bojangles. Em sua casa, só há espaço para diversão, fantasia e amigos. Até que um dia Camille, uma mulher hipnotizante e imprevisível, desce mais fundo em sua própria mente, e Georges e seu filho Gary precisam mantê-la segura.

 

GOLIAS (Goliath)
2022 / 2h02 / Drama, Suspense
Com: Gilles Lellouche, Pierre Niney, Emmanuelle Bercot
Classificação etária: 14 anos

Direção: Frédéric Tellier

Distribuição no Brasil: Bonfilm

Sinopse: France, professora de esportes durante o dia, trabalhadora à noite, é uma ativista contra o uso de pesticidas. Patrick, um obscuro e solitário advogado parisiense, é especialista em direito ambiental. Mathias, lobista brilhante e apressado, defende os interesses de um gigante agroquímico. Seguindo o ato radical de uma pessoa anônima, esses três destinos, que nunca deveriam ter se cruzado, se acotovelam, colidem e se inflamam.

 

Mais de 680 mil espectadores na França

 

KING - MEU MELHOR AMIGO (King)
2022 / 1h45 / Aventura, Família
Com: Gérard Darmon, Lou Lambrecht, Léo Lorléac'h
Classificação etária: Livre

Direção: David Moreau

Distribuição no Brasil: BF Films

Sinopse: King, um filhote de leão traficado, foge do aeroporto e encontra abrigo na casa de Inès e Alex, de 12 e 15 anos. Os irmãos bolam um plano maluco: levar King de volta para casa, na África.

 

KOMPROMAT

2022 / 2h07 / Drama, Suspense
Com: Michael Gor, Gilles Lellouche, Joanna Kulig
Classificação etária: 14 anos

Direção: Jérôme Salle

Distribuição no Brasil: Mares Filmes

Sinopse: A espetacular fuga de um diretor da Aliança Francesa da Sibéria. Vítima de uma trama orquestrada pelo FSB (Serviço Federal de Segurança da Rússia), esse intelectual terá que se transformar em homem de ação para escapar de seu destino.

 

O ACONTECIMENTO (L'événement)
2021 / 1h40 / Drama
Com: Anamaria Vartolomei, Kacey Mottet Klein, Luàna Bajrami
Classificação etária: 16 anos

Direção: Audrey Diwan

Distribuição no Brasil: Zeta Filmes

Sinopse: Uma adaptação do romance homônimo de Annie Ernaux. França, 1963. Anne, uma estudante promissora, engravida. Ela decide abortar, pronta para fazer qualquer coisa para se livrar do bebê e ser dona de seu próprio corpo e de seu futuroEla se envolve sozinha em uma corrida contra o tempo, desafiando a lei.

 

Vencedor do Leão de Ouro de melhor filme no Festival de Veneza em 2021.

 

O DESTINO DE HAFFMANN (Adieu Monsieur Haffmann)

2022 / 1h56 / Drama, Histórico
Com: Daniel Auteuil, Gilles Lellouche, Sara Giraudeau
Classificação etária: 14 anos

Direção: Fred Cavayé

Distribuição no Brasil: Synapse

Sinopse: Paris, 1941. François Mercier é um homem comum que sonha em começar uma família com a mulher que ama, Blanche. Ele trabalha para um talentoso joalheiro, o Sr. Haffmann. Mas frente à ocupação alemã, os dois homens não terão outra escolha senão concluir um acordo cujas consequências perturbarão seus destinos.

 

Vencedor nas categorias Melhor Atriz e Melhor Filme (Prêmio do Público) no Festival du Film de Sarlat 2021.

 

O MUNDO DE ONTEM (Le monde d'hier)
2022 / 1h29 / Drama
Com: Léa Drucker, Denis Podalydès, Alban Lenoir
Classificação etária: 14 anos

Direção: Diastème

Distribuição no Brasil: Bonfilm

Sinopse: Elisabeth de Raincy, Presidente da República, optou por se aposentar da vida política. Três dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, ela fica sabendo por seu secretário-geral, Franck L'Herbier, que um escândalo do exterior atrapalhará seu sucessor designado e dará a vitória ao candidato de extrema-direita. Eles têm três dias para mudar o curso da história.


O Próximo Passo / Foto: Festival Varilux

 O PRÓXIMO PASSO (En corps)

2022 / 1h57 / Drama
Com: Marion Barbeau, Hofesh Shechter, Denis Podalydès
Classificação etária: 12 anos

Direção: Cédric Klapisch

Distribuição no Brasil: Bonfilm

Sinopse: Elise, uma jovem e promissora bailarina clássica, se machuca em uma apresentação após flagrar a traição do namorado. Apesar dos especialistas dizerem que ela não conseguirá mais dançar, Elise vai lutar para se recuperar, buscando novos rumos no mundo da dança contemporânea.

 

O SEGREDO DE MADELEINE COLLINS (Madeleine Collins)
2021 / 1h42 / Drama
Com: Virginie Efira, Quim Gutiérrez, Bruno Salomone
Classificação etária: 14 anos

Direção: Antoine Barraud

Distribuição no Brasil: Synapse

Sinopse: Judith leva uma vida dupla entre a Suíça e a França, com dois amantes e filhos diferentes. Por um lado Abdel, com quem cria uma menina, por outro Melvil, com quem tem dois meninos mais velhos. Pouco a pouco, esse frágil equilíbrio de mentiras, segredos e idas e vindas começa a se despedaçar.

 

OS JOVENS AMANTES (Les jeunes amants)
2022 / 1h54 / Drama
Com: Fanny Ardant, Melvil Poupaud, Cécile de France
Classificação etária: 14 anos

Direção: Carine Tardieu

Distribuição no Brasil: Elite Filmes

Sinopse: Dois amantes se reencontram no corredor de um hospital, 15 anos após o primeiro contato. Shauna tem 71 anos, enquanto Pierre tem 45. Opostos, mas hipnotizados um pelo outro, eles se reconectam, enquanto Shauna, que já é mãe, avó e viúva, quer reafirmar que ainda é uma mulher e que a diferença de idade entre eles não importa.

 

PETER VON KANT (Peter Von Kant)
2022 / 1h26 / Comédia, drama
Com: Denis Ménochet, Isabelle Adjani, Khalil Ben Gharbia
Classificação etária: 16 anos
 

Direção: François Ozon

Distribuição no Brasil: Bonfilm

Sinopse: Peter von Kant é um diretor de cinema de sucesso e mora com seu assistente Karl, a quem gosta de maltratar e humilhar. Sidonie, uma grande atriz que foi sua musa por muitos anos, o apresenta a Amir, um belo e modesto jovem. Peter se apaixona por Amir e se oferece para dividir seu apartamento com ele e ajudá-lo a entrar na indústria cinematográfica. O plano funciona, mas assim que ganha fama, Amir termina com Peter, deixando-o sozinho para enfrentar seus demônios.

 

Indicado ao Urso de Ouro de Melhor Filme no Festival de Berlim em 2022.

 

QUERIDA LÉA (Chère Léa)
2021 / 1h30 / Comédia, Drama
Com: Grégory Montel, Grégory Gadebois, Anaïs Demoustier
Classificação etária: 14 anos

Direção: Jérôme Bonnell

Distribuição no Brasil: Elite Filmes

Sinopse: Depois de uma noite de bebedeira, Jonas decide visitar sua ex-namorada Léa, por quem ainda é apaixonado. Contudo, ele é rejeitado. Atormentado, Jonas vai ao café do outro lado da rua para escrever-lhe uma última carta de amor, perturbando assim o seu dia de trabalho e despertando a curiosidade do dono do café.

 

SENTINELA DO SUL (Sentinelle sud)
2021 / 1h37 / Drama
Com: Niels Schneider, Sofian Khammes, India Hair
Classificação etária: 14 anos
 

Direção: Mathieu Gérault

Distribuição no Brasil: Bonfilm

Sinopse: Após uma operação clandestina que dizimou sua unidade, o soldado Christian Lafayette está de volta à França. Enquanto tenta retomar uma vida normal, logo se envolve no tráfico de ópio para salvar seus dois irmãos de armas sobreviventes.

 

UM HERÓI (Un héros)
2021 / 2h08 / Drama
Com: Amir Jadidi, Mohsen Tanabandeh, Fereshteh Sadre Orafaee
Classificação etária: 12 anos
 

Direção: Asghar Farhadi

Distribuição no Brasil: California Filmes

Sinopse: Rahim está na prisão devido a uma dívida que não conseguiu pagar. Durante uma licença de dois dias, ele tenta convencer o seu credor a retirar a sua queixa contra o pagamento de parte da quantia. Mas as coisas não correm de acordo com o plano…

 

Vencedor do Grand Prix no Festival de Cannes de 2021. Selecionado para a Palma de Ouro.

 

UM PEQUENO GRANDE PLANO (La croisade)
2021 / 1h06 / Comédia
Com: Lionel Dray, Laetitia Casta, Joseph Engel
Classificação etária: Livre

Direção: Louis Garrel

Distribuição no Brasil: Synapse

Sinopse: Abel e Marianne descobrem que seu filho de 13 anos, Joseph, está vendendo seus bens mais valiosos para financiar um projeto ecológico na África. Eles rapidamente entendem que Joseph não é o único, existem centenas de crianças ao redor do mundo em uma missão para salvar o planeta.


O CLÁSSICO

O PAPAI NOEL É UM PICARETA (Le Père Noel est une ordure)
1982 / 1h23 / Comédia
Com: Josiane Balasko, Marie-Anne Chazel, Anémone, Thierry Lhermitte, Christian Clavier, Gérard Jugnot
Classificação etária: 14 anos

Direção: Jean-Marie Poiré

Sinopse: A linha direta parisiense de SOS é interrompida na véspera de Natal pela chegada de personagens marginais excêntricos que causam desastres em cadeia. Realizado pela trupe Splendid, este filme é a adaptação de sua peça de mesmo nome, criada em 1979.

 

HOMENAGEM AOS 400 ANOS DE NASCIMENTO DE MOLIÈRE

AS AVENTURAS DE MOLIÈRE (Molière)

2007 / 2h / Drama, romance
Com: Alban Casterman, Romain Duris, Fabrice Luchini
Classificação etária: 14 anos

Direção: Laurent Tirard e Ariane Mnouchkine

Sinopse: Em 1644, Molière tem apenas 22 anos. Cheio de dívidas e perseguido por oficiais de justiça, ele insiste em encenar tragédias nas quais é inegavelmente ruim. E então um dia, depois de ser preso por credores impacientes, ele desaparece.

 

- AS SÉRIES - 

A Corda / Foto: Festival Varilux

CHEYENNE E LOLA (Cheyenne et Lola)

2020 / 8x50' / Drama

Com: Veerle Baetens, Charlotte Lebon

Direção: Eshref Reybrouck

Showrunners: Virginie Brac, Fanny Talmone

Sinopse: Cheyenne e Lola é o encontro de duas jovens opostas que se encontram, apesar de si mesmas, presas em uma engrenagem infernal. Para sobreviver e partir para a conquista de um ambiente que lhes é muito hostil, elas não têm escolha a não ser unir forças e, pouco a pouco, tornarem-se amigas.

AS SENTINELAS (Les Sentinelles)

2022 / 7x50' / Drama

Com: Pauline Parigot, Louis Peres, Birane Ba

Direção: Jean-Philippe Amar

Showrunners: Thibault Valetoux, Frédéric Krivine

Sinopse: Na região de Mopti, no Mali, a seção da tenente Anaïs Collet, destacada como parte da Operação Barkhane, dedica-se a rastrear terroristas. Mas uma emboscada com consequências dramáticas revive as tensões entre os militares e a população maliana, que aceita cada vez menos a presença francesa.

JOGOS DE PODER (Jeux d'influence)

2019 / 6x60' / Drama, Thriller

Com: Alix Poisson, Laurent Stocker, Jean-François Sivadier

Direção e criaçao : Jean-Xavier de Lestrade, Antoine Lacomblez

Sinopse: Um agricultor com leucemia, um parlamentar idealista, um acusado multinacional, um lobista disposto a tudo para defender os interesses de seu cliente e um jornalista comprometido: eis os principais elementos desse jogo de poder. Um thriller emocionante inspirado em fatos reais sobre a atividade dos lobbies e da indústria fitossanitária.

O QUE PAULINE NÃO DIZ (Ce que Pauline ne vous dit pas)

2021 - 2022 / 4x52' / Drama

Com: Ophelia Kolb, Grace Seri, Sylvie Testud

Diretor: Rodolphe Tissot

Showrunners: Antoine Lacomblez, Julien Capron

Sinopse: Pauline presencia a morte de seu ex-marido e por um concurso de circunstancias, se torna a principal suspeita do crime. E cada vez que tenta se justificar, se afunda um pouco mais, até perder a confiança da sua própria família.

Ópera / Foto: Festival Varilux

ÓPERA (L'Opera)

2021 / 8x50' / Drama

Com: Ariane Labed, Raphaël Personnaz, Suzy Bemba

Showrunners e direçao: Cécile Ducrocq, Benjamin Adam

Sinopse: Na Ópera de Paris, Zoé, uma bailarina estrela de 35 anos com uma carreira deslumbrante, vive hoje em excesso: festas demais, amantes, ansiedade... mas ela vai lutar contra a instituição, seus pares e principalmente contra ela mesma para ter uma segunda chance.

SÍNDROME E (Syndrome E)

2021 / 6x52' / Drama, Policial, Thriller

Com: Vincent Elbaz, Jennifer Decker, Emmanuelle Béart

Showrunners: Mathieu Missoffe

Sinopse: Síndrome E é o termo para o comportamento assassino de certos indivíduos. Os policiais parisienses Franck Sharko e Lucie Hennebelle investigam o mundo arrepiante da manipulação mental e da neurociência quando cinco cadáveres são encontrados horrivelmente mutilados. Baseado no livro epônimo de Franck Thilliez.

A CORDA (La corde)

2022 / 3 x 50' / Drama, Fantasia, Thriller

Com: Suzanne Clément, Jean-Marc Barr, Christa Théret, Jeanne Balibar

Diretor: Dominique Rocher

Sinopse: Um pequeno grupo de cientistas isolado em uma base na Noruega descobre uma corda misteriosa e aparentemente interminável que corre ao longo de seu observatório e na floresta próxima. Alguns decidem segui-la. A expedição inocente se transforma lentamente em uma busca para desvendar esse mistério.

Adaptado do romance alemão homônimo de Stefan aus dem Siepen.

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