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Mostra de SP 2026 | I Love Boosters

 

Por Victoria Hope

I Love Boosters é tudo o que eu queria e muito mais. Esse é um filme com ideias (talvez até demais), estilo em abundância, atitude, figurinos de tirar o fôlego e um excesso de exuberância muito necessário para a história que está sendo contada. 

O filme funciona num ritmo e cadência que podem ser desafiadores ou difíceis de acompanhar caso as pessoas não estejam acostumadas com o cinema de Boots Riley, mas quem gosta de cinema caótico e revolucionário, político e opulento assim, vai receber um banquete.

Essa é uma comédia maximalista que tem de tudo, desde temas políticos à comédia pastelão, ficção científica, stop-motion e muito mais, sem falar na sátira ácida à exploração capitalista do mercado, principalmente da indústria da moda.

I Love Boosters / Foto: Universal Pictures

Na trama, acompanhamos um grupo de Boosters, jeito mais chic de dizer que são ladras, que roubam peças de roupa luxuosas para revender para a classe trabalhadora periférica da cidade, bem ao estilo Robin Hood às avessas, já que apesar de deixarem o luxo acessível, elas ainda se beneficiam das vendas, pois precisam de dinheiro para se sustentar e sobreviver como todo mundo.

A "Velvet Gang", grupo de boosters, é composta por Corvette (Keke Palmer), Sade (Naomi Ackie) e Mariah (Taylour Paige) e juntas, todas tentam alimentat o sonho de Corvette, que é criar suas próprias roupas, já que uma de suas maiores inspirações é a estilista Christie Smith (Demi Moore), mas tudo muda quando Corvette percebe que sua super heroína não passa de uma charlatã e que ainda rouba designs de pessoas como a própria Corvette. A partir daí é guerra declarada entra a indústria da moda e as boosters. 

O filme tem diversas mensagens muito relevantes, mas a maior de todas elas é a sacada brilhante unir os entusiastas de Oakland (Boosters) aos operários de fábricas chinesas, utilizando o artifício do portal para transportá-los de um lado para o outro, eliminando, literalmente, a distância entre as culturas.

Boosters, enuanto classe trabalhadora, se unirem à trabalhadores das fábricas chinesas seja a ser poético, já que constitui um gesto sutil, porém importante, de solidariedade entre diferentes culturas, outra mensagem extremamente importante nesses momentos em que estamos vivendo.

NOTA: 9/10

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